Minha escola tinha nome de santo, mas de santo ela não tinha nada. Um bom exemplo é a forma misteriosa como minha média de matemática aumentou. Ou como os professores são mais vagabundos que os alunos. De uma maneira ou outra, ninguém naquele lugar realmente ligava para aprender ou ensinar com qualidade, era algo mais “cada um por si”.

Saí do ônibus, e entrei na escola segurando minha mochila tão entediadamente que ela praticamente arrastava no chão. Eu sempre chegava quase vinte minutos antes de começar a aula e sempre encontrava a escola praticamente vazia. Nunca morri de tédio até hoje porque Mark também chega cedo. Mais ou menos meia hora antes da aula.

Porém, hoje, quando entrei na sala e joguei o meu material na carteira ao lado da que estava com o material de Mark, vi que não havia mais nenhum sinal dele na sala. E, se não me engano, nem no corredor eu o vi. O que era estranho, uma vez que ele vivia perambulando os corredores aleatoriamente. Tanto que Mark conhecia TODOS os melhores esconderijos da escola até aqueles que os inspetores não conheciam e que eram perfeitos para matar as aulas de matemática.

Isso estava muito estranho. Acho melhor procurá-lo. Os brutamontes do terceiro ano também chegavam cedo e para um cara tão delicado e bonito como Mark isso era perigoso.

Essa escola me assustava quando não tinha ninguém, era muito assustador ouvir seus passos ecoando e nenhuma conversa ao seu redor. Mark não estava no primeiro andar, subi correndo as escadas do segundo andar, mas virei a esquina para o corredor que o achei. E droga, junto com ele estava Puck Jones – não que o nome dele realmente seja Puck, mas todos o chama assim.

Puck Jones estava no terceiro ano, passava o dia inteiro na academia, ouvia heavy metal e adorava arranjar encrencas. Repetiu de ano três vezes. Possui cabelos negros curtos e sempre espetados, olhos azul petróleo e o corpo de um atleta. Algo como o sonho de todas as garotas da escola. Além de, é claro, já ter vinte anos.

Puck empurrou Mark na parede e bateu a mão com força bem do lado da cabeça do meu amigo. Eu tenho que detê-lo, Mark não tem a menor chance.

-Ei! Colega! Bate em alguém do seu tamanho – exclamei, empurrando aquele armário cheio de músculos que poderia me mandar daqui até a China com um peteleco para longe de Mark.

-Nate! O que está fazendo? – Mark parecia me repreender, mas mesmo assim ele estava corado. Por que diabos ele está corado?

Puck estava gargalhando, de um jeito meio estranho e nada engraçado, mas gargalhando – vejo você depois, Mark – ele comentou fazendo uma pequena pausa nas risadas, mas enquanto ia para sua sala continuava a rir escandolasamente.

-Mark, o que está acontecendo aqui?

-Bem... – Mark começou e atingiu um tom de vermelho que faria um tomate se sentir pálido. E eu ainda não estou entendendo nada — o Puck não ia me bater. É que eu estou... Como falar isso?

-Por que simplesmente não desembucha de uma vez? – eu estou começando a achar isso extremamente estranho, mas quem sou eu para julgá-lo.

-Não ria, ou tire uma com a minha cara, por favor – ele pediu de cabeça baixa. Concordei com a cabeça e com um ‘certo’ impaciente — É que eu estou saindo com o Puck – se o corredor não estivesse tão silencioso eu nunca teria escutado de tão baixo que Mark falou.

-Saindo? Saindo de... De saindo? Ou saindo de sair com a galera dele como amigos? – essa frase não fez o menor sentido.

-De saindo – Mark murmurou e eu dei mais uma vez graças pelo corredor ainda estar silencioso. O povo daqui só chegava mesmo depois do primeiro sinal.

-Meu deus, Mark! Justo com ele? Esse cara é barra pesada, toma cuidado – eu não posso julgá-lo, seria hipocrisia, então o melhor a fazer era apoiar meu amigo.

-Que tal falarmos de outra coisa? – ele sugeriu enquanto andávamos em direção a sala.

-A Liza oficialmente me odeia – e meu novo vizinho me beijou. Completei mentalmente.

-Bom para você, sempre te disse que aquela garota era problema na certa – Mark deu de ombros – Mas pelo menos é um problema a menos na sua vida.

-Nisso você está certo – concordei rindo e entramos na sala, Liza e algumas amigas “capacho” dela já estavam na sala.

-Nossa, isso tá até parecendo uma mordida de vampiro – uma comentou olhando para algo no pescoço da amiga – Como você fez isso?

-Eu não lembro – Liza passou a mão pelo machucado – Tava tão bêbada no dia que acho que devo ter caído e machucado – ela deu de ombros e escondeu o pescoço com o cabelo.

Vampiros? Ela está apelando até para isso? A Liza não precisa utilizar dessas coisa para chamar atenção, ela já chama o suficiente sem. Onde será que esse mundo vai parar, primeiro o Nicolas com seu vício sobre histórias de vampiros e agora a Liza com mordidas de vampiro?

Alguma coisa estava definitivamente errada.

Notas finais
Ficamos tão, mas tão ocupadas com a escola que simplesmente não deu para escrever. Mil desculpas com a demora, mas pelo menos agora com a aproximação das férias podemos voltar a postar mais rápido

Espero que todos gostem e não se esqueçam de mandar reviews.
Lembrem-se que cada review rende 12 nyah cash, 100 pontos de exp e deixa duas escritoras explodindo de felicidade e ânimo para escrever mais
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.