Quarteto Fantástico: O Destino da Latvéria
11 Conflitos
Notas iniciais
A quinjet de Coulson sobrevoou a Latvéria na direção do castelo, com a invisibilidade ativada. Quando chegaram perto do castelo, pousaram a nave em frente à entrada e comunicaram Maria Hill.
— Chegamos ao castelo — informou Coulson ao comunicador.
— Positivo. Os reforços estão a caminho — respondeu Hill.
Rick Jones acompanhou Werner Von Doom, que estava amarrado, até a porta de entrada da cidade, seguindo seus companheiros de missão. Os três agentes seguiram para dentro do território do castelo, atravessando o portão de entrada e chegando à porta de madeira. Coulson bateu à porta, e ninguém respondeu.
— Coulson, olhe — disse Rick.
Os agentes da S.H.I.E.L.D. olharam em volta. O Fantasticarro estava parado ao lado do castelo, e restos de uma fumaça verde rodopiavam pelo veículo. Quase parecia que aquele local estivera outrora coberto por aquela fumaça, visto que o odor estava impregnado no ar.
— Certo. Temos agora uma prova de que eles estão aqui.
O agente Coulson bateu mais três vezes à porta sem resposta. Irritado, atirou às dobras da porta com sua arma, mas não adiantou. Tendo uma ideia, foi até a quinjet e retornou com uma grande arma preta.
— Nunca vi esta coisinha funcionando. Vocês já?
Jones e Samson negaram. Coulson mirou a porta e disparou. A arma soltou uma poderosa rajada laranja, quebrando a porta em pedaços. A força do disparo jogou Coulson para trás, fazendo-o inclusive derrubar a arma.
— Então é isso que ela faz — comentou Coulson.
Os três agentes e o prisioneiro seguiram para dentro do castelo. Seguiram por um corredor até chegar à sala do trono, que estava vazia.
— Rick, fique aqui com o prisioneiro. Eu e Samson vamos verificar o resto do castelo.
Os dois agentes deixaram Rick Jones a só com o prisioneiro na sala do trono. Assim que eles se afastaram, Rick algemou Werner a uma barra de metal decorativa e se sentou no trono. Quando se sentou, começou a mexer os dedos no braço do trono, impaciente. Olhou para Werner, pensando sobre ele e Victor.
A sensação que tinha era de estar sendo observado. Pensou ser somente Werner, mas continuava com aquele sentimento estranho. Então, começando a ficar nervoso, decidiu procurar por algo.
Tão logo desceu do trono, apoiado nos braços do assento real, seus apoios afundaram para trás e o trono girou, afundando na parede. Embaixo do trono surgiu uma escadaria, e Destinobôs armados saíram do buraco.
Rick Jones atirou nos Destinobôs e chamou por Coulson e Samson. Os dois agentes chegaram, também atirando nos robôs. Coulson explodiu alguns com a arma que usara para derrubar a porta, mas não paravam de surgir mais e mais robôs.
De repente, alguém puxou Rick pelo pescoço. Ele conseguiu vislumbrar seu agressor. Viu pouco, contudo o suficiente para identificar Werner Von Doom. Se ele estava solto, significava que alguém o soltara.
Pequenos pedaços de metal chegaram até a nuca de cada um dos agentes, e eles foram paralisados. Werner largou de Rick e os Destinobôs pararam de atacar. Todos olharam na direção da entrada, e Vetor ali surgiu.
O Doutor Destino já estava começando a ficar nervoso. Vetor saíra fazia alguns minutos, e Victor recebera o sinal de que o sistema de defesa dos Destinobôs de segurança do castelo havia sido ativado. Isso significava que algo de errado estava acontecendo.
— Boris, vá ver o que está ocorrendo. Se demorar demais, irei realizar as transferências de almas sem transmiti-las para o mundo.
