Notas iniciais
O capítulo novo traz muitas coisas novas, o que vai acontecer com Castle e Beckett? Eles vão se beijar? Vão brigar mais? Esse capítulo vai ter a visão de Kate e de Rick ok? Eu sei que a fic é toda com o narrador mas, esse capítulo vai ter, e é provável que os capítulos para frente também tenham. Espero que gostem! Comentem lá em baixo!

Anteriormente...

– Sim!

Eles se olharam e Rick se aproximou, encarou os lábios dela...

Mas sentiu receio em beijá-la. Então resolveu abraçá-la.

– Boa noite, Kate!

– Boa noite, Castle!

– Tenha bons sonhos!- respirou fundo aspirando o cheiro dela.

– Você também! – sorriu entre o abraço e ele também. Demoraram para se soltar, eles acenaram e o escritor foi para o carro.

Pov. Kate

Eu entrei em casa, depois da festa na casa da Lanie. Castle fez questão de vir comigo. Eu não sabia o que sentia e ele fazendo essas coisas, sendo atencioso comigo piorava tudo. Mas algo estava me incomodando, além disso, mas eu não sabia o que era. Tomei um banho relaxante, vesti meu pijama preferido e fui dormir. Caminhei até a cama e fechei as cortinas. Deitei na cama e me cobri, estava um pouco frio e eu não queria pegar um resfriado. Amanhã seria um longo dia, alguma coisa me dizia isso. Eu não conseguia dormir fiquei pensando em Castle e em como seria beijá-lo, mas por que ele nunca me beija? Será que ela estava feia? Não, ele mesmo disse que estava linda, disse três vezes. Será que estava com bafo? Não, ela não tinha bafo. O que seria então, medo dela bater nele? Ou de não ser correspondido? Dormiu com isso no pensamento.

Fim do Pov. Kate

Pov. Castle

Cheguei em casa e fui tomar um banho, me vesti e fui para a cama. Mas eu não conseguia dormir, ficava pensando em Beckett o tempo todo, e no seu cheiro maravilhoso de cereja que tinha aspirado quando a abraçou, o cheiro não o deixava, pensava em como queria beijá-la e em como eu tinha sido idiota de não tê-la beijado de novo. Mas, eu não achei que era a hora ainda.

Fim do Pov. Castle

...

Após alguns meses, o ano estava chegando ao fim. Depois do assassinato do Capitão Montgomery e do tiro que a Beckett levou no peito, a detetive e Castle estavam bem, não tinham se resolvido, mas estavam mias animados e saiam juntos com os meninos e Lanie, Josh tinha operado Kate, por que voltou da África mais cedo, mas não tinha esperanças de ficar com ela e parecia ter superado o fim do relacionamento. Tinham se passado três meses após esses acidentes.

De manhã a detetive se levantou, tomou seu banho e se vestiu para o trabalho. Sentia que tinha algo estranho, um sentimento estranho como o de ser observado como naquele dia com Castle, depois daquele dia sempre se sentia assim, como se alguma coisa estivesse errada. Mas não conseguia sabe o que era. Talvez fosse a sua imaginação, ou o cansaço do trabalho.

Ao chegar na delegacia, Beckett encontrou os meninos, Castle ainda não havia chegado. Começaram então a trabalhar em um caso. Uma menina morta, Alisson Michealson, idade 20, cabelos loiros, olhos azuis e pele clara, família rica. Beckett foi até a sala da Lanie, lá a doutora lhe passou sobre o caso.

– Essa menina foi estrangulada até a morte, esses padrões... Beckett...

– O que foi Lanie?

– Eu já vi isso antes. Já aconteceram dois outros casos assim antes. Olha. Menina de família rica, pele clara, os cabelos eram diferentes, os olhos também eram, mortas por enforcamento. Está aí, esse é o padrão, garotas de família rica. Ele as pega na saída da escola, fica alguns dias com elas em cativeiro e não sabemos o que ele faz com elas e depois de três dias as estrangula e mata. –

Lanie falou com raiva, fazendo Beckett ficar com raiva também pela maldade do assassino.

– Esse assassino é um monstro!

– Lanie, não se preocupe, nós vamos prender esse monstro!

Ela abraçou a amiga e subiu para a delegacia. Espo e Ryan estavam lendo uns arquivos e quando chegou a olharam com olhares protetores.

– O que foi meninos? Que cara é essa?

