Do abismo à aurora, dois reinos se erguem, e a Era da Criação começa.


O Criador poderia simplesmente destruir Oblivion.

Mas optou por não fazê-lo.

Chegou a conclusão de que tudo precisa de um contraponto.

Até mesmo Ele.

Afinal, só se conhece a luz, através da sombra. Só se dá valor a existência porque ela é finita. Ao entender está verdade, a existência de Oblivion foi assegurada.

Mas Aquele Acima de Todos cumpriu sua palavra e estabeleceu limites para seu filho.

Com um gesto lento e solene, Ele ergueu a mão.

O vazio foi separado da existência, não destruído. Como um véu rasgado ao meio — dois reinos se formaram: um de luz, outro de sombra.

Assim nasceu a primeira fronteira.

Assim nasceu a Era da Criação.

Com dois seres.

Um feito de luz.

Outro, de abismo.

Oblivion tinha seu próprio reino agora, mas tinha liberdade de agir até certo ponto. Então recuou, silencioso.

Não havia derrota em seus passos, apenas a certeza de que o fim chegará um dia.

Quanto ao Criador, tranquilamente voltou aos seus afazeres.

Afinal, Ele tinha muitas ideias.

Tantas que poderiam encher bilhões de casas inteiras. Mas criou apenas uma para chamar de lar.

Um lar ideal.

Uma Casa das Ideias.

Ideias que dariam origem não só a um novo universo, mas uma nova era.

Uma nova era de maravilhas...


Fim. Ou melhor, um grandioso começo...

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