Quando o coração chama!

11 Capítulo 10: Assassinatos e tentações


Notas iniciais
Oi gente espero que tenham gostado do último capítulo e desse então vocês vão gostar também. Leiam e comentem, comentem, comentem!!!

Anteriormente...

– Você está cansada? – mordeu o lóbulo da orelha dela.

– Sim! – disse Beckett com dificuldade, Castle aproveitou e beijou o pescoço da detetive.

– Você tem certeza? Você não quer me fazer companhia? – disse sussurrando no ouvido dela, isso a despertou.

– Não, obrigada, eu preciso ir dormir. – disse se afastando.

– Boa noite, Castle!

– Boa noite, Kate!

Ela entrou no seu quarto e tentou dormir. Ele fez o mesmo. Essa foi a noite mais longa que já tiveram, nenhum dos dois conseguiu dormir. Beckett revirava na cama e não conseguia dormir, ficava pensando em Castle o tempo todo e em como ele a afetava. Castle também não conseguia dormir, pensava na detetive e em como ela o deixava louco. Ela tinha belas pernas e um corpo escultural pensou o escritor, definitivamente ela era bonita, muito bonita e sexy. A noite iria ser longa.

Kate acordou de manhã, estava cansada. Não tinha conseguido dormir direito. Levantou da cama e seu corpo reclamou, não estava só cansada fisicamente, mas mentalmente também. Não conseguiu dormir direito depois de Castle a provocar daquele jeito. Ela estava pagando pelo que tinha feito com ele no outro dia, isso era vingança. E ficar tão perto dele assim, também não ajudava. Sabia que ele estava no quarto ao lado e que isso também não ajudava em nada. Tomou um banho rápido e desceu as escadas, ainda era cedo e não esperava encontrá-lo lá em baixo.

Mas quando desceu, foi exatamente o ao contrário que aconteceu. Ele estava lá com um café na mão lendo o jornal. Quando a viu levantou a cabeça e sorriu para ela. O coração dela perdeu uma batida. Mas que droga estava tão vulnerável a ele.

– Bom dia!

– Bom dia! – sorriu de volta.

Por que se sentia tão atraída por ele? Seria só atração? Ou seria outro sentimento? Não com certeza era só atração física. Ele encheu uma xícara de café e lhe entregou. Bebericou o líquido quente.

– O que tem pro café?

– Bom, eu tenho umas frutas aqui que comprei especialmente para você, eu sei o quanto gosta de frutas e também tem pão, leite, biscoitos e panquecas. É só escolher. – disse sorrindo.

Ela olhou nos olhos dele e ambos sorriram, ele sempre fazia essas coisas para agradá-la.

– Obrigada.

– Então, o que vai querer?

– Hum... – olhou para tudo – Panquecas por favor, e me passe o doce de leite para colocar em cima.

Ele lhe entregou o prato com as panquecas e o doce de leite, ela pegou umas frutas e colocou junto ao prato e colocou um pouco de doce de leite por cima. Conversaram um pouco enquanto comiam, ele também comeu panquecas, mas as dele com mel. Sorriam um para o outro enquanto conversavam. Quem via de fora até poderia achar que eram um casal. Alexys e Martha desceram logo depois, e como era muito cedo ainda conseguiram comer sem se preocuparam de chegar atrasados no trabalho. Alexys falou de novo sobre Kate ficar por lá mais um tempo e Martha e Rick apoiaram a ideia, mas a detetive recusou. E disse que isso era abusar de mais do escritor.Mas aceitou passar uns dias nos Hamptons com eles.

Após o café os dois foram direto para a delegacia, tinham que encontrar a policial desaparecida. E Beckett estava disposta a prender Stalker, o assassino que acabou a tirando de casa, mesmo que isso a fez passar um tempo na casa de Castle, ela sentia falta de casa e de sua cama e iria fazer o assassino pagar pelos crimes que cometeu e por tirá-la de sua casa.

– Bom dia! – disse para os garotos.

– Bom dia! – disse Espo.

