Quando voltarmos para casa

11 Início de uma guerra


Notas iniciais
Oioioi gente. Confesso que demorei muito para postar esse cap, mas é culpa da escola, juro. Ultimamente não estou tendo tempo para nada, me desculpem. Um detalhe sobre este capítulo: não sei escrever cenas de batalha/luta. Sempre acho enjoativo. Caso vocês pensem o mesmo, não se preocupem, escrevi de um jeito que dá para pular esse capítulo sem perder nada importante. askdjasds. Boa leitura ♥

Diana

Quando Diana colocou os pés no primeiro degrau de pedra, estremeceu. Não só pelo medo, mas também porque sentiu as forças vitais da Runeterra mais fortes ali.

Sua tatuagem prateada reapareceu em sua testa, e seus olhos ficaram brancos.

Aconteceu o mesmo com o resto do grupo: os corpos ainda não tinham voltado ao normal, mas os poderes sim. Quanto mais tempo eles ficassem ali, mais rápido seria a transformação física.

Foram descendo devagar, com Lux iluminando o caminho. Algumas gotas caíam do teto da caverna. Logo viram uma luz, e chegaram ao último degrau.

A caverna tremia a cada minuto, com pedras e estalagmites caindo do teto: estava se destruindo, porque metade do portal tinha sido aberta. E uma caverna humana comum não aguentava a aura da Runeterra.

Foi notável o desespero do grupo: LeBlanc tinha conseguido mais ajuda do que pensavam.

Pouco a frente deles, estava Darius, como um guarda, portando seu machado. Draven estava ao lado. Rengar também estava ali, só que em uma forma estranha: uma mistura de humano com o leão mutante que ele era.

Vladimir, Elise, Warwick (quase transformado por completo), Cassiopeia, Sion e Brand também estavam espalhados pela caverna, encarando o grupo de Diana.

No centro, perto do círculo, parados ao lado do rio de mana, estavam LeBlanc, Swain e Zyra.

— Achei que vocês não fossem vir. – LeBlanc começou, com deboche. – E quase cometi uma atrocidade.

— Onde ele está? – Tristana aumentou o tom de voz e Rengar rosnou para a menina.

— Se eu fosse você, garotinha, abaixaria o tom de voz. – De repente, um clone de LeBlanc apareceu ao lado de Tristana, o que fez a garota arrepiar e o resto do grupo pular de susto. Vi tentou soca-lo, mas ele desapareceu, deixando uma risada para trás.

Enquanto isso, Katarina correu os olhos pela caverna tentando encontrar Talon. Sem sucesso, estremeceu, pensando no pior, e comentou com Garen.

Syndra estava começando a se sentir desconfortável: o grupo não estava em uma posição favorável, parecia que podiam ser massacrados a qualquer segundo. Então, ela segurou a mão de Zed. Mas ele, num impulso, a soltou: tinha esquecido novamente quem era a mulher. Ela não insistiu, apenas permaneceu calada. Pelo menos, parecia que ele ainda se lembrava do que tinha ido fazer ali.

— LeBlanc – Diana dirigiu-se a mulher. – É sério. Onde ele está?

— Primeiro, o meu brinquedinho. Cadê? – LeBlanc perguntou, sorrindo.

Leona entregou uma caixa de madeira para Diana, que a abriu, mostrando o objeto brilhante dentro dela.

LeBlanc analisou bem, de longe, e sentiu uma força vindo dele. Ela sorriu, enquanto seus olhos brilhavam de satisfação.

Com um estalo de dedos, ordenou para que Zyra mostrasse Gnar. Plantas rasteiras começaram a descerem do teto, até encostarem no chão lentamente, segurando a criança na ponta.

Na verdade, Gnar não tinha mais a aparência de uma criança: garras haviam crescido em seus pés e mãos, e um pelo laranja vivo cobria 90% de sua pele clara. Ele estava nervoso, mordendo, gritando e tentando escapar das plantas que o envolviam.

— Você vai cumprir o acordo? – Diana perguntou.

LeBlanc hesitou em responder, ficou sorrindo. Então Swain veio falar com ela, cochichando:

— Eles não vão nos atacar, você sabe. Mande-os sair depois da troca, fecharemos a caverna assim que o fizerem.

A mulher olhou para ele, revirou os olhos, e então respondeu à pergunta de Diana:

— Mas é claro. Agora, vocês seriam bem tolos caso não cumprissem a parte de vocês.

Então, ela sinalizou para que Darius viesse buscar Gnar. Ele cortou a parte de cima das plantas, para que pudesse carregar o menino, ainda preso. Então, começou a aproximar-se do grupo de Diana.

