Notas iniciais
Olá, pessoal!
Me desculpem pela demora, eu sei que deveria ter postado ontem, mas fui conferir o capítulo e tava um lixo i.i
Fiz o que pude para melhorar, mas não ficou muuuuito bem escrito =/
Eu não postei ontem porque dormi no meio da correção, dae deixei pra hoje. Trabalhei o dia todo e amanhã começo logo cedo, mas dei um jeito de passar por aqui e postar.
Não reparem nas partes que ficara meio estranhas =)
Leiam as notas finais!
Boa leitura!

MAGALI POV

A Mônica tinha caído no sono algumas horas atrás, e Marina e eu ficamos conversando na sala para não acordá-la. Tínhamos decidido dormir na casa dela, porque ela não estava dando sinais de se sentir melhor com relação ao DC, e ficar sozinha em casa só pioraria as coisas. Eu desconfiava que tinha alguma coisa estranha naquilo.

-Então, Má, eu estou achando essa história toda muito estranha. Ao mesmo tempo em que eu não consigo encontrar uma boa razão para isso tudo ter acontecido, eu não encontro nenhuma explicação que não seja mesmo o DC ser um canalha. Mas isso não é nem um pouco a cara dele!

-Eu sei, Magá. Parece alguma coisa estranha demais. O Franja é muito amigo do Nimbus, e ele sempre me disse que o Do Contra era amarradão na Mônica e que só não abria o jogo porque sabia que ela tinha um rolo com o Cebola. E isso bate com a história que a Carmem contou. Se ele recusou a Carmem por causa de um amor até então não correspondido, porque ele largaria a Mônica desse jeito, agora?

-Eu queria perguntar isso para ele pessoalmente. Mas isso não seria certo! Essa é uma conversa que a Mônica tem que ter com o DC e não nós.

-É, Magá, mas a gente sabe muito bem que ela nunca fará isso. Por mais que ela o ame e esteja sofrendo muito, ela NUNCA vai passar por cima do orgulho para falar com ele sobre isso.

-Será, Marina? – eu perguntei. Eu realmente não achava que naquele amor houvesse espaço para egoísmo. Eu nunca tinha visto a Mônica daquele jeito; e olha que éramos amigas desde que nascemos. Continuei sem esperar resposta: — Mas sabe o que mais me intriga? O fato de o Cebola estar agindo como está. Isso definitivamente é estranho. Ele está sendo amigo sem segundas intenções (ou sem demonstrá-las, pelo menos). E ainda não tocou no assunto Mônica x DC.

-Ah, mas isso eu sei o porquê! A Maria Cascuda e a Aninha o chamaram de canto para pedir para não comentar nada, por mais feliz que ele se sentisse com o fato. E, de qualquer forma, é capaz que ele tenha desencanado nesse meio tempo.

-Não sei não, Marina. Ele tentou beijar a Mônica na festa à fantasia, lembra? Sem falar que ele ligou para a Mônica no dia em que tudo aconteceu, e deixou bem claro que ainda gostava dela, mas que tinha entendido e que não forçaria mais a barra, tentaria ser amigo e tudo o mais. E ainda pediu desculpas pelo acontecido na festa.

-Como é? Quer dizer que ele disse tudo isso? E logo depois do DC ir embora? – A Marina parecia estar chegando a alguma conclusão que eu não estava conseguindo acompanhar.

-Não exatamente logo depois, mas no mesmo dia, algumas horas depois. O curioso é que a Mônica estava justamente pensando nele, sabe? Tipo comparando ele e o DC. E bem nessa hora ele ligou. Até achei que fosse o DC se desculpando! – Marina fez uma cara de quem estava tentando ligar os fatos em sua mente e disse:

-É muito estranho, mesmo. Aliás, você reparou que o Nimbus e o Do Contra não foram à aula hoje?

-Reparei, sim. Até pensei que talvez ele estivesse doente e tivesse ficado com vergonha de dizer para a Mô, mas achei muito improvável. Não sei que relação esse fato pode ter com o término dos dois. – Fiquei tentando imaginar situações em que tudo isso fosse plausível e fizesse sentido, mas não conseguia encontrar uma resposta que me satisfizesse.

