Quantas Vezes?
1 Fim de semana indesejado
Notas iniciais
Estava eu feliz e contente na minha cama, sábado de manhã, acordando, parecendo um leãozinho da seda com meu cabelo super seduzente, quando me toca o telefone, era a Anne, me enxendo o saco logo cedo. enfim...
- Alô?
- Oi Anne, que que você quer a essa hora?
- Ah então amiga, é que hoje eu quero muuuito ir á um lugar, e eu não posso ir sozinha, e aliás nem quero, vamo comigo?
Como eu tava no tédio, era a primeira semana de férias, eu não ia viajar, bom, eu ia mesmo sem saber da onde se tratava.
- Tá, eu vo, aonde é e que horas?
- As oito, e é lá no canecão
- Hum, tá bom então, passa aqui então, beijos
- Tá bom, tchau
ÓTEEMO. Eu tinha algo para fazer e estava feliz.
- Levantei derrotada pelo telefone, era dez da manhã, MUITO CEDO. Me arrumei, coloquei um short qualquer uma camiseta branca com uns desenhos lá e é isso, desci pro café.
- Boooooooooooom dia mãe, bom dia pai, que que tem pra come?
- Bom dia pra vs também amor — Minha mãe respondeu trazendo meu leite ninho de todo dia.
- Ahhh que delicia — meus olhos brilhavam, e eu dei uma golada. — O mãe vo sai hoje me dá dinheiro?
- Aonde você vai mocinha? — Meu pai dizia com cara de reprovação
- Ahh o pai, eu vo lá no canecão com a Anne, sei lá fazer o que, mais eu preciso sair — minha cara de cachorro sem dono era a melhor.
- De quanto você precisa? — Minha mãe dizia com bolsa na mão.
- Acho que uns 50 tá bom.
- Toma aqui, e não vai perder
- Tá bom — eu sorria e levantei saltitando pra sala.
Liguei a TV e tava passando billy e mandy no cartoon, tá eu fiquei lá assistindo até a hora do almoço, fui pra cozinha, almocei, tinha lasanha hoje e eu me acabei nela, minha mãe disse que eu vou acabar gorda, nem ligo.
As horas se arrastavam e eu tava impaciente, eu queria sair de casa, era dezembro, eu não ia a lugar algum, todas minhas amigas viajando, e a Anne partia amanha de manhã, então era só eu e meu computador, que lindo --\' .
Acabei dormindo a tarde toda, acordei as 6 e fui correndo ligar meu computador, pra falar com a Anne, pedi opinião sobre roupa, e que horas exatamente ela iria passar aqui, desliguei e fui correndo pro banho, logo depois fui pro meu guarda-roupa e peguei meu short cintura alta, coloquei minha meia calça azul turquesa, minha sapatilha preta, minha camiseta com uns diamantes, e toda aquela coisa de menina, perfume, lápis, e blábláblá ...
Era 7 horas quando eu desci e comi um pacote de Ruffles, vendo a novela com a minha mãe, até que tocou uma buzina e eu disparei para a porta.
- Tchau mãe. — disse já abrindo a porta
- Tchau filha, juízo e que horas você vem?
- Eu ligo assim que eu sair — e bati a porta, nem deixei ela falar coitada.
- Uaaau, e ai rola ? — Anne disse rindo com cara de safada.
- Claro, porque não? — Nós duas riamos uma da outra.
Bom, o canecão era ali perto mesmo, então não demorou muito para chegarmos, já viamos o pessoalzinho, e descemos do carro.
- Pego vocês assim que ligarem — Disse o pai da Anne.
- Ok ! — Disse Anne
Fomos para a portaria comprar nossas entradas, 20,00 R$ cada uma, e entramos, estava lotado, e eu ainda nem sabia do que se tratava, sei que tinha uma bandinha tocando lá, e perguntei pra Anne.
- Hey, mais o que vai ter exatamente?
- É um festivalzinho ai, e vai tocar umas bandas e o Cine.
- QUEEEEEEE? E como você não me falou nada?
- Você não perguntou ué. — Ela disse como se não tivesse culpa.
E não tinha mesmo. Eu tava louca pra sair de casa e nem sequer perguntei o que ia ter, eu ODIAVA essa banda, eles tocavam mal, as letras eram horriveis, eles também eram, e o vocalista cantava pessimamente mal, ok, respirei fundo e não me deixei abalar por isso, eles entrariam e eu não ligaria para isso.
- O que vamos fazer? — Anne disse toda agitada.
- Vamos ali com aqueles meninos que tão olhando pra gente — pisquei pra um deles, do meu tamanho mais ou menos, cabelo de lado, castanho, e olhos verdes.
- Háaaa muleque vamo porque não? — A gente ria e caminhava para o paraíso.
