Quantas Vezes?

35 Último dia


Notas iniciais
Olha gente, deve estar terrível esse cap. Acho que perdi a essência. Porém, espero que gostem. Falta pouco. Estou decidindo qual o melhor final. Depois eu posto um alternativo. E vocês ficam com aquele que preferir, haha.

Último dia.

Então vê se vigia, e se hoje for teu último dia? Hahaha, escutem essa gente, é legal.

Mas voltando pro meu mundo revoltado, hoje é o último dia que passarei na terra da garoa, e embora tudo que tenha acontecido, não posso me sentir mais feliz por ir embora daqui. Amanhã de manhã, tudo estaria acabado.

Acordei o mais cedo que pude pra aproveitar tudo que eu tinha direito. Tipo acordar as 7 pra ir tomar café na Starbucks perto de casa.

Meu celular tocou. Era a voz da Anne do outro lado.

- Pelo amor, quando você vem? – Gritou Anne do outro lado.

- Eu vou amanhã de manhã ok? Sem drama. – Falei rápido.

- E como vão as coisas por aí? Andei lendo os blogs – Ela disse baixando a voz.

- É, por isso mesmo que eu vou embora amanhã. – Suspirei.

- Bom, melhor assim. Vou te buscar no aero ok?

- Ok. Te vejo amanhã.

Ai que saudade da Anne. Nunca deveria ter saído do Rio. Ou pelo menos eu podia ter ido passar as férias com ela no Sul. Seria fantástico. Mas não, eu quis vim conhecer a linda da minha família, e cai nesse monte de merda.

Depois de tomar meu café, forever alone, voltei pra casa, onde já estavam TODOS me esperando. Menos o Diego é claro. Comecei a me preocupar.

- Onde você foi mocinha? – Disse Danilo me fuzilando.

- Onde você não foi – Mostrei a língua.

Ele estava ao lado da Mari. Davi com a Jamila. E os demais, Pedro, Bruno.

- O que vamos fazer hoje? – Disse Bruno. – Você que manda.

- Ah, não sei. Vocês conhecem isso aqui melhor do que eu. Me levem onde vocês acham que eu não deveria ir embora sem antes conhecer. – Sorri.

- Vamos então – Pedro riu pra caramba. Fiquei sem entender.

Mas algumas horas depois eu entendi. Estávamos na 25 de março. Que triste. Andamos pouco lá, uns 10 minutos antes de irmos para a Praça da República a caminho da Galeria do Rock, que eu imaginava ser maior do que presenciei.

Depois os lindos me levaram para o memorial da América Latina. Ta, legal. E já era hora da pausa para a comida. Hoje eu queria algo diferente. Comi Big Mac por muito tempo já.

- Eu quero ir no Kichii almoçar. – Resmunguei.

- Onde você ficou sabendo disso? – Pedro me olhou.

- No site da metropolitana FM. Vaaaaaamos, to com fome. E dessa vez não vou dividir minha comida com ninguém, ouviu senhor Pedro? – Fuzilei ele.

Kickii era um restaurante japonês na Vila Olímpia. Graaaaaaaaaaaaaaaaaaande Vila Olímpia, lembranças mil. Haha.

Almoçamos lindamente antes de continuarmos nosso tour Paulista. No restaurante ainda, vi que Danilo tentara falar com Diego pelo celular, porém sem sucesso.

- Onde é que ele ta? – Cochichei pro Dan.

- Não faço a menor ideia. – Ele disse. – Tia Regina disse que não viu ele desde ontem quando foi embora lá de casa.

EEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEE. Agora ficou bonito. Fiquei preocupada. Meu dia foi perdido.

Enfim, deixa o Diego pra lá. Continuamos nossa caminhada por shoppings, lanchonetes, cinemas, e lalala. Passamos pela maioria dos lugares onde havia lembranças. A FNAC, o cinema da Augusta onde eu levei uma surra. O Center Norte onde eu conheci a Isa, que fazia anos que eu não tinha sinal dela. Lembranças e lembranças.

A noite chegava e finalmente fomos a algum lugar pra jantar. Dessa vez eu aceitei ir no Mac Donald’s. Comemos um monte de baboseira, e logo estávamos pensando em alguma balada pra ir.

Fomos na ÉDEN. Olha que legal. E eu sabia bem o tipo de gente que iria encontrar lá.

Dito e feito. A primeira com quem me deparei foi a Fernanda Palma. Logo depois o Eduardo, encontrei a Isa por lá também, encontrei a Ana Júlia ex-amiga da Mari, encontrei várias pessoas. Por fim, decidi não terminar a noite bêbada o suficiente para fazer besteira. Bebi umas caipirinhas, e só.

Porém, minha cabeça ainda martelava sobre o paradeiro do Diego. Chegamos em casa, tomei banho, e ficamos lá na beira da piscina, todos conversando.

- Porque o Diego não veio? – Perguntou Jamila.

- Ninguém sabe – Dave disse.

Estranho. Muito estranho.

Só tinha uma pessoa além do Diego, que não estava com a gente. PERAÍ. O PIN, O PIN SABE ONDE O DIEGO ESTÁ!

Peguei o celular e fui no banheiro. Atendeu logo no primeiro toque.

- PIN, onde o Diego se meteu? – Perguntei ansiosa.

- Olha, eu não vou te contar. – Ele riu.

- Sem graça, por favor. Me diga onde é que ele foi? – Insisti.

- Digamos... que ele tomou um voo. – Ele disse com voz suspeita.

- QUE? Voo? Pra onde? Com quem? – Gritei.

- Olha... isso eu não vou poder te dizer. – E desligou.

Ah pronto. Era só o que me faltava. Voo pra onde? Enfim, eu vou é dormir que eu ganho mais. Me despedi do pessoal e parti pra minha cama.

Notas finais
E aiii?