– Bom dia Beckett, Castle. Dormiram bem? – disse Ryan e os dois caíram na gargalhada.

– Os dois palhaços conseguiram alguma pista de Lavinsky?

– Achamos sim, nós rastreamos uma ligação feita pelo telefone dela para o telefone do namorado ontem as 8 p.m, mas não deu em nada. Ela ficou só 15 segundos no telefone, parece que foi interrompida pelo Stalker. – disse Ryan.

– Beckett, nós também conseguimos ver pelas câmeras revendo as imagens, um carro que passou e um homem desceu e a abordou, minutos depois ele saia de lá com ela. Não conseguimos ver o rosto do homem, mas conseguimos ver a placa. Já mandamos rastrear, mas está difícil. O carro não está registrado no nome de ninguém. O último dono disse que o carro foi roubado a 6 meses e a polícia não conseguiu achar o ladrão. – disse Espo.

– Ok, vamos ver se conseguimos mais pistas. Rapazes, quero que continuem seguindo a pista do carro. – disse a detetive.

– Ok! – falaram juntos.

– Eu e Castle vamos atrás das imagens ver se conseguimos pegar uma imagem parcial do rosto.

– Ok! – os dois disseram juntos.

– Vamos Castle?

– Sim, vamos!

– Engraçado como você e o Castle sempre andam juntos não é Ryan? – Espo disse segurando o riso.

– Sim, é verdade, vem Castle, vamos investigar isso... – Os dois caíram na gargalhada.

– Em vez dos dois palhaços ficarem aí rindo, por que não vão investigar em? – Olhou feio par aos dois. – Vamos Rick?

Os dois foram caminhando até a sala onde a policial revia as imagens.

– Isso vamos Castle! – brincou Ryan e Espo ainda rindo.

– E quando os dois vão começar a trabalhar? – disse Gates saindo da sua sala.

– Agora mesmo! – Ryan disse e os dois saíram da delegacia para fazer as investigações sobre o carro.

Castle e Beckett ficara pouco tempo na sala com a policial, Beckett recebeu uma ligação e foi atender.

– Olá, detetive Beckett ou melhor Heat! – o homem falou.

Beckett reconheceu a voz.

– Alô? Quem é?

– Bom, eu acho que você sabe quem é, o assassino que vocês estão chamando de Stalker.

– Sim! – ela sinalizou para os detetives rastrearem a ligação.

– Bom provavelmente agora você está sinalizando para os detetives rastrearem a ligação. Então eu vou ser rápido. Você reconhece a minha voz de algum lugar?

Como ele sabia? Beckett estava intrigada. Castle e a Capitã Gates estavam do lado dela ouvindo a ligação.

– Hora, não seja tímida. Enquanto eu tirava várias fotos de você, você não se mostrou tímida. Pelo contrário e isso me deixou curioso para ir até lá. Que segredos a detetive Heat guarda a sete chaves?

– Você não se atreveria!

– Eu não teria tanta certeza.

– Onde está a policial Lavinsky? O que você quer para soltá-la?

– O que eu quero? Hum... deixa eu ver... nada. – ele riu maldosamente — Ela grita bastante e pode ser muito inconveniente sabia? Corajosa, mas nada que eu não possa deter. Eu não quero nada. Só liguei para informar que eu deixei um corpo nas docas. Vá rápido a vida da sua amiga depende disso.

E desligou. O silêncio na delegacia era total. Kate sentiu um arrepio na espinha.

– Nós temos que fazer uma busca nas docas pela Lavinsky. Ela pode estar em perigo. Vamos trazê-la sã e salva para casa. – disse Gates.

– Capitã?! – Beckett a interrompeu.

– Sim?

– Ele disse, eu deixei um corpo nas docas. Eu não acho que ela esteja viva.

– Kate, ele está jogando com você, você não vê? – disse Castle – É óbvio que ela está viva, ele só quer deixar todos alarmados. Mas eu tenho certeza de que se formos lá encontraremos ela com vida. Na verdade eu nem acho que é ela que está nas docas.

