Quando eu acordar

27 Capítulo 27


Notas iniciais
Voltei meu queridos leitores! Feliz Ano novo para vocês! Como sei que estão com saudades, não irei enrolar, então vamos ao capítulo. Boa leitura! :*

Em um hotel, em Paris, Regina e Graham conversavam e riam, entre uma taça e outra de Champagne. Uma vez ou outra, os dois se encontravam entre beijos; se amavam por algum tempo, e depois votavam as gargalhadas;
— À amizade! — Regina levanta sua taça ao ar;
— À amizade! — Graham brinda; Regina solta o riso novamente.

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Uma semana antes...

— Graham? — o xerife entra com Sophie; seu olhar estava evidentemente decepcionado;
— Regina, mamãe está te chamando, ela... — Zelena mira o seu olhar para a Irma, e para Robin; — Tudo bem? — Ela pergunta preocupada, e até mesmo curiosa; Regina só agora nota que Robin ainda lhe segurava a cintura; ela se desvincula, mas ele lhe puxa novamente;
— Regina!
— Agora não, Robin! — Dito isso, Regina se afasta a procura de Graham; ela o encontra na sala, já sem a Sophie no colo, e com as chaves do carro nas mãos;
— Graham, espera, por favor! — Ele a ignora, ao passar pela porta, troca olhar com Robin, um olhar indecifrável, que havia decepção, mas também compreensão; o peito de Regina se apertou;
— Deixa ele ir, não é bom conversar quando se está de cabeça quente; — Zelena segura as mãos de sua Irma, lhe confortando; Regina joga o peso de seu corpo contra ela, em busca de um abraço acolhedor;
— Regina! — Robin novamente tenta conversar com a morena;
— Robin, realmente não é o momento! — Zelena é quem diz; depois volta o olhar para Regina; — o que você acha de uma festa de pijama entre Irmãs? — Regina força um sorriso, aceitando a proposta;
Algum tempo depois, Regina estaciona seu carro em frente à casa de Zelena. Desce com Sophie, que dormiu com a viagem, e segue ao quarto de hóspedes. Após colocar Sophie na cama, decide tomar um banho; e é ali, sentindo a água cair sobre seu corpo, que Regina deixava as lágrimas banharem seu rosto; ela não entendia porque estava chorando, talvez pela magoa que causou a Graham, a decepção que avistou em seu olhar, o coração partido que ela tão bem conhecia a sensação de ter. Mas ela não estava arrependida; ter os lábios de Robin próximos ao seu, foi revigorante, foi como se ela tivesse renascido com aquele beijo. Tocou seus lábios com a lembrança.
Após o banho, ela encontra Zelena sentada na cama, sua Irma sorri ao lhe ver, bate levemente no colchão, num espaço ao seu lado, a convidando para juntar-se a ela; Regina o faz.
— Você vai me contar o que aconteceu?
— Como se você já não soubesse.
— Eu imagino! Mas, você não quer conversar sobre isso? — Regina suspira;
— Robin me beijou!
— Ele te beijou, ou vocês se beijaram?
— Eu pedi para ele me beijar; — Regina apoia os cotovelos em seu joelho, e coloca as mãos na cabeça, em um gesto de se repreender pelo ocorrido; Zelena alisa delicadamente as costas da mesma;
— Eu não vou dizer que foi errado, e nem que foi certo. Mas acho até que demorou. Você sabia que iria acontecer uma hora ou outra.
— Eu amo o Graham!
— Eu não duvido. Mas não é o mesmo amor que você sente por Robin; o que você sente pelo Graham, é o amor de um amigo, um irmão; vocês só erraram em terem se aprofundado;
— Ele não merece isso!
— Regina! — Zelena aumenta um pouco um tom de sua voz, para chamar atenção da Irma, que agora lhe olha com os olhos arregalados; — Desculpa! — A ruiva pede; ela pega as mãos de Regina, ao continuar; — você tem que parar de se culpar; você fez o que seu coração mandou; foi o momento errado? Sim! Com certeza. Mas você agiu com a emoção. — Zelena suspira; — você sempre pensa no que os outros sentem, no que os outros vão pensar, e esquece da pessoa mais importante: você! Graham te ama. No entanto, você não pode viver pra a felicidade dele. As pessoas se machucam, é inevitável; Não estou falando que você tem que ficar com o Robin; mas o Graham... não é o que você quer. — Regina observava cada palavra de sua Irma; já com os olhos marejados; — estou errada?
— Eu não acho que ficar com Robin agora seria a solução. — Ela diz com a voz falha;
— E não é; mas você precisa de um tempo para você. O que eu quero dizer é.. que seja com Graham, com Robin, ou o mendigo da esquina — Regina revira os olhos; — seja lá com quem for, eu só quero que seja feliz. Eu vou te apoiar em qualquer decisão; — Regina sorri para Zelena; um sorriso sincero e repleto de amor; agradecia a Deus por ter uma companheira tão maravilhosa como sua Irma;
— Obrigada! — Elas se abraçam; — Eu acho que ficar sozinha agora é a melhor opção;
— Se você for feliz sozinha, será feliz de qualquer modo. — Regina agora alisava a barriga de Zelena;
— Você vai ter a melhor mãe do mundo! — a morena diz para o pequeno ser que crescia no ventre de sua Irma;
— E a melhor tia! — Zelena diz; Regina sorri e abraça a Irmã; — vou tomar um banho, depois eu volto;
— Não precisa dormir comigo.
— Mas eu vou! — Regina ri ao ver sua Irma deixar o quarto, e se joga aos pés da cama;
Logo cedo; Enquanto tomam café, Regina e Zelena conversam; Hades aparece;
— Bom dia! — ele se aproxima de Zelena, lhe oferta um beijo suave nos lábios, e depois acaricia a barriga que contém o seu primogênito; — prometo não demorar!
— Ok! Se cuida! — ela sorri, e ele vai embora;
— Vão fechar a boate? — Regina pergunta;
— Ele me prometeu uma semana; -a morena fita a Irma, que prossegue; — e também não se discute com uma mulher grávida; — as duas gargalham;
Algumas horas se passam;
— Não vai mesmo te incomodar? — Regina questiona, enquanto segurava a maçaneta da porta;
— Não há incomodo algum quando se trata do amor da titia; — Zelena dizia enquanto apertava Sophie em seu colo, que gargalhava;
— Tudo bem... tentarei ser breve.
— Leve o tempo que precisar. Vocês realmente precisam conversar direito; — Regina força um sorriso, e se despede;

