Quando menos se Espera...
10 Capítulo 10
Notas iniciais
Aparentemente, a maioria esmagadora dos leitores ainda não percebeu que eu atualizei a história com o capítulo 9.
Mas aqui estou eu novamente, com o capítulo 10 =D
Só ontem eu percebi o quanto eu fui omissa com vocês! Fiquei mais de 9 meses sem postar!
Me desculpem, de verdade.
Agora a minha inspiração voltou e eu estou escrevendo mais rápido que eu esperava.
Bora ler, meu povo, e não se esqueçam de ler as notas finais E deixar reviews!
MÔNICA POV
Eu finalmente tinha parado de chorar – depois de horas contando a história pra Magá, tentando achar onde eu tinha errado, e depois de litros de chá de camomila. Eu estava arrasada. Pelo visto eu REALMENTE não tinha nascido para ser feliz no amor! Cada vez eu escolhia um cara pior que o outro. E o mais triste é que, dessa vez, as coisas tinham chegado a um nível diferente, que me marcaria par o resto da vida. Enquanto isso, a Magá tentava me consolar, dizendo que devia haver alguma explicação:
-Mô, pensa bem, ele não tinha razão para isso! Você estava na sua e ele veio atrás de você. Por que raios ele faria isso se não gostasse de você?
-Não sei, Magali, e não importa! O caso é que ele FEZ! Como eu sou trouxa! O pior é que eu estava meio que conformada com o Cebola e o jeito lerdo com que as coisas iam. Mas pelo menos ele nunca me enganou. Nem nunca me levou a fazer nada de que eu me arrependesse depois.
-Olha, amiga, eu sei que talvez essa não seja a melhor hora pra dizer isso, mas o fato do DC supostamente ter feito algo errado não quer dizer que o Cebola simplesmente tenha virado santo. O mundo não se resume aos dois e um não exclui nem compensa o outro. Os dois têm defeitos e qualidades e eu acho, sim, que os dois gostam muito de você, cada um da sua maneira peculiar.
-De maneiras peculiares que me fazem sofrer e ser feita de idiota.
-Vou considerar isso uma evolução, porque você parou de considerar o Cebola como sua segunda opção. Isso não é justo com ele e nem com você. Você merece alguém que te dê o devido valor, e ele merece alguém que não o tenha como prêmio de consolação.
-Sei lá, maga, não consigo considerar nada nesse momento. Queria sumir! – e me joguei de cara no travesseiro.
-Não fala assim, amiga! Isso passa! Eu tenho certeza de que passa! Tenta dormir um pouco, vai te fazer bem! – Ela dizia isso enquanto acariciava meus cabelos, o que me fez sentir um pouco melhor. A Magá era como uma irmã muito querida, que faria qualquer coisa por mim. Eu sabia que poderia contar com ela sempre! Enquanto eu agradecia mentalmente por poder ter, pelo menos, uma amiga de verdade, meu celular tocou. Eu nem olhei o identificador e fui logo atendendo, achando que pudesse ser o DC com uma explicação perfeitamente plausível para o que tinha acontecido:
-ALÔ! – Eu praticamente gritei.
-Mô?
-Ah… Oi, Cê. Aconteceu alguma coisa?
-Não exatamente. Eu só liguei para dizer que sinto muito pelo que aconteceu na festa da Denise. Eu estava fora de mim. Eu gosto de você, você sabe disso. Mas, antes de qualquer coisa, eu quero que você seja feliz. E eu espero que você possa me perdoar e ser minha amiga de novo.
-Olha, é que… Não é uma boa hora e … — Eu estava completamente perplexa. O Cebola pedindo desculpas? Totalmente inédito! Eu deveria incentivar esse comportamento, e não desligar na cara dele! – Tudo bem, Cê. Deixa isso para lá. Águas passadas.
-É muito bom ouvir isso, Mônica. Saiba que eu sempre vou estar aqui para o que você precisar. Nunca hesite em me procurar na hora da necessidade. Por mais que você tenha encontrado outro cara, eu quero ter a chance de estar ao seu lado, mesmo que só como amigo. – Aquilo me pegou desprevenida. Era uma atitude madura e sensata da parte dele. Exatamente o que eu sempre achei que faltava no Cebola. Seria um sinal? Cedo para dizer.
