Quando Você Voltou...
2 Capítulo II
Notas iniciais
PS 1: Pessoal, não sei se ficou bom... Até porque, como eu já disse, é o meu primeiro fanfiction... Assim, comentem, por favor!
PS 2: Seguindo a sugestão de alguns leitores, aumentei o capítulo! Logo, muito obrigada por suas considerações!
PS 3: E por fim, desculpem pela demora! É que aconteceram tantas coisas esses dias que me tiraram a concentração... Fora que é final de ano, não é? Mas aí está!
Capítulo 2
POV Narrador:
Sakura caminhava apressada pelas ruas de Konoha que estavam vagarosamente despertando.
Em sua marcha, ouvia os primeiros cantos dos pássaros, ruídos e vozes provenientes de algumas casas, assim como sentia o aroma doce e agradável de café no ar.
Um vento fraco fazia oscilar as folhas das árvores. As luzes do sol, ainda tímidas, faziam imagens coloridas no horizonte. Estava um pouco frio, mas ela parecia não se importar.
Para ela, era apenas mais um dia que começava. Embora, este fosse, como ressaltara, um dia custoso, vistas suas obrigações.
Sakura havia mudado muito. Em nada lembrava aquela menina sorridente e esperançosa de outrora. Era, pois o próprio reflexo de todo o horror e sofrimento que presenciara com a guerra.
Ela se transformara em uma mulher fria e hostil que vivia apenas para seu trabalho.
Seus amigos, aos poucos se afastaram vista a rispidez e insensibilidade que ela demonstrava. Contudo, não deixavam de se preocupar com ela e se questionavam sobre a ocorrência de algo mais grave.
Na verdade, estavam certos, pois havia realmente ocorrido algo terrível, o que ela não estava disposta a compartilhar com ninguém.
Esse acontecimento fez com que ela desacreditasse na existência do amor, passando a considerá-lo apenas como um sortilégio utilizado por muitas pessoas para obterem prazeres.
Assim, ela se privava da companhia de outras pessoas, dedicando seu tempo e sua vida a seu trabalho no hospital, como chefe da cirurgia geral e professora formadora de novos médicos.
Após andar um tempo considerável, Sakura chegou ao hospital. O ambiente estava calmo, assim como quando ela o havia deixado para desanuviar seus pensamentos.
Bem diferente de alguns anos atrás, onde o caos se instaurou e ela mal conseguia prestar atendimento a enorme quantidade de feridos que adentravam o local a todo o momento...
Ela se dirige até a recepção, onde avista duas enfermeiras que conversavam tranquilamente.
Sakura: “– Então, como está tudo Naomi e Keiko?”. Disse ela com uma expressão séria no rosto.
Naomi: “- Oh!... Está tudo bem calmo Sakura san... Nenhum paciente novo adentrou as portas do hospital até o momento...
Sakura: Certo. Então, irei para o meu escritório...
Keiko: Shishou... Eu sei que não é da minha conta, mas...
Sakura: Mas o quê?
Keiko: “- Bem... Para onde você foi? Ficamos preocupadas, pois você não é de sumir assim...
Sakura: “– De fato, não é de sua conta...”. Disse Sakura colocando seu jaleco e esboçando um sorriso cínico em seus lábios. “- Mas enfim, atendendo a curiosidade de vocês eu precisava dar uma volta...”
Naomi e Keiko: “Entendemos...”
Sakura: “- Mais alguma pergunta? Posso ir?”. Perguntou de modo grosseiro.
Naomi e Keiko: “- Hai” Disseram simultaneamente um pouco trêmulas.
Sakura: “Ah, já ia me esquecendo”. Disse ela caminhando e apontando, com sua mão direita, seu isqueiro em direção às enfermeiras. Hoje chegam alguns internos novos. Assim, peça para que eles me procurem em minha sala às oito horas pontualmente, compreenderam?
Naomi e Keiko: “- Hai”.
Sakura: “Avise-os que se chegarem atrasados não serão atendidos”. Falou Sakura já fechando a porta.
