Quando a Fraqueza se Torna Força
2 À procura de forças
Notas iniciais
"Kamus achou melhor deixar Hyoga fazer o que quisesse. Detestava quando não podia ajudar seu filho, sentia-se inútil. Mas Hyoga também era muito teimoso, isso não ajudava. Apagou a luz e deitou-se, estava cansado. Dormiu."
Hyoga passou a noite toda acordado, segurando a mão de sua mãe. Só conseguiu dormir um pouco antes de Kamus acordar. Ele acordou e começou a se arrumar, com o barulho, acabou acordando Natássia.
- Kamus? O que está fazendo acordado há essa hora? Você não ia tirar a semana de folga?
- Sim, mas tenho que resolver algumas coisas ainda hoje. Só vou ficar fora agora de manhã, passarei à tarde em casa.
- Hyoga passou a noite toda aqui?
- Provavelmente, sabe como ele é teimoso.
- Eu preocupei vocês, não é?
- Sim, mas agora está tudo bem.
- Kamus, coloque Hyoga aqui do meu lado. Do jeito que ele está, vai acabar acordando com o corpo todo dolorido.
- É, parece que ele não vai à aula hoje, deve estar muito cansado. Kamus pegou Hyoga no colo e o deitou na cama ao lado de Natássia.
- Bem, estou indo.
Kamus deu um beijo em Natássia e saiu. Natássia ficou observando Hyoga. Como ele havia crescido, estava ficando cada vez mais bonito. O tempo passou tão rápido, antes Hyoga era só um garotinho manhoso que pedia colo toda hora e, agora, era um adolescente responsável e atencioso. Natássia sentia orgulho de Hyoga. Ele se tornou um jovem de grande coração, que sempre pensava mais no bem dos outros que consigo mesmo. O amava com todas as suas forças. Queria poder estar presente na sua formatura, no seu casamento e em outras ocasiões especiais. Sentiu-se culpada. Hyoga, apesar de tudo, ainda era um adolescente e precisava dela. E ela o abandonaria logo em uma fase tão difícil da vida como a adolescência. Tocou em seu rosto numa carícia suave. Parecia um anjinho. Seu anjinho que cuidou com tanto amor e carinho. Maldita doença. Não queria nem imaginar como Hyoga reagiria depois que ela morresse. Se ao menos ele não fosse tão apegado a ela, ele não sofreria tanto. Natássia não gostava de ver seu filho sofrendo, era desesperador, pois não podia fazer nada. Sabia que Hyoga não estava preparado para enfrentar sua morte, mas teria que confiar nele.
Não sabia dizer quanto tempo ficou ali admirando Hyoga, quando se deu conta o sol já brilhava forte no céu. Sentiu Hyoga acordando de repente, parecia preocupado.
- Eu dormi? Que horas são?
- Sim, você dormiu. Já é bem tarde. — Natássia pegou o relógio que estava em cima do criado que estava ao lado da cama. — São 11h30min.
- Isso tudo? Eu dormi demais! Nem à aula eu fui. Quanta irresponsabilidade.
- Eu agradeço por isso. Você ficou aqui do meu lado a noite inteira, fico feliz em saber que você se importa tanto comigo.
- Eu amo você! Faria tudo para vê-Ia feliz.
Natássia deu um beijo no rosto de Hyoga.
- Preciso fazer o almoço! Onde o papai foi?
- Ele disse que precisava resolver algumas coisas na empresa antes de tirar a semana de folga. Disse que voltará para o almoço.
- Nesse caso já estou atrasado.
Hyoga levantou-se e saiu do quarto. Estava muito cansado, passou a noite em claro e não dormiu muito bem agora pela manhã. Teve pesadelos. Era melhor parar de pensar nisso, ainda tinha muita coisa para fazer.
Depois de um tempo, Hyoga terminou de fazer o almoço e, logo depois, seu pai chegou.
- Que cheiro bom! Estou morrendo de fome.