-Muito obrigada, Cebola. Saiba que isso significa muito pra mim nesse momento. – Minha voz ficou embargada e lágrimas voltaram a correr pelo meu rosto. Magali se sentou ao meu lado e deitou minha cabeça em seu ombro. O Cê pareceu notar que tinha algo errado:
-Mô, está tudo bem? Aconteceu alguma coisa? Precisa de mim? – Respirei fundo para me controlar.
- Não, Cê, não se preocupe. A Magá está comigo. A gente se vê na aula amanhã. Obrigada por ligar. Um beijo!
-Beijo pra você também, Me liga se precisar de algo.
-OK, tchau!
-Tchau.
Quando desliguei o telefone, eu estava completamente confusa. Mais que antes, se isso fosse possível. Minha vida tinha virado de ponta-cabeça nas últimas horas: o DC se tornou um cara horrível, e o Cebola se tornou um cara maduro e ponderado. Dei os detalhes da conversa com o Cebola para a Magá, que ficou de olhos arregalados e disse:
-Essa história está cada vez mais bizarra. Tá me dando fome, acho que vou preparar um lanche… quer alguma coisa?
-Não, obrigada, estou sem fome. Pega o que quiser na geladeira e no armário. Fique à vontade! Eu te espero aqui. – E voltei a deitar. Magá saiu silenciosa do quarto e eu acabei caindo num sono sem sonhos enquanto a esperava.
No dia seguinte, acordei com o celular da Magá despertando. Só então me lembrei de que tínhamos aula.
-Eu não vou à aula. Não vou conseguir encará-lo! Não posso ir de jeito nenhum! Eu estou horrorosa! Chorei pra caramba e quase não dormi!
-Calma, Mô! A gente passa um corretivo nos seus olhos e você usa óculos escuros no caminho. Até chegar lá, já desinchou bastante, você vai ver! É só fazermos uma compressinha gelada.
-OK, mas esse não é o maior dos problemas. Eu não quero ver o DC. Não quero encontrar com ele e não quero lembrar que ele existe.
-Então nós vamos por um caminho diferente do habitual e você entra direto na sala de aula. Assim não tem perigo de darmos de cara com ele. Você não pode parar a sua vida por causa dele, Mônica. Você tem aulas, você tem seus amigos e suas amigas. Não vale a pena abandonar isso tudo por causa de um garoto bobão que não soube te dar valor.
-Mas eu não tenho o direito a uma diazinho de luto? – Ela foi puxando minhas cobertas e me tirando da cama.
-Não, senhorita! Banho. Agora.
-OK, mãe! – Magali deu uma risadinha e eu me encaminhei para o banheiro. Tentei não pensar no que tinha acontecido horas antes debaixo daquele mesmo chuveiro. Depois do banho, Magali me maquiou para esconder as olheiras e arrumou meu cabelo, escolheu as minhas roupas e cuidou de mim como só uma amiga de verdade faria. Se não fosse por ela, eu acho que nem teria coragem de sair da cama. Claro que ela me obrigou a comer alguma coisa, o que fez meu estômago revirar no começo, mas depois eu realmente me senti melhor.
Fizemos um caminho diferente para o colégio, assim não correríamos o risco de dar de cara com o Do Contra. Eu sinceramente não tinha a menor idéia de qual seria a minha reação. Eu oscilava entre bater nele sem dó, sair correndo sem olhar para trás e chorar até meus olhos caírem da cara. O mais provável, sem dúvida era que eu fizesse todas as três coisas. No fundo, eu tinha mesmo vontade de chegar e perguntar o que tinha acontecido, porque ele tinha feito aquilo e tentar colocar as coisas de volta no lugar. Mas eu jamais faria isso. Sempre fui orgulhosa e nunca pediria desculpas por alguma coisa que eu sabia que não tinha feito. Afinal de contas, eu não tinha feito nada de errado. Que eu me lembrasse.
