Quando eu acordar

16 Capítulo 16


Notas iniciais
Olá meus queridos leitores! Não demorei muito dessa vez, viram? Haha :3 A fic já tem 2000 acessos; :D isso me faz tão feliz! Me inspirei no livro Para sempre, ao escrever este capítulo; SPOILER :x Bem, sem mais delongas, vocês devem estar ansiosos; aqui está! Aproveitem! Boa leitura! :*

Robin estava inconsciente; Leroy era quem dirigia o caminhão; ao reconhecer o carro de Robin, liga imediatamente para a emergência.
A ambulância chega rapidamente;
Leroy liga para João pequeno;
– Alô — João atende;
– João, oi, é o Robin, ele....
– Alô? Leroy? A ligação tá falhando!
– O Robin, avisa a Marian, ele sofreu um acidente... — a ligação cai;
Leroy não sabia dos últimos acontecimentos, Marian havia ido embora; Sem saber para quem ligar, João pequeno, pega Roland e vai em direção ao hospital; Leroy havia ficado na estrada por conta do acidente; João procura por informações;
– Titio, o que houve? Porque estamos aqui? — pergunta Roland inocente;
– O seu pai... — São interrompidos pelo médico;
– Alguém aqui é parente do Robin de Locksley? — o Doutor grita;
– Eu... sou amigo dele; — João vai em direção ao médico;
– Qual o seu nome?
– João, João pequeno;
– Bem João, sou o doutor Whale! o seu amigo bateu a cabeça, e os ferimentos são graves, ele sofreu uma fratura no crânio, chamado de hematoma epidural, descoberto após a radiografia, não sabemos até onde isso poderá afeta-lo, ele ainda está inconsciente; Será necessário fazer uma cirurgia; — João absorvia todas as palavras do médico com seriedade;
– Claro, claro;
– Quero que entenda, que é uma cirurgia muito arriscada, pode afeta-lo de diversos modos, ele pode nunca mais voltar a andar, mexer as mãos, ou até mesmo perder a memória, os sintomas só serão visíveis após a cirurgia, pois ainda não sabemos a extensão da lesão;
– Eu entendo! — Roland que estava ao lado de João, prestava atenção em cada palavra, sem interromper. Não entendia muito bem o que se passava, mas sabia que seu pai não estava bem;
– Ele tem algum parente próximo? — pergunta o médico;
– Não! Seus pais faleceram, há tempos!
– Compreendo; vou precisar que o senhor assine os papéis de concordância, tendo em vista os riscos;
– Claro, claro, só façam tudo que for possível para que ele fique bem;
Apos assinado os papéis, deu-se início a cirugia; João pensou em avisar Marian;

–------------"

Marian estava no aeroporto, fugindo para qualquer lugar que fosse longe dali, resolveu ir para o Brasil, tinha uma amiga que morava lá, e seria um ótimo esconderijo; aguardando o embarque, ela avista Regina;

–------------"

Algumas horas antes...

Regina entrou em seu carro, com o rosto molhado pela lágrimas que já estavam a escorrer; pelo retrovisor notava Robin ainda parado, se afastar mais a cada segundo;
Regina chegou em casa, e colocou a bolsa sobre a mesa, foi em direção ao seu quarto, sentou-se na cama, e começou a lembrar de todos os acontecimentos; pensou também em ligar para Robin, pedir desculpas, e falar que vai ficar tudo bem, que ela o amava, e que poderiam enfrentar tudo juntos; mas os seus pensamentos eram muitos, e uma dor persuadiu em seu peito, ao pensar que talvez Robin não a amasse o suficiente, para deixar Marian ir embora; pois-se à chorar; seu celular toca; "Graham? " — Ela pensa;
20:35 18/09
"... Rê, já faz tempo, eu sei, venho tentado conseguir coragem, nunca quis te chatear, me desculpe, só não achei que eu seria a pessoa certa para lhe contar tudo; Emma veio conversar comigo, e entendo que queira achar a Jade; e também entendo que não queira me ver nunca mais, no entanto, quero te ajudar;" — Graham

