Quando voltarmos para casa

10 O ursinho de pelúcia e um time completo


Notas iniciais
O capítulo ficou um pouquinho maior do que o normal. Espero que gostem. Boa leitura ♥

Diana

O grupo já havia chegado em Amesbury, na Inglaterra, e estavam hospedados em uma pousada.

Diana estava preocupada e mandando novos e-mails, quando Teemo saiu de um dos quartos.

— Ela comeu? – A serva da Lua levantou-se imediatamente e perguntou.

— Não. – Teemo suspirou. – Ela ainda sente dor. O que exatamente está acontecendo?

— Olhe para a sua mão. – a mulher disse, após pensar como explicaria a situação.

Teemo obedeceu e olhou para sua mão direita. Assustou-se quando notou uma pelagem clara crescendo: a pelagem de um yordle.

— Como? – Ele perguntou.

— Você sabe os significados dos três sinos? Corpo, mente e alma. Quando o sino do corpo é colocado no triângulo, nossos corpos voltam a ser como eram. Quando o sino da mente é colocado, nossas habilidades voltam, pois elas dependem de nossas mentes. E o sino da alma nos faz voltar para o local onde nossa alma pertence, então suponho que ele abra o portal.

Teemo ficou processando as informações por algum tempo, e Diana continuou:

— O poder de Annie nasceu com ela. Portanto, ela não escolheu tê-lo, como eu fiz. O tipo de magia dela é diferente: conforme ela cresce, seu poder aumenta. É um dos tipos de magia mais fortes e perigosos que existe. Não pode ser tomada dela em um estágio muito avançado: o novo portador morreria com a intensidade do poder. Annie aguentava na Runeterra pois a magia ia aumentando aos poucos.

Diana falava devagar, tinha medo da reação do garoto ao entender a gravidade da situação.

— Quando o portal se abriu ontem, todo o poder que Annie deveria ter adquirido em cinco anos surgiu agora. E eu temo que...

Teemo arregalou os olhos.

— Que ela não resista. – Ele completou, e a mulher abaixou a cabeça, concordando.

Quando os dois se deram conta, não estavam sozinhos no cômodo: o resto do grupo tinha ouvido a conversa. Todos mantinham expressões parecidas no rosto.

— Quanto ao portal, – Diana voltou a falar — algo estranho está acontecendo. Aparentemente ele ainda está aberto. Olhem.

Todos olharam pela janela, para onde Diana apontava. Estava de manhã, mas um feixe de luz dourada era visível no céu. E os humanos do lado de fora pareciam nem se importar.

— Os humanos pareceram não notar. E eu acho que LeBlanc está preparando alguma armadilha, ou ela passou e ninguém ficou para fechar o portal. – Diana continuou. — Também é possível que...

— Não.

Uma voz feminina interrompeu a mulher. Todos olharam para a porta de um dos quartos e viram Annie apoiando-se no batente de madeira para não cair.

Seus cabelos estavam completamente rosas e sua pele estava pálida.

Teemo preocupou-se e foi ajudá-la a caminhar até o centro da sala. Tristana revirou os olhos e Annie continuou:

— Ela não foi porque ainda não abriu o portal.

— Espera. O quê? – Diana perguntou.

— Eu tenho o último sino.

A sala ficou em silêncio.

— Annie, você está bem? – Vi perguntou.

— Tem certeza? – Leona olhou-a com afeto para que a pergunta não soasse ofensiva.

— Como isso é possível? – Diana aproximou-se mais da garota.

Teemo ajudou Annie a sentar-se no sofá, e ela começou:

— No avião, antes da luz, eu sonhei com a época da guerra. Bardo, Soraka e Zilean estavam cuidando de mim antes de me deixarem perto do portal. Soraka me disse que eu seria a “criança” deles e que devia continuar sendo como era, algo que eu não entendi. Depois, quando acordei, percebi que não era um sonho, e sim lembranças.

— Por que não disse isso antes? – Tristana ainda tentava culpar alguém pelo sequestro de Gnar.

— Porque eu não me lembrava de nada. – Annie decidiu omitir a parte que Zilean falava sobre uma “decisão”. No fundo, ela sabia que estava errada por escolher o lado de Diana. Todos deveriam voltar, não era justo deixar ninguém para trás. Principalmente porque a guerra não havia começado por culpa de um lado só.

