Quantas Vezes?
20 Esse é o som do nosso fim.
Notas iniciais
AAAAAAAAAAAAAAH AMORES DA MINHA VIDA, ME PERDOEM POR FAVOR ESSA DEMORA
é que seguinte gente, eu fiz uma cirurgia, fiquei de repouso, e não podia sentar andar, nada, só deitada, mais agora eu já to bem
- Maaaaaaaaaaaaaaaaaaaanuella — Quem que seja que estava gritando, estava feliz.
- Eeeeh merda, que que foi? — Disse esfregando os olhos e olhando para o Dave.
- Acorda mano já é uma da tarde e você ai dormindo. — Ele disse puxando meu lençol.
- Tá tá já vou. — Derrotada me levantei e fui para o banheiro.
Enquanto eu me arrumava de acordo,eu ouvia os meninos lá fora, e muita agitação, imaginei que tivesse chegado mais gente, mais não, eles estavam alterados mesmo, a essa hora do dia já estavam todos bêbados. Sai do quarto e fui pra cozinha comer alguma coisa quando senti alguém me pegar no colo e correr comigo para fora.
- Me soooolta Bruno, me larga ! — Eu batia nele.
- NÃAAAAAO! — Ele ria, e assim que chegou na frente da piscina, eu fui.
Fui de roupa e tudo, esses meninos não prestam nada, fiquei ali um pouco com eles na piscina, churrasco, cerveja, e gente se pegando, nunca vi tanta gente se pegando ao mesmo tempo, medo deles. Levantei e fui indo para dentro.
- Aonde você vai? — Diego perguntou se virando pra mim.
- Aonde você não vai, licença. — Abri a porta de vidro e entrei.
- Educação mando mil beijos pra você — Eu nem liguei.
Entrei no quarto, tirei a roupa molhada e fiquei só com a calcinha e o sutiã, quando o filho da puta me entra no quarto.
- Quem disse que eu não vo....u, nossa — Ele ficou paralisado ali na porta.
- Que foi? Gostou? tira uma foto — Eu joguei a roupa em cima dele.
- Seguinte, eu vou deitar aqui, e você não me enxe, não to bem. -Ele colocou a mão na cabeça, e se deitou.
- E que que eu tenho a ver com isso? Dorme aí. — Me virei pro banheiro, e ouvi um suspiro. Idiota.
Olhei no espelho e vi que meu rosto havia limpado bem desde o dia do \"ataque\" daquelas loucas, só minha boca tinha um pequeno machucado no canto mais tudo bem, os roxos dos olhos havia saído, não era mais um panda nem um guaxinim. Entrei no chuveiro mais nem demorei muito, nem tinha porque, tá tinha, havia um encosto do lado de fora, mais a tarde eu iria voltar pra piscina, e aquela coisa toda, nem virava tomar aquele banho, enfim sai e me troquei no banheiro mesmo.
- Aaaaaah, eu fiquei aqui acordado achando que você ia se trocar aqui — Ele dizia com deboche.
- Diego faz um favor? — Eu sorri.
- Fala — Ele ficou ansioso.
- Se fode garoto! Me deixa. — Sai pela porta pra buscar o notebook branco da apple do Pedro.
Quando voltei deitei na minha cama que era do lado da dele, liguei o notebook, fui pro twitter, orkut, respondi alguns recados, e aquela coisa toda, recebi DM\'s, e muitos reply\'s, alguns bons outros nem tanto, e eu fui abrir os \" Meus Documentos \" para colocar alguma música, sei lá, quando a pasta \" Meus Registros \" Estava lá. Bem interessante eu entrei pra ver o que o Pedro falava com a Isa porque a pastinha deles estava lá, mais quando eu vi algo bem mais interessante, a Isa nem importava mais. A pasta parecia estar em negrito com purpurina, e cada letra de uma cor piscando querendo dizer \" click aqui \", respirei fundo e não me deixei abalar pelo nome dele, enfim, não consegui, entrei na pasta e logo cliquei na última conversa dos dois. Fui lendo lendo lendo, a conversa foi beeeeem extensa, e nada de interessante, já estava pra fechar quando eu li a linda frase \" Cara, eu preciso da sua ajuda \". A pronto, continuei lendo, li, li, li, até chegar aonde não devia jamais ter chegado. Ele estava dormindo, lutei contra mim mesma para não derramar lágrimas por ele, eu sabia que ele não era a melhor pessoa desse mundo ( mentira, pra mim é ) mas eu devia saber que o Diego sempre foi assim, nem sei porque eu me abalo, mais enfim, mais uma vez eu cedi a minha emoção e sentimento, e chorei, mais chorei baixo pra ele não ouvir, e mais uma vez, eu não obtive sucesso.