- Terminei de fazer o almoço agora. — Disse Hyoga na porta da cozinha.
- Boa tarde meu filho.
- Boa tarde, pai. Você vai ficar aqui o resto da tarde?
- Sim, digamos que minha folga começa agora.
Kamus foi para o quarto, deu um beijo em Natássia. Hyoga entrou logo depois com um prato de comida na mão.
- Aqui está mãe.
- Obrigada meu filho. Você não vai comer não?
- Só um pouco, não tenho fome.
- Vai acabar ficando doente. — Disse Kamus.
- Tudo bem, não se preocupem.
Hyoga saiu do quarto para servir-se. Depois do almoço, Hyoga, Kamus e Natássia conversavam no quarto. Quando a campainha toca. Hyoga foi atender.
- Eiri? O que faz aqui?.
- Eu vim lhe passar o dever de hoje e também vim te ver. É que... eu... fiquei preocupada por você não ter aparecido... e... eu... — Eiri estava muito corada. Hyoga deu-lhe um beijo.
- Obrigado por se preocupar. Por favor, entre.
Eiri entrou e Hyoga a encaminhou até o quarto, onde Kamus e Natássia estavam. Eiri ficou sem graça, não estava acostumada a ver os pais de Hyoga. Sempre que os via era por pouco tempo.
- Olá Eiri! Como você está? — Perguntou Natássia com um belo sorriso no rosto.
- Be... bem... e a senhora? — Eiri ficou ainda mais corada. Só agora percebeu como a mãe de Hyoga era linda. Hyoga teve a quem puxar.
- Por favor, não precisa me chamar de senhora. Eu não pareço tão velha assim, pareço?
- Nã...não... de forma nenhuma... você é muito linda e... — Eiri estava quase ficando azul.
- Obrigada. — Natássia sorriu, achou engraçado o nervosismo da garota.
- Boa tarde Eiri! — Disse Kamus.
- Bo... boa tarde senhor Kamus.
- Não me chame de senhor, quanta formalidade.
- Des... desculpe.
- Vocês dois não percebem que estão deixando ela sem graça? — disse Hyoga.
- Ora, não tem motivo para ela se sentir assim. Você é muito bem vinda entre nós. — Disse Natássia.
- O... obrigada. Bem, eu vim aqui... só par ver o Hyoga... então... eu já vou indo.
- Não! Fica um pouco. — Disse Hyoga.
- Mas é que...
- Por que não passa essa tarde conosco? Vamos conversar um pouco. Eu quase não lhe conheço. — Disse Natássia.
- Por favor. — Disse Hyoga.
- Tudo bem. Eu fico então.
Eiri passou a tarde toda na casa de Hyoga. Eles conversaram bastante. Depois de um tempo, Eiri se acostumou e a conversa ficou mais tranqüila. Natássia se apaixonou com Eiri. Ela era a garota ideal para seu filho. Hyoga tinha bom gosto.
Passaram uma tarde muito divertida. Kamus gostava de fazer perguntas indiscretas para deixar Eiri e Hyoga sem graça. Mas Natássia sempre defendia os dois e, no final, quem ficava sem graça era Kamus. Foi uma tarde tranqüila. Já quase à noite, Eiri precisava ir embora.
- Eu lhe acompanho. — Disse Hyoga.
- Obrigada. Tchau! Vemo-nos em breve!
- Foi muito bom lhe conhecer. — Disse Natássia.
Eiri e Hyoga saíram. Andavam devagar sem trocar nenhuma palavra. Até Hyoga parar e abraçá-la.
- Que tal nós dois passearmos um pouco?
- Mas já é tarde, eu tenho que voltar para o orfanato.
- Depois você volta. Vamos dar um volta por aí, só nós dois! Faz tempo que não fazemos isso.
- Tudo bem, mas só um pouquinho. Já escureceu e o tempo está esfriando.
Hyoga a beijou.