– Beckett! Temos que te mostrar uma coisa! – disse Espo – Nós estávamos olhando os arquivos e encontramos algo!

– Esse jeito de matar, eu li sobre isso em outro caso antigo. – disse Ryan

– Sim, e o que tem?

– Parece que esse assassino começou por meninas, mas também mata mulheres com idade entre 30 a 35 anos. Ele começa a segui-las e se torna obcecado por elas.

– Hum?

– Sério? Beckett, ele pode vir atrás de você e da Lanie também! Ou da Jenny, que Deus não me escute! – disse Kevin preocupado

– Da Lanie, ele não chega perto, eu vou protegê-la pessoalmente! – disse Espo

Kate e Ryan se olharam e sorriram fazendo um barulho em uníssono

– Hum!!!!!!

– Gente para, é sério! – disse Javi preocupado – Beckett, ele pode vir atrás de você!

Castle que estava ouvindo tudo enquanto caminhava com os dois cafés na mão, parou surpreso

– Ninguém, vai ir atrás da Beckett! Eu não vou deixar!

Ela se virou e ele lhe ofereceu o café

– É mesmo Castle? E o que você vai fazer? – disse a detetive com um sorriso nos lábios segurando o riso.

– É Castle, o que você vai fazer? – disse Espo

– É Castle, o quê? – disse Ryan

– Eu vou protegê-la, ué! – falou a puxando de uma vez pela cintura para ele, Kate o olhou nos olhos e se separou dele, os meninos viram a cena e seguraram o riso.

– Castle, eu não sei se você sabe, ma eu sou policial e eu tenho uma arma. Ninguém vai chegar perto de mim! Não preciso de ninguém para cuidar de mim. Eu sei me cuidar sozinha.

– Mas o Espo pode cuidar da Lanie, o Ryan pode cuidar da Jenny, e eu não posso cuidar de você? Porque não?

– Porque eu tenho uma arma Bro! – disse Espo.

– E eu também! – disse Ryan, os dois riram da cara do Castle.

– Viu Castle? É por isso! – disse a detetive segurando para não rir.

– Você me empresta a sua reserva, já foi comprovado várias vezes que eu sou bom prendendo bandidos, eu já ajudei você milhões de vezes! – todos o olharam e seguraram o riso.

Kate se sentou em sua cadeira e os meninos ainda o olhavam com cara de pena. Beckett não gostava da ajuda de ninguém. Castle andou até ela e parou na sua frente, atraindo a sua atenção.

– Eu posso não ter uma arma, ma seu tenho uma abraço quentinho e um chocolate com marshmallows que são uma delícia e é capaz de espantar qualquer problema!

Kate ainda o olhava nos olhos, os dois se encaravam. Os meninos perceberam aquilo e não falaram nada, só esperando o que iria acontecer em seguida.

– Castle, eu não acho que chocolate com marshmallows possa ajudar a prender um bandido ou proteger alguém de um ataque de um! – disse ela

– Esqueceu o abraço! – os meninos riram com a fala de Ryan, os dois olharam para eles e depois voltaram a se encarar.

– Beckett, não importa. A minha casa está sempre aberta quando você precisar! – os dois sorriam

– Obrigada Castle, mas eu não acho que vou precisar, e eu não acho que aceitaria isso, então...

– Não importa, só saiba que eu vou sempre estar aqui, para você quando você precisar! – ele falou a deixando sem fala.

– Isso tudo foi lindo gente, mas precisamos trabalhar! – Espo falou cortando o clima.

– Pois é! – Beckett se levantou, indo até o quadro de evidências e escrevendo algumas coisas ali. Depois se voltou para os meninos – Espo, Ryan, eu preciso que verifiquem todos os casos de pedófilos e enforcadores de meninas e mulheres, nessas faixas etárias, e eu e Castle vamos interrogar a família e amigos das vítimas! – falou séria.

– Claro, mas primeiro eu vou na sala da Lanie por um minuto!

– O que, você esqueceu alguma coisa lá? – disse Kate rindo, fazendo Castle e Ryan rirem também.

– Não, eu vou ver se a minha garota está bem! Eu já disse, eu vou cuidar dela.

– Hum, olha que isso ta ficando sério, em?! – Ryan disse fazendo todos rirem.

– Eu vou cuidar dela e vou levá-la para dormir lá em casa essa noite!

– HUM!!! – todos disseram em uníssono rindo

– Parem de pensar besteiras, eu não vou deixar minha garota sozinha, quando tem um maníaco assassino por aí! – disse ele e todos concordaram.

