Quando eu acordar
7 Capítulo 7
Notas iniciais
A conversa entre Graham e Regina, se prolonga por um longo tempo; Graham trabalha como xerife em Boston, na mesma delegacia que Emma; Regina fica surpresa por nunca terem se visto antes — não que ela o tivesse notado, se visse. — pensa; era sempre tão ocupada, e tão centrada, Robin fora o único capaz de mudá-la; ela se repreende por pensar nele naquele momento.
Terminaram a noite marcando um novo encontro.
Eu iria adorar — Regina disse simplesmente.
Ela e Henry voltam pra casa; era cerca de uma hora da manhã; os dois mal abrem a porta, e encontram uma Emma extremamente preocupada.
– Meu Deus do céu Rê! Isso são horas?
– Emma, Henry já tem 14 anos e estava na companhia de um adulto; não vejo porque tamanha preocupação; — Regina a acalma.
– Eu sei, eu sei; só não estou acostumada com meu bebê fora de casa — Emma faz biquinho, enquanto abraça Henry, que escapa do abraço rapidamente.
– Mãe!
– Mas então como foi o passeio? — Killian diz descendo as escadas.
– Foi maravilhoso! — Regina exclama alegre.
– Tia Rê conheceu alguém — Henry diz antes de subir para seu quarto.
– Jura? — Emma puxa Regina para o sofá — me conta tudo!
– É só um cara, nada demais, conversamos, rimos, e sairemos no sábado novamente. — Regina diz com a maior naturalidade, enquanto Emma a encara boquiaberta. — mas e aqui, a festa foi boa?
– Não mude de assunto, como se nada tivesse acontecido; quero detalhes, nome, altura, cor dos olhos, como é a voz..
– Calma — Regina a interrompe rindo. — O nome dele é Graham, ele é alto, tem olhos castanhos, trabalha como xerife...
– O Graham? — Emma pergunta surpresa.
– É Graham, trabalha com você...
– Eu sei...
– Algo de errado? — Regina pergunta ao notar a expressão da amiga.
– Não — Emma entorta a boca
– Fala Emma — Regina a pressiona
– Ele é um garanhão Rê!
– Eu não vou me casar com ele Emma.
– Eu sei; é que.. Eu só não quero que você se machuque, eu conheço você... E...
– E nada... Eu vou me divertir um pouquinho — Regina diz maliciosa, Emma ri.
Então a noite passa. O dia amanhece ensolarado. Ainda era quarta-feira. Todos levantam animados para o cafe.
Enquanto isso em Boston...
Chegado o dia da alta de Marian; Robin estava ansioso; Roland estava sobre o cuidado de João Pequeno — Um amigo de infância do Robin, que se mudará na mesma época que ele para Boston — Robin iria fazer uma surpresa a Roland; Marian ansiava pelo reencontro.
– Roland — Robin chama ao abrir a porta — quero que veja alguém. — De repente, Roland aparece correndo e pula no colo seu pai — filho; essa Marian... E ela...
– Eu sou sua mãe — Marian toma frente, tentando pegar o menino, que recua.
– Você não é minha mamãe — Roland diz antes de sair em disparada para seu quarto. — Robin vai em seguida atrás dele.
– Filho? — Encontra Roland chorando.
– Por que a mamãe demorou tanto pra voltar pra casa papai? Ela me deixou sozinho por muito tempo, eu senti saudade dela, eu chamei por ela, e ela não voltou.
– É complicado meu filho; é assunto de adulto.
– Você não contou pra ele não é? — Marian aparece na porta. — Filho... — ela nota a expressão do garoto — Roland; eu estive dormindo por muito tempo; como a Bela adormecida, conhece essa história? — ele afirma com a cabeça.
– Mas porque não voltou antes? — Ele pergunta com os olhos marejados.
– Por que seu papai precisava me salvar, e eu estava escondida.
– Papai não é bom em brincar de pique esconde. — Riram
– Você desculpa a mamãe? — Marian pergunta dando os braços para o pequeno.
