Quando o coração chama!

6 Capítulo 5: Mentiras e verdades


Notas iniciais
Bom, estão preparados para o que está por vir? O que será que aconteceu entre esses dois? Eles assumiram o que sentem, se beijaram? Leiam e comentem!

Anteriormente:

Ela começou a ter flash backs também.

– Kate?

– Sim!

– Nós deveríamos fazer isso mais vezes!

– O quê? Ficar com roupa de baixo perto um do outro? – ela falou sem receio pela bebida

– Não! Mas se você quiser, eu topo! – ele riu

– Não, passar horas conversando e agarradinhos assim! O que você acha?

– Eu concordo, e Rick?

– Sim!

– A gente deveria ir para o quarto não é? – a detetive disse e ele concordou

– Sim, a gente deveria.

– Sabe de uma coisa? – falou ela olhando nos olhos dele – Eu te...”.

“- Sabe de uma coisa? – falou ela olhando nos olhos dele – Eu te... – eles caíram no sono ali, abraçados, só com roupa de baixo e confidentes.

Já era tarde da noite e eles estavam exaustos, Kate sorriu e comemorou, afinal não tinha falado nada comprometedor. Quase pulou de felicidade, mas se segurou para ele não perceber. Castle a olhou sem entender esperando uma resposta

– Bom, eu não disse nada.

– Como assim?

– Quando eu ia dizer alguma coisa nós caímos no sono.

– Há sim, agora eu estou me lembrando!

Ele riu e ela sorriu junto, os dois estavam aliviados

– Ei, mas o que você acha que iria me dizer, se nós não tivéssemos pegado no sono?

– Sei lá, provavelmente era papo de bêbado!

– É!

Eles deram de ombros, mas a detetive tinha uma idéia do que ia dizer. “Eu ia dizer que o achava bonito. OH, God não! Eu não poderia, com certeza foi a bebida. É. Até porque ele nem é tão bonito.”, a bebida fazia cada coisa com as pessoas. Rick estava distraído “O que será que ela ia dizer? Com certeza era a bebida falando mais alto.”, a bebida faz cada coisa. Os dois se olharam estranho por alguns segundos capitando o que o outro estria pensando

– Com certeza foi a bebida!

– É!

Ela concordou com a cabeça. Os dois foram falar com um parente da vítima. A ex mulher da vítima estava sentada na sala de descanso com uma cara triste, Beckett odiava isso. O momento me que você fala com a família da vítima, e quando você tem que chamar as pessoas de novo para a delegacia é como se não tivesse fim. As famílias vivem um luto que é relembrado a cada vez que pisam na delegacia e o sentimento de dor e perda nunca passa, o tempo pode ajudar um pouco, mas no caso dessa mulher que estava triste e chorando não tinha tempo o suficiente. No caso da Sra. Ericson tinha só duas semanas, era muito recente ainda para o tempo surtir efeito sobre ela. Victoria Ericson levantou a cabeça ao avistar a detetive e o escritor caminhando em sua direção, mas ela não estava sozinha. O melhor amigo da vítima estava ali também, segurando a mão de Victoria numa situação muito íntima, percebeu Beckett. Ele se chamava Andrew Smith, ela se lembrou de ele ter ido com a esposa da vítima na delegacia todas as vezes em que ela compareceu ao precinto. Isso intrigou Kate que não conseguia entender como alguém poderia ser tão prestativo e “amigo” assim, para ela tinha algo a mais. Castle percebeu isso e eles trocaram um olhar cúmplice. Sentaram-se e a detetive começou o interrogatório.

– Como vão Sra. Ericson, Sr. Smith?

– Bem, obrigada! – disse a viúva estendendo a mão para ela e depois segurando seu lencinho para enxugar as lágrimas.

– Muito bem! – disse Andrew com cara de poucos amigos.

Castle sorriu e acenou com a cabeça enquanto Beckett prestava atenção no comportamento dos dois.

– Me desculpem, Sra. Ericson e Sr. Smith, esse é Richard Castle um consultor no caso.

– Muito prazer! – Victoria disse estendendo a mão com uma cara preocupada e Andrew acenou com a cabeça meio inseguro.

Eles se sentaram e a detetive percebeu o nervosismo da senhora e o comportamento reservado do homem. Castle ia falar alguma coisa mas ela o interrompeu

– Bom, chamamos vocês aqui porque estamos tendo um problema com alguns fatos.

