Quarteto de bronze e ódio eterno - Scorose
4 Espiã Disfarçada?
Notas iniciais
Sharon Parkinson Zabine andava pelos jardins do castelo de Hogwarts. Quem via a jovem jamais imaginaria que a jovem guardasse segredos tão angustiantes. A sua vida jamais fora fácil, mas agora atingira mais ainda um nível de complicação maior.
Sharon estava entre a cruz e as espadas. Entre ser julgada ou ser julgada. Não havia escapatórias. Seu destino já estava traçado. O mais provável de acontecer, seria ir para Askaban e aprodecer o resto de sua vida por lá.
Mas alguém ao menos sabia seu motivo para se aliar ao lord das trevas? Não, ninguém sabia, somente ela. Quem diria que ela filha de Pansy Parkinson e Blásio Zabine, dois elitistas puro-sangues estaria apenas se aliando a um lord das trevas para salvar uma mera mestiça.
Mas era isso que Sharon faria. Virou comensal da morte apenas para proteger sua melhor amiga Rose Weasley e daria sua vida para isso, caso preciso. Passaria a ser condenada como um monstro e uma assassina, mas ao menos salvaria sua melhor amiga.
Rose sempre foi especial para a jovem. Rose fora a única que apoiara Sharon em tudo. Fora a única que estivera do lado da Sonserina e Sharon admirava isso. Rose sempre foi um exemplo, uma dádiva chamada " amiga " para a garota. Rose era a única amiga que Sharon fez de verdade, o resto era tudo um bando de interesseiras, afinal a família Parkinson Zabine sempre fora uma das famílias puro-sangue mais ricas e conceituadas do mundo bruxo.
Sharon aprendera a adquirir por Rose um amor de irmã, mesmo que a mesma não fosse sua irmã biológica era de coração. Sharon nunca teve ambições, talvez porque seu único desejo ela sabia que jamais teria. E Rose sabia desse desejo e só dera mais forças ainda para a amiga seguir em frente e esquecer aquilo de vez.
Rose não era apenas uma amiga para Sharon, era algo muito mais além. Uma irmã. Ou ousaria dizer até uma parte de sua alma. Ambas eram muito unidas e se entendiam muito bem. Rose também adorava a jovem, claro que Sharon perdia apenas para James, Albus e Lily, mas depois destes, Sharon era a melhor amiga que a ruiva tinha.
E é justamente em nome dessa amizade que Sharon decidiu se tornar comensal da morte.
Flashback On.
– Sente-se querida! Aceita um chá? — pergunta a nova diretora de Hogwarts que assumira a diretoria após a morte de Minerva.
– Sim Sra. Malfoy, mas posso saber porque mandou me chamar? — pergunta a jovem um tanto curiosa.
– Sim! Falaremos sobre isso agora, presumo que já tenha ouvido falar sobre Severo Snape, certo? — questiona Astória Greengrass Malfoy com uma expressão séria.
– Claro que já diretora Malfoy... Ele foi um herói — diz Sharon com os olhos brilhando, não era mentira alguma que a garota tinha Snape como seu ídolo e herói, alguém que fez tudo o que ele fez, em sua opinião além de corajoso é muito especial.
– Sim de fato ele foi! Novos tempos de tormenta se aproximam, um lord muito pior que Voldemort se aproxima e a vitima dele não é Harry Potter como foi com Voldemort, mas sim Rose Weasley, a minha proposta é que assim como ele, seje corajosa e seje uma espiã nossa — explica Astória, deixando Sharon perplexa.
Mas por fim Sharon aceitou, por Rose mas aceitou. Nem que para isso, perdesse a amizade da ruiva. Mas a protegeria custasse o que custasse.
Flashback Off
No momento atual, Sharon se encontrava nos jardins esperando por uma pessoa.
– Zabine! — alguém a surpreende chamando por ela, que faz uma reverência.
– Milorde!
– Novidades? — pergunta o homem e a jovem pensa no que pode responder.
– Na verdade não! Rose Weasley não tem feito nada além de conversar com os Potter's e jogar quadribol — mente a jovem tratando logo de criar uma ilusão na mente, dando a entender que estava falando a verdade e assim convencendo o lord das trevas.
– Ok! Continue de olho, qualquer novidade me avise, mas antes um recado! Ouse me trair e todos que ama serão mortos dolorosamente tsc,tsc, tsc — diz o homem saindo dali gargalhando.
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Rose Weasley andava pelas masmorras da Sonserina, prestes a adentrar no salão principal quando esbarra em alguém e acaba por cair. A pessoa a sua frente ri.
– Olhe por onde anda sua imunda sujeitinha de sangue- ruim — diz Scorpius Malfoy com uma voz superior e de asco.
Embora Draco tenha mudado bastante seu jeito de ser, Scorpius herdara o lado Sonserino do pai e um tanto arrogante. Aprendera desde cedo a ter preconceito contra sangue-ruins, mas não com Draco, aprendera com seu avô: Lucius Malfoy que quando estava com o neto vivia de botar caraminholas em sua cabeça.
Isto explicaria muito bem o lado arrogante e prepotente que o loiro passara a ter.
– Não sou eu a cega aqui, doninha albina — retruca Rose fitando o loiro com um olhar fulminante.
Ambos trocam olhares intensos e raivosos, mas logo desviam o olhar. Malfoy berra um " Vá a merda, sujeitinha de sangue-ruim " e sai bufando. Rose apenas imita o gesto de bufar do rapaz e também sai logo dali, espumando de raiva por Malfoy ser tão arrogante, preconceituoso e chama-la de sujeitinha de sangue-ruim.
Isto a irritava. Tal como muitos outras coisas que vinham da boca e de Scorpius Hyperion Malfoy. E principalmente, o odiava mentalmente com todas as suas forças.
– Isso ainda vai dar casamento — disse Sharon aparecendo de repente ao lado da ruiva e sorrindo, divertida.
– CRUZ CREDO, VIRA ESSA BOCA PRA LÁ SHARON PARKINSON ZABINE — berra Rose irritada, só de pensar em se casar um dia com Malfoy, a ruiva já beirava a ter um colapso, pois preferia morrer a isso, mas seria realmente verdade? Isto, só o tempo dirá...
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