Notas iniciais
Gente o ''tema'' da fic vai ser a música Friends-Ed.Sheeran, eu amo essa música e acho a cara de LucaDu.. espero que gostem..

Por Du

Vou em direção a praia, chegando lá apenas tiro meu tênis e sento na areia, fico pensando '' a gente sabia que não ia dar certo e mesmo assim a gente continuava, e isso que eu achava lindo, aquela teimosia nossa...'' Eu tentei eternizar aquele momento tão bom, aquele frio na barriga, com o coração disparado, acontece que nem tudo depende da gente. E essa é a grande porcaria, mas pior mesmo é quando a amizade de muitos anos vira amor e um dos lados destrói tudo.. Sou tirada dos meus pensamentos por uma voz conhecida, olho pro lado e vejo Xana, não sei o que ela está fazendo aqui, mas fiquei feliz por encontra-lá.

X-Minha querida, porque esta chorando?-diz ela se sentando do meu lado.

DU:Longa história -digo tentando mudar de assunto.

X-Eu tenho tempo -diz ela me olhando.

Vejo que não vou conseguir escapar e conto toda a história, conto o que o Lucas falo pra mim depois de dormimos juntos e ela tenta me consolar...

X-Eu não entendo porque as pessoas fazem as outras chorarem se podem fazer elas rirem, é tão simples e dói bem menos -diz ela limpando as minhas lágrimas..

DU-Sabe é tão estranho pensar em tudo e ao mesmo tempo não estar entendendo nada, porque eu achei que a minha amizade com Lucas ia ser pra sempre, eu não vou mentir, eu amo ele, e tava indo tudo certo a gente só na amizade, mas eu idiota e dormi com ele, a culpa disso é minha. -digo chorando mais ainda.

E é por isso que amigos devem dormir em camas separadas
E os amigos não devem me beijar como você me beija.

X-Minha querida a culpa não é de ninguém, os dois quis e não fugiram disso, eu aposto que ele ta arrependido pelo que fez, ele deve ter falado aquilo da boca pra fora.. bom eu to indo que o salão me espera. -diz ela se levantando.- você vai ficar bem?

DU:Vou.. -digo tentando ser convicente.

X-Tem certeza?

DU:Nâo, mas preciso acreditar nisso -digo tentando esboçar um sorriso.

Ela me da um beijo e sai, eu continuo andando pela areia. Eu só queria que as pessoas parassem de falar coisas da boca pra fora, se bem que eu não sei se o Lucas falo da boca pra fora ou se ele realmente acha que eu só me aproximei dele por causa do dinheiro. O negócio é fingir que não doeu e continuar seguindo em frente, fico na praia mais algumas horas e decido ir pra casa, não foi uma decisão fácil de tomar, mas lá é o único lugar que tenho agora, chegando em casa encontro o meu pai e com um homem, realmente hoje não é o meu dia, fico olhando pra cara dele tipo ''o que você esta fazendo aqui depois de anos? Quem é esse homem? Onde voce estava?'' eu acho que ele vai responde todas as minhas perguntas, mas mesmo assim decido falar.

DU:O que você esta fazendo aqui? Porque fico anos sem dar noticia?

ROBERTO (PAI DE DU):Como assim sem dar noticias filha? Eu te mandei cartas todos os dias.

DU:Eu nunca recebi carta nenhuma, minha mae falo que você não queria mais saber de nos. -digo voltando a chorar se antes era pelo Lucas agora é pela volta do meu pai.

Nesse momento minha mãe chega em casa.

DU:Carla cade as cartas do meu pai? -digo perguntando pra minha mae.

CARLA:O que ele esta fazendo aqui com esse homem? -diz ela ignorando a minha pergunta e só agora lembro da presença do homem.

DU:Quem é ele pai -digo me referindo ao homem.

R:Filha é uma longa historia, mas espero que você entenda, ele é o Vitor, nos estamos juntos, filha tem problema pra voce?

Realmente hoje não é o meu dia, que droga, primeiro o Lucas me ofende daquele jeito depois meu pai reaparece falando que é gay, não que eu tenha preconceito, so que é muita coisa para um dia só. Fico paralisada quando ouço a minha mãe gritando.