20:40 18/09
"... Se quer me ajudar, me passe o endereço dela;" — Regina

20:42 18/09
"... Não acho que será preciso, você já a conhece;" — Graham

20:43 18/09
"... Jade Weasley?" — Regina

20:46 18/09
"...Sim!" — Graham

Regina não pensou duas vezes para começar a arrumar a mala; precisava dessa conversa o mais rápido possível;
No caminho para o aeroporto, Regina liga para Emma;
– Rê, onde você está? Sua Irmã me ligou preocupadíssima; ninguém te viu ir embora!
– Por que você não me contou da Jade?
– Eu achei que como você estava se entendendo com o Robin...
– Achou errado! Em, eu preciso esclarecer essa parte do meu passado;
– Onde você está?
– Indo para o aeroporto! — Emma fica em silêncio;
– Ok! Só se cuida tá; eu te amo!
– Também te amo Em, obrigada por me entender;

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Marian começa a pensar que para recomeçar, deve tentar arrumar todos os problemas que causou; ver Regina ali, parecia que o destino estava lhe dando a oportunidade certa;
– Regina — Marian a chama; Regina revira os olhos;
– O que você quer?
– Eu quero me explicar!
– Eu não quero ouvir! — Regina diz saindo de perto da morena;
– Eu e o Robin não temos nada, e isso já faz muito tempo; não sei o que me deu na cabeça, para fazer aquela cena, mas o Robin te ama, eu sei!
– Isso não importa mais, eu não o amo; — Marian olha para a mala de Regina;
– Se não o amasse, não estaria fugindo;
– Eu não... — o celular de Marian toca;
– alô... O Robin?.... eu não.... meu Deus... ok! — desliga o telefone;
– É claro que você o deixou; — Regina diz irônica;
– Regina, o Robin está no hospital, teve um acidente de carro, e está no meio de uma cirurgia; parece ser grave; — Regina empalidece; Sem pensar duas vezes pega sua mala, para ir ao hospital, antes de sair, olha para Marian;
– Você não vem?
– Não faço mais parte da vida dele! — Marian afirma; — Ele está neste hospital! — ela mostra o celular com um endereço;
– Obrigada!

