Quando menos se Espera...
2 Capítulo 2
Notas iniciais
Gostaria de agradecer os reviews do capítulo 1 e dizer que esse é o combustível de todo escritor de Fics.
Obrigada, pessoal e segue o segundo capítulo!
Abri a porta e dei de cara com o Do Contra usando jeans escuros, camiseta e tênis pretos e o cabelo arrepiado de sempre. Ele estava sorrindo, radiante, e segurando um buquê de rosas… AZUIS?!
- Azuis… — Eu disse baixinho, com cara de interrogação.
- Sim. Foram difíceis de encontrar. Raras, únicas. Assim como você. – Ele me entregou o buquê e me deu um selinho. Eu estremeci. Coloquei as flores num vaso, saímos e ele me ofereceu o braço, como tinha feito da outra vez. Eu aceitei e fomos andando. Quando chegamos ao portão de casa, ele parou, me deu outro selinho e abriu o portão pra mim. Eu sorri e ele, novamente, entrelaçou nossos dedos.
Andamos de mãos dadas até o Shopping Limoeiro. Caminhamos devagar pelos corredores, conversando e rindo. Como um casal. Era como se fôssemos melhores amigos, mas de um jeito mais… quente. Cada vez que ele me tocava, eu pegava fogo. Quando chegou a hora da sessão de cinema, nos encaminhamos para a fila dos ingressos. Assistiríamos a uma comédia romântica (mais uma prova que ele é diferente). Ele pagou os ingressos e, quando entramos na fila da pipoca, avistei Cascuda e Cascão a umas três ou quatro pessoas de distância. Cascão nos olhos, arregalou os olhos e foi pegar o celular no bolso. Cascuda olhou pra ele com cara de brava, tirou o celular da mão dele, arrancou a bateria e o guardou na própria bolsa. Depois, ela olhou pra mim e deu uma piscadinha. Eu estava com cara de susto. DC me falou baixinho no ouvido:
- Não se preocupe, ela não vai deixar o Cascão falar nada para o Cebola.
- Mas… Eu… Não foi… — Tentei negar, mas sou péssima mentirosa.
- Não tem que negar, linda. Você também não precisa se decidir sobre nada. Não estou te pressionando. Só quero que você saiba que eu estou aqui. Cansei de ficar de braços cruzados. Mas isso não quer dizer que você precise me corresponder agora. Como você mesma disse, vamos curtir o momento. – E voltou a olhar para frente, com uma expressão serena, como se aquilo não tivesse acabado de acontecer. Ele realmente era diferente dos outros. Eu sempre achei que era pose e no fim, no fundo, ele seria exatamente igual aos demais. Mas pelo visto, não. Ele realmente gostava de mim. Tinha paciência para esperar eu me apaixonar por ele. Não que isso fosse demorar muito. Mas ele parecia muito experiente. Esse pensamento me fez ficar com raiva. Não sei de quê. Mas deixei isso de lado e resolvi curtir o momento.
Cascão e Cascuda foram para outra sala, pois iam assistir a um filme de guerra (como a Cá consegue? Deve ser muito apaixonada mesmo). Nos sentamos em uma das fileiras do fundo. Como era dia de semana, bem nas últimas semanas de férias, não tinha quase ninguém na sala de cinema. Inicialmente, nem nos tocávamos, mas depois dos trailers, DC colocou a mão no braço da poltrona entre nós, com a palma virada para cima, como se esperasse que eu colocasse a minha sobre ela. E eu não o decepcionei.
Quando minha mão – fria por causa do ar condicionado – encostou na mão quente dele, eu senti o calor dele se espalhar por todo o meu corpo e, de novo, se acumular entre minhas pernas. Como uma coisa tão simples podia trazer tantas sensações no meu corpo? Ele entrelaçou nossos dedos e levou minha mão até os lábios, depositando um beijo em minha pele. Aquilo me fez tremer. Acho que ele percebeu, porque perguntou:
- Isso te incomoda? Se não quiser, não faço mais. – Arregalei os olhos. Ele olhava para o meu rosto, como se aguardasse pela minha reação. Fiquei vermelha e agradeci silenciosamente pelo escuro da sala de cinema.
- Não me incomoda. Pelo contrário, é… Muito… Bom. – Abaixei a cabeça. DC segurou meu queixo e o ergueu até que nossos olhares se encontraram. Ele se aproximou devagar até nossos narizes se tocarem e parou, me olhando nos olhos. Ele parecia um imã que me puxava para ele. Me incomodou a distância de nossos lábios e eu acabei com ela. Nosso beijo era calmo e gentil. A língua dele pediu passagem e eu concedi, iniciando aquela dança enigmática entre as línguas. Aí ele ficou mais urgente, puxando minha nuca, com a outra mão alisando minha cintura.
