Quando nem o Tempo
11 We're better off without you
Notas iniciais
POV's Terceira pessoa
Isabella já havia mostrado Manuella a família de Pedro, todos ficaram muito alegres e dona Leni pediu pra deixá-la lá até terça feira, ela aceitou e pediu a Pedro uma carona até em casa, passaram pelo porteiro e iam caminhando até meu apartamento, estava um silencio contragedor até Pedro quebrá-lo:
-Que bom te ver de novo, você parece tão... Bem, tão linda. – Ele estava realmente nervoso, tinha se esquecido de como era estar perto dela.
— Obrigado Pedro , você não ta diferente, me parece bem feliz. -- Ela caminhou em direção a porta do seu apartamento, evitando olhá-lo.
— Agora eu to feliz, não pensei que terminar com Giovanna fosse me fazer tão bem. – Por algum motivo ele queria mostrar a Isabella que ele estava sozinho.
— Que bom, fico feliz por você e agora se não se importa preciso entrar, e descansar um pouco.
-Tudo bem e mais uma coisa,- Ela já estava na porta quando virou os calcanhares para vê-lo- Terça feira eu trago a pequena, boa noite
-Boa noite Lanza Reis.
Isabella fechou a porta e encostou-se à mesma, fechou seus olhos e respirou fundo sabia que cedo ou tarde isso aconteceria, mas não imaginava que fosse tão cedo, ainda estava envolta em pensamentos quando a campanhia tocou, ela levantou e atendeu abriu a porta de casa e logo em seguida sentiu alguém segurar seu braço e lhe virar bruscamente, encostando-a na parede em seguida.
— Hei, o que é isso? Me solta meu maluco. – Ela falou assustada tentando se soltar dos braços de Pedro Gabriel que não disse nada, apenas lhe pressionou contra a parede e a beijou, um beijo forte e desesperado. A menina tentava se soltar dos braços do garoto, mas não conseguia, ele era bem mais forte, era lindo, cheiroso, irresistível, e ela simplesmente o amava, sim o amava ter voltado de Londres trouxe de volta todo o sentimento que por tanto tempo ela tentou esconder. Finalmente o beijo foi rompido.
— O... O que foi isso? – Ela disse desconcertada.
— Eu... Eu não sei! Eu só queria te sentir de novo, eu senti a sua falta eu juro que senti. – Ele passou a mão no rosto dela por onde uma lágrima solitária já rolava, estava nervoso falava como se fosse um segredo. Isabella não sabia o que dizer, e o que teria pra dizer? Estava tão nervosa quanto ele, ela se soltou do braço de Pedro, suspirou e disse:
- Por que tudo tem que ser dessa forma? Você deveria ser diferente, com você deveria ser diferente, por que você teve que estragar tudo? Poderiamos estar juntos agora, sem essa de Londres, podriamos estar morando juntos, sendo felizes, me dói dizer isso Pedro, mas- Ela parou pra respirar e reparou no menino a sua frente que ja tinha os olhos marejados- mas... só me procure quando vier ver Manuella, nós não temos mais nada, lembra da carta? lá dizia claramente que todos os sentimentos que eu tinha por você foram apagados e destruídos e restou apenas ódio, por favor, se afaste, eu não e não preciso me magoar de novo. — Isabella falou rápido, falou tudo que deveria dizer podendo até se sentir mais leve. – Agora me dê licença que eu tenho mais o que fazer. – Entrou no apartamento e bateu a porta. O rapaz passou as mãos pela cabeça e seguiu pra casa, quase não enxergando o caminho por conta das lágrimas, ele chorava muito, não diferente da menina que agora estava deitada no tapete da sala chorando rios, ela abafava gritos em almofadas e batia as mãos no chão em claro sinal de raiva, aquele beijo tinha feito ela sentir tudo de novo, tudo que ela temia sentir mais uma vez, ela ficou ali deitada no chão até o corpo pesar e ela dormir. Ele ainda dirigia pra casa, já soluçando, o carro ia a quando 200 km/h, recebia buzinadas e dentro do carro o som estava ligado tocando wish you were here- Avril Lavigne, era realmente o que ele pensava enquanto a música dizia " você sempre estava lá,você estava em todo lugar, agora eu queria que você estivesse aqui (...) droga, droga, droga, o que eu faria pra ter você aqui, aqui, aqui, eu queria que você estivesse aqui" Ele sabia que tinha feito burrada, ela o amava, ele o amava e não fazia ideia do porque de tê-la traído, todas as loucuras que eles fizeram, todas as loucuras que eles disseram, agora ele estava sozinho, como dizia a música, ela estava lá, ela estava em todo lugar e ele a perdeu, talvez pra sempre, ele chegou em casa, limpou as lágrimas, respirou fundo e subiu pra casa. Ele tinha que reconquistá-la, como se fosse a primeira vez, como se eles estivessem acabado de se conhecer, ele a viu ir embora, sumir da sua vida, ele a viu ela esquecê-lo, se sentia um lixo, como nunca estivera se sentido antes, ele a teria de volta, e como teria.
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