Quantas Vezes?
10 Mais um Natal.
Notas iniciais
Durante essa noite eu sonhei, sonhei com aquele beijo, eu não queria ter sonhado com aquilo se dependesse de mim nunca mais eu lembraria, mas no sonho, eu continuei o beijo, e ai eu acordei.
- Boooom dia amor, levanta — Bruno me sacudia na cama.
- Ahhh meu, que que você tá fazendo aqui? — Me cobri porque eu tava toda descoberta.
Mais não era só ele ali, estavam TODOS ali, DH, Bruno, Dan, Dave, e o Pedro.
- Vai amor, levanta, hoje é o almoço de Natal, aliás feliz Natal amor — E me deu um selinho.
Eu retribui mais quando passei com o olhar pelo rosto do Diego, sua expressão estava totalmente deprimida vendo aquilo, mais porque? Eu não estava entendendo o Diego não mesmo.
- Tá, eu já vou — E me levantei da cama.
Não devia ter feito isso, minha mini-roupa e eu, e cinco meninos dentro de um quarto, isso não tava certo, então corri pro banheiro e bom demorei um pouco lá porque eu realmente ainda tava muito cansada mais logo sai com o vestido que o Pedro me deu lilás uma sapatilha azul escuro de veludo — eu tinha várias daquelas — e eu estava com a corrente do DH de estrelas. Sai do banheiro e logo ouvi um coro de \"UAAAU\" cara, eu amava aqueles meninos, pelo menos agora eu amava.
- Pronto, e parem seus bobos. — Eu sorria sem graça.
- Quem te deu esse colar prima? — Pedro disse segurando o pingente.
- Ér, — eu hesitei — Foi o Dih, é foi ele, lindo né?
- Sim, bem bonito — Pedro olhava com atenção.
- Bom vamos? — Eu disso juntando as mãos e girando.
- Vamos sim, mas só vai almoçar nós seis — O Dave disse.
- Porque só nó seis? — Eu estava confusa, mais feliz.
- Porque os tios saíram pra almoçar com os outros e nós fizemos a comida. — Disse o Dan com cara de que tava com medo do que eles fizeram.
- Espero que esteja bom, o que vocês fizeram? — Curiosidade mode on.
- ah vamo lá que você vê — Pedro me puxou pra cozinha.
Assim todos seguiram a fila e fomos para a cozinha almoçar, Pedro sentou em uma ponta, Dan na outra, eu de um lado e o Bruno do meu lado, e do outro lado o DH de frente pra mim, e o Dave do lado dele.
- Eeeee... vualá ! — Pedro olhava as comidas na mesa — Olha prima, eu fiz o rondeli, não sei se tá muito bom não, mais vamo lá. — E foi se servindo.
- Eu fiz o macarrão com molho branco, vamo vê — Disse o Bruno fazendo o mesmo.
- É tá com uma cara bem boa isso aqui, quem fez? — Era frango ao molho de alguma coisa não identificada.
- Fui eu que fiz — DH sorriu timidamente.
- Huum, vou comer, se não estiver bom, eu mando você fazer outra coisa pra mim — E fui pegando.
- POOOÇO DE EDUCAÇÃO VOCÊ EM MANU? — DH rebatia.
- Sim, eu sei que sou — Sorria ironica.
Bom tinha também, a super salada colorida do Dave, e o bolo de limão com cobertura de leite condensado pra sobremesa do Dan, na verdade não tinha nada típico de Natal, mais tava tudo muito bom, dai eu provei o frango do DH.
- Mano, que bom que é isso ! — Eu exclamava, e enchia a boca.
- Viu, eu sei que é bom — E ria.
Bom comemos e fomos para o quintal, porque o quintal da casa era muito enorme, e tinha uma piscina — que emoção — e então, os meninos ficaram de bermuda e eu fui colocar meu biquíni — de bolinha amarelinha -n — ele era rosa estampado, era divo lindo, mais enfim, e coloquei meu short branco por cima.
- Fiu fiu — Assobiou o Pedro.
- Pedro, fica queto.
- É, Pedro fica queto — Bruno disse logo depois.
Eu entrei na piscina, o Bruno entrou e ficou do meu lado ,e os outros meninos estavam sentados na beirada enquanto o DH pegava o violão e cantava a seguinte música \" Vim te falar que eu desejo um Feliz Natal, e eu não sou o que você acha que eu sou\" Porque ele insistia nisso? Ele me encarava na maior cara de pau, mais eu nem liguei e sai da piscina, disse que tava cansada e fui deitar.
Fquei ouvindo música na MTV, é tava bem legal, já era cinco da tarde, e alguém bateu na minha porta.