– Sim, o que podemos esclarecer? – disse Victoria

– Para falar a verdade estamos com uma dúvida, nós fomos atrás do seu álibe e... –

– Espere um segundo porque foi atrás do álibe dela? – disse Sr. Smith

– Eu achei que tudo já havia sido resolvido e o homem tinha sido preso. – disse a viúva com preocupação, o homem segurou o braço dela com um aperto.

Rick e Kate se entreolharam novamente, eles perceberam algo ali. Não estavam errados. Eles tinham um relacionamento mais estreito que amizade. A detetive e o escritor já sabiam para onde aquilo iria.

– Nós só queremos saber algumas coisas para poder encerrar o caso de uma vez.

– O que querem saber? – o homem disse com arrogância.

– Eu quero saber porque a senhora mentiu sobre o seu álibe?

Os dois se entreolharam por um minuto

– Eu não menti!

– Bom, quando eu fui checar com o seu porteiro ele me disse uma coisa, mas quando eu fui checar as imagens de vigilância o que apareceu foi outra coisa.

– O que você está querendo dizer? – Sr. Smith disse com arrogância, Beckett ia dizer algo mas foi interrompida por ele – Você não pode chegar aqui e dizer essas coisas para ela, o marido dela morreu faz duas semanas e você disse que tinha pegado o cara.

Kate se levantou e ficou de frente para eles

– Sério? É isso que você me diz? — Ele a olhou com cara de quem não entendia – Porque eu tenho imagens de você entrando no apartamento da vítima às 20:00 e saindo às 20:45, 15 minutos depois que a vítima foi morta. – ele fez sinal de que ia falar ,mas dessa vez ela o interrompeu – E sim eu tenho toda a filmagem da noite. E então o que você tem a me dizer?

A mulher olhou para ele que a olhou de volta e ficou sem falar nada por alguns segundos

– Bom, eu... Eu fui conversar com Daniel aquela noite.

– E sobre o que você foi conversar com ele?

– Eu fui falar sobre mim e sobre Victoria, sobre o nosso caso...

– Como? – Beckett e Castle se fingiram de desentendidos

– Bom, eles estavam se separando e nós estávamos bom... ela veio conversar comigo e nós começamos a... você entende.

– Sim, bom e porque não falaram logo que estavam juntos?

– Você sabe o que iria parecer, certo? O marido morre e logo depois a mulher e o melhor amigo dele começam um relacionamento.

O homem tinha razão era suspeito, mas o jeito como ele estava na defensiva e como a mulher chorava tinha algo a mais ali.

– É você está certo, mas sabe o que parece também?

– O que? – Ele disse mais alto e nervoso

– Parece que você e a Sra. Ericson estavam tendo um caso e resolveram ficar juntos mesmo com Daniel no caminho... –

– Não! – ele gritou

– Sim, e então vocês resolveram acabar com o que estava os separando. – ela disse alto

– Não! Não foi assim! – ele disse alterado e a Sra. Ericson o olhava aflita

– Deixe que eu... – ela começou, mas foi interrompida por ele

– Não, deixe que eu explico tudo. Eu fui falar com ele sim.

Eles se sentaram novamente e ele continuou

– Eu fui falar com ele e dizer que eu e Victoria estávamos juntos e iríamos nos casar, então ele... ele ficou louco começou a gritar e a dizer que não, que ela era a vida dele e que ele a amava mais que tudo e que iria nos arruinar se fizéssemos isso. Ele partiu para cima de mim e... –

– E o que?

– E então nós começamos a brigar...

– Sim... –

– E então eu resolvi ir embora, tem isso na filmagem não é?

– Sim, tem sim. Mas você está mentindo, você não foi lá conversar com ele, e sim para matá-lo a mando dela.

Victoria arregalou os olhos indignada e olhou para Andrew procurando apoio, mas ele não a apoiou.

– Você foi lá porque ela mandou, você foi lá para bater nele e matá-lo.

– Eu nunca faria isso, eu amava meu marido. Oh, Smith. Como você pode, eu te amava!

Beckett percebeu a farsa fingida da mulher e a desmentiu

– Mas você não fez isso sozinho, não é?

– Não! Victoria, diga a ela.

– Dizer o quê seu mentiroso, assassino.

– Dizer que foi a senhora que o mandou lá para bater nele e para matá-lo. – disse Castle feliz por fazer a revelação que faria a mulher ir para a cadeia

– Você o mandou bater em seu marido até a morte, mas quando viu que ele não conseguiria matá-lo, você foi lá e atirou nele. Você não queria mais ele não é?!