- Vou levá-la a um lugar que nunca mostrei para ninguém.
Hyoga puxava Eiri pela mão. Correram durante um tempo. Foram até um parque da cidade.
- Você já me trouxe aqui. — Disse Eiri.
- Sim, mas não é aqui que quero lhe mostrar.
Hyoga continuou puxando-a. Entraram na mata, era proibido. Eiri não estava gostando nada disso. De repente Hyoga virou-se para ela. Seus olhos brilhavam.
- Feche seus olhos, é surpresa.
- Não estou gostando disso Hyoga. Vamos voltar.
- Confie em mim!
Eiri achou melhor não contrariá-lo, pois poderia deixá-lo magoado. Fechou os olhos e deixou Hyoga lhe guiar. Hyoga parou.
- Pode abrir.
Eiri obedeceu e ficou surpresa. Era lindo!Havia uma nascente no meio de toda aquela mata, formando um lago de águas cristalinas. A lua era refletida no lago, deixando-o ainda mais belo. Seus olhos brilhavam, estava maravilhada. Não sabia que tinha um lugar tão lindo assim na cidade. Olhou para Hyoga, naquele lugar ele parecia ainda mais lindo. A luz da lua batendo em seus cabelos dourados, deixando-os brilhantes. Seus olhos também brilhavam e pareciam dois diamantes puros. Hyoga virou-se para ela e sorriu. Eiri também sorriu.
- Descobri esse lugar quando era criança. Perdi-me do meu pai e acabei achando esse lindo lugar. Desde então venho aqui para apreciar a natureza. Nunca mostrei esse lugar a ninguém, você é a primeira.
Eiri corou violentamente. Hyoga sorriu, adorava quando Eiri ficava envergonhada, ficava ainda mais linda. Aproximou-se dela e a beijou. Eiri sentiu-se muito bem. Sempre ficava reconfortada nos braços de Hyoga. Ainda era muito jovem, mas já sabia o que era amar. E sentia que esse sentimento era recíproco. Parecia que tinham sido feitos um para o outro. Era como se eles se completassem. Separaram-se.
- Eiri, eu amo você! Quero ficar com você para sempre!
- Eu também Hyoga!
Sentaram-se na grama e ficaram lá, observando a lua, abraçados. Estavam se sentindo muito bem. Hyoga esqueceu-se de seus problemas por um instante. Tudo que via na frente eram a lua e sua linda namorada. Queria viver assim, sem problemas. Mas sabia que aquilo era temporário, por isso queria aproveitar ao máximo.
Passaram-se mais ou menos duas horas. Já estava tarde, então seguiram para casa. Hyoga deixou Eiri no orfanato e voltou para casa. Encontrou seu pai e sua mãe assistindo um filme no quarto, deitados na cama. Achou melhor não incomodar. Foi tomar um banho. Ficou um bom tempo debaixo do chuveiro, como se aquilo levasse todos os seus problemas ralo abaixo. Saiu do banho, colocou seu pijama e foi para a cozinha comer alguma coisa. Comeu e foi para seu quarto fazer o dever que Eiri havia trazido. Fez tudo bem rápido, estava fácil. Foi para o quarto dos pais. Ainda estavam assistindo o filme.
- Com licença, posso entrar? – Disse Hyoga abrindo a porta.
- Você demorou. — Disse Natássia.
- O que estava fazendo, hein? — Perguntou Kamus com um sorriso sacana no rosto.
- Pode tirar esse sorriso bobo da cara. Só estávamos passeando, só isso! — Disse Hyoga levemente corado.
- Sei. — Kamus estava sendo irônico.
- Deite-se aqui com a gente! Estamos assistindo um filme qualquer.
- Um adolescente de 15 anos deitado com seus pais, não acha que ele já é bem grandinho para isso? — Kamus estava só brincando.
- Não precisa mãe, vou para meu quarto.