Naomi e Keiko: “- Hai”.
Keiko: “Ela não mudou nada... Acho que só vem piorando conforme os anos vão passando...”
Naomi: “Sim, está cada vez mais cruel e sádica... Porém, até que hoje ela foi mais educada...”.
Ambas concordaram fazendo um sinal afirmativo com a cabeça.
Sakura, após sua breve conversa com as enfermeiras, recolheu-se a seu escritório, onde passou a examinar algumas fichas de pacientes. Ali ficou absorta até o momento que os estudantes bateram a sua porta. Ela se levantou, pegou uma prancheta em cima de sua mesa e abriu bruscamente a porta o que fez com que os estudantes, duas moças e dois rapazes muito jovens, se assustassem.
“– Sigam-me”. Disse de modo áspero.
Ela e os quatro alunos, que demonstravam estar tensos, andavam silenciosos pelos corredores vazios do hospital. Ninguém ousava falar e tampouco perguntar algo. Os únicos ruídos que se ouviam eram dos passos de cada um.
Depois de percorrerem cerca de quarenta metros entre os corredores, Sakura e os alunos entraram em um pequeno laboratório, muito escuro, constituído por uma única janela que estava coberta com uma espessa cortina escura.
De súbito, ela abriu a cortina deixando a luz clara da manhã invadir o ambiente e revelar três estantes repletas de livros, recipientes e instrumentos cirúrgicos, uma mesa grande, ao centro, com cinco cadeiras, um freezer antigo e uma maca encostada a uma parede oposta a da janela.
Sakura: “– Agora, vocês irão aprender a fazer suturas.” Disse sem esboçar nenhuma expressão, colocando fim ao silêncio. “Deste modo, alguém poderia me explicar o que é uma sutura?”.
Os alunos entreolharam-se receosos. Vendo que não obteria, de imediato, resposta, Sakura girou as orbes impaciente e então perguntou a um deles:
Sakura: “– Ninguém sabe me responder o que é uma sutura? Mas o que há com vocês, um gato comeu as suas línguas?”
“– Bem, é que... Disse um dos rapazes que era alto e tinha os cabelos em um tom de castanho avermelhado
Sakura: É o quê?
“– Nós ainda não fomos apresentados...”
Sakura: Muito bem, meu nome é Sakura e é só isso que vocês saberão sobre mim. Eu tenho três regras e acho bom que vocês as decorem, uma vez que serão meus alunos daqui para frente. Primeira regra: não me bajulem. Odeio pessoas que adulam outras visando benefícios ou vantagens. Segunda, vocês são apenas internos, a ralé, então se coloquem em seus lugares. Assim, seus deveres, além de participarem das aulas práticas comigo, são: preencherem prontuários, formulários de pacientes e fazerem exames. E terceira regra, não me acordem quando eu estiver dormindo, a menos que algo muito grave tenha acontecido. Compreenderam?
“– Sim” disseram em conjunto os alunos receosos.
Sakura: Certo, então continuando...
“– Shishou, você não quer saber os nossos nomes?” Questionou, timidamente, uma das moças que tinha um longo cabelo cor de ébano preso em um rabo de cavalo.
Sakura: “– Sinceridade, saber o nome de você não me interessa nenhum um pouco.” Afirmou secamente encarando os alunos. “Deste modo, de hoje em diante, para mim, vocês serão apenas números. Os dois rapazes serão os números ímpares, um e três e as duas moças números pares, dois e quatro. Concordam?”
“– Hai”
Sakura: Agora que estamos devidamente apresentados, pronunciou ironicamente, diga-me, finalmente, número um o que é uma sutura?
“– Err...Sutura são pontos cirúrgicos dados em peles, músculos, vasos e órgãos, com o objetivo de os manterem unidos após um ferimento ou intervenção médica.
