Quando menos se Espera...
14 Capítulo 14
Notas iniciais
Fiquei tipo um ano sem postar.
SORRY, galera! Mudei de cidade 4 vezes e de emprego 3 vezes, então vocês devem imaginar que insanidade foi meu ano.
Fica difícil ter tempo e inspiração com tudo isso acontecendo.
Confesso que a edição comemorativa nº50, falando do casamento da Mônica e do Cebola me broxou bastante. Mas a edição 54 restaurou as minhas esperanças e me fez ver novamente que o DC é sensacional!
Sem mais delongas, vamos ao que interessa!
Por favor, não me odeiem haha
DC POV
Eu devia ter cochilado, porque quando acordei, dei um pulo na cama ao perceber que ela realmente estava dormindo comigo, com a cabeça recostada no meu peito. Eu não conseguia entender! O que ela estava fazendo ali? Como ela tinha resolvido voltar pra mim? Ela teria mesmo ou seria apenas outra parte do tal plano?
Eu devo tê-la assustado com o meu pulo, porque ela piscou, abriu os olhos lentamente, como que testando a realidade dos fatos. E aí ela me olhou nos olhos e sorriu, meio tímida:
- Oi. – Ela disse, ficando vermelhinha.
- Oi. – Eu respondi, sem saber bem o que dizer. Que tosqueira! Depois de tudo o que aconteceu essa era a conversa que teríamos?
Ela pareceu meio desconfortável, se enrolou no lençol para esconder a própria nudez, pegou minhas boxers que estavam no chão ao lado da cama e me entregou, sem me olhar. Eu devia ser um babaca, mesmo! Depois de tudo isso, ela ficou com vergonha? Vai entender as mulheres! Coloquei as boxers e fiquei olhando pra ela, que estava de costas pra mim, sentada na cama.
- Já estou vestido, pode me olhar. – Foi tudo o que eu consegui dizer. Ela suspirou. Parecia estar lutando com alguma coisa, parecia estar em guerra consigo mesma, pensando no que dizer. Bom, eu estava numa situação bastante parecida. De repente, ela se virou pra mim, com lágrimas nos olhos e perguntou:
- Por quê você foi embora daquele jeito? – Ela falou baixinho, de um jeito tão dolorido que foi pior do que qualquer grito ou tapa que eu pudesse levar.
- Porque eu descobri tudo, Mônica. – Eu baixei os olhos. Se eu quisesse levar aquela conversa adiante, eu teria que tomar cuidado para não olhá-la nos olhos ou eu me renderia.
- Do Contra, eu não tenho ideia do que você está falando! Eu estava lá, toda feliz e realizada, eu tinha acabado de perder a minha virgindade com você, você tinha acabado de me mostrar um prazer que eu nunca tinha imaginado possível, você tinha me dito que era sua primeira vez, não era? Eu não fui boa o suficiente, é isso? Você tem outra? Ou você simplesmente me usou e jogou fora? – Ela falava muito rápido, chorando, tudo ao mesmo tempo. Não se parecia em nada com a Mônica que eu conhecia. Ela não se humilharia daquele jeito. Simplesmente não fazia sentido. Eu estava tão confuso que já estava até com dor de cabeça. Me sentei na cama e apoiei a cabeça nas mãos.
- Mônica, o que você quer de mim? Eu não sei mais o que pensar, nada nesse mundo está fazendo sentido! Você não me quer, não precisa de mim. Por que cargas d’água você veio até aqui atentar o meu juízo e encher meu quarto de lembranças que eu não vou conseguir esquecer? Você não tem pena de mim?
- De todos os sentimentos que eu tenho por você, pena nunca vai ser um deles. Primeiro porque pena é para os fracos. E você não é fraco, eu te conheço bem. Segundo porque a pessoa que merece pena é a que sofre e não a que faz sofrer.
