Quando Vem do Coração

1 Capítulo Único - Quando Vem do Coração


Notas iniciais
Olá pessoal, depois de um sumiço enorme (devido a faculdade), esses dias me surgiu essa ideia enquanto eu estava no ônibus indo para a faculdade, e eu decidi escrevê-la. Não sei o quê acho dela, mas sinto que deveria ter sido escrita e portanto irei postá-la. Não quero ofender fandom algum com ela, na verdade é uma tentativa de trazer paz nesse quesito. Então seja você Swen ou CS, seja bem-vindo e espero que gosto/aproveite! ^^

Killian estava pensativo, sentado em uma cadeira em um canto da sala.

Emma estava deitada na cama, olhar fixo no teto, também pensativa.

Ele trazia na mão o telefone. Ela tinha a mão posicionada sobre o ventre e conforme ela dedilhava onde trazia seu bebê, Killian discava os números já decorados.

Alô!— soou a voz de Mary Margaret do outro lado da linha.

— Eu sei porquê ela está assim. – soltou a frase e seguiu-se um minuto de silêncio sendo quebrado apenas pela respiração de ambos.

Killian, ela só precisa de um tempo. Foi muito traumático para ela.

— Eu sei, eu respeito. Eu só quero estar lá ao lado dela quando chegar a hora.

E estará. Emma jamais deixaria você de lado... É apenas o momento.

Como se sentisse a presença de alguém ergueu a cabeça e lá estava Emma encostada no batente da porta segurando o ventre com ambas as mãos. Ela não precisou dizer nada para que ele entendesse.

Chegara a hora.

***

Seus olhos estavam fechados, mas não era pela dor crescente que Emma sentia no ventre por estar prestes a dar a luz, era pela dor crescente que seu coração ainda carregava e agora trazia a tona novamente.

A primeira lágrima desceu quase imperceptível por seu rosto, e Killian mesmo sabendo o que acontecia nos pensamentos da loira, manteve o olhar fixo no horizonte e rumo ao hospital.

"Henry, é assim que ele irá se chamar", ela podia ouvir a voz doce de Regina dizer, enquanto era ela quem dirigia por aquela estrada enquanto a morena carregava o fruto daquele amor no ventre.

"Você nem sabe se é menino, se recusou a querer saber o sexo".

"Dizem que mãe sente".

"Nesse caso eu também serei mãe e não sei dizer o que é".

E quase deixou o choro de lado para rir, pois sentia o som melodioso da risada de Regina ecoar não só pelo carro, mas por toda sua existência.

E de repente tudo girou como o carro girara ao se colidir com o outro, e tudo escureceu como sua vida depois de ouvir aquelas temíveis palavras:

"Sinto muito, nós fizemos o possível, mas nenhum dos dois sobreviveu".

Abriu os olhos e sua mão alcançou o braço de Killian.

— Killian...

Mas nada pode ser dito enquanto o carro derrapava na pista após a colisão.

***

Emma abriu os olhos e a claridade quase a cegou. Não sabia onde estava embora a brisa fria que lhe tocava a pele fosse familiar.

A luminosidade aos poucos foi dando lugar a um campo verde e florido que podia facilmente ser confundido com um palco de conto de fadas.

Às margens do lago estava uma figura feminina, com um vestido branco e longo cobrindo a pele que Emma podia reconhecer a distância. Pele que um dia tocara cheia de amor.

— Regina? – e sua voz ecoou como se gritasse em um local fechado.

E ela virou-se com aquele sorriso que um dia fizera o mundo da loira girar, com aquele sorriso que sumira de seus dias há alguns anos.

— O que está acontecendo? Que lugar é esse? – perguntou aproximando-se.

— É onde o seu coração está nesse momento.

— Nesse momento? – franziu o cenho e rapidamente levou a mão ao ventre onde não havia mais a barriga de 9 meses. Agora se lembrava das dores do parto, do acidente. A olhou assustada. – Eu morri?

— Não. Você só precisava de um tempo.

— Eu posso te tocar? – mas o olhar da morena lhe respondia que não. – Eu sinto tanto a sua falta.

— Emma, você tem que dar amor. Todo esse amor por mim que vive guardado em você, tem de ser dado. O amor não foi feito para ser guardado, foi feito para ser vivido.

Emma sentia as lágrimas lhe descendo pela face embora ao tocar o rosto elas não estivessem lá.

— Vai ser um lindo menino. – as íris castanhas brilharam em contraste com a luz do sol.

— Você sempre vai ser o grande amor da minha vida.

Mas Emma já não via mais o sorriso perfeito da mulher que tanto amou. Agora a luz que ela via era artifical e acompanhada pelo olhar desesperado de Killian.

***

Killian entrou no quarto e a loira segurava nos braços o bebê, ao vê-lo sorriu e estendeu-lhe a mão pedindo para se aproximar.

— Você ia me dizer algo antes de tudo acontecer.

— Eu ia dizer que ele podia se chamar Henry, se você gostar.

E Killian lhe respondeu que sim com um sorriso, antes de beijar-lhe a testa e abraçá-la. E o sorriso surgiu no rosto de Emma, mas aumentou quando sentiu aquela brisa fria e familiar acariciar-lhe não somente a pele, mas o coração, mostrando que ela podia recomeçar.

Notas finais
Quem me conhece sabe que meu coração é Swen, mas ainda assim optei por fazer tudo nessa ordem, pois eu sou muito dramática sim AUHSAUHSA e porque eu acho que de outra maneira não faria sentido pra mim, não seria aquilo que eu planejei. Não deixem de me contar o quê acharam, e se vocês são Swens ou CSs, ok? Obrigada e deixem reviews! ♥
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!