Magali até tentou puxar algum assunto ameno, mas logo notou que eu não estava muito afim de conversar, e seguimos em silêncio. Ela mexeu um pouco no celular e depois só andou ao meu lado, sem dizer nada. Quando chegamos ao colégio, eu dei a chave do cadeado do meu armário para ela pegar meus livros e fui direto para a minha sala, no meu lugar. Nenhuma das meninas veio falar comigo, então eu desconfiei que a Magali tivesse pedido que elas não me fizessem nenhum tipo de pergunta. E elas, lindas como sempre, ficaram na delas.
A aula passou – a meu ver – rápido demais e logo o temido sinal para o intervalo tocou. Ao ver minha cara de desespero, a Marina veio e falou baixinho no meu ouvido:
-O Nimbus não veio à aula. Não vimos sinal de nenhum dos dois hoje cedo. Acho que eles não vieram, mesmo. – Aquilo me acalmou significativamente e eu consegui criar coragem para sair da sala e ir para o refeitório. Lá, nos sentamos todos juntos e eu notei que todos deixaram a cadeira do meu lado direito vazia (eu não sabia se aquilo era bom ou ruim). Menos de cinco minutos depois, o Cê chegou e se sentou nela, ganhando olhares de reprovação geral.
-Que foi, gente? Tão me olhando com essa cara porque? É o único lugar vazio da mesa, e a Mônica e eu somos amigos, podemos interagir. Certo, Mô? – E olhou para mim, esperando uma resposta.
-Claro, Cê. Esse lugar estava vazio, mesmo. Não estava guardado para ninguém. Fique à vontade. – Notei uma troca de olhares estranha entre a Magá e a Marina.
Depois da aula, eu fui para casa e as duas me acompanharam até lá. Já que meus pais tinham viajado, elas resolveram me ajudar com o almoço, depois poderíamos fazer o dever de casa e então assistir um filme. Eu sabia que o verdadeiro propósito daquilo tudo era não me deixar sozinha e me obrigar a comer e ter uma vida normal. Por isso não reclamei. Ao contrário, eu fiquei contente porque realmente era melhor ter boa companhia do que ficar sozinha pensando no… Enfim, pensando.
DCPOV
Eu realmente tinha passado a noite acordado pensando em tudo o que tinha acontecido. Só me dei conta disso quando ouvi uma movimentação no quarto do Nimbus, que já devia estar se arrumando para ir à escola. Não me movi. Eu não iria à aula. Vê-la de novo com o Cebola seria demais pra mim. Eu precisava de um tempo para me recompor.
Me ajeitei na cama, pensando em dormir um pouco, mas o sono realmente parecia não querer colaborar comigo. Nesse momento, meu irmão entrou no meu quarto e deu de cara comigo. Ficou sem graça:
-Opa, foi mal, DC. Achei que você tava com a Mônica. Entrei pra pegar seu desodorante emprestado. Fiz o meu desaparecer ontem quando estava treinando um truque de ilusionismo e ainda não consegui encontrá-lo. – Ele parou de falar quando viu a minha cara (que devia estar péssima). E voltou, agora com mais cuidado: — Tá tudo bem, cara? Você está com uma cara estranha. Quando você chegou, que eu não escutei?
- Ontem.
-ONTEM? Mas você não saiu daqui! Não comeu nada? O que houve? Os pais da Mônica apareceram? Brigaram com ela?
-Pára de perguntar, moleque, parece uma Candinha fofoqueira! A gente meio que brigou… Na verdade, não brigou. A gente terminou. Ou eu terminei, pelo menos.
-Como assim? Eu to boiando.
-Bom, pra resumir, eu percebi que ela é mesmo afim do Cebola e estava me usando só pra fazer ciúmes nele. E agora que funcionou, eu perdi a utilidade pra ela, sacou?
-DC, me desculpa, mas isso não tem nem um pouco a cara da Mônica. Achei que vocês dois iam perder a virgindade juntos e toda aquela coisa.
-Pois é. Eu também achei.
-E não perderam?
-Eu perdi.
-Mas ela não era… Virgem?
-Não sei, Nimbus, como eu vou saber? Não tenho como comparar para saber! Ela foi a única. Ah, que merda! Como eu sou idiota! Me diz, porque eu fui me meter nisso? Todo mundo sempre soube dela e do Cebola. Eles eram o casal. Eu entrei de gaiato no navio. E naufraguei feio! Mas isso porque eu sou burro! Quando eu poderia desfazer o casal 20 do século XXI? Só na minha cabeça do contra, mesmo!