– É, falando nisso, eu vou ligar para a Jenny, com licença! – Ryan falou se afastando pelo corredor.

Castle olhava para Beckett, que percebeu e o olhou de volta.

– O que foi?

– Eu só estava pensando...

– Castle! Eu sei me proteger sozinha, ok?

– Ok, Beckett. Eu sei que você é uma mulher forte, independente, inteligente, bonita e esperta, mas ainda sim, se precisar convite ainda está aberto, sempre vai estar!- eles sorriram

– Obrigada Castle, mas de novo, eu sei me cuidar sozinha!

– Ok! – ele suspirou cansado.

Foram interrogar as testemunhas do caso e as famílias e amigos das vítimas. Quando voltaram para a mesa de Beckett, os meninos chegaram também.

– Beckett, nós achamos algumas coisas... –

– Com licença, senhorita Beckett? – um homem perguntou.

– Sim?! – Kate respondeu sem entender.

– Entrega para a senhorita!

– E eu posso saber quem está mandando isso para mim? – disse intrigada.

– A pessoa não quis se identificar!

– Ok, obrigada! – ela disse dispensando o homem.

Pegou o embrulho e olhou para ver se tinha algum cartão ou algo, mas não tinha nada. Abriu e encontro um pendrive. Todos a olhavam sem entender e esperando que ela colocasse no computador para verem o que era. Quando Beckett plugou no seu computador, a tela ficou preta surgiu um vídeo na tela.

– Atenção, 12º Distrito Policial de NY! Eu soube que vocês estão investigando os meu casos, ou melhor os meus crimes. – uma voz masculina falava e deu uma risada – Saibam que eu naco tenho medo de vocês e que se não pararem eu posso ir atrás de vocês. Eu soube que tem várias mulheres bonitas aí, e quem sabe eu não vou atrás de uma delas? Parem de investigar ou sofram as conseqüências!

Logo o vídeo acabou, todos na delegacia haviam escutado e saído de suas salas para ouvir. Ninguém falava nada. Até que Castle se manifestou.

– Ok, isso foi estranho! O que vocês vão fazer? Temos que continuar investigando, mas ele pode vir atrás de qualquer mulher que trabalhe aqui.

– Castle, nós não podemos parar as investigações, só por causa de uma ameaça! – disse Kate

– Sim, mas podemos tomar medidas preventivas! – disse a Capitã.

– Que tipo de medidas?

– Vamos ficar de olho em toda policial... – ele olhou para algumas policiais ali – médica... – olhou para Lanie que subiu para ouvir o que acontecia – e detetive que trabalhe aqui, sem exceções! – disse olhando para Beckett revirando os olhos. – Vou colocar um policial junto de cada mulher que trabalha aqui. Vocês serão acompanhadas até o final da investigação! Sem exceções! – disse olhando para Kate novamente.

– Eu não acredito, eu não vou ter babá coisa nenhuma! – disse Beckett se levantando nervosa.

– Beckett! – disse Lanie reprovando a sua reação.

– Detetive Beckett! Essa ordem está vindo de mim, a Capitã da delegacia, então eu acredito que você não tenha muita escolha! – a Capitã disse e foi para a sua sala.

Algumas mulheres no precinto reclamaram, mas todas sabiam que isso era para a segurança delas, só Kate que continuava com cara feia, ela foi até a sala da Capitã.

– Senhora, eu posso falar com você um minuto?

– Não!

A detetive estava com raiva, muita raiva. Lutou tanto para conseguir ser respeitada, tratada como qualquer detetive que tinham ali e conseguir seu espaço para um assassino vir e tomar isso dela. Não conseguia acreditar que isso estava acontecendo com ela. Não teria nenhum policial atrás dela, como se precisasse de uma babá. Kate sabia que era a melhor policial ali e a melhor detetive, e não iria deixar isso acontecer com ela. Ryan, Espo e Castle se olharam cúmplices, eles tiveram uma idéia de proteger Beckett sem ela saber. Lanie olhava para eles sem entender, foi até a amiga e pediu

– Kate, eu sei que você não gosta da idéia, nenhuma de nós gosta, mas precisamos conviver com isso só até prendermos esse cara. — Beckett suspirou e olhou para os meninos.

– Eu preciso falar com vocês!

Eles foram para a sala de descanso.