- Posso entrar? — Disse uma voz familiar, e em seguida abriu a porta dizendo — Que pergunta idiota é claro que eu posso.
- Sempre educado hein Diego. — Eu disse me sentando na cama. — O que você quer?
- Eu to confuso, é isso. — Ele olhava minhas coisas — É, bem bonito seus presentes, principalmente o do Bruno — Ele encarava o presente triste.
- O que você tem Diego, eu sei que eu não curto você mais eu to preocupada.
- É com isso mesmo que eu to preocupado, por você não gostar de mim. — Seus olhos estavam brilhando, e eu sabia porque.
- Diego, eu não to entendendo, um dia você me odeia, e no outro você me beija? — Eu balançava a cabeça, e sorria com indiferença.
- É, eu não tenho culpa se eu gostei de você de uns tempos pra cá, eu não tenho culpa de ter ciúmes quando você tá com o Bruno, e eu me odeio por gostar de você, e odeio mais você por isso, odeio seu jeito, seu jeito que acaba comigo. — Ele atirava as palavras contra mim.
- É, eu não posso fazer nada também, se eu não gosto de você, mais não é assim, eu tenho que aprende a conviver com isso — eu brincava com um dadinho do Pedro.
- Pra você nem faz diferença mesmo né? — Ele saltou da cama, e passou na minha frente em direção a porta.
- Não Diego espera — segurei o braço dele — volta, senta aqui.
- Não tem sentido continuar aqui, mais eu sento. — E voltou.
- Eu tenho que conviver com você, mais é bom sabia? Hoje eu comi uma coisa muito boa, e foi você que fez, e você me deu um colar lindo e divo, que eu adorei — eu sorri pra ele.
- Verdade — ele deu um sorriso — E eu to até usando o presente que você me deu, ó — e mostrou o pé — ficou perfeito.
- Sim eu sei, eu sou foda — eu ri.
- Sim, você é — de repente ele ficou sério — Sabe quanto tempo eu esperei pra dar esse colar pra alguém? — Ele pegou o colar na mesinha de cabeceira.
- Não, mais porque? — Eu observava como ele olhava o objeto.
- Eu tava uma vez no shopping, quando eu vi esse colar, e eu achei lindo, mais eu não tinha ninguém especial pra dar, eu não ia dar ele pra minha mãe, tá ela é especial ... — ele parou — mais pra alguém diferente, se é que você tá entendendo.
- É, não mesmo, explica?
- Explico sim.
Foi tudo muito rápido, ele me puxou em um beijo rápido e selvagem, e ao mesmo tempo era doce, e eu estava gostando, e muito até, o que tá acontecendo? Não, não pode acontecer, não, eu não podia tá gostando dele, mais eu retribui, e eu pedi pro tempo parar ali, e me deixar com ele, só com ele, ele me deitou sobre a cama, e continuou me beijando deslizando a mão sobre minha barriga, e eu o apertava contra mim, e o arranhava de leve, enquando ele passava a mão pela minha nuca, e me beijava, agora lentamente, e ia me levantando devagar, selando nossos lábios, com um selinho.
- Tá explicado? — Ele sorriu.
- É, bastante bem explicado — eu ri.
- Não vai me bater? — Ele me olhou confuso.
- Devia, mais não vou não, tenho coisa melhor pra fazer. — E lhe peguei de surpresa em outro beijo, fui levantando ele da minha cama, e ficamos de pé, ali, parados, apenas movendo nossas bocas, suas mãos estavam em minha cintura, e eu estava enroscada em seu pescoço, eu explorava cada canto da boca dele, enquanto nós brincavamos com a língua, mais dai eu parei.
- Eu não sei o que tá acontecendo — E fiquei encarando.
- Eu sei, e eu to ficando maluco, e você também. — ele encostou sua testa na minha segurando meu rosto.
- É, mas ... não tá certo, eu to com o Bruno, e eu te odeio lembra? Não pode mudar assim.
- Claro que pode, e você não vai ser eternamente do Bruno.
- Sim, mas, eu to confusa, os meninos já foram?
- Sim, mas o Pedro e o Dan, tão na piscina, e é bom eu voltar, antes que eles venham atrás de mim.
- Já? — Cara de cachorro que caiu da mudança.
- Já, mais depois a gente se fala, eu te ligo.
- Não vai fazer comigo a mesma coisa que faz com suas groupies?
- \" Eu não vou te ligar \" — Ele cantou — Não não vou.
- Então, tchau — Ele me beijou no rosto, e saiu antes que eu falasse alguma coisa.
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