A serva da Lua deu um passo à frente, para entregar o sino, mas Leona a segurou.

— Eu faço. – Disse a Diana. – É mais seguro você ficar aqui.

Diana cedeu, mas implorava mentalmente para que aquilo desse certo. E para que Teemo e Annie chegassem logo.

Na verdade, ela já tinha desistido de voltar. Pensava que não conseguiria, então pretendia destruir o terceiro sino assim que Annie e Teemo colocassem os pés ali.

Leona e Darius fizeram a troca, enquanto LeBlanc analisava tudo com cuidado.

Quando Gnar retornou ao seu grupo, todos começaram a arrancar as plantas que o envolviam, perguntando se ele estava bem.

Então Ahri notou que algo estava errado: LeBlanc estava sorrindo, mas de forma diferente. Como se estivesse com raiva, mas sabendo que seu plano corria perfeitamente.

— Acho melhor sairmos daqui logo. – Ela falou baixinho, para o resto do grupo.

Eles começaram a se mover depressa, mas assim que chegaram na entrada, Ahri ouviu um barulho estranho vindo de cima. Quando olhou, Urgot estava na parede, cortando uma série de cordas.

Quando as cordas foram cortadas, uma pedra enorme e redonda caiu, tampando a entrada da caverna e fazendo o local tremer mais do que antes.

— Eu sabia. – Diana cochichou, nervosa, e Leona segurou a mão dela.

— Sabe, eu não ia deixar vocês, imbecis, saírem. De qualquer jeito, pretendia mata-los. – LeBlanc parecia se divertir com a situação. – Percebi que o sino era falso assim que Leona tocou na caixa: os poderes do Sol sempre reagem perto dela. Sei que o sino verdadeiro não está aqui, e a caverna está se destruindo, como vocês podem perceber. Não sei qual o seu plano estúpido, mas acredito que o imbecil que esteja com o sino irá aparecer. Enquanto isso, tenho tempo de sobra para estripar cada um de vocês. E, se eu não puder voltar, vocês também não poderão.

O time inteiro de LeBlanc entrou em posição de luta. O de Diana fez o mesmo, mas eles estavam com medo.

Leona, Vi e Garen posicionaram-se na frente, na intenção de protegerem o time.

Diana não tinha esperanças de vencer aquilo.

— Por favor, venham logo. – Ela implorou, enquanto Darius vinha para cima e Garen tentava pará-lo com sua espada.

Annie

Teemo parou o carro bruscamente no acostamento da escada. O céu estava escuro, apesar de ser uma hora da tarde: estava nublado. Annie desceu junto e olhou em volta.

— Há muitos turistas. Como passaremos despercebidos? Além disso, não vejo a droga da caverna. – Ela perguntou.

— Sinto o cheiro de Diana, mas é do outro lado.

— Então vamos!

Os dois foram correndo, mas, no meio do caminho, sentiram um tremor vindo do chão. Os turistas também sentiram, e Teemo ouviu uma repórter, bem longe, dizer:

— É isto mesmo, bem aqui, em Stonehenge, estamos presenciando um terremoto de escala nunca vista antes neste local! As autoridades irão evacuar a área enquanto cientistas estão vindo para estudar os tremores, que são diferentes pois não puderam ser previstos. Recomendamos que...

— Este tremor, será que vem da caverna? – Annie interrompeu a concentração de Teemo.

— Provavelmente. Vamos logo.

Os dois correram rodeando o monumento, até pararem do outro lado. Havia uma parte do terreno inclinada, formando um barranco. E uma série de pedras estavam ali. Teemo e Annie reconheceram que aquilo só poderia ser a entrada.

Porém, a cada passo, Annie sentia-se mais exausta. Era como se seus poderes estivessem pesando, precisava de ajuda. Então ela caiu, e Teemo voltou para ajudá-la.

— Você está bem?

— Preciso invocar Tibbers, para dividir o peso da magia comigo. Mas eu não sei se consigo...

— Consegue sim. Acredito em você.

Mais um tremor veio do chão, e Annie olhou para o ursinho. Das costuras dele, saíam luzes douradas. E ela retirou o sino, guardando-o no bolso de sua jaqueta.

Colocou o urso no chão, e disse para si mesma, em seu pensamento:

“Você consegue, Annie. ”

Teemo deu um passo para trás, porque ele morrida de medo do urso. E Annie ajoelhou-se, colocando as mãos no ursinho, tentando passar um pouco de seus poderes, depois de tanto tempo.