– Rapazes, é o seguinte! Eu não quero ninguém me seguindo e tentando me proteger, então por favor se algum policial vier atrás de mim querendo me proteger, eu vou mandar ele para e eu quero que vocês me apóiem.

Eles a olharam incrédulos.

– Kate, você sabe que isso é complicado. Esse homem pode mesmo machucar você ou qualquer outra mulher na delegacia. Então, eu acho que você deveria tentar entender. – disse Espo

– Eu não vou tentar entender nada Espo! – disse ela alterando a voz

– Mas, Beckett... – disse Ryan

– Ryan, por favor. A resposta é não!

– Kate, você está louca? Tá querendo morrer? Esse homem é um assassino, ele pode te machucar de verdade, Beckett. Garota, tenha um pouco de consideração com a gente, com a Capitã, com o seu pai e com você mesma.

– Desculpa, Lanie, mas é isso que o assassino quer. Ele quer que desviemos o foco dos assassinatos, para o que ele pode nos fazer. Ele está usando o nosso medo contra nós mesmos.

Eles tiveram que concordar com ela, nesse ponto. Castle até tentou.

– Kate, por favor! É para a sua segurança!

– Eu sei me cuidar sozinha, Castle!

Então quando ela saiu, eles começaram o plano.

– Gente, é o seguinte. Eu tive uma idéia! – Castle falou – E se deixássemos um policial a seguindo a distância, mas de um jeito que ela pudesse vê-lo, aí quando ela descobrisse, ele dissesse que nós mandamos ele ficar de olho nela, mas ficasse mais afastado para que ela não descobrisse.

– Ela ficaria uma fera! – disse Ryan e eles concordaram

– Continua, Castle!

– Então, aí ela vai brigar com a gente, e vai mandar ele parar de segui-la. Então nós ficamos responsáveis por tomar conta dela e quando ela for embora para casa pedimos o mesmo policial para segui-la, mas agora sim de um jeito que ela não o veja, mas é importante que ela realmente não o veja, para não vir atrás de nós brigando com a gente de novo. Assim, ela vai baixar a guarde e não vai perceber a vigília. – disse ele sorrindo

– Isso mesmo Castle, gostei da idéia! – disse Ryan

– Pode funcionar, mas precisamos ter certeza que o policial não seja esse assassino disfarçado e que ele seja bom seguindo as pessoas e protegendo-as. – disse Espo

– É, tem que ser de um jeito que ela não descubra. – disse a doutora.

– É, por que se não estamos lascados. – disse Kevin

Eles concordaram e os rapazes foram atrás de um policial com essas qualidades, enquanto Lanie foi de novo para a sua sala e Castle foi atrás de Beckett, é claro. Ao chega na mesa dela, sentou-se ao seu lado e a olhou como um cachorrinho sem dono.

– Castle, tira logo essa cara de cachorro sem dono do rosto, eu não vou ceder. – disse ela séria olhando os documentos do caso.

– Beckett, eu não estava... -

– Estava sim! Eu pensei que tinha deixado claro, que não queria ninguém, nenhum policial atrás de mim. Então por favor, nada de tentar me convencer, a minha decisão já está tomada.

– Ok. Na verdade eu ia te convidar para dormir lá em casa,com isso tudo, eu acho perigoso para você ficar no seu apartamento sozinha!

– Lindo, Rick. Tentando me passar uma cantada nessa situação em que estamos? Não, obrigada, eu agradeço a preocupação, mas eu vou dormir na casa da Lanie hoje. – ela inventou uma desculpa.

– Não vai não, eu vi a Lanie e o Espo conversando e ele pedindo para dormir na casa dela hoje. – disse sorrindo um sorriso mais safado e branco o possível.

Beckett queria matá-lo, mas ao mesmo tempo queria... bom ele a irritava, ou não? Ai ela estava tão confusa. Sentia raiva por ele desmenti-la assim.

– De qualquer maneira, Castle, eu recuso. Ao vou dormir na sua casa só por que tem um cara por aí, ameaçando pegar uma das mulheres que trabalham aqui na delegacia ou isso é só uma desculpa para eu dormir na sua casa, Castle? – ela sorriu para ele

– Bom, eu não... Beckett eu só estou pensando que pode ser mias seguro, mas se você acha que não é uma boa idéia vai dormir na sua casa então, mas tenha a certeza de que sempre que precisar você pode me procurar, eu vou estar aqui sempre.