- Eu estou brincando Hyoga! Pode vir aqui.
- Não, não precisa. Além do mais, não quero atrapalhar. Boa noite!
Hyoga saiu do quarto. Natássia bateu no braço de Kamus.
- O que?!
- Viu o que você fez?
- Eu estava brincando, ele que é muito manhoso.
- Você sabe que Hyoga não está fazendo manha.
Kamus suspirou, sabia por que Hyoga estava daquele jeito.
Hyoga deitou-se em sua cama com o rosto virado para o travesseiro. O dia tinha sido legal, mas não conseguia tirar sua mãe da cabeça. Sentia um aperto no peito toda vez que pensava em sua vida depois que essa semana acabasse. Estava dando o melhor de si para deixar sua mãe feliz. Estava fazendo um esforço quase sobre-humano para não chorar na frente de sua mãe. Sabia que estava sendo fraco, mas tudo isso foi rápido demais. Não estava preparado emocionalmente para encarar a morte de uma pessoa tão querida. Se pudesse daria sua vida para que sua mãe vivesse, mas não era possível. Pelo menos tentaria fazê-la feliz. Era o mínimo que poderia fazer. Chorou novamente. Como amava sua mãe. Queria poder estar com ela para sempre. Por que ela tinha que partir tão cedo? Será que essa morte tinha algum objetivo? O que fez de errado para passar por isso? Chorava cada vez mais. Não queria que a semana acabasse nunca. Queria morrer junto com sua mãe, assim poderia viver ao seu lado para sempre. Balançou a cabeça, não podia pensar nessas coisas. Sua mãe queria que ele vivesse e fosse feliz, faria isso.
Levantou-se, talvez pudesse se distrair para tirar esses pensamentos da cabeça. Limpou suas lágrimas. Ligou a luminária de seu criado e sentou-se para ler algum livro. Pegou um livro qualquer e começou a ler. Era um drama, fechou logo em seguida. Não podia ler um drama, isso só pioraria sua situação. Pegou outro, comédia. Assim estava melhor. Começou a ler, mas não agüentou muito tempo, dormiu.
\"Estava correndo em um campo. Procurava alguém, corria muito. Avistou bem à frente uma bela figura, tinha asas de anjo. Vestia uma bata branca e estava descalço. Seus longos e lisos fios dourados balançavam com o vento. A franja tampava-lhe os olhos. Hyoga sorriu e correu ainda mais. Parecia uma distância curta, mas quanto mais corria mais se distanciava. De repente tudo ficou escuro, o belo anjo a sua frente se transformou em um demônio. O lugar onde estava se tornou um abismo profundo. Caiu.\"
- AAAHHHH! !! — Hyoga acordou susto e acabou batendo a cabeça na luminária. — Ai ai ai!! — Massageou a cabeça.
Pegou o relógio, 02h00min da manhã. Sabia que não conseguiria dormir novamente. Na noite anterior também não conseguira dormir. É; daqui para frente sua vida seria um verdadeiro inferno. Ouviu alguém bater á porta.
- Pode entrar.
- Hyoga? Está tudo bem? Ouvi você gritar. — Era Kamus.
- Desculpe, eu acordei você. E a mamãe? Acordou também?
- Não, ela tomou o remédio e apagou. Você sabe que esse remédio é muito forte.
- Sim.
- E então? — Kamus sentou-se na cama. — O que houve?
- Não foi nada demais, só tive um pesadelo. Não se preocupe comigo.
- Tem certeza? Não quer um remédio para dormir?
- Não, pode deixar.
- Filho, sempre que você precisar de alguma coisa me avise. Não quero que fique escondendo coisas de mim, senão não poderei ajudar. Não tente resolver seus problemas, sozinho.
- Tudo bem pai. Eu só não quero que você se preocupe sem necessidade.
- É para isso que servem os pais. — Kamus sorriu e levantou-se. — Vá dormir, já é tarde.