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Ao chegar no hospital, Regina encontra João pequeno sentado em um banco, junto com Roland, que a enxerga de imediato;
– Regina! — O menino diz indo em direção a ela; João vem logo atrás;
– A Marian me falou...
– Sim, eu liguei para ela, pensei em te ligar, mas não sabia o seu número. Espera, ela te falou? — ele pergunta curioso;
– longa história; mas ela não vem! O que houve?
– Papai se machucou; — Roland diz choroso; — e não me deixam ver ele; o papai vai morrer?
– Não! — Regina e João dizem em uníssono; — seu papai vai ficar bem, os médicos vão cuidar bem dele, ok! Não precisa se preocupar, eu estou aqui com você! — Regina diz sentando-o no banco; João a chama pra longe do pequeno; alguns centímetros do banco, João conta em sussurros o estado de Robin;
Após quarto horas de cirurgia, o doutor vem ao encontro dos três;
– Tivemos uma recaída, mas conseguimos conter a hemorragia, no entanto, só saberemos do resultado quando ele despertar, a cabeça é uma parte muito delicada; creio que em uma hora ele estará acordado, se puderem aguardar;
– Tudo bem, obrigada doutor! — Regina diz;
Enquanto esperavam, Roland adormece no colo de Regina; passado alguns minutos, Whale os chama novamente;
– Se puder ir um de cada vez, ele ainda está fraco;
– Tudo bem! Vá primeiro! — João pequeno fala para Regina;
Ao entrar no quarto, Regina encontra um Robin completamente abatido, com uma faixa na cabeça; ele estava a olhar para a janela, se distraindo ao ouvir seus passos;
– Oi! — Regina fala suavemente;
– O que houve? — Robin pergunta sonolento;
– Você sofreu um acidente de carro, bateu a cabeça; passou por uma cirurgia; — Ele tenta levantar, mas é parado por Regina; — Você ainda não está bem, não se esforce tanto; — Robin leva sua mão a cabeça;
– Minha cabeça dói doutora!
– Doutora? — Regina ri;
– Ah me desculpe, você não...
– Eu...
– Quem é você? — Robin pergunta confuso; -Quem é você? — E aquela frase ecoava em sua cabeça... — ele não lembra de mim;
– Regina! — Ela diz simplesmente;
– Desculpa! — Ele a observa por alguns segundos; — Eu deveria lembrar? Cadê a Marian? — Robin pergunta confuso; Regina sai do quarto;
Ao ver Regina sair, João vem em direção a ela; Roland já estava acordado;
– Ele está bem?
– Papai está bem? — Roland e João perguntam juntos;
– Eu preciso conversar com o médico! — Regina diz passando por eles;
Após uma longa conversa com Robin, doutor Whale volta a conversar com Regina, e os outros;
– Robin perdeu a memória, e acredita estar vivendo há dois anos; ficou chamando por Marian, pensa ter estado com ela no acidente;
– É claro, ele juntou o acidente de Marian de dois anos atrás; — João conclui;
– Então ele não lembra de nada que aconteceu nesses anos seguintes? — Regina pergunta;
– Não! — Regina e João se entreolham; — Mas acredito que conversando com ele, contando-o sua história, ele possa vir a se lembrar; existem muitos casos em que se obteve a recuperação total da memória; — Regina respira aliviada;
– E quanto tempo?
– Talvez dias, meses, anos, não posso afirmar;
– Então ele pode nunca mais se lembrar? — A morena finalmente faz a pergunta que mais temia;
– Sim!
– Posso ver o papai agora? — Roland pergunta; João e Regina olham para o médico em busca de uma confirmação;
– É um bom começo; — João pega Roland no colo, e se vira em direção ao quarto;
– Você não vem? — João pequeno pergunta a Regina;
– Não sei se consigo; — ele lhe dá um meio sorriso;
João e Roland entram no quarto; o pequeno vai correndo em direção ao seu pai;
– Papai, eu fiquei com tanto medo; — Robin que se encontrava ainda deitado, abraça o filho com esforço; Robin se assusta, ao notar seu filho maior do que se lembrará; João pequeno se aproxima da cama;
– Como está?
– Cansado; é como se o resto do meu corpo estivesse dormente;
– Você nos deu um grande susto! — João coloca a mão sobre os ombros do amigo; — o médico conversou com você?
– Sim, ele me explicou sobre minha memória, mas, está tudo tão confuso; eu me esforço, mas não me lembro de nada;
– Você lembra de mim papai? — Roland fala inocentemente;
– De você eu nunca me esqueceria;
– E da Regina? — Robin olha para João;
– A mulher que esteve aqui? — Seu amigo consente;
– É papai, a Regina, é namorada do papai;
São interrompidos por um bater na porta; Regina entra no quarto;
– Roland você não está com fome? Tem uma Mc'donalds aqui perto, que tal? — João fala para tirar a criança do quarto; Regina agradece; Robin a observa; Regina pega em sua mão, uma eletricidade percorre seu corpo;
– Será que você pode me atualizar sobre a minha vida? — Regina desvincula suas mãos;
Ela começa lhe falando do acidente de Marian, do tempo em que ficou em coma; da sua vinda para a empresa, de sua sociedade, e que Marian havia ido embora;
– dois anos?
– Pois é!
– E você? É só minha sócia? — Robin pergunta recordando-se do que seu filho havia lhe contado; no entanto, pela sua confusão, não o comenta com Regina; a mesma fica cabisbaixa; Robin faz força para levantar; Regina o ajuda; ele pega em sua mão;
– Prometo que vou lembrar! — Regina sorri; — Preciso ir ao banheiro; — Robin se apoia em Regina, mas ao firmar os pés no chão, ele cai; — Eu não sinto minhas pernas!

Notas finais
E então? Por favor, não me matem! Haha Quanto a Marian, ainda há relatos da história dela a ser revelados, não é mesmo? Não se preocupem, logo; O passado de Daniel, Graham, muita coisa irá acontecer ainda; Comentem meus queridos! Até! :*