— E onde está essa merda? – Tristana continuou.

— Eu... eu preciso pensar. – Annie tentou se lembrar onde poderia estar.

— Annie, você não lembra? – Diana perguntou.

— Bardo não me entregou o sino diretamente. Ele deve ter colocado...

— Em um lugar desta dimensão que você visitaria sempre. Ou em algo que você carregasse para todos os lugares. – Teemo tentou ajudar.

— Sim, acho que... – de repente, a garota arregalou os olhos – TIBBERS!

— O quê? – Vi soltou, não estava entendendo nada.

— Eu sei onde está. Ele colocou dentro do Tibbers. – Annie explicou, lembrando-se do momento em que Bardo entregou o ursinho em suas mãos. – Mas... ai, merda!

Então ela levantou-se do sofá, com muita dificuldade, e correu para o quarto onde estava antes. Revirou tudo e estremeceu quando não encontrou sua mochila. Olhou para trás e viu o grupo todo parado na porta, olhando sem entender.

— Acho que ela está com algum tipo de problema. – Vi comentou, enquanto Annie soltava frases aleatórias.

— Não pode ser! Mas... onde? – Ela cochichava, fazendo o grupo duvidar de seu estado mental.

— Annie – Diana entrou no quarto. – Você precisa explicar direito.

— Minha mochila sumiu. E Tibbers estava dentro dela.

Quando Diana entendeu, ficou preocupada. Na verdade, todo o grupo teve a mesma reação.

— E agora? – Ahri perguntou.

— Espera. – Teemo começou a falar. – Não tem como LeBlanc ter pego a mochila. Eu vi Annie entrar no avião com ela.

Quando eles chegaram em Amesbury, Annie estava em péssimas condições e teve que ser carregada. Portanto, não havia pegado a bolsa.

— Então está no avião. – Diana concluiu.

— O seu amigo, o dono do aeroporto particular, pode abrir o local para nós? – Leona olhou para a serva da Lua.

— Eu vou ligar para ele, mas...

— Pare. Não diga uma palavra. – Diana estava prestes a concluir quando Ahri a interrompeu. As orelhas dela estavam crescendo novamente, e não paravam de se mexer enquanto ela olhava fixamente para a porta de entrada.

Teemo e Tristana ouviram também. Então o resto da equipe entendeu: havia alguém na porta.

Vi foi abrir, pronta para socar quem quer que fosse.

— Quantas pessoas tem? – Ela perguntou, antes de tocar na maçaneta.

— Uma. – Ahri, Teemo e Tristana responderam ao mesmo tempo. E então Vi abriu a porta.

Ela arregalou os olhos ao ver LeBlanc. E estava fechando os punhos quando Annie a interrompeu:

— É o clone. Se você a machucar, ela irá desaparecer. E não saberemos o que ela quer. Deixe-a entrar.

Vi respirou fundo e saiu do meio da porta, deixando o clone entrar sorrindo na sala.

— Olá amores. Sentiram saudades? – LeBlanc sorria enquanto olhava no rosto de cada um deles.

— O que você quer? – Tristana deu um passo à frente, aumentando o tom de voz.

— Fique calma, bebê. Estou aqui porque vocês são insuportavelmente lerdos. E eu não tenho muito tempo, a caverna já está indo por água abaixo. Sei que esconderam o sino. Ou, se não fizeram, vão encontrar para mim. Vocês têm até o meio dia, ou a criança morre.

LeBlanc disse de forma tão calma e natural que Vi e Tristana estremeceram de ódio.

De repente, a lutadora de boxe cansou de olhar para o sorriso cínico de LeBlanc e soltou um soco tão forte que o clone desapareceu na hora, e a própria LeBlanc sentiu a dor de longe.

A força de Vi estava de volta.

—Palhaça! – Gritou, assim que o clone sumiu.

Diana pensou em repreenda-la, mas concluiu que o clone não falaria mais nada, nem mesmo escutaria uma tentaria de acordo. LeBlanc fazia as coisas sempre do seu próprio jeito, e ninguém a convenceria a fazer o contrário.