Kamus deu um beijo na testa de Hyoga e saiu. Hyoga pulou na cama. Sabia que não conseguiria dormir mais, mas não quis preocupar Kamus. Era melhor não colocar mais uma preocupação na cabeça de seu pai. Preferia sofrer sozinho.
Amanheceu. Hyoga estava com olheiras enormes, também pudera, passou a noite em claro de novo. E o pior é que teria que ir para a escola, estava tão desanimado. Levantou-se e arrumou-se. Saiu sem comer nada. Encontrou-se com Eiri e seus amigos Ikki e Mino. Ikki era um garoto de porte físico forte, alto e tinha 16 anos. Tinha cabelo curto e azul escuro. Seus olhos também eram azuis. Ele estava namorando a Mino. Mino era uma garota bonita, tinha cabelo azul também e seus olhos eram azuis quase negros. Era pequena e tinha o corpo bem estruturado.
- Hyoga? O que aconteceu com você? — Perguntou Mino.
- Nada.
- Mas e essas olheiras enormes?
- É que eu não dormi muito bem essa noite.
Ikki notou algo diferente em Hyoga. Não parecia que ele estava assim só por causa de uma noite mal dormida. Ikki era calado e sério, irritava-se facilmente e não gostava muito de se enturmar. Mas sempre foi um amigo leal e atencioso. Hyoga tinha uma amizade muito forte com Ikki.
O sinal do primeiro horário bateu. Mino achou melhor ir rápido, antes que ficassem do lado de fora.
- Vamos Eiri!
Saiu puxando a amiga. Hyoga e Ikki andavam devagar, não se importavam muito com isso, afinal, os professores sempre chegavam atrasados. Ikki resolveu perguntar.
- Aconteceu alguma coisa?
- Não, não aconteceu nada.
- Você é um péssimo mentiroso. Você sabe que não consegue me enganar.
- Tem razão, acho que você me conhece melhor do que eu mesmo. — Hyoga sorriu.
- Desembucha vai! O que houve?
- Minha mãe vai morrer daqui cinco dias.
Ikki ficou surpreso, não esperava que Hyoga estivesse passando por aquilo.
- Você vai superar isso.
- Ikki...
- Você sabe da minha história, não é? Minha mãe morreu um ano depois que meu irmão nasceu e meu pai nos abandonou. Fui parar em um orfanato depois de muito sufoco. E, para minha sorte, fui adotado por Shaka, que hoje é meu pai. Sabe, tudo isso foi muito difícil para mim. Eu ainda era uma criança e tive que ser responsável o suficiente para cuidar do meu irmão. Vou ser sincero com você, nunca superei isso. Mas você vai! Existe uma coisa muito importante que eu não tive e você tem.
- O que é?
- Pessoas a quem você possa se apoiar. Quando estamos sozinhos, não temos muita força para nos levantarmos quando caímos. Mas quando temos alguém, conseguimos nos levantar com sua ajuda e seguimos em frente. A chave para você superar tudo isso é você nunca tentar caminhar sozinho.
Hyoga ouviu tudo aquilo surpreso. Sabia que Ikki nunca falava de seu passado. Parece que a amizade entre eles se tomou tão forte, que Ikki confiava nele. E isso era raro. Ikki sofreu muito quando pequeno, por isso, não confiava em quase ninguém. Mas com o tempo aprendeu que nem todas as pessoas eram ruins, e agora tentava superar todo o sofrimento que enfrentou. Hyoga sabia que Ikki estava tentando consolá-lo e sentiu-se feliz por isso.
O dia correu sem nenhum outro transtorno. Hyoga foi para casa e passou mais um dia ao lado de sua família.
Continua...
Notas finais
Outro capítulo XD!! Drama é comigo mesmo *o*~~!! Ah... Desculpem pela divisão de capítulos! Não sou muito boa pra fazer isso ^^"!! Mas espero que a fic esteja boa pelo menos XD!!
^^v
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