- FAZ SOFRER, MÔNICA? É SÉRIO ISSO? PELO AMOR DE DEUS! EU ESTOU COMENDO O PÃO QUE O DIABO AMASSOU COM A BUNDA E VOCÊ VEM COM ESSE PAPO? O QUE VOCÊ VEIO FAZER AQUI AFINAL DE CONTAS, PORRA? ALÉM DE ME TIRAR DOS EIXOS MAIS AINDA. – Eu explodi. Aquilo não fazia sentido e eu não gostava de ficar fora da minha zona de conforto. Eu deixava as pessoas desconfortáveis e não o contrário! Mas que grande merda!
O que veio a seguir foi completamente inesperado. Ela se levantou, segurando o lençol em volta do corpo com uma mão e começou a me estapear com a outra. Ela (obviamente) tem uma mão pesada pra cacete e eu tinha certeza q ficaria todo roxo com aquilo. Ela começou a gritar:
- EU VIM AQUI ENTENDER PORQUE VOCÊ ME DEIXOU SOZINHA DEPOIS DE UM MOMENTO TÃO ESPECIAL, SEU CRETINO! EU VIM AQUI PORQUE ME NEGO A ACREDITAR QUE EU ME DEIXEI APAIXONAR POR UM FILHO DA PUTA DESSA ESTIRPE! EU VIM AQUI PORQUE ACHEI QUE O QUE TIVEMOS ERA ALGO PELO QUAL VALIA A PENA LUTAR! ANTES EU TIVESSE FICADO COM O CEBOLA, QUE PELO MENOS NÃO SE APROVEITOU DE MIM! – Ela finalizou com um tabefe e começou a recolher as roupas e se vestir, sem olhar pra minha cara. Eu estava chocado. Não era possível. Eu fui até a sala, peguei a bolsa dela e voltei para o quarto. Joguei a bolsa em cima da cama e disse:
- Pega seu celular.
- O que?
- Pega seu celular!
- Quem você pens…
- PEGA A MERDA DO CELULAR, MÔNICA! – Ela ficou tão chocada com a minha reação que simplesmente pegou o celular de dentro da bolsa e me entregou. Eu peguei o celular e comecei a procurar a mensagem do Cebola pela data. Encontrei por pura sorte, pois era a última mensagem da lista e seria apagada automaticamente assim que ela recebesse outra. Joguei o celular na mão dela, que leu e ficou horrorizada.
Finalmente as coisas começavam a fazer sentido! O imbecil do Cebola tinha feito tudo aquilo como um plano. Ele deu uma puta sorte de eu ter visto a mensagem antes dela, senão tudo o que ele teria conseguido seriam uns belos croques (iguais ao que eu tinha acabado de levar).
Ela continuava congelada, com a cara horrorizada olhando para a mensagem sem conseguir acreditar. Ela já estava vestida, então ela guardou o celular na bolsa e foi embora, me deixando perplexo, plantado no chão sem entender nada. Segundos depois eu escutei a porta da sala bater.
Ela tinha ido embora e me largado lá, feito um dois de paus. Justamente agora que tínhamos tudo para dar certo de novo, agora que eu tinha entendido tudo o que tinha rolado! Como ela podia ter ido embora daquele jeito? Será que ela era mesmo parte do plano e, ao descobrir tudo, eu estraguei o gran finale? Claro que não, ela obviamente ficou chocada com aquilo! Mas porque ela tinha ido embora, então? E sem dizer nada?
Não sei quanto tempo fiquei parado olhando para a porta por onde ela havia desaparecido, me perguntando o que tinha acontecido e o que eu deveria fazer. De repente, me veio um estalo. Peguei meu celular, procurei o número na agenda e apertei o botãozinho verde.
Depois de dois toques, ela atendeu:
- Alô?! Do Contra? O que você quer? Se for outra vez aquela história, eu vou…
- Marina, cala a boca e me escuta. Preciso falar com você e a Magali. E tem que ser JÁ. – Ela ficou em silêncio por um segundo e então falou:
- Chegamos na sua casa em dez minutos. – E desligou o telefone. A Marina ia saber o que fazer. E a Magali ia saber lidar com a Mônica.