Ela gritou de dor, enquanto fogo passava de suas mãos para o bicho de pelúcia. Quando sentiu que estava feito, pegou o urso e o jogou para cima.

Tibbers se transformou no ar, e caiu, causando um pequeno tremor, semelhante ao da caverna. O urso estava gigante, fogo saía de suas costuras e de sua boca, que tinha presas afiadas. Ele rugiu para Teemo, que engoliu seco.

O yordle ajudou Annie a se levantar, e assistiu enquanto ela passava a mão no urso medonho de três metros de altura.

— Vamos. – Ela disse, e os três foram correndo até as pedras no chão.

Quando chegaram, a entrada estava fechada. Teriam passado reto, mas ouviram lâminas se chocando, gritos e barulhos semelhantes aos de uma guerra violenta.

Annie e Teemo sentiram medo, enquanto o Tibbers socava a pedra da entrada, para abri-la.

Assim que a pedra foi quebrada pelo urso, Teemo começou a descer as escadas.

— Espera! – Annie gritou. E ele subiu de volta os poucos degraus que tinha descido.

— O que foi?

Teemo então foi surpreendido por um beijo. E ele correspondeu, na mesma intensidade.

— Eu precisava fazer isso, porque não sei se vamos sair vivos dali. Ou se terei outra oportunidade. Desculpe por não ter feito antes. – Annie disse, quase chorando.

— Está tudo bem. – Teemo a abraçou.

Segundos depois, eles entraram na caverna. Annie estava com uma chama enorme na mão direita, pronta para entrar no meio.

Os dois não conseguiram descrever o que estavam vendo. Havia caos e sangue por toda parte. Era bem semelhante à guerra de antes, na Runeterra.

LeBlanc e Diana se enfrentavam num canto da caverna. Ambas estavam machucadas, mas não pensavam em desistir ou fraquejar.

Garen e Darius estavam um pouco ao lado, destruindo pedras por onde passavam. Garen tinha um corte profundo no abdômen, e Darius parecia se divertir com ele.

Tristana e Leona tentavam com todas as suas forças lutarem contra Sion, mas ele parecia sentir cócegas, não importava o quanto Tristana descarregasse sua bazuca, ou o quando Leona o atingisse com sua luz do Sol.

Ahri e Katarina estavam atrás de Elise, mas a raposa parecia prestes a desmaiar com o veneno das aranhas.

Lux e Ezreal estavam juntos, tentando enfrentar Brand e Cassiopeia.

Vi estava nervosa, correndo atrás de Vladimir. Ela queria muito soca-lo, mas não conseguia, porque ele se transformava em uma poça de sangue segundos antes de ter sua cara esmagada pelas enormes luvas mecânicas da mulher. Ainda por cima, sugava o sangue dela aos poucos.

Gnar estava gigante, mais peludo e com os olhos cor vermelha. O que acontecia todas as vezes em que ele ficava nervoso. E corria atrás de Draven, mas quase não conseguia acertá-lo. Possuía alguns cortes, Draven não estava tendo nenhuma dificuldade.

Syndra jogava suas esferas e até as rochas da caverna em cima de Swain, mas ele parecia ser três vezes mais esperto do que ela.

Por fim, Zed enfrentava dois oponentes: Warwick e Urgot. Ele se lembrava do propósito de estar ali, portanto investia contra os dois com todo o poder da Sombra. Estava quase deixando-se ser dominado por ela.

Zyra observava tudo. Ela não entrou no meio, pois estava pensando em ajudar Diana.

Até que sentiu uma pontada nas costas.

Rengar deixou de ficar invisível no momento que sua lâmina rasgou as costas da mulher. E ela caiu morta, derramando o primeiro sangue. Ordens de LeBlanc: qualquer um que conspirasse contra ela, deveria morrer. E ela vinha suspeitando de Zyra há muito tempo.

Estava óbvio que Diana iria fracassar. Então Annie e Teemo entraram no meio.

Teemo foi ajudar Zed, para que a luta ficasse “equilibrada”.

E Annie viu que Rengar pretendia ficar invisível e atacar mais alguém, portanto foi atrás dele junto com Tibbers.

A segunda a cair foi Lux. Caiu de cansaço e dor, mas estava viva. O veneno de Cassiopeia combinado com o fogo de Brand tinham feito um estrago e tanto.

Ezreal, vendo-a caída, sentiu tanto ódio que teve forças para soltar sua ult. Cassiopeia virou pó assim que foi atingida, e Brand recuou, fraco demais para continuar.

— Não, não, não... – o loirinho dizia, enquanto se ajoelhava ao lado da ex. – Lux, por favor, aguente...