— Vocês acham que ela ouviu alguma coisa? – Leona quebrou o silêncio.

— Não. – Ahri respondeu. – Ela chegou depois.

Teemo confirmou com a cabeça.

— Como ela descobriu que estamos aqui? – Tristana perguntou.

— Existem poucas pousadas aqui. – Diana explicou. – De qualquer forma, é mais fácil nos encontrar do que achar o sino.

— Pessoal – Teemo entrou no meio da conversa. – Acho que vocês estão se esquecendo que temos apenas quarenta minutos.

Diana arregalou os olhos, olhando o relógio em seu pulso.

— Sem contar os quinze minutos de estrada daqui até Stonehenge. – Leona completou, e Diana surtou mais ainda.

— LeBlanc deve ter algum tipo de problema. – Ahri comentou.

— Esperem, tive uma ideia. – Diana começou a falar. De qualquer forma precisamos do sino. Mas o dono do aeroporto demora muito a atender, sempre é o secretário quem atende. Então é mais fácil eu entrar lá e pegar, o mini aeroporto só possui um guarda porque a cidade é pequena. Mas alguém precisa segurar LeBlanc enquanto eu pego o sino, depois eu vou para lá.

— É, e depois faremos o que? – Vi perguntou. – Entregaremos o sino?

Diana pensou, e respondeu com receio:

— Faremos um sino falso. Trocaremos por Gnar, e, quando ele estiver conosco. LeBlanc irá perceber que o sino não é o verdadeiro. E, depois, podemos tentar um acordo. Se ela não nos deixar passar, eu quebrarei o sino verdadeiro.

— Você acha mesmo que aquela doente irá aceitar um acordo? Ela vai nos matar. – Tristana reclamou.

— Eu sei. E é por isso que vocês precisam ir preparados para lutarem.

— Devagar, gente. – Annie finalmente se manifestou. – Primeiramente, eu vou buscar o sino. Diana, se você não aparecer com o grupo, LeBlanc vai desconfiar e matará todo mundo. Além disso você é a nossa líder, nos sentimos mais seguros com você. E é a única aqui capaz de distrair LeBlanc.

— Você não vai sozinha de jeito nenhum. – A serva da Lua advertiu.

— E se eu for com ela? – Teemo pediu, e Diana começou a pensar.

— Pode ser. – Annie continuou. – Quanto menos pessoas forem, melhor. Vocês tentarão um acordo com o sino falso, e quando eu e Teemo chegarmos, tenho certeza que teremos que lutar.

A sala ficou em silêncio.

— Compensa morrer pela Runeterra? Porque vocês sabem que o sino falso não vai rolar e LeBlanc acabará com todos nós. – Vi explicou.

— Se ela nos matar, não conseguirá voltar, eu não deixarei. De qualquer forma, precisamos tentar. – Annie começou. – Sabe, eu gosto daqui. E a Runeterra pode ter todos os seus defeitos, mas lá é a nossa casa. Eu morreria tentando voltar, ou impedindo que LeBlanc fosse. Porque se ela voltar com aquele grupo doente, todos os que ficaram lá terão que submeterem a ela. Então não é só por mim ou pelo grupo que estou fazendo isso. Se conseguirmos, poderemos avisar Jarvan, e impediremos qualquer ditadura que o grupo doente dela queira impor.

O grupo pareceu motivado pelas palavras de Annie. E Tristana surpreendeu a todos:

— Eu topo. Já está na hora de fazer algo útil na minha vida.

Em seguida, Teemo disse o mesmo. Logo, todos estavam de acordo, e começaram a colocar o plano em prática.

— Quando eu estava olhando a caverna, fiz um modelo dos sinos, para que eu pudesse entender o formato e procurá-los. – O grupo estava sentado no chão, formando um pequeno círculo, e Diana estava falando enquanto mostrava um sino falso, de cor cinza. – Se Leona fizer o sino de amuleto e colocar um pouco do poder dela aqui, o sino irá brilhar como o Sol, exatamente igual os sinos de Bardo. — Então ela virou-se para Leona. – Você consegue fazer isto?

— Consigo. – A ruiva respondeu.