O velho deixou o esconderijo e foi até o castelo. Enquanto isso, Sue Storm respirava sem ritmo, tentando suprimir as lágrimas. Reed estava morto, afinal. Johnny estava em silêncio, e Ben dispensava comentários, de forma que Sue sentia que era a única que de fato se preocupava em sair dali.
Ao mesmo tempo que vivia um rápido luto por Reed, Sue também revirava sua mente em busca de algum plano, por menor que fosse. Acabou por chegar à triste verdade de que não conseguiria escapar dali.
Por algum motivo, contudo, a demora de Vetor para retornar devolvera a ela uma centelha de esperança. Era como se o motivo da mobilização de Destinobôs fosse algum salvador misterioso. Estavam agora com apenas Doom, Vapor e Encouraçado vigiando-os, o que, apesar de ainda ser impossível de fugirem, significava que estavam em números iguais (isto é, se podiam mesmo contar Coisa como um dos sobreviventes.
Os pensamentos de Sue se voltaram mais uma vez para Reed. Fazia tão pouco tempo, mas ainda assim ela sentia a falta dele. Sentia um vazio em seu coração. Então, sentiu os pedaços de metal manipulados por Vetor caírem pelas suas costas.
Doom notou isso. Em um ato de desespero, Sue levantou um braço na direção de seus algozes. Vapor foi comprimida em uma “bolha energética” criada mentalmente por Sue, sendo completamente impossibilitada de lutar.
Destino olhou para Sue com ódio. Pequenos raios rodopiaram pelas pontas dos dedos de Doom, pronto para mata-la. Disparou na direção dela, formando uma linha fixa de energia. Ela cerrou os olhos, preparando-se para ser atingida. Foi quando o Coisa entrou entre eles, impedindo-a de ser atingida.
— Vá, Sue. Você e Johnny. Eu... — Encouraçado pulou sobre Coisa, tentando acerta-lo.
Coisa se abaixou, escapando de Encouraçado, e acertou-lhe uma sequência de golpes precisos. Os dois começaram a lutar com socos, hora um derrubando o outro no chão. Estavam destruindo o local, e derrubando vários Destinobôs no caminho.
Então, o Doutor Destino se voltou para Sue.
— Olá, querida. Lembra de mim?
— Não consigo acreditar que você é mesmo Victor... Ele era tão gentil. E agora é um monstro.
Ele levou a mão ao rosto e tirou a máscara de metal, revelando sua face.
— E agora? Acredita? O verdadeiro monstro, cara Sue, é aquele que está espalhado por este mundo. Um dia fui amigo de todos vocês do Quarteto Fantástico, mas hoje vejo que se tornaram agentes defensores de entidades sujas e afundadas em hipocrisia, corrupção e abuso de poder.
Victor começou a se aproximar. Sue estava paralisada, pensando em tudo que ele acabara de dizer. Então, ele levantou sua mão na direção dela.
— Até, Sue Richards.
— Não! — gritou Johnny, rompendo seu silêncio pensativo. Ele disparou fogo na direção de Von Doom, acertando-o no rosto. Destino caiu para o lado, apoiando-se com os braços no chão.
— Venha, Sue! Vamos sair daqui logo.
Ela o olhou nos olhos.
— Não podemos deixar este lugar inteiro. Temos que parar tudo isso.
Sue se voltou para trás. Destino estava de pé novamente, com o rosto extremamente ferido.
— Seu erro foi não sair enquanto podia, querida.
Ele pegou sua máscara e sorriu por baixo dela, com uma confiança recuperada e motivada por ódio.
Enquanto isso, no castelo, os agentes estavam quase sendo mortos por Vetor. Foi quando Boris entrou na sala, abrindo a porta. Todos olharam na direção dele, e Coulson aproveitou o momento de movimentos limitados para usar sua arma que destruíra a porta em Vetor.
Foi então que Vetor foi arremessado na parede, com uma mancha em seu corpo onde fora atingido.
Fale com o autor