Sakura: “– Correto, número um. Por sua resposta, vejo que andou estudando”. Expressou-se em tom de zombaria. “Pois bem, veremos se o conhecimento teórico se iguala ao da prática. Vejam, irei mostrar a vocês como se faz uma sutura de verdade”.
Sakura foi até uma das estantes, pegou uma maleta médica de onde tirou um bisturi, uma caixa de fios de sutura e uma tesoura. Sentou-se na maca, cortou com a tesoura o tecido da calça que cobria a sua perna esquerda e fez, na pele exposta, um enorme e profundo talhe com o bisturi, que segundos depois fez jorrar uma enorme quantidade de sangue para horror e espanto dos alunos.
Sakura: “– E agora”? O que fazer para controlar essa hemorragia? Perguntou sem expressar nenhuma emoção. “digam rápido ou vou ficar sem sangue daqui a pouco”.
Os alunos olhavam assustados o ferimento, sem saberem o que fazer.
Sakura: “– Já que ninguém se mexeu, vejam como se faz”!
Sakura começou a emanar um chakra esverdeado, de suas mãos, sobre o ferimento que parou de sangrar imediatamente. Mantendo a concentração, cortou com a boca um pedaço de fio de sutura e em movimentos rápidos e precisos, entrelaçando o fio de um lado para o outro, logo fechou o corte arrematando-o com um nó.
Sakura: “– Então, o que acharam dessa pequena demonstração?”. Perguntou fitando, com um olhar divertido, os alunos que estavam assustados. E sem esperar respostas, a seu questionamento, continuou. “Eu a fiz para lhes dar uma ideia do que ocorrerá em sua formação e no exercício dessa profissão. A partir de hoje vocês serão médicos e como tais, serão testados até o limite. Assim, não terão descanso e deverão aprender a lidar com situações inesperadas como essa. Bem, já que a pouco me contemplaram fazendo uma sutura, agora este é o momento de vocês demonstrarem o que aprenderam. Mas não se assustem. Vocês não farão cortes em seus próprios corpos e, tampouco, aprenderão tão cedo a manipular instrumentos cirúrgicos concomitantes com o chakra. Pelo menos de início. Para isso, separei algumas maçãs que estão ali dentro do freezer. Vão até lá e as apanhem!
Os estudantes, um a um, apanharam as maçãs e alguns instrumentos cirúrgicos dispostos nas estantes, sentando-se hesitantes a mesa.
Sakura: “– Escutem, só vou explicar mais uma vez.” Afirmou com severidade. Os pontos são iniciados por um nó, seguido de várias passadas, ora por cima, ora por baixo do tecido, sendo finalizados por outro nó. “Ou seja, o fio dessa sutura, cujo nome, memorizem, é contínua, não é cortado. Agora, frente às explicações concedidas, comecem!”.
Os jovens internos começaram a fazer, subsequentemente, várias suturas, sendo observados, ao longe, por sua mestra. Algumas vezes, eram interrompidos, sempre que Sakura notava alguma imperfeição em seu trabalho. Permaneceram ali, uma boa parte da manhã, até que uma das enfermeiras bateu a porta.
Keiko: Sakura san ... Desculpe interromper a sua aula, mas eu tenho um recado importante da hokage sama.
Sakura: “- Diga. Falou séria”.
Keiko: “– Ela solicitou a sua presença na sala dela em vinte minutos”.
Sakura: “–Sim, fale que estarei lá”.
“– Shishou, agora que você terá que sair... Nós podemos também ir? Perguntou a segunda jovem que tinha os cabelos curtos, cujo tom era castanho escuro.
Sakura: Vão, caiam fora. Disse ríspida.
Com a saída dos estudantes, Sakura, em silêncio, começou a arrumar suas coisas para sair. Soltou as longas madeixas de cabelo que estavam presas, deu alguns nós na calça cortada, dobrou e colocou em cima da mesa o jaleco e atravessou novamente os corredores e o largo do hospital em direção ao gabinete da hokage.
POV Sakura:
Sakura: “– O que me espera em sua sala hokage, não será nenhuma surpresa”
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