Mas ela estava fraca demais para responder, e Ezreal a arrastou para um canto. Ele ficou ali, protegendo-a, com medo de que algum doente tentasse matá-la.

Vi começou a fraquejar. Estava pálida, Vladimir tinha consumido muito de seu sangue. Ela viu tudo ficar embaçado, então sentiu seu corpo ficar mole, perdendo os sentidos. Vladimir se aproximou, para finaliza-la, mas Tristana correu até ele, deixando Leona segurando Sion. Vladimir teve mais dificuldade com a yordle e, depois de poucos segundos, ele caiu, inconsciente.

Annie conseguiu deixar Rengar queimado o suficiente para que ele não se levantasse. Mas, quando olhou para o lado, viu Syndra muito machucada e resolveu ajudar, atacando Swain.

Teemo começou a correr em círculos, dando voltas em Warwick e acertando-o com seus dardos. Até que ele ouviu um estrondo: Zed havia sido jogado na parede com muita força, e Urgot continuava a atirar nele.

Syndra gritou e atirou tudo o que encontrou em Urgot, incluindo suas esferas. Ele caiu, desacordado, e ela correu para ajudar Zed.

Dava para perceber que o ninja iria morrer: estava deitado, havia sangue por toda parte, e o impacto com a parede tinha lhe quebrado alguns ossos. Seu corpo todo doía muito, e ele não conseguia se curar.

Não reconheceu Syndra, mas, quando ela lhe tocou, sentiu um calor familiar. Uma sensação boa.

A mulher tentava falar com ele, mas ele não conseguia ouvir.

“Então é assim que eu vou morrer? ” Pensou. “Não há nada de glorioso nisso. ”

Quando ele estava prestes a fechar os olhos, um círculo roxo apareceu em volta de seu corpo, e começou a brilhar.

Syndra recuou um pouco, ainda de joelhos. A caverna tremeu mais uma vez, e então Shen apareceu ao lado de Zed, em posição de meditação.

— Não dessa vez, irmão. – Ele disse, dirigindo-se a Zed.

— Como você... – Syndra tentou perguntar.

— Nós ainda temos uma ligação forte. Ouvi ele pensar algo absurdo, e senti, de certa forma, a dor dele. Agora cuide deste imbecil para mim, tenho que ajudar.

Zed continuou vivo, porém ainda estava fraco. Shen foi correndo ajudar, e, segundos depois, Akali entrou pela porta da caverna, carregando suas kamas.

No mesmo instante, Ahri desmaiou, e Katarina teve que continuar sozinha. Havia tantas aranhas atrás dela que era impossível contar, então Akali veio ajudar.

Shen correu para socorrer Teemo, que não estava conseguindo reagir contra os ataques de Warwick.

Tristana e Leona estavam juntas de novo, mas Leona viu que Diana estava quase morrendo, e correu na direção dela.

Um erro. Tristana disse que aguentaria, mas, assim que a serva do Sol virou as costas, a yordle levou uma pancada tão forte de Sion que caiu inconsciente.

Leona passou por Garen, e ouviu quando ele bateu a cabeça no chão, porque tinha sido derrubado por Darius, que estava prestes a mata-lo. Ela poderia ter ajudado, mas nada importava mais naquele momento do que Diana, então continuou.

Katarina veio correndo, mas Darius não permitiu que ela chegasse perto do marido. Então ela começou a enfrenta-lo, apesar de suas adagas serem três vezes menores do que o machado noxiano dele.

Quando Leona estava a três passos de distância de Diana, Sion a acertou com o machado.

— Gracinha, aquela luta não é sua. Não se intrometa. – Ele disse, enquanto avançava para cima dela de novo.

Um outro tremor tomou conta da caverna. Ao mesmo tempo, Elise dopou Akali com seus venenos, e ela ficou imobilizada.

Annie torrou todas as penas de Swain, e ele, praguejando, viu que não conseguiria derrota-la e fugiu, escondendo-se. Pretendia atravessar o portal, mesmo se LeBlanc perdesse a luta. Estava só esperando algum idiota abri-lo.

Gnar também não resistiu. Voltando para sua forma natural, estava exausto e machucado demais.

Annie olhou em volta, decidindo quem precisava de ajuda. A primeira coisa que viu foi Katarina sendo cortada pelo machado de Darius, e correu para enfrentar o noxiano.

Eles estavam perdendo, apesar do esforço. Diana estava quase perdendo, não era forte o suficiente para lutar com LeBlanc.

Notas finais
Até o próximo capítulo, amores ♥