– Então, é perda de tempo ir lá? Podemos salvar uma vida Castle. E se ela estiver viva e não formos?

– Bom, eu acho que deve haver sim um corpo nas docas, mas não o dela. – disse Rick.

– Ele está jogando com você detetive Beckett, eu concordo com o Castle.

– Ele está querendo saber se você é mesmo esperta o suficiente, esperta como Heat. Para então, te pegar também. Mas, eu não... nós não vamos deixar! – disse o escritor se corrigindo.

Beckett olhou para os amigos detetives e os policiais da delegacia e todos a olhavam de volta confirmando o que o escritor havia dito. Se convenceu então, de que Castle estava certo. Ryan e Espo chegaram sem nenhuma novidade sobre o carro. Todos foram atrás do corpo nas docas. Toda a unidade de homicídios foi junto. Ao chegarem lá encontraram um corpo de uma mulher loira, como a policial Lavinsky, mas não era ela.

– Você estava certo Castle. Ele está jogando comigo. E agora nós precisamos descobrir o seu próximo passo.

Lanie foi examinar o corpo. A cena era horrível. Muito sangue no chão, a mulher estava jogada no caminho de madeira para entrar nos barcos. Vestida com um vestido fino florido manchado de sangue, ela estava toda ferida com facadas e fora enforcada também, a corda ainda estava no seu pescoço. O rosto pálido manchado de lágrimas, com a maquiagem borrada, estava descalça.

Logo depois de examinarem o local eles voltaram para a delegacia. A Dr. Parish estava cuidando do corpo ainda e Beckett não saia de perto da sala dela. Queria ver se ele tinha deixado alguma evidência. Qual quer coisa. Pediu a Lanie que se tivesse alguma novidade a ligasse na hora.

Kate se sentia responsável pela morte da garota e pelo sequestro da policial Lavisnky. E queria trazer a policial sã e salva para casa, era sua obrigação depois de metê-la nisso.

– Kate... Kate... Beckett? – chamou Castle.

Ela olhava para a sala de Lanie fixamente.

– Não é sua culpa ouviu. Esse assassino está usando você como desculpa e você sabe disso. Não se deixe levar por isso. Você é uma ótima detetive, a melhor de toda NY. Você vai achá-la. Nós vamos resgatá-la e vamos prender esse imbecil.

– Acredita mesmo nisso?

– Sim! Eu sei!

– Mas, ele parece estar sempre a um passo a frente.

– Sim, mas eu conheço você. Quando você quer fazer algo, você vive dia e noite para isso, até conseguir. Nós vamos prendê-lo Kate, eu sei que vamos. E vamos encontrar a Lavinsky. – ele apertou a mão dela.

– Sim, nós vamos. – ela apertou a mão dele também.

Se olharam e sorriram.

– Obrigada!

– Sempre!

– Ei Beckett, talvez você queria dar uma olhada nisso. – Espo chegou com Ryan, quebrando o clima.

Eles foram com os meninos para a delegacia. Ao chegarem lá Espo mostrou uma filmagem das docas de horas mais cedo. Um carro preto para perto de onde o corpo estava e um homem sai arrastando o corpo da vítima. Então o corpo e a corda são deixados lá. O homem foge. Não conseguiram ver o rosto do homem, mas conseguiram a placa do carro. New York MWR 2613. Eles mandaram rastrear, mas não encontraram nada.

Lanie examinou o corpo e os chamou. Kate e Castle desceram até a sala dela, ansiosos para ver se o Stalker havia deixado algo passar.

– Kate, como está com tudo isso?

– Estou bem Lanie, sério. O que você encontrou?

– Bom, eu a examinei. A causa da morte foi enforcamento, mas antes ele a esfaqueou várias vezes, ela tem marcas de arranhões pós-mortem, ele deve tê-la arrastado para colocá-la nas docas. Eu examinei o corpo dela e não encontrei mais nada, mas eu examinei a corda e olha o que eu achei. – ela mostrou para os dois um papel com uma fita adesiva transparente por cima. – Ele deixou digitais. Agora vocês vão pegá-lo.