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Paris...

Graham e Regina lembravam das histórias por eles vivida, e riam com as lembranças;
— Lembra daquela vez que eu cai no meio da rua, literalmente de bunda no chão? — ela contava entre risos; — e estava tendo um desfile; — Graham começou a gargalhar; — pelo menos umas duzentas pessoas, conseguiram ver o meu tombo; — ela soca de leve o braço do xerife; — e você só ficou me olhando, rindo, exatamente como agora;
— Eu ajudei você!
— Depois de dez minutos rindo.
— Foi mais forte que eu.
— E se eu tivesse me machucado? Você iria ficar rindo enquanto eu morria no chão?
— Como você é dramática!
— Não sou; você só me ajudou a levantar quando eu disse que havia machucado a minha bunda.
— Eu não poderia deixar de cuidar de algo tão precioso como sua bunda; — Regina semicerrou os olhos; Graham então pulou em cima dela e lhe beijou com ternura; — eu vou sentir saudade disso;
— Da minha bunda? — Ela ironiza; ele sorri; — também... mas estava falando da gente. Desses momentos de amizade, de gargalhadas na cama, de assistir filmes de terror e ver você morrer de medo...
— Eu? Tem certeza? — eles riem; após alguns segundos Regina suaviza o olhar;
— Nós sempre seremos bons amigos! — ela diz pegando em sua mão;
— Você é a melhor coisa que aconteceu na minha vida! — Graham diz com um sorriso;
— Obrigada, por tudo! — ela sorri também;
— Ao seu dispor, majestade!

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Uma semana antes...

