Quando a Fênix não renasce.
1 Procurando por alguém.
Notas iniciais
Em uma vila de Barkem. Cidade classe 6. Cuja fama era lar de ladrões e golpistas baratos, um mago de olhos castanhos e um chapéu preto pontudo esquisito, manto cinza velho e um cajado que mais parecia uma bengala, chamado Natlas, procurava por alguém. Não sabia ao certo quem e como era. Mas tinha certeza que quando encontrasse, saberia que era quem estava procurando. Passando em frente a um bar, escutou berros e gritos.
—Reconheço essa voz... Disse Natlas pensativo coçando a longa barba.
Quando foi em direção ao bar, dois homens grandes apareceram jogando alguém para o lado de fora.
—Só volte quando tiver dinheiro o suficiente pra pagar sua conta, ruivo!
Natlas estende a mão ao jovem caído no chão com a intenção de ajudá-lo, mas ele vira a cara e se levanta sozinho. O jovem tinha cabelos ruivos com um topete chamativo, olhos cor de mel com uma cicatriz de corte no olho esquerdo e vestia uma regata preta rasgada e uma calça de seda leve.
—O que acha que está fazendo em um lugar como Barkem?
—Eu quem deveria perguntar... Ruivo?
—É assim que me chamam aqui...
—Posso saber o que alguém da instituição Arcana procura em uma cidade de classe 6?
—Olha quem diz, o que um velho acabado quer em Barkem?
—"Velho acabado"? Antigamente você tinha mais respeito por mim.
—não sou mais uma criança!
Um momento de silencio se fez enquanto os dois se olhavam.
—Enfim, preciso de uma informação, poderia me dar?
—De graça?
—Quero encontrar uma pessoa, mas não sei como ela é e nem seu nome.
—Meio impossível...
—Pago sua divida no bar.
—Encontro qualquer um! Mas primeiro, sua parte do acordo.
Os dois deram risada e entraram no bar. O bar tinha iluminação escura, todas as mesas estavam ocupadas. Ou por grandalhões cheios de tatuagens, ou por ladrões cheios de malicia no olhar. Os dois se sentaram no balcão e Natlas pagou a divida do garoto ruivo.
—Você tem que se cuidar mais Patch.
—Não me chame assim aqui!
—Ora vamos! Pare de frescura, sou seu professor.
—Ex-professor! Diga logo o que quer e vá embora!
—Está bem, está bem.
Natlas olha para frente com olhar serio.
—Já ouviu falar... Na "maçã de Sophia"?
—A maçã de Sophia? Claro que já!
Patch também olha pra frente com uma cara de pavor.
—A maçã de Sophia, a uma lenda que diz... Que uma mulher chamada Sophia era uma fazendeira linda, que plantava e colhia as melhores e mais belas maçãs de toda sua cidade. Um dia, um homem com aparência charmosa e elegante apareceu e pediu sua Mão em casamento. Ela estava feliz, pois avia sonhado com aquele momento sua vida toda. Depois do casamento, o homem tomou para ele a fazenda de maçãs, e fez de Sophia escrava. Sophia ficara triste, pois o homem só tinha interesse em suas maçãs. Então, com a tristeza de Sophia, as árvores começaram a morrer e não davam nenhum fruto. O homem abandonou a fazenda e matou Sophia. Em cima de seu tumulo, nasceu uma árvore que dava apenas uma maçã a cada 160 anos. A maçã que representava o sofrimento de Sophia.
Natlas completou o conto:
—Dizem que a maçã tem poder de curar os ferimentos mais profundos, que nenhuma magia pode curar.
Patch coloca as mãos no queixo com ar pensativo.
—Mas... Por que o interesse em uma lenda como essa?
—Não é uma lenda, a maçã de Sophia ira nascer em duas semanas.
—Serio? Aonde?
—Em Chandría.
Patch começa a dar risadas sem parar.
—Chandría? Em duas semanas? Boa sorte pra chegar a tempo. Como diz a lenda, depois que nasce, a maçã de Sophia sobrevive apenas um dia antes de apodrecer e brotar somente daqui a 160 anos.
Patch continua rindo sem parar. Então Natlas olha para baixo com um sorriso malicioso no rosto
—Você está certo... Não da pra chegar a tempo pelo caminho normal...