– Obrigada Lanie, eu vou agora mesmo levar isso lá para cima e ver se conseguimos encontrar o Stalker e prendê-lo de uma vez por todas.

– De nada e me avise quando prenderem ele, eu quero poder dar um tabefe na cara desse monstro por mexer com a minha amiga.

Os três riram e Kate e Castle foram de volta para a delegacia, entregaram a prova aos policiais para que pudessem pesquisar no banco de dados da polícia e encontrar o Stalker.

– Isso deve demorar algumas horas, e já é tarde Castle. Vá para casa. Eu vou ficar mais um pouco aqui, depois passo no meu apartamento para pegar umas roupas e vou para o seu apartamento.

– O quê? Não, Beckett. Você ficou louca?! Não mesmo. Eu não vou te deixar sozinha com um louco lunático obcecado por você, querendo te sequestrar. Eu vou ficar aqui com você. – disse firme.

– Mas, já está tarde e você está com sono. – falou olhando para as olheiras dele.

– E você também! – disse olhando para os olhos vermelhos dela. – Vamos para o seu apartamento pegar as suas roupas e depois vamos par ao loft. Assim é mais seguro.

– Eu sou a policial e você o escritor, não se esqueça de que eu carrego a arma, não você! – disse rindo.

– Ok, mas eu também posso te proteger.

– Ok, Castle, então vamos.

Eles foram até o carro de Castle e seguiram par ao apartamento de Beckett. Ao chegarem no local a porta estava aberta. Ela sacou a arma e fez sinal para Lee fazer silêncio.

– Castle, fique atrás de mim.

– Certo.

Ela vasculhou o apartamento, mas não encontrou nada.

– Ele já deve estar longe.

– Sim, pegue as suas coisas para a gente sair logo daqui. Ele pode voltar.

– Ok, eu não acredito que ele volte. Mas, eu vou pegar as minhas coisas.

Ela foi até o seu quarto, pegou suas roupas e colocou numa mala. Voltou a sala e logo saíram do apartamento indo para o loft de Castle. Ao chegar ao loft, Rick foi até o quarto de hospedes e deixou a bagagem dela lá. Enquanto isso Beckett tomava um banho rápido. Ao sair do banheiro se deparou com Castle a esperando do lado de fora.

Os olhos se cruzaram, ele a olhou de cima a baixo e engoliu seco. A detetive estava com o cabelo preso, deixando o pescoço a mostra, a toalha cobria até a metade das suas coxas, deixando uma visão do corpo esbelto para Rick, que estava em uma situação perigosa. Na verdade os dois estavam. O perfume de cerejas que saia do banheiro e do corpo dela o deixavam louco. Ele não conseguia pensar claramente. Beckett também estava na mesma situação, mas via como ele a olhava e queria jogar com o escritor. Se aproximou dela, aspirou o seu perfume observou como uma gota de água descia do seu pescoço e ia até o vão dos seios. Onde ele tanto queria tocar. Deu mais dois passos ficando frente a frente com ela e tocou o seu rosto.

– Você está bem?

– Sim! Precisamos avisar os meninos sobre o que aconteceu.

– Sim! – disse encarando os peitos dela.

Ela percebeu e tentou mudar de assunto.

– Castle?

– Kate! – falou acariciando o rosto dela e passando a mão pelo pescoço e ombros. A detetive suspirou com o contato. A pele macia e molhada dela em contato com a dele, o deixou mias ansioso por uma aproximação maior. Se aproximaram mais quebrando a distância que os separava. As respirações ficaram pesadas e a tensão aumentou. Castle desejou que a toalha que ela usava caísse e Kate fazia o mesmo. As mãos de Rick foram instintivamente passear pelo vão dos seios dela e parou na borda da toalha, onde se prendia. Os dois respiraram pesado e...

Notas finais
E é isso gente, espero que não me matem, por parar aqui. HAHAHA. Risada maléfica. Desculpem a demora mas, esse capítulo tem parte 1 e 2 e essa é a parte 1. Comentem, comentem, comentem.