– Não, isso é mentira. Eu nunca faria isso.

– A verdade é que vocês não estão juntos, vocês estavam fingindo para todos terem pena de você uma jovem senhora que encontrou apoio e amor nos braços do melhor amigo de seu marido, um erro, mas ninguém poderia julgá-la, já que seu marido morreu, não é? Isso tudo foi uma farsa desde o início, tudo arquitetado por você, para você sair limpa e ele ir para a cadeia no seu lugar. Mas você só errou em uma coisa, você não checou as câmeras que gravaram você entrando no apartamento às 20:15 e assistiu enquanto ele batia no seu marido e esperou até ele matá-lo, mas quando ele não matou você resolveu matá-lo, não foi? E porque? Porque ele não fazia todas as suas vontades? Ele não era rico o suficiente?

– Não. Eu só não agüentava mais ele, eu queria o divórcio para poder viver a minha vida e me divertir, mas eu sabia que ele nunca me daria. Então eu bolei esse plano aonde eu me daria bem e se tudo desse certo, ele iria para a cadeia no meu lugar e eu ficaria livre. Essa era a idéia.

– Mas não foi assim, não é? Você só não pensou em algo.

– O que?

– Eu e Castle somos os melhores! Policiais prendam esses dois por assassinato.

Dois policiais apareceram e prenderam os dois, enquanto Beckett e Rick se olhavam sorrindo

– Conseguimos, eu não acredito que essa mulher era tão mentirosa.

– Eu sei, é por isso que eu me divorciei. As mulheres sabem bem como mentir e enganar um homem.

Ela balançou a cabeça e foi fazer a papelada e ele foi com ela. Ao final do dia quando ela já tinha acabado, notou o escritor muito quieto

– O que foi? Desistiu de casamentos para sempre?

– Eu? Desistir? Nunca! Só estou pensando que é triste. Ele fez tudo por amor e ela só queria se dar bem.

– Pois é Rick, algumas pessoas só querem se dar bem em cima de outras.

– Isso foi uma indireta?

– Sim!

– Bom, eu acredito que as mulheres façam muito isso. Mentem para se dar bem.

– Há, e os homens não fazem?

– Sim, também fazem!

– Então Castle, me conte. Que mentira você já disse a uma mulher para se dar bem?

– Detetive Beckett, eu não posso contar isso assim. E você nunca mentiu?

– Porque não? Por acaso você já mentiu para mim?

– Bom, é...

– Você já mentiu para mim. Hum. Então me conta o que foi?

– O que foi o que? – ele se fez de desentendido, nessa hora os meninos chegaram

– Qual foi a mentira en?

– Bom, eu... E você me conta já mentiu para mim?

– Ixi, ta lascado irmão!

Espo e Ryan riam dele que ficou pensando um minuto enquanto Kate o fuzilava com o olhar

– Se eu te contar você me mata!

– Rick!

– Você quer mesmo saber?

– Sim!

– Não Kate, eu jamais mentiria para alguém... para você! E você não me respondeu a minha pergunta, já mentiu para mim?

– Hum, eu não sei Castle. Você quer mesmo saber?

– Sim!

– Isso pode mudar a sua vida!

– Eu não me importo.

– Ok, então lá vai...

– Sim? – o escritor falou com os olhos já brilhando, ela sorriu tinha vencido mais essa. Não queria ser fraca agora para ele então resolveu irritá-lo

– Bom, e se eu te dissesse que enquanto esteve fora eu estava lendo os seus livros nas noites de sexta?

– Sério?

– Não Rick, eu estava brincando. Deus como você é fácil!

Ele praguejou e a detetive riu

– Tem tanto Castle, tanto que você não sabe sobre mim!

– E alguma vez você me disse algo que era verdade? – disse jogando verde

– Sim.

– Vai me dizer o que foi?

– Só se você me disser primeiro! – riu da cara de bobo que ele fez

– Ok, quando você acabar de rir de mim, você quer ir comer um hambúrguer?

Ela o encarou por alguns segundos

– Vamos Beckett, você não pode ficar com raiva dele para sempre! – disse Javi

– É, dê uma chance a ele, Becks! – disse Kevin

– Sim! Vamos. Vocês vem rapazes?