– Só se você prometer que não vai embora de novo. — Roland a abraça.
– Prometo!
Em Storybrook...
Regina estava na praça, caminhando, perdida em suas memórias; tudo ali lembrava Daniel; avistou um cavalo de longe; pensará em quão comum isso era ali; raramente víamos cavalos nas ruas de Nova York; fora ao estábulo — o mesmo que ia com Daniel, quando mais jovem — agora sem cavalos; Daniel era quem cuidava deles; enquanto caminhava por lá, se lembrará de quando Daniel tentará a ensinar a cavalgar.
Flashback on-
– Eu não vou conseguir! — Regina dizia
– Você vai sim, meu amor, não é tão difícil quanto parece; converse com ele, e ele será bonzinho. — Regina respira fundo.
– Olá cavalinho, eu não sei cavalgar muito bem, na verdade não sei nada, então por favor, não me derrube. — Daniel tenta segurar o riso, com falha; — ora, não ria de mim; — Regina faz manha.
– Sabia que eu te amo? — Daniel a abraça.
– E como não amaria? Sou uma pessoa maravilhosa.
– Concordo. — Daniel a observa
– No que você está pensando?
– Vamos fugir? — Regina ri
– E pra onde iríamos?
– Pra qualquer lugar; eu só quero passar o resto da minha vida com você;
– Minha mãe me mataria — Regina anda em direção a uma árvore, e senta sobre sua sombra.
– Estou ansioso para conhecê-la.
– Ah, não anseie! Minha mãe não é flor que se cheire.
– Tudo bem; não tocamos no assunto mãe; levante-se rainha; você ainda tem que aprender a cavalgar.
– Ah — Regina reclama; Daniel lhe beija.
Flashback off
– se você soubesse que eu sabia cavalgar muito bem — Regina fala para si mesma recordando-se de que mentira sobre o fato de não saber cavalgar só para agradar Daniel, que amava ensina-la.
– Sempre soube disso — Regina se assusta ao se deparar com Graham vindo em sua direção.
– Soube...
– Desconfiava que você era daquelas que falavam sozinha. — Ele ri
– Muito engraçado! — Regina ironiza.
Graham lhe oferece o braço para acompanhá-la.
– eu sempre vinha aqui quando pequeno com meu irmão... — fica cabisbaixo — sinto falta dele — diz após alguns segundos.
– O que houve?
– Ele faleceu, a alguns anos atrás; teve câncer, os médicos tentaram de tudo, mas já era tarde; eu nem tive chance de me despedir; estávamos brigados na época, na verdade, eu estava.
– Eu sinto muito... desculpa perguntar, mas qual era o nome do seu irmão?
– Daniel
– Daniel Colter?
– Conhece? — Regina para sua caminhada, o olha nos olhos.
– Sim; eu e Daniel...
– Entendi;
– Ele era um bom homem;
– Meu irmão era incrível!
– Por que brigaram? — Regina questiona com curiosidade.
– É uma história boba; foi uma menina na verdade; tínhamos só 15 anos, eu nem sabia o nome dela; pra resumir, ele ficou com ela, eu fiquei bravo, sai da cidade, e nunca mais o vi... quando resolvi que aquilo tudo era uma bobagem... — seus olhos se cobriram de lágrimas. Regina ficará surpresa por descobrir que Daniel teria tido alguém antes dela, alguém que aparentemente, ele amou muito;
– Ele nunca me disse nada;
– Mamãe me disse que ela foi embora; que eles tiveram uma briga feia; eu não sei o motivo... Ela simplesmente sumiu, fugiu talvez; ela era linda.. — Regina fica sem graça. — você é linda Regina! — Graham diz ao notar sua expressão.
– Obrigada — Ela cora
Continuam a andar, até que chegam a frente da casa de Regina.
– eu fico por aqui... Foi bom conversar com você.
– Eu também gostei... Até sábado!
Ele a beija no rosto e vai embora; Regina suspira.
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