-Mano, calma, para com isso! Você não vai à aula hoje?
-Nem pensar! Para ver o casal feliz finalmente ficando junto? Não, obrigado. Eu prezo pela minha dignidade.
-OK, então eu fico aqui com você, DC. Você pode desabafar, se quiser. Ou podemos jogar vídeo-game e beber Coca até vomitar, igual a quando éramos pirralhos. Você precisa reagir. E tomar um banho. Não adianta ficar nessa! Papai e mamãe já foram trabalhar, é de boa ficarmos em casa por hoje.
-Na boa, cara, eu estou legal. Só não estou feliz. Só quero dar um tempo para a galera se acostumar com a nova realidade. E não quero ouvir perguntas. Você não precisa faltar por minha causa. Diz que eu estou com conjuntivite.
-Já está planejando faltar a semana inteira?
-Ai, Nimbus, inventa outra desculpa, então. Só sei que eu não vou à aula hoje, nem fodendo.
-Então eu também não vou. Pego o dever com alguém depois. Vai tomar um banho enquanto eu faço uns sandubas pra gente e preparo o vídeo-game.
Suspirei, vencido pelo cansaço. Eu ia deixá-lo ganhar umas partidas, assim ele enjoava do jogo e parava de me encher o saco. Eu ainda não sabia o que ia fazer, mas não queria voltar para a escola tão cedo. Seria muito difícil encontrar alguém para me passar conjuntivite?
Enquanto eu tentava arquitetar planos para matar aula, tirei a roupa e fui entrando debaixo do chuveiro. Parei sob a água quente para tentar relaxar um pouco. Lentamente, as lembranças do meu último banho começaram a voltar à minha mente. A expressão de prazer dela enquanto transávamos no chuveiro, a sensação dos músculos dela me esmagando quando ela gozou. Não era possível que tudo aquilo fosse fingimento. O olhar dela quando ela dizia o meu nome. O MEU nome, não o dele. Então por quê? Porque ela tinha feito aquilo comigo?
Encostei a cabeça na parede e fiquei sentindo a água, relembrando aqueles momentos. Como eu tinha sido feliz com ela! Tinha sido por pouco tempo, mas tinha sido muito bom. Lembrei dela ficando vermelha enquanto me chupava. E ela tinha dito que era a primeira vez dela. Bom ela nunca disse que tinha sido a primeira vez naquilo. Ela tinha dito que era virgem, mas nunca disse que era a primeira vez que fazia sexo oral. Mas isso realmente não importava agora.
Apesar de tudo, contrariando todos os meus sentimentos (e expectativas), meu pau ficou duríssimo só de lembrar das nossas cenas juntos. Eu não conseguia acreditar na traição! Até ele estava contra mim! Desliguei o chuveiro e deixei vir a água gelada na minha cabeça para acalmar aquele pinto teimoso.
Saí do banho e fui direto para a sala, jogar com o meu irmão, que já estava todo empolgado e com tudo pronto para jogarmos o dia todo. Achei melhor jogar a sério, para tirar certas “coisas” da minha cabeça. Mas depois de inúmeras partidas, centenas de sanduíches e litros e mais litros de Coca, eu estava de saco cheio e com muito sono (finalmente). Enquanto o Nimbus continuou jogando sozinho, eu acabei indo cochilar no sofá.
Não sei por quanto tempo eu tinha dormido, mas acordei com a campainha tocando. O Nimbus não estava mais na sala, nem em casa, pelo que eu podia notar. Talvez ele tivesse saído. Quando abri a porta, quase desmaiei ao ver que quem estava lá era ela!
Fiquei sem palavras, olhando feito um idiota para ela que estava na porta me olhando com uma expressão sofrida. Acordei do meu susto e convidei:
-Você quer… ahn… entrar? – Ela deu um passo pra dentro, o suficiente para eu ter espaço suficiente para fechar a porta. Assim que eu girei a chave, trancando a fechadura, ela se jogou nos meus braços, me prensando contra a porta e me beijando com uma paixão desesperada. Me recuperei rapidamente desse susto, segurando-a pela cintura e apertando-a o máximo que eu podia contra meu corpo. Ela deu um impulso e entrelaçou as pernas em meu quadril.
