Quando eu acordar
19 Capítulo 19
Notas iniciais
Robin precisava tirar Regina de sua vida, e agora, novamente, o amor verdadeiro lhe estaria negado.
Ela o fita, e por segundos, que se passavam tão lentos, a tristeza ecoava no peito de Robin; ele se aproxima dela, e a olha tão profundamente, que a alma de sua amada poderia ser vista em seus olhos; ela sorri;
— Rê! — Robin fica cabisbaixo; — Eu preciso que vá embora! — Ela o observava agora em silêncio;
— O que houve? — Ela pergunta com a voz falha; e com pesar, ele prossegue;
— Isso tudo, é muito confuso. Eu gosto de você, eu realmente gosto; — "eu te amo", ele pensa; — Mas não lembro de nada; — mente; — e por mais que me digam, na minha cabeça, essa não é a minha vida; eu quero meu filho de volta, minha casa, minha esposa; — Regina limpa a lágrima que estava a escorrer; — Eu quero...
— Tudo bem! — A morena interrompe; — Eu vou pegar minha coisas;
Enquanto Regina se arrumava para partir, o coração de Robin se despedaçava; Agora que recuperará sua memória, e que Marian havia ido embora, seria o melhor momento para finalmente ser feliz com Regina; Mas Robin conhecia Jekyll e Hyde, e sabia que mantê-la afastada era o melhor a se fazer;
Regina passa por Robin, sem conseguir olhá-lo, antes de abrir a porta, deposita uma de suas mãos sobre a barriga, respira fundo, e o fita uma última vez;
— Adeus! — Ela diz; e por um momento, ela pode jurar que Robin não queria que ela fosse, quando uma lágrima se pôs a cair;
— Adeus! — Ele responde finalmente; e naquele instante, ambos sabiam, que essa seria a última palavra, a última troca de olhares.
Regina se foi; O amor nem sempre vence!
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Dois anos depois; dias atuais;
Regina estava sentada na varanda da mansão Mills, enquanto esperava pelo jantar que Graham havia planejado; perdida em seus pensamentos nem notará que estava sendo observada; Graham estava encostado na porta admirando sua amada, que sorria involuntariamente enquanto olhava a lua, que estava tão brilhante;
— Posso saber no que tanto pensa? — Ele a trás de volta; Ela sorri;
— Nada demais! — Ela diz suavemente; — Estava somente admirando a lua, com toda sua magnitude; pensando em como Ela e o sol, mesmo separados, ainda desenvolvem maneiras de se encontrar; e é tão lindo esse amor, tão verdadeiro;
— Almas gêmeas tendem a ficar juntas! — Graham completa; Regina fica cabisbaixa; pensará em alguém em que ela lutava consigo mesmo todos os dias para esquecer;
— Sim! — Ela diz simplesmente; — Vou procurar a Sophie, deve estar enlouquecendo a Emma; — Ela lhe da um beijo suave, e segue ao encontro de sua filha;
Sophie estava agora com um ano e cinco meses; loira, dos olhos castanhos, carregava consigo uma beleza inigualável, era tão meiga;
— mamãe! — A pequena veio a encontro de sua mãe, que lhe abraça com ternura, antes de carregá-la no colo;
— Não sei porque tanto mistério em um simples jantar; — Regina diz a Emma; sua amiga sorri;
— Você vai adorar a surpresa! Eu aposto!
— Você sabe! — Regina exclama;
— É claro que sei; eu sei de tudo! — Regina ri;
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Um ano antes dos dias atuais...
Robin e Roland passeavam por Storybrook; a pequena cidade que nunca mudará. Robin sentia-se feliz com Roland, e pensava um pouco menos em Regina. Embora, que por milhares de vezes, ter pego o telefone, e ido em seu contato, com os dedos trêmulos para ligar, não lhe fazia bem;
Hoje, sentado no banco da praça com seu filho, novamente ele estava nesta situação, no entanto, não iria ligar para ela, e sim deletar da sua vida, toda e qualquer lembrança que tivera de Boston, ou de Regina; ele precisava, para seguir em frente.
TinkerBell se aproxima, colocando as mãos sobre os olhos de Robin, lhe fazendo sorrir.
— Eu sei que é você Tinker! — Robin afirma.
— Isso não vale, minhas mãozinhas me denunciam.
— Quem mandou ter mãos pequenas; — Robin ri. Ela lhe faz careta;
Tinker percebe que Robin estava cabisbaixo;
— Ligar ou não ligar, eis a questão...
— A questão não é mais essa Tinker. Eu preciso esquecer a Regina. Eu nunca poderei voltar para lá; Ela também já seguiu a vida dela, eu realmente preciso seguir a minha;
— Ela só seguiu, porque você tem medo; eu realmente conheço minha amiga, e se ela soubesse...
— Ela não pode, e você sabe porque; — Tinker pega nas mãos de Robin;
— Você que sabe; eu realmente cansei de tentar te ajudar, você não vai mudar de ideia; mas eu estarei aqui, independente da decisão que tomar; — Ela levanta-se, e faz gestão de ir embora, mas Robin a segura;
— Obrigada! Por tudo! — Tinker apenas sorri; Robin guarda o celular no bolso.
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Dias atuais...
Após alguns minutos, todos os convidados já estavam na mesa; Graham se levantará e chamará atenção de todos com uma leve batida na taça; após todos os olhares estarem para si, pede para que Regina levante;
— Bom, alguns já fazem alguma ideia do porque desta reunião familiar, e entre amigos; confesso ter planejado isto por um longo tempo, queria tudo perfeito; — Ele sorri para Regina; — Algum tempo atras, eu não poderia imaginar, ser possível tamanha felicidade. Mas, com Regina e Sophie, eu só cheguei à conclusão, de que eu quero ser feliz a minha vida inteira; e é por isso meu amor; — Ele pega nas mãos de Regina e se ajoelha; olhando-a nos olhos, ele prossegue; — Que eu lhe pergunto, com todo meu amor, se você aceita se casar comigo? — Regina sorri, ainda absorvendo a pergunta; A companhia toca, distraindo-a; e se repete o som, por três vezes seguidas, até Emma resolver levantar-se.
— Por favor, não responda nada antes de eu voltar, não quero perder este momento; — Todos riem; Graham revira os olhos; Emma abre a porta para receber o convidado atrasado; mas cambaleia ao notar o mesmo lhe tomando a frente, Emma tenta o parar, mas é inútil; o homem passa por ela em direção à Sala, onde todos estavam reunidos;
— Regina! — Ele chama; todos olham para a porta quando escutam o som; Regina empalidece;
— Robin?
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