-Eu acho que ele está fugindo de um possível encontro com a Mô, e o Nimbus ficou com ele para consolá-lo. – Olhei para Marina sem entender e perguntei:

-Mas consolá-lo por que, se foi ele quem foi embora sem nem falar nada?

-Se as minhas desconfianças estiverem certas, ele deve ter tido um motivo até que bastante plausível. – Ela disse fazendo cara de quem sabia das coisas.

-Desconfianças? Abre o jogo aí, amiga! Me conta o que se passa nessa cabeça!

-Isso não te cheira a plano infalível? – Ela me olhou, estudando as minhas reações. Eu fiquei pensando um pouco, antes de responder.

-Eu acho, sim que foi estranho o fato do Cê ligar pra ela naquele exato momento, falando exatamente o que ela precisava ouvir. Mas acho que poderia muito bem ter sido coincidência. A atitude dele é, sim, bem diferente do esperado. Mas ele poderia estar só se aproveitando de uma situação já criada. Não sei. Não encaixa muito bem. O que ele teria feito para conseguir um resultado rápido assim? Com certeza o DC não teria medo dele. – Eu analisava aquela teoria tentando dar o benefício da dúvida tanto para o DC quanto para o Cebola, mas era meio difícil. De qualquer maneira que eu colocasse as coisas na minha mente, um dos dois seria necessariamente o vilão. Eu detestava desconfiar das pessoas!

-Eu… — Mas a fala da Marina foi interrompida pelo celular da Mônica tocando. Ela o havia esquecido na mesinha do telefone. Quando olhamos, vimos que era o próprio Cebola quem ligava. Marina atendeu no viva-voz e me fez sinal para não fazer barulho: — Alô?

-Alô, Monica?

-Não, é a Marina. A Mônica está dormindo.

-Ah, OK, então. Mas ela está bem? – Ele parecia mais curioso e ansioso do que preocupado.

-Não muito. Mas vai superar. Ela é forte.

-Eu sei. Ela é o tipo de pessoa que a gente tende a acreditar que pode tudo!

-Sim. Mas, me diz uma coisa, porque você está ligando para ela agora?

-Oras, para saber como ela está.

-E porque você ligou para ela ontem?

-Ora essa, pelo mesmo motivo. – Pela cara da Marina, essa era exatamente a resposta que ela esperava;

-Ah, é? Pensei que tivesse sido para se desculpar pelo lance da festa à fantasia. Até porque, naquele momento, a única pessoa que sabia do que tinha acontecido entre os dois era a Magali. Estou certa?

-É, isso mesmo. Quer dizer, deve ser. Eu soube hoje, pela Cascuda e a Aninha. Foi uma tlemenda coincidência eu ter ligado naquele momento. Mas você pode chamar de destino, se quiser! – Ele soou meio presunçoso.

-Ah, sim. Destino. Conhecia por outros nomes.

-Eu não estou entendendo nada desse papo! E é falta de educação atender o celular dos outlos!

-OK, tudo bem. Eu digo para a Mônica que você ligou.

-Obligado. – E desligou.

-Tanto nervosismo que o tloca letlas voltou temporariamente, você notou? – Perguntou Marina com uma cara esperta, de quem matou a charada. Concordei com a cabeça e ela continuou: — Nada como um plano infalível para fazer outro plano infalível dar errado! Amanhã cedo eu vou ter uma conversa séria com o Nimbus. Só ele pode nos ajudar com isso. Agora vamos dormir, que está tarde e amanhã teremos aula. E muito o que fazer.

-OK. Só espero que tudo dê certo e que a Mônica não fique brava por estarmos nos metendo nisso.

-É por uma boa causa, Magá. Não é à toa que eu sou o cupido da turma! – E deu uma piscadinha.

Fomos nos deitar. Demorei muito a dormir, porque fiquei horas pensando no que viria a seguir. Eu realmente esperava que a minha amiga pudesse viver o seu amor em paz. Mas se o que a Marina desconfiava fosse real, isso poderia mudar as relações da nossa turma para sempre.