Eles se encararam por um tempo, as respirações pesadas, aproximaram os rostos e sorriram, mas se separam ao ouvir os passos dos meninos no chão. Espo e Rayn ligaram a TV e rapidamente todos na delegacia olhavam para a tela. A imprensa noticiava os assassinatos e a ameaça à delegacia. Alguém tinha vazado a notícia, mas ninguém sabia quem era. Estavam o chamando de Stalker, por que ele perseguia as vítimas por um tempo e se tornava obcecado por elas.

Gates desligou a televisão com raiva.

– Eu quero saber quem fez isso, mas o que eu quero muito mais é esse homem preso antes que a cidade vire um caos e as pessoas entrem em pânico.

– Certo, Capitã! – todos disseram.

– Detetive Beckett, detetive Esposito e detetive Ryan eu quero vocês a frente dessa investigação, e Castle você também pode ajudar. Você já fez alguma pesquisa sobre stalkers?

– Bom, sim na verdade eu fiz uma pesquisa para um livro e... –

– Ok, então eu quero que você nos ajude como puder! – a capitã o interrompeu – Peguem esse assassino, essa é a nossa cidade e não dele!

Gates voltou para a sua sala e eles foram trabalhar. As testemunhas foram ouvidas, as famílias e amigos das vítimas foram interrogados, mas parecia que ninguém sabia ou tinha visto o rosto do homem. Enquanto Castle e Beckett interrogavam, Espo e Ryan estavam procurando fitas de vigilância dos lugares aonde as vítimas foram vistas pela última vez, mas o assassino nunca mostrava seu rosto nem uma imagem parcial conseguiram. Lanie trabalhava a todo vapor na sua sala procurando digitais, sangue, DNA ou qualquer coisa que pudesse ajudar a revelar quem era o assassino, mas nada aprecia. O assassino era muito meticuloso, tomou todo o cuidado para não deixar nada para trás. Castle já começava co usas teorias de que esses eram os assassinatos perfeitos.

– Castle, não existe assassinato perfeito! – disse Kate com raiva.

– Claro que não, mas eles podem tentar! Todo assassino quer que seu crime seja perfeito. Mas com tudo isso, essa pressão, o medo de ser pego, eles se tornam egocêntricos e acham que vão fazer tudo certo, é aí que eles erram.

Depois de um mês de investigação a Capitã estava quase chamando o FBI, quando Beckett achou uma pista. Uma fita de vigilância, após horas eles conseguiram achar uma testemunha que tinha visto tudo e saiu correndo da cena do crime. Foram atrás da pessoa, mas ela disse que não conseguiu ver quem era. Kate como toda boa detetive, usou suas habilidades para fazer a mulher falar, mas ela não estava mentindo. Ela descobriu que os garotos e Castle mandaram alguém para vigiá-la.

– Eu não acredito! Vocês mandaram um policial para me vigiar?! Mesmo eu tendo pedido que não o fizessem?

– Bom... – Espo tentou

– Beckett, nós só... – Ryan começou, mas ficou com medo.

– Kate, nós fizemos isso para a sua segurança. Você sabe que estamos certos!

– Castle, eu só vou pedir uma vez, tirem esse policial daqui! – ela disse e uma veia de seu pescoço subiu. Então eles pediram o policial para parar de segui-la, como no plano de Rick.

A detetive não percebeu a jogada deles e então foi trabalhar, ela precisava falar com uma testemunhas e o Castle foi junto. O assassino tinha ficado quieto esse tempo todo, não matou ninguém e nem mandou nenhuma ameaça a delegacia. Gates depois de três meses de investigação, não teve outra saída se não arquivar o caso.

...

O assassino Stalker estava sumido por seis meses, as únicas pessoas que pensavam nele de vez em quando eram Castle, Kate, e os meninos. Até Lanie, que estava muito assustada com ele na época, esqueceu o assassino, após a amiga levar um tiro. Mas naquela manhã, após entrarem na cena do crime, Beckett e Rick viram Lanie um pouco abalada ao fazer a autópsia da garota morta. A única vez que a doutora havia ficado assim, foi quando o 3XK resolveu assassinar uma garota parecida com ela. A detetive foi até a amiga, preocupada com sua situação.

– Lanie, você está bem? O que aconteceu?

A Dr. Parish estava agachada analisando a garota, quando ouviu a amiga a chamando.

– Oi, Beckett, sim estou bem. Mas esse caso... –

– O que tem? Você conhecia ela?

– Não, não é isso.

– O que é, então?