Me peguei odiando o braço da cadeira com todas as minhas forças. Eu só queria poder colar meu corpo no dele como tínhamos feito no muro da minha casa. Queria saber se ele estava excitado, como eu estava. Ele desceu a mão da minha cintura para a linha do meu quadril, onde ele apertou delicadamente. Eu enrijeci e ele voltou a mão para minha cintura. Separou nossos lábios e foi beijando a linha do meu maxilar até a orelha, quando ele falou baixinho:
- Me desculpe. Não quero te desrespeitar. Mas você me faz perder o controle.
Voltei a beijá-lo e segurei a mão que estava na minha cintura, guiando-a de volta para o lado do meu quadril. Ele apertou com mais força e aprofundou o beijo. Desceu a mão do quadril para a parte da minha coxa que estava exposta pela saia, que ele acariciou lentamente (e sensualmente) com a mão espalmada. Eu sentia a umidade e o calor crescendo entre minhas pernas e uma urgência tomou conta de mim. Agarrei a gola dele e o puxei pra mais perto. Ele gemeu no beijo e se afastou um pouco, dando um beijo na minha bochecha, um na minha orelha e dizendo:
- Melhor a gente ver o filme, gata. – E piscou, encostando de novo na cadeira, segurando minha mão, do jeito que estávamos antes. Encostei minha cabeça no ombro dele. Ele soltou minha mão e rodeou meu ombro com o braço, me deixando muito confortável. Enquanto me abraçava, ele acariciava meu ombro com a mão que estava em volta de mim. E naquele momento eu percebi que ali, nos braços dele, era o meu lugar.
Depois do cinema, jantamos no shopping. Conversamos muito, rimos, brincamos e, infelizmente, chegou a hora de ir embora. Ele foi me levar pra casa e, quando chegamos, ele me encostou no muro, segurou meu rosto com as mãos e me beijou devagar, como se eu fosse algo frágil que fosse quebrar ao menor esforço. Imaginem só! Logo eu… Ele parou de me beijar e olhou meu rosto. Enquanto colocava uma mecha do meu cabelo atrás da orelha, ele disse:
- Mônica, por mais que você goste do Cebola, eu já percebi que você gosta de mim também. Eu quero te provar que eu posso te fazer feliz. Eu não costumo colocar meus sentimentos tão em evidência, mas eu realmente quero ser diferente do Cebola.
- Pára de falar do Cebola. Não tem lugar pra ele entre nós dois. – Falei meio sem pensar, mas, assim que ouvi minha própria voz, percebi o quanto aquilo era real. Ele deu um sorriso que quase fez minhas pernas derreterem e continuou:
- Eu quero uma chance com você. Eu quero que você seja minha namorada. Não precisa responder agora. Pode pensar… — Eu o beijei, puxando-o pra mim, agarrada ao pescoço dele. Ele me abraçou pela cintura e voltou a me encostar no muro.
Dessa vez a minha língua pediu passagem e ele deu, apertando o abraço em minha cintura. Ele parou de beijar minha boca e foi beijando meu pescoço, meu ombro, passou pelo meu colo – gemi alto – minha orelha, onde ele mordeu o lóbulo e eu pude ouvir sua respiração ofegante. Segurei os passadores de cinto da calça dele e puxei os quadris dele contra mim, sentindo uma vez mais a excitação dele. Ele deu um gemido que era praticamente um rosnado e falou:
- Não faz isso comigo, por favor. Não torne ainda mais difícil a minha missão de ser cavalheiro.
Dizendo isso, ele me abraçou, nos girou fazendo com que ele se encostasse no muro e me puxou de modo que eu o abraçasse pela cintura e ficasse com a cabeça no peito dele. Ele acariciava meu rosto, meu cabelo, meu pescoço, meus ombros e minhas costas. Beijou o topo da minha cabeça e disse:
- Eu vou fazer valer a pena, Mô. Juro. Acho melhor eu ir agora. Antes que seu pai apareça e tenhamos que nos explicar.
- É, é melhor mesmo. Nos vemos amanhã?
- Com certeza. Boa noite, minha linda. Sonhe com os anjos.