— Certo. – Diana continuou. – Teemo e Annie, preciso que vocês tomem cuidado. Mesmo que LeBlanc não tenha ouvido nada, é bom que vocês prestem bastante atenção e sejam discretos. É fácil abrir os portões do aeroporto, você consegue sem problemas, Teemo. Antes, coloque o guarda para dormir, pois ele não os deixará entrar sem autorização. Lá não há câmeras, Amesbury é uma cidade pequena e não se espera este tipo de coisa. Sejam rápidos e discretos mesmo assim. Teemo, proteja Annie, ela não pode fazer nenhum esforço no momento.

Teemo e Annie concordaram.

— Agora, isto é para todos: peguem suas armas, concentrem-se. Com certeza vamos precisar lutar.

Então todos se levantaram.

Vi retirou de sua mala suas luvas mecânicas e começou a ajustá-las. Ahri fez um orbi, treinando sua concentração.

Tristana recarregou sua bazuca. Teemo arrumou seus dardos, enquanto Annie o ajudava.

Diana entrou em um dos quartos com Leona, para ajudá-la com o sino.

— Abra a janela e apague a luz, preciso apenas da luz do Sol. – Leona pediu.

— Você sabe que está nublado, né? – Diana perguntou.

— Sei, por isso vou ter mais dificuldades.

Cinco minutos depois, Annie e Teemo tinham ido a pé para o aeroporto. Diana e Leona estavam sentadas no chão, enquanto a serva do Sol segurava o sino e, de olhos fechados, passava um pouco de seu poder para o objeto.

O sino já brilhava, estava quase feito.

Quando terminou, abriu os olhos e viu que Diana estava chorando.

— Qual o problema? – Perguntou.

— Desculpe. – Diana disfarçou, enxugando as lágrimas.

— Está tudo bem, pode falar.

— É que... eu estou com medo de tudo dar errado. E eu que inventei isso, se algo acontecer com vocês eu não sei o que faria. Fico pensando se errei em algum ponto.

Leona suspirou. E então começou a falar:

— Você fez o que achava certo e pensou no bem de todos. Vai dar tudo certo, de uma forma ou de outra. E, se não der, será uma honra morrer tentando ao seu lado.

Então a serva da Lua foi surpreendida por um abraço. Ela nunca imaginou que Leona faria algo do tipo, e não reclamou, nem se afastou.

Pouco tempo depois, estavam todos no carro de Leona, prontos para irem até Stonehenge.

Annie

— Nós precisamos correr. – A garota disse, apressando-se enquanto olhava para Teemo.

— Você não consegue. – Ele respondeu. – Vai gastar a energia que não tem.

— Consigo sim, anda.

Os dois aceleraram os passos, mesmo contra a vontade de Teemo, e logo se depararam com as grades do mini aeroporto.

Olharam para a casinha do guarda, mas não viram ninguém. Quando entraram, Annie deu um pulo ao ver o homem caído no chão, ensanguentado. Ainda estava vivo.

Teemo abaixou, tentando ajudá-lo.

— O que aconteceu? – O garoto perguntou.

— Ela.... Ela veio e... p-perguntou para onde vocês tinham ido. Me desculpem... – o guarda respondeu com dificuldade.

— Ela quem? – Teemo perguntou.

— Uma mulher... com cabelos pretos...

— Está tudo bem. – Annie interrompeu. – Teemo, pegue aquele telefone ali e ligue para uma ambulância. Eu vou pegar Tibbers e sairemos daqui logo.

— Mas... você vai sozinha? — O yordle protestou.

— Só preciso abrir algumas portas, não tem como algo dar errado.

Annie saiu correndo e escalou a grade, pulando com um pouco de dificuldade. Atravessou a pista e parou em frente a uma espécie de armazém, onde ficavam os aviões.

Olhou para a porta dupla e tentou abri-la. Não se surpreendeu ao ver que estava trancada.

— Vamos lá, Annie, você consegue. – Falou para si mesma, enquanto encostava na maçaneta de metal, concentrando-se.

Aos poucos, o metal foi derretendo. Mas os poderes de Annie estavam fora de controle, então, o resto da porta de madeira pegou fogo.