– Garota de 20 anos, morena, pela clara, de família rica, morta por enforcamento. Te lembra alguma coisa?

– Não, Lanie, do que... — Kate parou espantada.

– Sim, isso mesmo! É o Stalker! – ela disse com cara de preocupação.

– O Stalker? Mas como, ele ficou quase um ano sem se manifestar!? Por que agora voltaria a matar? Seria fácil para a gente descobrir agora quem ele é!

– Sim, eu concordo, quantos mais assassinatos o serial killer comete, mais chance ele tem de errar e de deixar uma pista. – disse Castle atraindo a atenção para você.

– Eu não sei Kate, mas eu só sei que eu quero ele preso logo. – disse saindo de perto do corpo. Caminhou até a detetive e o escritor. Beckett tentou tranqüilizar a amiga, os rapazes já estavam chegando e já sabiam da situação.

– Lanie, como você está? – Espo falou a abraçando.

– Estou com medo! – disse Lanie com uma cara de assustada.

– Lanie, não se preocupe, eu estou aqui agora! – todos olhavam para os dois, Ryan e Castle fizeram um uníssono.

– OWN!

Os dois os olharam e riram, junto com Beckett.

– Rapazes, eu sei que as duas garotas se emocionam fácil e isso tudo é muito fofo, mas vamos pegar o nosso assassino! – ela disse fazendo Lanie e Espo rirem alto.

Ao chegar na delegacia, Kate e Castle foram falar com a família da vítima, enquanto Espo e Ryan procuravam achar alguma pista no local do crime. Ao terminarem todos se encontram perto do quadro de evidências.

– Você não achou que a Lanie ficou muito abalada? – disse Kate para Espo.

– Eu também achei, ela já viu casos como esses antes. – disse Ryan.

– Pois é e ela mesma trabalhou no caso do Stalker, eu lembro dela ter ficado com um pouco de medo na época após a ameaça, mas... – disse Castle.

– Gente, calma. Ela ficou com medo sim, na época. Mas depois que a Beckett levou o tiro no peito, a Lanie ficou com medo de algo acontecer de verdade, não é. Já que com a melhor amiga dela já havia acontecido, ela só está com medo de acontecer alguma coisa. Mas, eu já disse para ela, que aquilo foi só uma ameaça, se em um ano ele não fez anda por que agora ele faria?

Eles concordaram com isso e decidiram não falar nada com a Lanie sobre a conversa deles. Fingiriam que tudo estava bem e tentariam acalmá-la. Kate foi falar com a amiga no meio do dia.

– Lanie, oi! – disse entrando na sala.

– Oi, Beckett, entra.

– Tudo bem?

– Sim!

– Eu notei que você estava meio nervosa na cena do crime... –

– Sim, eu estava, mas o Javi já me tranqüilizou. Eu só não quero que anda aconteça. – ela suspirou

– Nada vai acontecer, eu vou prender esse monstro, eu prometo! – abraçou a amiga.

– Tudo bem, agora suba e vá prender ele!

As duas riram. Beckett subiu e voltou ao trabalho. No final do dia, Castle se ofereceu para acompanhá-la até em casa e ela aceitou. Caminhavam e conversavam até que chegaram no seu apartamento.

– Bom, então está entregue! – disse ele tímido.

– Sim! – ela sorriu, retribuiu o sorriso e caminhou para mais perto dela, os corpos estavam próximos e os rostos estavam perto um do outro, já respiravam pesado e sentiam o perfume um do outro. Então Beckett deu um passo para trás para chegar mais perto da porta de sua casa, quando sentiu seu pé encostar em algo e não era na porta. Ela olhou para sua porta, havia uma caixa deixada ali.

– O que será isso?

Castle olhou para onde Kate olhava e viu a caixa, ficou intrigado com isso. A detetive achava que poderia ser o Stalker brincando com eles de novo, mas como ele sabia seu endereço? Pegou a caixa e abriu e o escritor se inclinou para olhar. Então, ela olhou para os lados, sendo acompanhada por ele. Depois o olhou séria, o fazendo a olhar.

– Rick, eu acho que estamos sendo observados!

A olhou sério

– Vamos sair daqui. – disse decidido.

– Sim! Para onde vamos? – disse sem saber se iriam para a casa dele ou para a delegacia.