CEBOLA POV

Eu não ia deixar aquela cabeluda maluca estragar a minha festa! Eu tinha me dado muito melhor com o meu plano do que eu esperava e eu não permitiria que ninguém se metesse nisso. Não era justo que depois de todos esses anos um qualquer chegasse e me roubasse a garota que eu sempre amei. Sim, porque agora eu tinha consciência de que sempre a amei. E eu consertaria meus erros. No dia da maldita festa à fantasia, eu escutei um “mimimi” da Carmem e da Denise falando sobre alguém perder a virgindade no dia seguinte. Não era preciso ser o gênio que eu sou para sacar que era aquele maldito e a MINHA garota. Eu tinha que agir!

Num golpe de sorte, aquilo que eu tinha planejado que fosse uma briga de casal, só uma semente plantada, acabou se tornando uma arma muito mais poderosa do que eu poderia ter imaginado. Eu tinha enviado aquela mensagem para a Mônica na esperança eu os dois brigassem e a tal “primeira vez” fosse adiada, me dando mais tempo para agir. Fiquei de plantão na praça em frente à casa dela, esperando aquele idiota sair. Isso só aconteceu quase na manhã do dia seguinte. Desconfio que a mensagem tenha realmente demorado a chegar, ou eles tenham demorado a vê-la.

Mas, ao ver aquele traíra do DC sair da casa dela quase chorando, eu notei que o resultado tinha sido muito mais proveitoso. Os dois pareciam ter terminado. Eu sei que deveria ter esperado, mas achei que seria interessante fazê-la ouvir a minha voz de “amigo fiel” no exato momento em que ela estivesse puta da vida com o DC, por isso liguei no dia seguinte e a fiz acreditar que eu quero ser o ombro amigo, mesmo que isso seja o máximo que eu possa conseguir. Imagine só! Eu jamais me contentaria com isso. E por um motivo muito simples: ela sempre foi e sempre será MINHA!

Fiquei sem notícias até o dia em que tivemos aula novamente, quando as meninas me espremeram no canto pra me proibir de falar no assunto com a Mônica, pedindo que eu respeitasse os dois e deixasse as coisas esfriarem antes de eu voltar a “atirar” pra Mô. Como eu já tinha percebido que a coisa tinha sido muito séria, eu decidi ficar na minha. Eu já havia dado meu recado pra Mônica e ela sabia que poderia contar comigo. Quando ela me fez sentar do lado dela no intervalo, eu considerei como um feedback positivo. Depois do intervalo, eu notei que as meninas estavam fofocando mais que o normal, por isso me sentei atrás da Magá e fiquei lendo, por cima do ombro dela, as mensagens que ela trocava com a Marina.

Pelo que eu pude entender do que li, o idiota do Do Contra tinha ido embora sem que a Mônica soubesse o porquê. Assim, cheguei à conclusão que, de alguma maneira, ele havia lido a mensagem antes dela e sem que ela visse, e tinha ido embora furioso, como era de se esperar. A parte ruim foi que, pelo que eu tinha sacado, eu não consegui “empatar” a foda. Mas isso tinha se virado a meu favor por tornar a fuga do DC um crime hediondo no código penal feminino. Eu não me importava em não ser o primeiro dela. Eu me importava em ser o último. Afinal de contas, ela não seria a minha primeira. Além do mais, com um pouco de sorte, ele teria apagado a mensagem, no momento de raiva.

A Mônica, pelo visto, tinha o péssimo hábito de deixar o celular jogado por aí para qualquer um atender. E agora a Marina estava desconfiada. Bastaria uma conversa dela com o DC para que ela desvendasse tudo. Agora eu precisava resolver isso. Mas esse, sim, era o plano infalível que eu sempre quis bolar. O universo conspirava a meu favor e eu só podia achar que isso significava que eu estava destinado a tê-la. E quanto à Marina, eu já sabia o que faria… só seria um pouco mais doloroso para mim, mas eu ia acabar com aquela história de uma vez por todas!

Notas finais
Olá de novo.
Não se esqueçam de deixar reviews, ok?
Eu estou fazendo aquele negócio do "melhor review" por enquanto.
Espero não ter problemas com isso e espero que ninguém fique chateado se não for escolhido. Apenas continuem mandando os reviews como sempre, que eu vou tentar responder o mais rápido possível e só vou escolher o melhor depois que postar o capítulo seguinte, ok?
Obrigada por lerem!
Beijos!