– Não obrigado, queremos deixar os dois a vontade. – disse Espo

– Não obrigado! – disse Ryan

Lanie chegou abraçando Espo

– Não queremos atrapalhar o que quer que esteja rolando entre vocês!

Beckett ia protestar, mas o escritor a puxou pela mão. Eles compraram os sanduíches e ela ainda estava na defensiva com ele, que percebeu isso

– Kate, vamos.. – ela virou o rosto para o outro lado quando Castle a ofereceu o sanduíche – Vamos, até quando você vai ficar com raiva de mim?

Ela pegou o sanduíche e abaixou a cabeça sorrindo enquanto ele dava uma mordida no dele. Ele a viu sorrir e sorriu junto

– Viu, não é tão difícil assim, é?

A detetive o olhou por um segundo e suspirou, Rick não entendia como tinha sido difícil para Beckett. Ele a encarava esperando uma resposta

– Você não entende Castle, o quão difícil foi. Você nunca vai entender.

– Eu sei e me desculpe, mas agora eu estou aqui e prometo que não vou a lugar nenhum... – ela concordou com a cabeça – Sem te avisar quando eu volto.

Ele sorriu e ela quase o bateu

– Da última vez você avisou, não se lembra? O problema é que você não apareceu quando disse que ia aparecer.

– Eu sei, foi uma brincadeira mal pensada... – o olhou brava e o escritor rindo – Me desculpe, eu prometo nunca mais faço isso.

Kate o encarou e ele a encarou de volta segurando o riso

– Ok! – a detetive sorriu para o escritor que disparou a rir, a detetive deu uma cotovelada nele que protestou

– Ei, podemos comer em paz?

Mordeu o sanduíche e Rick sorriu agradecendo a Deus por isso

– Ok! – deu outra cotovelada nele que a olhou fazendo cara de sério

– Desculpa, essa foi a última!

Eles sorriram um para o outro. Conversaram por horas, até que ela quis voltar para casa pois já era tarde. Ele a acompanhou até em casa, os dois foram sorrindo e conversando

– Sabe a gente deveria fazer isso mais vezes! – Castle disse a fazendo lembrar da noite de pôquer.

– Sim deveríamos!

– Sair assim e conversarmos, porque não fazemos isso?

– Bom, Castle... porque...

– É sim, claro!

Eles chegaram na porta da casa dela

– Bom, está entregue então!

– Sim, obrigada!

– Não vai me convidar para entrar? – Castle disse sorrindo malicioso a fazendo sorrir também.

O escritor a prensou na parede contra a porta e olhou dentro dos olhos dela que capturou os olhos dele também. Os dois se encararam por um tempo. Rostos colados, respirações aceleradas, Beckett desejava o beijo dele mais que tudo e este queria lhe dar o beijo.

– Kate, você quer que eu...?

– Você quer saber uma verdade Rick? – disse fugindo do assunto

– Sim!

– Uma que eu sempre quis te dizer?

– Sim!

– Primeiro me conte uma verdade sua, algo que sempre quis me dizer, mas não tem coragem.

– Você fugiria se eu dissesse.

– O que você tem para me dizer que me faria fugir? – eles se olharam por um tempo

– Você sabe! – os dois se encararam novamente

– Kate, você quer que eu...?

– Castle...

– É só você dizer!

– Eu não acho que... – ela falou já se virando fazendo-o puxá-la pelo braço e a virar para ele que a prensou mais na parede e colocou uma mão em sua cintura.

– Você sabe que é só pedir. Sabe de uma coisa? – disse a olhando nos olhos – Quando a gente fica assim, me dá vontade de te beijar.

– E porque não beija? – disse já não agüentando mais

– Sim, porque não? –

Ele a puxou da parede fazendo os seus corpos colarem, os olhos estavam ligados aos dela, passou a mão na sua cintura e a trouxe mais para perto. Agora nenhum espaço os separava, os dois se encaravam, respirações aceleradas, batimentos rápidos. Tudo fazia aquele momento ser perfeito, nada poderia tirá-los dali. Eles não queriam sair dali. Se encaravam e encaravam os lábios um do outro. Aproximou o seu rosto do dela que aproximou um pouco mais o rosto dele. Ficaram um tempo entre o último momento antes do beijo. Aproximou mais seu rosto quebrando o espaço que o separava da detetive. Beckett fechou os olhos e ele...

Notas finais
Então é isso gente, espero que tenham gostado. O que vai acontecer agora? O beijo vai rolar? Eles vão para a cama juntos? Comentem!