Quando eu acordar
22 Capítulo 22
Notas iniciais
" E mesmo que todas as noites sejam de invernos rigorosos; ou que todas as pétalas, de todas as rosas caia; e o mundo fique cinza, por uma eternidade; você será o meu Sol, o meu refúgio, Para Sempre, meu amor!"
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Regina observava Robin aproximar-se dela lentamente; com receio ele pegou em suas mãos, e a conduziu novamente ao sofá; esse simples toque, foi o suficiente para deixar ambos com os corações acelerados.
Regina e Robin se olharam por alguns segundos; não era necessário palavras para provar que ali, naquele exato momento, haviam duas almas completamente apaixonadas, no entanto machucadas; Regina se permitiu perder-se naquele imenso oceano azul que eram os olhos de Robin, e o mesmo tentava decifrar os belos olhos castanhos de sua mulher amada;
— Como você está? — Regina pergunta, quebrando o silêncio.
— Eu... — Robin fica cabisbaixo — Eu gostaria de dizer que estou bem. Mas não estou! — Regina o fita;
— Robin...
— É verdade Rê; desde que eu voltei, eu vivo essa amargura, de querer você; eu sinto sua falta!
— Eu também senti... — Regina levanta-se; — por dois anos!
— Papai! — Roland aparece no corredor, com a voz sonolenta; — Você não vai me fazer dormir? Estou cansado... — Ele diz esfregando os olhos; Regina e Robin se olham, e ela consente para que ele o faça; Roland se afasta mais das sombras do corredor, e surge na sala, arregalando os olhos; — REGINA! — Ele exclama, indo ao encontro da mulher mais velha, que o abraça com ternura; — Você voltou, eu senti tanto a sua falta;
— Eu também! Você está tão crescido; e cortou o cabelo? — Regina olha com as sobrancelhas arqueadas para Robin, que alisa os cabelos, enquanto lhe oferta um sorriso tímido; — Eu realmente amava aqueles cachos. — Regina faz bico;
— Eu deixo crescer de novo Regina, para você! — Roland diz carinhoso;
— Eu iria adorar!
— Vocês podem me colocar para dormir? — O menino pede, bocejando; Robin encara Regina;
— Eu não acho que...
— Claro que podemos! — Regina interrompe Robin;
Regina canta para Roland dormir, como costumava fazer antes de Marian acordar do coma, em suas visitas amigáveis; e como costuma fazer com Sophie; o menino logo adormece; Regina fica um momento lhe fazendo cafuné; Roland agora já iria completar seis anos; estava tão crescido; Robin observa a cena da porta;
— Ainda me admira esse teu carinho com ele... — Regina sorri; — Eu acho que você seria uma ótima mãe. — Regina empalidece; se afasta da cama de Roland, e olha profundamente nos olhos de Robin; fechando a porta por trás de si, toma a frente de Robin, em direção à sala;
— Robin, há algo que eu preciso lhe contar. Detalhes sobre a minha vida, nesses dois anos. — Robin encara Regina; ambos sentam-se no sofá; Regina respira fundo;
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Alguns meses antes...
Emma estava de férias da delegacia e decidirá passar um final de semana em Storybrook, acompanhado de Henry e Killian;
Killian e Emma, já estavam namorando por um pouco mais de um ano; após o empurrão de Regina e Ruby, eles começaram a sair quase todos os dias, e seu relacionamento tornou-se sério rapidamente; Henry ainda estava se acostumando com a ideia de ter um homem em casa; era um misto de odiar e gostar; Com a ausência de um pai, ao menos tinha alguém que lhe aconselhava. Estava na fase da adolescência e tinha muitas dúvidas, principalmente com as meninas, e Killian já havia tido muitas experiências, para a revolta de Emma;
Swan deixará os meninos na pousada, enquanto visitará Tinker; chegando lá, apertou a campainha ao menos duas vezes, até escutar alguém destrancar a porta;
— Emma? — Robin diz assustado;
— Robin? O que você está fazendo aqui?
— Tinker é uma amiga, de longa data, nos ofertou sua casa por um tempo; mas e você? Regina também está na cidade?
— Não... Ela não sai faz um bom tempo; mas, espere; você lembrou de mim? — Robin esconde suas mãos nervosas;
— Entre, a Tinker saiu, mas já vai estar de volta. — ele e Emma sentam-se no sofá, da sala principal;
— Você recuperou a memória, Robin?
— Eu... tenho alguns flashs... — mente;
— Então você se lembra da Regina? Você precisa contar para ela e...
— Não! Não posso, e nem você...
— E porque não?
— É complicado; mas acredite em mim, é para o bem dela;
— Há muita coisa em jogo Robin, você não faz ideia;
— Por favor, Emma! É um segredo meu, e eu peço gentilmente que não conte;
— Eu não vou mentir para minha amiga!
