Quando o mal volta
5 Capítulo 5 - Cinderela
Notas iniciais
Da história de Branca de Neve até a de Cinderela, Aurora levou 30 minutos. Quando chegou na esntrada percebeu que seu cavalo já não aguentava mais andar.
–Hey garota!Vamos, só mais um pouco e paramos, certo?Até por que é noite, e nunca se sabe o que podemos encontrar numa floresta de noite — Aurora abaixou a cabeça para cochichar, mesmo sabendo que ela provavelmente não entenderia nada — Eu já passei por isso e acredite, não são coisas boas que se encontra em uma floresta no escuro. Agora vamos, precisamos acharum lugar para ficar.
Aurora e sua egua ainda sem nome andaram mais um tanto, até avistar o vilarejo, onde mesmo sendo noite, ainda havia muita agitação. Andaram pela rua, viram padarias, livrarias, lojas de roupas e até estadias, porêm nenhum lugar permitia cavalos.
–Ah garota, faremos assim, eu te deixo num estábulo e eu vou para uma estadia então, de manhã eu volto esta bem? Vamos — Cavalgaram um pouco e chegaram num estabulo, onde o atendente era um homem magro usando um chapéu meio frouxo e com um macacão.
–Bem vinda, o que deseja? — Disse com um olhar cansado.
–Eu queria deixar minha egua aqui por esta noite e... — Ele a interrompeu.
–Fica cinco moedas.
–Ah mas eu não tenho... — Colocou a mão no bolso do vestido e se surpreendeu ao encontrar um saquinho com moedas, então susurrou para si mesma -Branca...
–O que disse moça?
–Ah, eu disse, tome, cinco moedas — entregou as moedas e a egua para o homem.
–Foi ótimo fazer negócio com você e até amanhã — Deu as costas e seguiu andando fazendo Aurora rir pelo fato do modo de andar dele ser engraçado.
–Bom, agora onde fica aquela estadia que encontrei antes mesmo? — Aurora andou pela vila até achar a estadia e se hospedar.
Na manhã seguinte Aurora acordou, arrumou suas coisas, pagou e saiu para buscar a egua.
–Bom dia, eu deixei uma egua aqui ontem e vim buscar-na.
–Qual o nome dela? — Era uma mulher hoje, portanto não sabia quem era.
–Pra falar a verdade, ela não tem nome.
–O que? Ah, então como ela é?
–Ela é manchada, a cor dela é branca e tem manchas pretas.
–Eu já venho — Aurora observou a moça até perde-la de vista, olhou pro céu e pro chão, enquanto esperada trazerem sua egua, até ouvir um estrondo e ser sua egua vir correndo até ela.
–Não, para, para de correr — Aurora falou enquanto a egua corria em sua direção — PARA! -Colocou as duas mãos para frente e quando se deu conta, a egua parou.
–Essa egua, é uma...AH! Suma daqui, você e ela! — Gritou a mulher toda descabelada e suja de lama, fazendo Aurora rir.
–Perdão, vamos garota — Montou nela e cavalgou para a vila — Hey, eu ainda não te dei um nome, hm, vamos pensar num nome pra você — Aurora começou a pensar em nomes para a egua, desde Princesa até Amora, até que seus pensamenos foram despertos quando ouviu um homem gritando.
–Venha experimentar o pão fresquinho, quentinho!
–Ta com fome garota? Espera aqui que eu já te trago algo — Disse Aurora enquanto descia da egua — Com licença moço, você vende paes frescos?
–Ola senhorida, vendo sim. Qual seu nome? — O padeiro era gordinho, tinha cabelos loiro-morango, camisa verde, calça cinza claro, sapatos cinza e de avental cinza escuro.
–Eu sou Aurora, e o seu?
–Pode me chamar de Baker, venha, entre — Foi empurrando de leve Aurora para dentro da padaria — Tenho pão frances, pão integral, pão italiano... — Aurora o interrompeu.
–Quero dois pães francêses, só!
–Ah, está bem, fica como cortesia da casa — Deu uma piscada.
–Ah, está bem, muito obrigada — Aurora ia saindo até que se lembrou que deveria comprar algo para sua egua — Desculpe, mas você tem cenouras?
–Cenouras? Acho que sim, só um momento senhorita — Ele passou para uma porta fazendo-o sair de vista, até que volta com 5 cenouras — Aqui está.
–Obrigada, e quanto fica?
–Deixe como cortesia.
–Obrigada Baker, até mais — Saiu da padaria e viu sua egua deitada na calçada — Hey garota, vamos, comprei cenouras para você — Sem pensar duas vezes a egua se levantou e Aurora deu as cenouras a ela — Já pensei em um nome pra você, vai ser Rosa.
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