– Vamos para a delegacia! – disse rápido, a puxou pela cintura colando seu corpo no dela e a abraçando possessivamente. Ela o encarou e tentou tirar da sua cabeça imagens de Rick e ela juntos na casa dele, que fazia o mesmo. Tinham que parar de pensar essas coisas, os dois pensavam a mesma coisa. Não era hora para isso, eles corriam perigo, ela corria perigo. Ele chamou táxi, entraram no carro e rapidamente estavam a caminho da delegacia.

Aquilo mostrava que o assassino não estava de brincadeira. Kate pensava com pesar, Lanie iria ficar com medo, e o pior é que não seria medo de ser atacada, mas medo de Kate ser atacada por esse homem. Todos ficariam depois de ver o conteúdo da caixa. Não estava com medo, só não podia suportar o fato de alguém a ter seguido e não ter percebido, pelo amor de Deus, ela é uma detetive. O pior era ter que ouvir a Capitã lhe dar um sermão de como havia sido descuidada e que precisaria andar com um policial por perto para sua segurança. Não precisava de babá, sabia se cuidar sozinha.

Castle pensava no que poderia fazer para convencê-la a aceitar a proteção policial, no que falaria para ela aceitar ficar em sua casa. Era a coisa mais segura a se fazer. Mas tinha certeza de que ela recusaria. Já tinha pensado nisso milhões de vezes, mas agora só queria protegê-la e nada mais.

...

Pov. Albert Williamson

Eu estava trabalhando como sempre, após receber as ordens eu comecei a fazer o que me foi dito. Seguir aquela mulher, até as novas ordens chegarem, e ali dar fim a isso. Ela passava muito tempo com esse escritor, será que os dois tem um romance? Ou é só algo profissional? Bom, do jeito que os dois estão quase se beijando várias vezes, realmente não é só algo profissional. Eles devem estar tendo um romance secreto. Algo me intrigou. Eu havia percebido que alguém mais a seguia. Interessante, o que poderia ser aquilo. A Detetive Beckett não ficaria feliz de saber que estava sendo seguida por mim e por duas pessoas então.

Eu tinha que admitir, a mulher era bonita, e não era pouco, era muito bonita. Conseguia despertar o interesse em qualquer homem que a olhasse. Deve ser por isso que tem tantos admiradores, como o senhor Castle por exemplo. Vou investigar quem é esse homem, que anda a seguindo. Quem sabe o que eu posso descobrir, não é?

Fim do Pov. Albert Williamson

Chegaram na delegacia, a Capitã Gates já estava saindo e os cumprimentou.

– Beckett, senhor Castle, achei que já tivessem ido em bora!

– E sim, nós fomos. – disse Kate com uma cara séria.

– O que aconteceu? – ela disse desconfiada.

A detetive mostrou para Gates a caixa e a Capitã ligou para Espo e Ryan para virem correndo de volta para a delegacia. Ao chegarem lá, Lanie fez questão de ir junto e saber de tudo. Sorriu ao ver a amiga, que estava séria. Todos olharam Gates, Castle e Beckett.

– O que aconteceu? – perguntou Espo preocupado.

– Beckett, você está bem? – disse Ryan nervoso.

– Kate?! – disse Lanie.

– Detetives e doutora, eu estava saindo hoje da delegacia quando a detetive Beckett e o senhor Castle, chegaram assustados. – ela parou um pouco – Vocês querem contar? – olhou para os dois.

– Sim! Obrigada! – Beckett tomou conta da situação.

– Eu e Castle estávamos caminhando até a minha casa, quando eu vi algo na minha porta. – ela resolveu não contar toda a história, eles não precisavam saber de tudo também – Essa caixa foi deixada na minha porta hoje, por alguém. Quando eu vi a peguei e abri, nós dois ficamos chocados com o que tinha nela.

– O que tinha nela? – Espo disse impaciente.

– Beckett, o que está acontecendo? – disse Ryan.

– Olhem por vocês mesmos. – lhes entregou a caixa e eles pegaram.

Na caixa haviam várias fotos de Beckett andando pela rua com eles e com Castle, indo em borá para sua casa e chegando na delegacia, por sorte não havia nenhuma dela e de Castle, quase se beijando ou algo do tipo. Ficou aliviada por isso, ninguém precisava saber se eles tinham ou não algo, até por que nem ela sabia. Os detetives olharam para a caixa e para ela depois. Espo estava com os dedos vermelhos de tanto apertar a caixa de raiva, Ryan fechou os punhos e Lanie tinha uma expressão de espanto. Castle fechou os punhos e Gates se manifestou.