Regina parou seu carro em frente à sua casa, e respirou fundo algumas vezes antes de entrar; abriu a porta aflita, certa que iria se deparar com Graham no sofá, lhe esperando, mas não o fez; chamou por ele diversas vezes, enquanto percorria os cômodos, mas ele não se fez presente. Após alguns minutos de angústia, ela resolve ligar para ele; discou seu número, mas ao fazer, ouviu o barulho da porta se abrindo. Suspirou.
Graham não estava com a melhor das aparências; evidentemente havia bebido; Regina se crucificou por isso; o homem que estava agora diante dela, não era o mesmo que lhe pedirá em casamento alguns dias antes.
— onde você estava? Eu estava tentando te ligar e...
— Não te interessa! — Ele diz ríspido;
— Eu sei que você está magoado, mas... — Graham começa a ri cinicamente;
— Magoado? — Ele bufa; — nos já sabíamos que isso iria acontecer. É o Robin! Sempre foi o Robin, e sempre será o Robin; — Ele preferia o nome de Locksley com desdém;
— Você não está sobre condições de conversa. — Regina ia saindo, quando é parada pela seguinte revelação;
— Eu dormi com alguém! — Ela levanta o seu olhar lentamente para observar o mesmo que agora sentou-se no sofá com as mãos na cabeça;
— Ontem? — Regina pergunta com a voz falha;
— Já havíamos conversado algum tempo, eu desabafava com ela; mas ontem, eu bebi um pouco, e...
— Eu não quero mais escutar.
— Você já estava afastada, desde que Robin voltou, o que queria que eu fizesse? Não me culpe pelo seus erros...
— E não te culpo; sei que errei; e agora é evidente que isso não vai mais dar certo. — Graham levanta-se; Franze a testa ao olhar para Regina;
— Eu amo você! — ele diz se aproximando; Regina se afasta;
— Eu sei. — Regina alisa os cabelos; — e eu amo você também; e é por isso que eu deveria estar arrasada por você ter dormido com outro alguém. — Ela toma sua atenção a ele novamente; — mas eu não estou. — Graham a olha confuso; — Nós sempre fomos grandes amigos, estávamos sozinhos, acabamos misturando as coisas, e olha onde estamos; — ela ria desesperadamente;
— Então chegou a hora do adeus? — Graham finalmente diz;
— Não é um adeus, Graham! Eu só acho que...
— Devemos continuar como amigos?
— Sim!
— Você acha que eu consigo?
— Acho que temos que tentar!
— Me desculpa?
— Só se você me desculpar.
— Eu só quero que você seja feliz, majestade; — Regina sorri;
— Eu vou ser. Nós vamos, caçador! — Graham abre um sorriso largo; depois morde seu lábio inferior;
— Devo começar uma nova caça?
— Eu acho que você já encontrou sua presa; — ele arqueia uma de suas sobrancelhas, entendendo o que a morena estava insinuando;
— Ela é ótima! — os dois sorriem; — você já conversou com Robin?
— Decidi dar um tempo. Estou confusa; preciso de férias;
— O que você acha de Paris?
— Paris? Não é um bom lugar para se estar sozinha;
— Eu vou com você!
— O que?
— Uma despedida; — Regina se aproxima de Graham;
— Você acha que depois dessa viagem, nunca mais vai me ver?
— Claro que vou! — ele ri; — mas vamos recomeçar; quando voltarmos de lá, cada um para um lado; o que o futuro nos reserva, será uma incógnita;
— Eu já disse que você é maravilhoso?
— Já! É até um toque no meu celular; — Regina revira os olhos; os dois trocam sorrisos;

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Paris...

— Qual será o seu destino? — Regina pergunta a Graham;
— O mundo! — Graham responde levantando sua xícara de café;
Os dois conversam em um bistrô, próximo a torre Eiffel;
— e você? Vai voltar ainda hoje a Boston?
— Resolvi ficar mais um dia, voltarei amanhã! — Regina fica em silêncio;
— O que foi? — Graham questiona delicadamente;
— Você não vai mesmo me contar quem é?
— Regina! — Graham repreende; — é alguém que você vai gostar;
— Eu conheço?
— Talvez...
— Me de uma dica.
— É morena!
— Não vale, conheço muitas; — Graham gargalha;
— É a Ruby!
— Sabia!
— Você não existe!
— Porque?
— Você deveria estar furiosa.
— Ela é uma boa menina;
— Vai demorar um tempo ainda até ser algo oficial, temos muito que conversar; e não quero fofocas a nosso respeito;
— Eu entendo!
— Vou dar um tempo, assim como você; viajar, conhecer outros lugares; se quando eu voltar, ela ainda me quiser; — Regina revira os olhos;
— Tudo bem, garanhão; acho bom você ir, se não vai perder o avião;
— Esse foi o melhor réveillon da minha vida! — Regina sorri;
— E esse ano vai ser esplêndido!
— Será sim! — Ele termina o seu café, limpa a boca com o guardanapo, deixa um dinheiro na mesa, e se aproxima de Regina; — Seja feliz! — ele cochicha em seu ouvido, e lhe deposita um beijo na bochecha, antes de se afastar; Regina sorri;
— Eu vou ser! — Ela suspira;

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No outro dia... Boston...

— Que susto! — Emma diz ao notar sua amiga na cadeira de sua sala;
— Pensei que estava com saudade. — Regina diz fazendo bico;
— E estava! — Ela diz abraçando a morena;- Como foi?
— Te conto tudo hoje a noite!
— Hoje a noite?
— Sim! Já falei com Mary, Zelena, Bella estará na cidade, só falta você confirmar.
— Confirmar o que exatamente?
— Uma noite das meninas, é claro! Já sei que amanhã começa a sua folga, então pensei que seria perfeito. A não ser que o capitão não deixe... — Emma semicerra os olhos em direção da amiga;
— Ele não tem que deixar; eu vou!
— Que bom! — Regina levanta-se e vai em direção à porta; — Essa noite vai ficar para a história! — Regina diz, antes de sorrir maleficamente, e sair;

Notas finais
E então, o que acharam? Já deu para começar o ano bem? Conversem comigo, estava com saudades; Para quem não sabe meu Twitter é @tefikretschmer podem conversar comigo por lá; Obs: Hades é dono de uma boate; resolvi dar um emprego a ele, e tive essa ideia inspirada na série "Lúcifer" ( muito boa por sinal! Haha) Então é isso. Qualquer dúvida, critica, elogio, já sabem. Até! :*