— Você não estará mentindo; só terá que aguardar o momento certo para contar; — Emma suspira;
— Tudo bem... mas eu não concordo!
— Obrigada!
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Dias atuais....
Regina encara Robin apreensiva, antes de retornar a falar;
— Eu tive, eu tenho... uma filha, e o nome dela é Sophie; — Regina diz nervosa;
— Uau! — Robin encara o tapete marrom , que estava em seus pés; — Eu não fazia ideia; você e Graham...
— Ela tem um ano e cinco meses! — Regina fala tão rápido quanto respirar;
— Já é uma grande menina; — Robin levanta-se pensativo; em alguns segundos, ele refaz as contas em sua cabeça; — Regina! — ele exclama; engole seco; Regina o encara; — Quem é o pai da Sophie? — Ele questiona suavemente;
— Você vai realmente me fazer está pergunta? — Regina resmunga baixo;
— Rê... — Robin se aproxima;
— O que você quer ouvir?
— Eu quero ouvir da sua boca quem é o pai da Sophie; — Robin diz ríspido; Regina enxuga as lágrimas que insistiam em cair;
— Quando você foi embora, eu havia recém descoberto; eu iria te contar naquela noite;
— Deveria ter contado! — Robin altera o som de sua voz;
— E o que isso mudaria? — Regina diz no mesmo tom;
— Mudaria tudo. — Robin diz quase que num sussurro; — você não podia ter me escondido isto;
— Foi você quem escolheu ir embora;
— Este não é assunto aqui!
— Não. Este é exatamente o assunto aqui. Foi você quem fugiu!
— Para tudo há uma explicação;
— Então me explique, Robin. Me explique porque você não voltou antes? Me explique porque você mentiu para mim? Quando você recuperou a memória? — Robin arregala os olhos;
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Algumas horas antes...
Regina aperta a campainha da casa de Emma apressadamente, por no menos umas dez vezes; até que sua amiga atende a porta;
— Rê; como você está? Eu sabia que você viria...
— Tudo bem se eu e Sophie ficarmos um pouco aqui? Eu realmente ainda não consigo voltar para a casa, encarar o Graham e... — O rosto de Regina logo se molha pelas lágrimas, Emma abraça a amiga, depois a acompanha até o quarto de hóspedes aonde ela deixa suas coisas e de Sophie, que estava dormindo; coloca sua filha na cama, e senta-se ao seu lado; Emma puxa uma cadeira que havia aos pés;
— Você vai falar com ele?
— Eu não sei; eu não sei como.. Eu não sei como está a cabeça dele ainda, eu tenho medo de...
— Rê... — Emma pega as mãos de sua amiga; — há algo que eu preciso lhe contar;
Emma conta tudo sobre sua ida a Storybrook, e do pouco que havia conversado com Robin;
— Quando foi isso? — Regina questiona;
— Há alguns meses...
— E porque você não me disse antes?
— Porque Robin me pediu para que não contasse.
— E você preferiu mentir pra mim?
— Eu não menti!
— Você só me escondeu este pequeno fato;
— Eu estava protegendo você! — Emma exclama nervosa; — Você tinha recém se acertado com Graham, e estava feliz; e Robin não queria te ver; — Aquelas palavras atingiram Regina; — me desculpe por tentar ser uma boa amiga, que só queria te ver feliz. — Regina suspira;
— Me desculpe! — Regina pede com a voz rouca;
— Eu acho que já passou da hora de vocês conversarem; porque essa birra, ou sei lá o que entre vocês; vai somente machuca-los ainda mais; e a maior prejudicada nisso tudo, será a Sophie; e é nela, que você tem que pensar. Vá conversar com ele! — Regina abraçou a amiga; e a obedeceu; deixando Emma com Sophie, Regina foi ao encontro de Robin;
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Neste exato momento....
— O que você...
— Emma! — Regina exclama;
— O que ela lhe disse...
— É verdade? — Robin abaixa a cabeça; — Quando você recuperou a memória? — Robin respira fundo;
— No dia em que eu fui embora. — Robin diz rapidamente;
— E porque você voltou agora? — Robin olha nos olhos de Regina;
— Porque eu amo você! — Robin diz com os olhos marejados; Regina sente-se derrotada; era a primeira vez em que ele dissera isso;
— Então porque você foi embora? — Ela diz com a voz rouca;
— É complicado;
— Complicado? Eu estou cansada de isso ser desculpa para tudo; a vida é complicada! Mas eu cansei de mentiras;
— Rê... — Robin tenta se aproximar, mas Regina recua;
— Se você realmente quer uma segunda chance minha e de Sophie, eu quero a verdade; sem desculpas; sem meias palavras; eu quero saber a história inteira, Robin; Eu preciso entender tudo isso. — Robin respira fundo;
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Próximo capítulo..
"...a casa estava pegando fogo. Eu não sabia o que fazer! Tudo o que me importava era manter o meu Filho a salvo...."
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