— Inferno. – A garota praguejou, enquanto passava pela entrada sem se queimar com as chamas.

Quando entrou, viu dois aviões. E não demorou a reconhecer o pequeno onde tinha viajado. Não estava trancado: bastou destravar a porta. E Annie passou olhando em todos os acentos, até encontrar, no último, sua mochila. Conferiu: o ursinho estava lá. E então ela suspirou, aviada.

Quando desceu os degraus do avião, algo pegajoso caiu em seu braço. Parou para olhar e viu uma gosma verde e pegajosa. Em seguida, ouviu um som estranho.

Olhou para cima e viu Kha’zix olhando para ela, pendurado em uma das peças de metal do teto alto do armazém.

Ele estava com a aparência pior do que antes: sua pele estava voltando a ficar roxa, seus olhos estavam completamente amarelos, estava mais corcunda do que antes e suas mãos estavam uma mistura de patas de inseto com mãos humanas comuns. Ele emitia sons estranhos: seu psicológico não era mais humano.

Annie não teve tempo de reagir: ele pulou em cima dela, derrubando-a no chão.

Começou a arranha-la rapidamente, numa tentativa de feri-la e pegar a mochila ao mesmo tempo.

A garota começou a segurar a bolsa com força, e então fechou os olhos. Com uma das mãos, conseguiu tocar a pele de Kha’zix, queimando-o. Ele recuou, gritando de dor, e ela conseguiu se levantar.

Annie jogou a mochila no chão, morrendo de ódio. E então surgiram duas chamas, uma em cada mão da garota.

Kha’zix investiu novamente, correndo na direção dela. E ela o atingiu com uma rajada de fogo, fazendo com que ele caísse no chão.

Babando e estremecendo de raiva, ele ficou invisível. A garota, ainda com as mãos acesas, ficou girando, tentando encontrá-lo. A cada som que ele fazia, ela se virava, tentando vê-lo.

Então o ambiente ficou silencioso. Annie começou a se desesperar, com medo de um ataque surpresa.

E foi o que aconteceu: Kha’zix pulou em suas costas, ela caiu novamente. Ele começou a machucá-la, cortando suas roupas e sua pele. Annie não conseguia atingí-lo e, quando conseguiu se virar, levou um corte no rosto.

A garota começou a ficar zonza, com os cortes e com as pancadas. Seus poderes também a machucavam, e ela não conseguia revidar.

Kha’zix levantou uma das patas afiadas e estava prestes a cortar o pescoço dela quando um dardo o atingiu no braço direito. Ele caiu para o lado instantaneamente.

Annie nunca esteve tão perto da morte como naquele momento. Quando olhou para o lado, viu Teemo passando pelas cinzas da porta, com sua zarabatana em mãos.

Ele ajoelhou-se do lado dela, perguntando se estava tudo bem.

Mas Annie não conseguia ouvir nada, e, com uma vista embaçada, via apenas o rosto preocupado de Teemo.

Recuperando-se, ela conseguiu se sentar.

— Obrigada. – Sussurrou.

— O guarda disse que LeBlanc tinha deixado um “amigo” aqui, para vigiar. Mas agora nós precisamos ir. Consegue andar até o carro lá fora? Peguei as chaves do cara antes dele ir para o hospital.

— Consigo. – Annie disse, levantando-se e pegando a mochila. – Mas, espera. Você sabe dirigir?

— É claro que sei. – Ele respondeu, rindo.

E os dois foram em direção ao carro, no estacionamento.

Garen

— Amor, tem certeza de que a entrada não fica lá no meio? — Katarina perguntou, apontando para as pedras do monumento.

— Fica ali sim. A luz vem dali. Aliás, como estas pessoas não estão vendo? – Lux disse antes de Garen, olhando para os turistas no monumento. — Estou cansada de procurar. Por que não nos aproximamos?

— Diana disse que a entrada fica afastada. E não chegaremos perto, pode ser perigoso, tanto para nós como para os turistas. — Garen respondeu.

Lux revirou os olhos, pegando uma garrafa de água em sua mochila. De repente, ouviu um barulho: duas pessoas vinham caminhando ao lado da estrada. Não era possível ver seus rostos por conta da distância. Katarina e Garen ficaram atentos.