MÔNICA POV
Alguma coisa me despertou e eu me senti voltando à realidade. Eu sentia o peito dele subindo e descendo e ouvia o coração dele batendo forte, mas eu não queria acordar, com medo de que tudo fosse um sonho e eu acordasse para o pesadelo que eu vinha vivendo nos últimos dias. Quando abri os olhos, dei de cara com ele me observando. Fiquei meio sem saber o que fazer, então disse a primeira coisa que me veio à mente (e não foi lá muito criativa):
- Oi.
- Oi. – Ele respondeu e eu percebi que ele também estava sem graça. Hormônios adolescentes vêm, fazem o estrado e depois vão embora quando a situação fica esquisita e desconfortável.
De repente fiquei muito consciente da minha nudez e tive vergonha. A vergonha não era exatamente por ficar nua na frente dele, afinal ele já tinha visto tudo o que tinha para ver. Mas a vergonha era de ter ido lá e cedido a ele, mesmo depois de tudo o que ele me havia feito. Me enrolei no lençol para tentar adquirir um pouco mais de dignidade. Por alguma razão, a nudez dele também me incomodou, então, sem olhá-lo, eu peguei as boxers pretas que estavam no chão e entreguei a ele.
Senti o rosto esquentar e as lágrimas começarem a vir desenfreadas. O que eu tinha feito? Tinha me humilhado de novo! Só que agora ele não iria me deixar lá sozinha, pois estávamos na casa dele. Talvez ele fosse me mandar embora? Antes que eu pudesse dizer ou fazer qualquer coisa, ele falou:
- Já estou vestido, pode me olhar. – Suspirei para tomar coragem e decidir o que falar. Era agora ou nunca! Eu aproveitaria a meu total desespero e falta de dignidade para tentar entender os acontecimentos. Eu nunca havia me humilhado assim antes. Tudo por causa desse amor desmedido que eu sentia! Eu estava tentando controlar as lágrimas, mas quando vi que não conseguiria, me virei e olhei-o nos olhos para perguntar:
- Por quê você foi embora daquele jeito? – Falei baixo, deixando toda a minha dor exalar por cada poro.
- Porque eu descobri tudo, Mônica. – Ele não queria me olhar nos olhos. Estaria mentindo? Ou estava tentando lutar com a dor, assim como eu?
- Do Contra, eu não tenho ideia do que você está falando! Eu estava lá, toda feliz e realizada, eu tinha acabado de perder a minha virgindade com você, você tinha acabado de me mostrar um prazer que eu nunca tinha imaginado possível, você tinha me dito que era sua primeira vez, não era? Eu não fui boa o suficiente, é isso? Você tem outra? Ou você simplesmente me usou e jogou fora? – Falei de uma vez, em meio às lágrimas. Me surpreendeu que ele tivesse entendido qualquer coisa do que eu disse. Ele se sentou na cama com uma expressão perdida. Ele parecia cansado e muito mais velho do que realmente era.
- Mônica, o que você quer de mim? Eu não sei mais o que pensar, nada nesse mundo está fazendo sentido! Você não me quer, não precisa de mim. Por que cargas d’água você veio até aqui atentar o meu juízo e encher meu quarto de lembranças que eu não vou conseguir esquecer? Você não tem pena de mim? – Fiquei pasma com aquilo. Realmente, parecia que o mundo estava de cabeça para baixo! Nada mais fazia sentido. Eu disse:
- De todos os sentimentos que eu tenho por você, pena nunca vai ser um deles. Primeiro porque pena é para os fracos. E você não é fraco, eu te conheço bem. Segundo porque a pessoa que merece pena é a que sofre e não a que faz sofrer. – Eu disse, com sinceridade. O que veio a seguir eu jamais esperaria:
- FAZ SOFRER, MÔNICA? É SÉRIO ISSO? PELO AMOR DE DEUS! EU ESTOU COMENDO O PÃO QUE O DIABO AMASSOU COM A BUNDA E VOCÊ VEM COM ESSE PAPO? O QUE VOCÊ VEIO FAZER AQUI AFINAL DE CONTAS, PORRA? ALÉM DE ME TIRAR DOS EIXOS MAIS AINDA.
