Quantas Vezes?
14 Visita inesperada
Notas iniciais
- Oi querida ... — Ouvi uma voz atrás de mim, suave doce, que me lembrava alguém.
Me virei pra ver quem era, e fiquei surpresa com o que vi, muito surpresa eu juro que não esperava ela, linda alta, e de franjinha.
- Oi, tia Regina, que surpresa você por aqui — Levantei pra abraça-la.
Eu nunca falei muito com ela, acho que só no Natal mesmo, ela me encantou, ela era tão simpática.
- Oi, será que eu podia conversar com você? — Ela sorria, era tão encantador, minha diva.
- Sim, claro, vamos lá dentro. — Eu disse indo.
- Ela, não eu prefiro aqui, os meninos não acordaram ainda, é melhor só eu e você.
Mano, eu tava com medo realmente, com medo do que ela tava fazendo aqui, mais vamos lá.
- Tia, o que te traz aqui? — Embora confusa eu sabia a resposta.
- Diego, minha filha, Diego. — Ela sorriu pra mim, e abaixou a cabeça olhando a piscina e continuou a falar — Desde o primeiro dia que ele te conheceu ... — Eu interrompi.
- Ah, quando ele veio aqui a primeira vez ... — Disse baixo.
- Está enganada, eu disse primeira vez querida, desde o show, depois do show eles vieram direto embora, e o Diego me contou no dia seguinte sobre uma garota louca querendo matar ele. — Ela riu.
- Como assim? To boiando tia, explica. — Eu pedi curiosa.
- Ele disse que tinha uma menina lá no fim, que ele gostou muito, de primeiro ele só queria ficar com ela, aliás com você, e depois que você entrou no camarim, porque você acha que ele te puxou pra sair na foto ao lado dele? — Ela me encarava.
- Eu tenho medo da senhora tia, como sabe de tudo isso? — Eu olhava assustada.
- Porque o Dih me conta tudo, ele me contou sobre você, ele me conta todos os dias. Mas continuando, ele foi falar com você depois, e você o ignorou, aliás, falou um monte pra ele, no começo eu achei você a pior menina desse mundo mesmo sem te conhecer, mas quando ele chegou em casa no dia que ele veio aqui e viu você, ele chegou em casa, todo bravinho, falando pra mim que você estava aqui, e ele falava de você de cinco em cinco minutos, que te odiava, e isso e aquilo, mas eu sabia que era mentira, quando eu te vi no Natal, eu tentei ser bem simpática, porque eu não gostei de você, o Diego me contou o que ele queria fazer pra você no Natal, e eu não aprovei, mais ele fez mesmo assim não foi? Ele não me escuta — ela fez pausa pra rir. — Mas ele fez certo em não me ouvir, ele chega em casa todo dia e me fala de você, e esses dois últimos dias foram os piores pra ele. — Ela abaixou a cabeça — Manu, pesando bem você não é nada dele ainda, pelo menos não ainda, só depende de você, você foi injusta, ele te protegeu, como se você fosse dele, mas vocês não são nada oficialmente, nada.
- Verdade, mais eu fiquei ofendida mesmo assim, por impulso eu me irritei, e eu prefiro acreditar que por impulso ele beijou aquela cretina — parei — desculpa tia.
- Você não tem culpa, os dois estão mais confusos do que pensam, ele chegou em casa chorando, coisa que o Diego não faz a anos, e me contou o que ele fez, eu claro dei uma leve bronca nele, mais pedi pra ele não te procurar mais, então ele veio aqui.
- Porque pediu isso? — Olhei ela furiosa.
- Porque seria melhor pra você, não ve-lo agora, esperar as coisas melhorarem, mas fiz mal outra vez, vocês deviam conversar, ele está em casa agora, dormindo nem sonha que eu vim aqui, Manuella, eu fui dormi as cinco da manhã com o Diego chorando no meu colo, pedindo ajuda, sem saber o que fazer em relação a você, e ele me diz que agora você só o ignora, depois daquele beijo com a Fernanda.
- Tia, me entende, ele não vai mudar, pelo menos não agora eu acho, ainda mais por mim.
- Você se auto-subestima, ele te ama, eu tenho certeza disso — Amor era uma palavra forte, pra mim, não creio que era desse jeito.
- Tia, não sei, eu preciso ficar longe dele mesmo, pelo menos por enquanto, pra ele perceber o que ele fez.
- Ele ficou se lamentando a noite toda, dizendo que ele era um idiota, que agiu por impulso, que ele ficou com ciúmes, ele gosta de você, de verdade. Dê uma chance á ele.
- Não sei não tia, vou pensar, hoje é dia 27 ainda, vamos ver até o ano novo, quem sabe.
- Bom, eu vou te respeitar se você quiser assim. Talvez seja melhor.
- Obrigada tia — sorri.
Nos levantamos e se abraçamos longamente, até alguém nos interromper.
- OOOOOOI TIA — Pedro caminhou até a gente pra dar um abraço nela.
- Oi meu querido — Ela retribuiu. — Bom eu já estou indo embora mesmo, mande lembranças pra sua mãe, tchau amores. — E saiu.
- O que ela veio fazer aqui ? — Pedro perguntou.
- Eu, definitivamente, não sei, não sei mesmo. — Eu andei até o quarto confusa.
- Ah, oi Anne, já acordada?
- Sim, o Bruno me ligou agora pouco.
- Hum, feliz de você que tem alguém. — Deitei na cama.
- Não diz isso, você tem o Diego, só você não vê.
- Será que tenho mesmo? — Perguntei baixo, pra mim mesma, mas Anne ouviu.
- Tenha certeza que sim — Ela deu um riso baixo.
Eu conhecia a Anne, havia algo que ela sabia, e eu não, mas eu iria descobrir.
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