— Parem! – A loira gritou. – Quem são vocês?

A dupla parou. E, de repente, um dos dois sumiu. Lux sentiu uma lâmina em seu pescoço.

— Vocês estão com LeBlanc? – Uma voz masculina sussurrou no ouvido dela.

— Saia de perto dela. – Katarina disse após se teleportar para perto, enquanto encostava suas adagas no pescoço de Zed.

— Sabe que não vai conseguir me matar, não é? – Ele respondeu, e Katarina pressionou mais as lâminas.

Então Zed desapareceu da sombra de Lux e parou atrás da ruiva. Garen estremeceu de ódio, tentando atingí-lo.

— Zed, para com a palhaçada! – Syndra veio correndo, e gritou.

O ninja revirou os olhos, e voltou para perto dela.

— Syndra? – Lux perguntou.

— Zed?! – Katarina perguntou, intrigada. Era a primeira vez que o via com roupas normais, e sem máscara.

— Oi. Sim, este é o Zed. – Syndra respondeu, de forma simpática. E depois virou-se para o ninja – Sua mula! São demacianos, não tem como estarem do lado de LeBlanc.

— Aquela ali não é. – Zed olhou para Katarina.

— Ok, mas Diana nos disse para quem tinha mandado os e-mails.

— Espera, vocês estão do lado de quem? – Garen interrompeu a discussão do casal.

— Do lado sensato. Se Diana não estiver nos enganando. – Syndra respondeu.

— Aleluia. – Uma voz masculina diferente se manifestou. Ezreal saiu de um arbusto, onde estava se escondendo. – Achei que estivessem todos do outro lado da brincadeira.

Lux engasgou ao vê-lo.

— Quem é a sua irmã gêmea? – Zed perguntou para Lux, pois percebeu que ela o conhecia.

Katarina respondeu no lugar da amiga, porque sabia que ela não conseguiria dizer nada.

— Ezreal, de Piltover.

— Ah, ta. Mas vamos ao ponto principal: cadê a entrada da caverna? – o ninja continuou.

— Não encontramos. – Garen respondeu.

— Também não consegui. – Ezreal disse.

— Inúteis. – Zed revirou os olhos.

Syndra o repreendeu com o olhar. E então sugeriu:

— Podemos procurar juntos. Já tentaram olhar ali...

Ela foi interrompida pelo som de um carro na estrada, parando ao lado deles. Era Diana, com sua equipe.

— Até que enfim! – Syndra soltou.

A serva da Lua desceu do carro, junto com os outros, e espantou-se com as pessoas que estavam ali.

— Vo.. Vocês vieram. – Disse.

— Não podíamos deixar que LeBlanc fizesse merda novamente. – Katarina respondeu.

— Falando nisso, cadê ela e a caverna? – Zed perguntou.

— A entrada fica do outro lado, afastada do monumento e dos turistas. – Diana explicou. – Temos um plano. E há algumas coisas que preciso explicar. Se concordarem, iremos. Precisamos ir logo, temos pouco tempo.

LeBlanc

Ela estava vestida como costume na Runeterra: usava capa, sua tiara e segurava seu cajado. Estava parada perto do círculo central da caverna, esperando impacientemente. Algumas pedras caíam do teto e o chão tremia: a caverna iria desaparecer em pouco tempo. Então Darius se aproximou.

— Fez o que eu pedi? – A mulher perguntou.

— Sim. Mas pode me dizer o motivo?

LeBlanc suspirou. E começou a explicar:

— Ele se encontrou com Katarina. Não disse nada demais, de acordo com minha fonte, mas isso significa que ele hesitaria na hora de matá-la. E também poderia escolher ajudá-la, afinal são irmãos. Entenda: quem compromete a equipe, deve morrer.

Darius olhou para a outra ponta, onde o corpo ensanguentado e inerte de Talon estava.

— Eles estão demorando. – LeBlanc continuou. – Traga-me a jaula com a pest...

— Estão se aproximando. – Elise chegou e a interrompeu. – Minhas aranhas contaram 11 pessoas.

— Ótimo. – LeBlanc sorriu de forma cínica. – Deixe-os entrar.