C:Viu eu te avisei Eduarda, eu falei pra você esquecer ele nao falei? Ele trocou a gente pra morar com um homem, eu não nego, eu escondi todas as cartas que ele te mandou pra você esquecer ele de uma vez, ele me fez sofrer que nem uma condenada, e não me arrependo do que fiz.

Cada palavra trocada eu me perco mais, eu sei que minha mãe sofreu com isso mas ela nao tinha o direito de esconder as cartas do meu pai.

DU:Mãe, nao é so porque voce sofreu que eu tambem tenho que sofrer. Voce me jogou no seu drama, sem que eu tivesse a menor chance de me defender.

C-Eu queria te poupar da dor Eduarda, mas você sempre foi uma filha ingrata -a gente ja esta gritando.

DU:Me poupar da dor? Mas e seus esculachos todos os dias? Você acha que também não doem? Agora eu entendo porque você me trata assim, porque eu sou a sobra do seu casamento com ele né?

C:Tenta me entender, é impossivel te ver e não me lembrar dele, mas olha a culpa de tudo isso é dele.

DU:A culpa de tudo isso é sua também, que fez questão de jogar na minha cara a vida inteira que eu não era a filha boa o sufisciente pra segurar meu pai em casa, você despejou em mim toda a sua raiva da vida e me fez sentir raiva do mundo também, se ele foi um péssimo pai pode ter certeza que você também foi uma péssima mae.

C:Mas eu não te abandonei, abandonei?

DU:Não, mas fez eu odiar todos os dias ser quem eu sou.

Depois que digo isso saio de casa correndo ouço meu pai me chamando mas eu não quero falar com ninguem, so quero beber, beber pra ver se isso tudo passa, vou num barzinho e como eu disse eu bebi muito, nessa altura ja estou muito bebada, tento voltar pra casa mas não consigo me equilibrar e quase caio, mas um homem me segura, quando eu olho pra traz, é ele, Lucas. Ao ver que era ele, tento me manter firme e saio andando, ele me segue.

JL:Eduarda, você sabe que podia ter se machucado sério ou coisa pior. -diz ele me seguindo.

DU:Não to afim de ouvir sermão, muito menos de você-digo fria.

JL:Beber assim? A Eduarda que eu conheço jamais teria feito uma coisa dessas., logo você que me proibia de fazer isso.

DU:A Eduarda que você conheceu não existe mais ta? Ela morreu, ela cansou de segurar a barra dos outros. -continuo andando e ele pega no meu braço me obrigando a olhar pra ele.

JL:O que aconteceu com você?

DU:Você ainda pergunta? -digo tentando segurar as lagrimas.

JL:Nao precisa ser assim Du. -diz ele tentando se acalmar

DU:Você que escolheu assim.

JL:Não, eu não escolhi isso. -diz ele olhando nos meus olhos- eu errei não nego, mas foi tentando acertar, eu não queria que a nossa amizade acabasse por causa daquela noite, me deixa cuidar de você só hoje por favor -diz ele segurando em meu rosto, eu logo tiro a mao dele.

DU:Eu não preciso da sua ajuda. -digo e saio andando, ele vai atras de mim.

JL:Eduarda olha o seu estado, olha o que você fez, agora não é hora de bancar a durona por favor.

Eu paro e olho pra ele.

DU: Ahh não, é hora do que então? De chorar? De pedir socorro? De quebrar tudo e sair correndo? Ou então de sumir porque essa é a única coisa que eu tenho vontade de fazer agora -digo tentando me acalmar- eu não to mais aguentando. Você quer me ajuda? Não me leve pra casa, eu não to afim de enfrentar meus pais agora, me leve pra qualquer lugar menos pra casa. -digo chorando.

JL:Seus pais? Teu pai não tinha sumido? -diz ele sem entender.

DU:Ele voltou e eu não to afim de falar nada agora.

Lucas só me abraça e eu vou me acalmando com o abraço dele, não sei o que ta acontecendo com a gente só sei que não quero me soltar desse abraço nunca mais. Lucas continua abraçado comigo e vamos andando assim até o carro, ele me leva pra casa dele.

Notas finais
Gente comentem se gostara por favor, e dizem o que querem para o proximo capitulo..