- Manu? Manu que que aconteceu? — Ele se levantou rapidamente.
- Você não vale nada Diego nada, é só isso que eu tenho pra te dizer — Eu chorava, mais até que estava calma, nem gritei ainda.
- Manuella, o que eu fiz dessa vez? — Ele disse gesticulando.
- Nasceu. Isso que você fez, nasceu, e ainda por cima veio parar na minha vida — Limpei as lágrimas com o dorso da mão, e sai do quarto pra sala, deixei o notebook ligado na cama, pra ele ver o que ele tinha feito. Deitei no sofá da sala, liguei a TV e alguém me avistou lá pela porta de vidro, e logo foi me enxer.
- Dave, sai daqui, não quero falar com ninguém. — Eu tentava engolir o choro.
- Nooooooooooossa, cadê o cavalo? — Ele sentou do meu lado.
- Tá lá no quarto, aquele monstro. — Eu sei que ele não se referia ao Diego, mas e dai?
- Ih mano, o que que aconteceu? — Ele estava realmente preocupado.
- Não quero falar disso, não agora. — Eu me enterrei no travesseiro.
Ele saiu sem dizer nada, e eu fiquei ali chorando mais um pouco, o Dave era um ótimo amigo, o melhor pra mim naquele tempo, mas eu não queria falar dele, não nunca mais eu queria falar dele. Depois disso eu vi o Diego saindo do quarto, com os olhos vermelhos, morra ele nem ligo.
- Prima, me conta o que aconteceu, o Dave já me falo, o que aconteceu com você e com o Diego? Ele sentou no sofá ao lado.
- É, você sabia o tempo todo e não me contou, deixou que eu ficasse sabendo por acaso. — Eu levantei, e o encarei.
- Você tava mexendo nas minhas pastas Manuella? — Ele ficou sério.
- Não foi por mal, mais foi bom, você nunca ia me contar, agora eu já sei quem ele é, aliás, eu já sabia, só confirmei mais ainda o fato.
- Manuella, não é assim, você não leu toda a conversa. — Ele tentava me acalmar.
- E tinha o que mais pra ler? Pra mim foi o limite. — E sai pra sentar na cozinha.
Peguei uma barra de chocolate e comi, comi, comi muito, e devagar, chocolate é bom em qualquer hora. Mais se tinha outra coisa melhor que chocolate pra suprir a carência, era beber. Fui pro quarto me trocar e ele ainda estava deitado, mas estava acordado, então vamos lá, me troquei ali mesmo, coloquei um short jeans muito curto, uma regata branca, meu chinelo vermelho com um lacinho do lado, amarrei meu cabelo, e fui lá fora colocar fogo na pista e apagar com o cabelo. Todos estranharam minha reação, digo, todos assim, o Dave, e o Pedro, porque fora eles, ninguém mais sabia de nada.
- Daaaaaaaaaaaaaan, me dá isso ai que você tá bebendo — E peguei da mão dele.
- Oshe, tá loca menina? — Ele riu da minha cara.
- Não to bem — Dei uma golada — Isso é bom, o que é?
- Hi-fi, bom né? — Ele sorriu.
- É, é ótimo, faz pra mim? — Eu pedi.
- Faço, vamo lá.
Segui ele até aonde os meninos estavam, ele fez pra mim, e eu fiquei ali com eles a tarde inteira, comendo churrasco, e me acabando nas bebidas, até que chego uma hora, em que eu perdi a luz no fim do túnel, fiquei zonza, e fui direto pro chão, minha pressão havia baixado, concerteza.
- Pedro, pega ela direito! — Eu ouvi o Bruno gritar.
- Mano, vem logo — Dave gritava da porta.
Me senti um lebisti fora d\'água, o Pedro me carregou até minha cama, onde pude ouvir a voz do Diego.
- O que ela tem? — Ele disse preocupado.
- Bebeu demais, beem demais. — Não pude ver, mais eu senti o tom de raiva na voz do Pedro.
Fiquei deitada por horas creio eu, quando levantei já eram onze horas, e apareci na sala, onde todos estavam.
- Oi meninos. — E fui pra cozinha.
Imagina, eu só apronto, queria um buraco, não sabia onde enfiava a cara, me apoiei na bancada da cozinha morrendo de dor de cabeça, até que alguém veio me dar um help.
- Mano, toma isso aqui — Dan veio com um copo de água e um comprimido.
Tomei o remédio junto com a água, e fiz aquela cara de ressaca.
- Valeu Dan, agora acho que eu vou deitar, porque tá tenso.
- Vem eu te levo — Ele me ajudou a levantar e foi comigo até o quarto.
Me deitei na cama, e quando estava quase adormecendo, ele entrou, nem liguei pra ele, dormi.
Notas finais
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