Notas iniciais
Boa leitura!

Eu odeio!

Odeio o que ele é pra mim,

o que ele representa pra mim,

o que ele significa pra mim.

Mais do que tudo preciso dele.

Mais do que alimento,

mais do que água,

mais do que ar.

Ele supre a vida,

ele é vida,

a minha vida.

E ele me tortura com sua ausência.

Fico no querer dele,

no desejar dele,

no suplicar dele.

Para que ele á traga de volta

a vida em suas mãos.

A vida que aos poucos,

se esvai de mim.

A subsistência que agora ele rege,

por direito quero de volta.

Mas não quero que ele

me deixe a usurpar.

Por mais aflição

que sinta,

o coração dentro de mim,

pulsa por ele.

O único fio de vida

existente em mim,

se deve as imagens dele,

ainda vivas em meus pensamentos.

Que vida essa cheia de dor?

Lhe entreguei minha vida,

e o diminuto que pedi,

se negou a dar.

Seu coração,

pertence a ela.

A voz em minha cabeça,

a tormenta em minha vida.

Ela diz :

" Obrigada,

por viver no inferno,

dos que continuam."

No inferno,

continuei,

adoeci,

mas não morri.

No quarto escuro,

em meio a névoa,

em meio as lágrimas,

em meio as lembranças.

Senti aos poucos,

a luz tocar minha pele,

Senti meus pés livres,

minhas mãos desatadas.

Era ele.

Que com um simples toque,

curou minhas chagas,

meu medo, mas não minha dor.

Por seu corpo fui conduzido,

carregada, para longe,

longe do inferno.

A dor,

era meu coração,

ainda partido,

ferido.

Seus olhos cinzas,

se juntaram aos meus,

E ele sussurrava em meu ouvido,

Venusta era sua voz:

" Em ti coloquei,

a pior marca

do mundo

A da dor.

Mas prometo,

que a ferida aberta em teu peito,

ira se curar

com o amor que trago comigo.

E agora lhe ofereço.

Para o alento de tanta dor,

e sofrimento,

que causei em ti ..."

Notas finais
Obrigada aos Leitores!
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!