Patch olha para Natlas com um olhar duvidoso.
—Caminho... Normal?
Natlas olha para Patch com brilho no olhar e diz com um tom de desafio
—Sim, há outro caminho! Por esse caminho chegaremos a Chandría em 10 dias. Teremos mais quatro dias para procurar a arvore de Sophia e esperar a maçã nascer. PELA MONTANHA SMUNG!
Patch cospe a cerveja que estava na boca e diz com pavor
—Você ficou caduco por causa da idade? Essa merda é assombrada!
—Que medo é esse ruivo? Já pensou na fama que ganharia quando provar a todos que a maçã de Sophia não é uma lenda e você foi um dos que a descobriram?
—Você ta querendo me levar junto? Diz Patch com medo
—Você é um mercenário não é? Dos ruins... Mas ainda é
—E o que eu ganho com isso?
—Fama meu amigo de cabelos flamejantes! Quanto mais fama, mas trabalho... Certo?
Patch toma toda a cerveja da caneca em um gole só e diz com tom sarcástico.
—Deve ser por que estou bêbado, mas... se por acaso, nós milagrosamente conseguirmos passar pela montanha, como acha que chegaremos em Chandría? É uma cidade de classe 3, apenas os moradores podem entrar sem uma autorização.
—Não se preocupe, eu dou um jeito.
Natlas da uma gargalhada comprida, enquanto Patch fica olhando sem entender.
—A sim... Patch!
—O que é?
—Prepare suas coisas, partiremos ao nascer do sol.
—Tem certeza? E a pessoa que você estava procurando?
—Eu estava procurando uma pessoa que aceitasse se aventurar comigo... Esperava alguém forte, inteligente e atlético. Mas acabei achando você hahahaha!
—Er...
No outro dia, já com as malas prontas e indo em direção ao portão da cidade, Natlas faz os últimos preparativos em sua mochila.
—Achei que um mago só precisa-se de seu cajado, alguma água, e sobreviveria por meses.
—Lendas e mais lendas diz Natlas colocando a mochila nas costas
—Hahaha, me parece que você não é um dos melhores magos.
—Patch, mais uma dessas e espalho que a cor de seu cabelo não é natural.
—Parei, Parei...
Natlas e Patch seguem para o norte em direção à montanha Smung. Algum tempo depois, anoitece.
—Vamos parar.
—Calado.
—Vamos parar.
—Parece uma criança.
—Eu to cansado, já ta de noite, me deixa dormir vai.
—Tudo bem, tudo bem.
Natlas faz uma fogueira enquanto Patch arma as barracas. Depois de terminar, coloca dois troncos em frente à fogueira e chama Natlas:
—Natlas, pode me tirar uma duvida?
—Diga cabelo flamejante diz Natlas sentando em um dos troncos
—Eu sempre soube a classificação das cidades, mas nunca soube como elas são classificadas.
—Hum. É simples, uma cidade é classificada por sua atividade com a magia, poderio militar, e político. Cidades de classe 10 a 8 são cidades falidas, corrompidas pelo crime e sem política ou intimidade com a magia. Cidades de classe 7 a 4 são cidades digamos normais, com política e uso de magia regular, com um poder militar considerável. As cidades de classe 3 a 1 são cidades onde o uso da magia é indispensável, poder militar alto e onde ficam os governadores do País. Existem apenas Quatro cidades Classe 1 no mundo, são elas: Nothown, o país da guerra. Onde o poder militar é mais importante do que qualquer coisa. Ysomia, o país do equilíbrio. Onde se estuda a magia a fundo e tenta manter o equilíbrio no mundo. Dumerpia, o país da justiça. Onde a lei e a política reinam, e qualquer um que quebra as regras é severamente punido. E Frarje, o país nevado. Onde o gelo reina supremo em todo o país, não á lugar em Frarje que não esteja nevando. Atualmente, Frarje esta em guerra, pois a rainha morreu sem decidir qual das duas filhas ficaria com a coroa. O país esta dividido e uma batalha sangrenta pode acontecer a qualquer momento.
—Entendo, essa história as aulas de historia que você dava na instituição... Por que parou?
—Inteligente o que se faz de surdo
—O que?
—É pra calar a boca e dormir ferrugem
—Velho caduco...
--continua--
Fale com o autor