– Senhores, eu peço que se acalmem. Eu vou botar policiais para proteger a detetive Beckett – ela ia protestar — com ou sem o consentimento dela. E vou colocar policiais a mias para proteger as mulheres da delegacia. Ninguém vai machucar um dos nossos aqui!

Eles concordaram, mas Kate estava indignada.

– Capitã, por favor, eu não quero proteção nenhuma. Eu sei me cuidar sozinha!

– Mas você vai ter! Já ficou claro que você não pode, ninguém pode saber o que se passa na mente desse homem. – Gates disse séria.

– Mas Capitã, eu não quero e não aceito isso. Eu não preciso de babá! – disse com raiva. Não era possível que ninguém entendesse que era uma questão de honra.

– Detetive Beckett, eu devo lhe informar... – Gates ia falar, mas Kate a interrompeu.

– Se você colocar alguém para me proteger, eu juro que vou tornar o trabalho dele o mais difícil possível. – ela disse nervosa.

Todos a olhavam indignados, como ela poderia recusar a proteção policial num momento desses. Cada um queria protestar e lhe dizer que não podia recusar a decisão da Capitã. Mas ninguém a convencia, nem mesmo Castle. Lanie que estava calada não conseguiu mais ficar quieta.

– Kate! – todos a olharam – E se fosse eu? Você gostaria de me ver por aí, andando pelas ruas como se nada estivesse acontecendo? Você gostaria que eu simplesmente ignorasse os avisos de todo mundo e fingisse que está tudo bem enquanto alguém quer me matar? Você gostaria que eu fosse tão imprudente a esse ponto? Que eu colocasse a minha vida em risco por orgulho?

– Lanie, eu não... – tentou

– Não, Beckett. Você gostaria de que eu corresse esse risco sozinha? Você não se preocuparia comigo? Então por favor pare com essa birra e aceite a proteção policial! – disse por fim já nervosa.

– Ok, Lanie. Eu aceito, mas só por sua causa! – disse Beckett se dando por vencida. – Mas só aceito para você poder dormir tranqüila.

As duas sorriram, os meninos e a Capitã suspiraram aliviados.

– Ei, aonde você vai dormir hoje, Beckett. Você não pode voltar para o seu apartamento! – disse Espo.

– É eu sei, eu vou passar lá rapidinho só para pegar umas roupas e depois vou para a casa da Lanie. – disse.

– Ok, nós vamos pedir alguns policiais para ficarem de vigia na casa dela. – disse Ryan.

Castle ia oferecer a sua casa para ela, mas ela não aceitaria é claro. Então, pelo menos sabia que ela iria ficar a salvo. Deixaram a caixinha na mesa da Capitã e foram para suas casas. A detetive, o escritor, os meninos e a doutora foram para o apartamento de Kate, Ninguém queria deixá-la ir lá sozinha. Ela pegou algumas roupas e coisas que iria precisar e foi com Lanie e Espo para a casa da doutora. Ryan e Castle se despediram ali e foram para suas casas.

– Se cuida Beckett, e por favor não faça nada estúpido. – disse Ryan rindo.

– Ok, eu prometo que vou tentar. — ela olhou para Castle. Os rapazes e a legista se despediam, Kate foi até Rick.

– Beckett, fique a salvo. E me ligue a qualquer hora se alguma coisa acontecer e mesmo se não acontecer e quiser conversar, eu vou estar ali. É só ligar.

– Ok!

– E não faça nada estúpido, como Lanie disse. Por favor, faça tudo o que os policiais disserem. E fique bem! – sorriram.

– Eu prometo! – disse o olhando nos olhos, os dois se encaravam sorrindo.

– Vamos? – Espo os interrompeu.

– Sim, claro! – disse a detetive.

Ryan e Castle foram para suas casas e Beckett, Lanie e Espo foram no carro do detetive para a casa da legista. Ao cehgarem na casa de Lanie, a detetive percebeu que Espo e Lnie haviam planejado ficar juntos naquela noite, mas ela os atrapalhou. Se sentiu culpada por isso. Espo se despediu.

– Tchau, Beckett, Lanie! Vocês vão ficar bem, eu botei dois policiais aqui fora para vigiar a noite toda. E se algo acontecer me liguem.

– Ok! – disseram juntas.

Lanie o beijou e se despediu de novo. Ao fechar a porta as duas se arrumaram, jantaram e dormiram...

Notas finais
Então, é isso gente. Espero que tenham gostado. Comentem, comentem, comentem!!!