Bom, ficamos ali com eles o show inteiro, conversando, e claro dando uns pega porque ninguém é de ferro, o show do cine estava acabando quando o Edu,- sim esse era o nome do meu lindo e divo acompanhante, o outro se chamava André, do mesmo tamanho que o Edu, um pouco forte cabelos negros e olhos verdes, estava com a Anne obvio. — disse uma coisa inesperada e que eu não tava muito afim não.
- Bom a gente trabalha aqui e somos amigos dos caras, vocês tão afim de entrar no camarim?
- Ahhhhhhhh siiiiiiiiiiiim eu quero — a Anne fazia um pampeiro enorme enquanto eu fazia cara de \" to cagando e andando pra eles \"
- Ah eu não pode ir vocês eu vou ficar aqui — cruzei os braços e encostei na parede.
- Ah vamos vai — o Edu me abraçou por trás e me deu um beijo no rosto — Assim ficava difícil dizer não, e eu acabei cedendo e fui, do paraíso ao inferno colorido do Cine.
Entramos eu a Anne os meninos, e só, como eles trabalhavam lá a gente tinha preferencia, o que eu nem ligava, pra mim eu podia sair dali e o camarim cair na cabeça deles.
- Oi amores — disse o loiro alto,( feio ridículo, loiro desbotado) DH.
- Oi. — Acho que foi o mais seco que eu consegui responder.
Oiiiiii meus amooooores — Anne abraçou o moreno, ah, o moreno era gatinho, e o nome dele era Bruno.
- Oi minha linda-ele disse sorrindo.
- Hey vem aqui — Disse um lá do outro lado, meio careca e bom eu fui.
- Ér, oi — eu sorri forçado, aquele se eu não me engano era o Pedro, o \"DJ\" daquela bosta.
- Curtiu o show?
- Ah claro maravilhoso — fiz cara de tédio.
Ele saiu da minha frente e sussurrou algo como \"aff\" e eu escutei.
- Grande merda vocês, e você nem é DJ direito — passei por ele.
Hooooooora da foto ! — Disse o rogério soeiro, a ele era legal, eu gostava dele, só lamentava por ele ter que fotografar essas \"lindas\" carinhas.
O Diego me puxou pra foto, e eu sai ao lado dele, é, do lado daquela coisa.Eu já ia saindo pra sentar ali na cadeira quando o Diego me chamou.
- Ow, cola aqui. — ele me chamava fazendo gesto com a mão.
- Que foi? — Nooooooossa minha cara era a melhor, eu nunca fiquei tão irritada na vida.
- Nossa, boa noite pra você também — ele sorria ironico.
- Ah na boa cara, você é péssimo e eu não gosto da sua banda.
- E quem você acha que é pra fala assim comigo garota? — ele apontava o dedo na minha cara.
HÁAAAAAAAAAAAAA, MAIS ELE TAVA PENSANDO O QUE?
- Escuta aqui garoto, eu sou uma menina que tá sendo muito simpática por sinal com você, porque do jeito que eu odeio você eu já teria te dado um belo de um chute nesse lugar que você acha que tem utilidade pra alguma coisa. — Eu de primeira apontava pra cara dele, e logo depois para o menininho dele.
- Ah sai daqui maldita ! Ele dizia quase gritando.
Virei as costas puxei a Anne e sai daquela sala, e os meninos vieram com a gente.
- Como você faz um negócio desses Manu? — Eduardo fazia cara de espantado.
- Do mesmo jeito que o Kanye West falou mal da Taylor swift, como o maior gosto, e cara de pau possível.
- Eu gostei — André falou.
- Que bom — eu sorri.
O celular da Anne tocou e era o pai dela, bom a gente ligaria mais já era 1 da manhã e ele tava certo em ligar, e foi a salvação da noite, trocamos MSN com os meninos e saimos, fomos para direto para o carro, entrei atrás com aquele bico enooorme, disquei o número de casa e disse que logo chegaria, desliguei e cruzei os braços.
- E ai como foi o show? — Ele perguntava sem interesse algum.
- Liiiiiiiiindo pai, e a gente ainda entrou no camarim. — a voz dela ressaltou bem a palavra \"camarim\".
- E você Manu?
- Ah claro foi lindo — disse sem humor algum.
- Bom. — Ele disse apenas isso, ele sentiu que pra mim foi uma porcaria.
Ele me deixou na porta de casa, me despedi da Anne e do pai dela, agradeci,entrei subi as escadas, fui para o meu quarto coloquei meu pijama, deitei na cama, e coloquei uma música REALMENTE BOA pra toca no celular, eu devia ter poupado meus ouvidos daquelas músicas, Logo adormeci.
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