Me beijou rapidamente, esperou que eu entrasse em casa e foi embora. Entrei em casa, conversei um pouco com meus pais e fui dormir. Os dias seguintes foram bastante parecidos com os que descrevi. Nós saíamos, nos beijávamos, eu ficava excitada e ele também, ele resolvia me respeitar e ia embora. OK, não era só isso. Nós éramos parecidos, conversávamos muito. Ele me fazia rir com as manias dele e eu estava muito feliz. Quando estávamos juntos, tudo parecia estar em seu lugar. Ele me amava e demonstrava isso o tempo todo. Era fácil gostar dele. Mas eu estava ficando cansada de ser respeitada. Fazia só três semanas que estávamos namorando, mas nós nos conhecíamos desde os seis anos de idade, então eu não via muito sentido em esperar mais.
Bem, agora era o nosso último fim de semana de férias e, na segunda feira, todos saberiam de nós dois. Não que estivéssemos escondendo, mas, como estávamos de férias, ainda não tínhamos feito uma aparição “oficial” pro pessoal da escola (que estava acostumado a me “ver” com o Cebola).
No domingo antes do primeiro dia de aula, o DC me levou pra fazer um piquenique no parque. Foi super engraçado, porque foi bem ao estilo Do Contra. A toalha era preta com estrelas prateadas, ao invés de cesta, tínhamos uma daquelas sacolas retornáveis de supermercado só com frutas e coisas que não precisavam de nenhum preparo. Ele não sabia cozinhar e não queria me dar trabalho (a tarde era “minha”), então escolheu coisas fáceis e que não produzissem lixo (pra combinar com o ecologicamente correto da sacola retornável).
Depois, fizemos uma coisa que eu não fazia há anos: jogar peteca. Ele lembrou que era minha brincadeira preferida quando criança e arrumou uma peteca para jogarmos. Jogamos a tarde toda. Quando começou a escurecer, nos encaminhamos para minha casa, de mãos dadas, ocasionalmente parando para nos beijar. Paramos no “nosso” muro pra nos despedir.
Ele se encostou no muro e me puxou pra encostar no peito dele. Ficou acariciando minhas costas com as pontas dos dedos enquanto me olhava e sorria. Ele se abaixou um pouco e me beijou devagar, cheio de carinho. Depois, começou a beijar meu pescoço lentamente e falou bem baixinho no meu ouvido.
- Sabe, você está me fazendo o cara mais feliz do mundo. Eu não sei se você está pronta pra ouvir isso, mas eu tenho que falar, senão vou explodir. EU TE AMO, MÔNICA! – Ouvir aquilo me fez sentir um balão gigante de felicidade inflar dentro do meu peito. Me deu vontade de sair correndo e gritando. Não pude evitar o sorriso enorme que brotou em meus lábios, e eu respondi o que percebi, naquele momento, que era a verdade:
- Eu também, DC. Eu também amo você. – Ele estacou no meio de um beijo em meu pescoço. Ergueu a cabeça e viu meu sorriso. Suspirou uma vez e atacou meus lábios num beijo cheio de amor, segurando meu rosto com as mãos. Eu coloquei uma mão na nuca dele, enquanto mantive a outra em seu peito. Logo a urgência tomou conta de nós e eu o abracei pelo pescoço com as duas mãos. Ele me segurou pela cintura, fazendo com que déssemos meia-volta e ele me encostasse no muro. Ele usou uma das pernas para afastar as minhas um pouco, colocando-se entre elas e me apertando mais contra o muro, fazendo com que eu sentisse a sua ereção entre minhas coxas. Aquilo me fez ficar úmida no mesmo instante. Soltei um gemido e afastei a minha boca da dele, procurando ar. Ele começou a beijar meu pescoço, mordendo de leve e, lentamente, foi descendo pelo meu colo, beijando a parte dos meus seios exposta pelo decote. Arfei e entrelacei os dedos de uma mão nos cabelos de sua nuca enquanto minha outra mão o puxava pela cintura para o mais perto possível de mim. De repente, percebendo que estávamos na calçada, eu o empurrei um pouco, de modo a olhar nos seus olhos, e ele disse:
- Desculpa. Foi mal. É que você falando aquilo e me olhando daquele jeito, eu não…
- Cala a boca, Do Contra. Não vai começar com esse blá blá blá de novo. Vem aqui.
Notas finais
Aguardo as opiniões.
O próximo terá um lemonzitooo *_*
Tá quase pronto.
Posto assim que ler os reviews desseeeee XD
Beijos, pessoal.
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