Ele gritou comigo! Aquilo era a gota d’água! Eu não admitiria que um moleque gritasse comigo! Isso nunca foi da minha natureza e não passaria a ser agora. Muito menos depois do que ele me fez! Fiquei fula da vida e fui pra cima dele, acertando tabefes em todos os lugares que eu alcançava enquanto ele tentava se proteger como podia. Eu gritava:
- EU VIM AQUI ENTENDER PORQUE VOCÊ ME DEIXOU SOZINHA DEPOIS DE UM MOMENTO TÃO ESPECIAL, SEU CRETINO! EU VIM AQUI PORQUE ME NEGO A ACREDITAR QUE EU ME DEIXEI APAIXONAR POR UM FILHO DA PUTA DESSA ESTIRPE! EU VIM AQUI PORQUE ACHEI QUE O QUE TIVEMOS ERA ALGO PELO QUAL VALIA A PENA LUTAR! ANTES EU TIVESSE FICADO COM O CEBOLA, QUE PELO MENOS NÃO SE APROVEITOU DE MIM!
Dei um último tapa e comecei a recolher as minhas coisas e me vestir. Nem sabia onde tinha deixado minha bolsa. Que ódio daquele infeliz! Ainda tinha rasgado minha calcinha preferida! Ele saiu do quarto. Aquilo só me deixou com mais raiva. Ele ia me comer e me largar dentro da própria casa também? De repente ele voltou e jogou a bolsa em cima da cama:
- Pega seu celular.
- O que? – Agora ele ia me dar ordens?
- Pega seu celular!
- Quem você pens…
- PEGA A MERDA DO CELULAR, MÔNICA! – Fiquei tão chocada com a reação dele que fiz o que ele mandou e entreguei o celular para ele. Ele procurou alguma coisa e me entregou o celular de volta. Quando li, eu não conseguia acreditar. Uma mensagem do Cebola dizendo:
DE: Cê
Oi, delícia.
To mandando msg pra saber se vc consegue enrolar o bocó do DC pra gente ficar de boa aki em casa amanhã. Meus pais vão levar a Maria Cebolinha no clube e vamos ter a casa soh pra gnt. Vc ja deixou bm claro q esse lance do DC eh passa-tempo. Nem to mais encanado com ciúmes. Beijos na boca. Tb t amo.
Agora tudo fazia sentido! Ele tinha visto a mensagem antes de mim! O Cebola tinha feito aquilo de propósito. Ele deve ter descoberto o que ia acontecer naquela noite e tentou nos distrair com isso. Funcionou muito melhor que ele esperava! Afinal de contas, meu namorado não confiava em mim e bastou um mimimi desses pra ele me tomar por uma vagabunda qualquer! Mas eu no lugar dele talvez tivesse feito o mesmo.
Fiquei não sei quanto tempo olhando para o celular sem realmente enxergar. Percebi que não queria estar perto do DC naquele momento. Na verdade, queria ficar o mais longe possível dele. Eu estava chateada por ele ter acreditado naquilo, por ele ter preferido jogar tudo pro alto a conversar comigo ou pelo menos me dar o benefício da dúvida.
Como eu já estava vestida, eu coloquei o telefone na bolsa e saí. Ele não me seguiu nem me chamou. Talvez ainda acreditasse que eu realmente seria capaz de fazer aquilo. Eu não sabia o que faria com o DC. Mas eu sabia muito bem o que eu faria com o Cebola. E seria muito em breve! Mas naquele momento o que eu precisava era ficar sozinha, longe do DC, do Cebola e até das meninas. Sozinha com meus pensamentos.
Notas finais
Comentem!
Mesmo que eu não mereça =~~
Juro que agora termino a história.
Infelizmente serão só mais uns 2 ou 3 capítulos =/
Beijos, pessoal! E obrigada por não me abandonarem!
Fale com o autor