Eu aproveitei para subir as mãos por baixo do vestido dela, logo percebendo que ela estava sem calcinha. Meu pau já latejava dentro da calça e nós nos beijávamos sem parar. Levei-a para o sofá e fiquei por cima dela. Abaixei as alças do vestido, deixando os seios de bicos rosados e duros à mostra. Abocanhei um enquanto a penetrava com dois dedos, sentindo a sua umidade.
Ao mesmo tempo, ela tinha desabotoado a minha calça e colocado meu membro mais que duro para fora, masturbando-o freneticamente. Ela, então puxou a mão que eu usava para penetrá-la e lambeu meus dedos molhados com sua própria lubrificação. Meu pau doeu com aquilo e ela se aproveitou para levantar, me colocando sentado no sofá.
Ela terminou de tirar o vestido e se sentou no meu colo, fazendo com que meu pau deslizasse para dentro daquela gruta molhada e quente. Eu gemi alto quando ela começou a se movimentar, cavalgando lenta e deliciosamente em mim. Eu a segurava pela cintura, ajudando-a com os movimentos, ao mesmo tempo em que mordia, lambia e chupava os peitos redondos que estavam na altura do meu rosto.
Comecei a senti-la se contrair, enquanto seus gemidos aumentavam de tom e de volume, e eu podia perceber que ela estava prestes a atingir o ápice. Eu mesmo não duraria muito mais. Bem que diziam que não havia nada melhor que sexo de reconciliação! Ela começou a gozar, gritando meu nome e… PLAFT! Uma almofada me acertou a cara em cheio. Eu me sentei no sofá e só então percebi que tinha estado sonhando. Um sonho muito real. Tão real que a minha samba canção agora parecia uma lona de circo e o Nimbus gritava:
-Tudo bem eu ficar em casa pra te fazer companhia e você dormir no meio do jogo! Mas isso aí já é demais! Se resolve, meu irmão, ou você faz as pazes com a Mônica, ou você cuida disso aí sozinho. Só não me venha melar as calças feito um moleque de 12 anos. Muito menos no sofá aonde eu vou me sentar depois! Tenha dó!
-Eu não pedi pra você ficar! Que inferno! Eu vou dormir porque passei a noite acordado! Puta cara chato que você é! – E me levantei, com a almofada cobrindo o volume na minha calça.
-Sou chato mesmo. E pode ficar com a almofada para você. Ninguém mais vai querer usá-la!
-Vai se tratar! Inferno! – Até aprece que isso nunca tinha acontecido com ele. Eu poderia apostar que ele sonhava toda noite com a anoréxica da Maria Mello. E eu que tinha ficado em casa para manter a dignidade! Merda! Não ia ter jeito mesmo, eu ia ter que resolver aquilo do jeito convencional, porque água fria, pelo jeito, não resolvia por muito tempo. Abri o chuveiro na água quente e deixei-a escorrer pelo meu corpo, sentindo cada parte do meu corpo e me transportando de volta àquele sonho. Quando finalmente gozei, a realidade me atingiu com mais força do que nunca e, quando eu menos esperava, as lágrimas me vieram aos olhos e eu chorei desesperadamente, pensando no que tinha sido e no que jamais voltaria a ser.
Eu nunca tinha esperado chorar por causa de alguém. Fiquei com ainda mais raiva do que tinha acontecido. Depois de tudo isso, meus malditos hormônios adolescentes estavam me traindo, me mostrando que esquecer dela ia ser muito pior do que eu tinha pensado. Depois do banho, eu me deitei só de boxers na minha cama e acabei dormindo. Sem sonhos, dessa vez.
Notas finais
Só não se acostumem comigo postando todos os dias, porque eu vou viajar até segunda-feira e vou ficar sem net, então a partir de amanhã, nada feito. Provavelmente eu poste na terça de novo.
Beijos e DEIXEM REVIEWS! É o meu termômetro para saber o que vocês estão achando!
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