Quando Rorschach Encontra A Paz...
8 Capitulo 8
Diário de Rorschach. 19 de setembro de 1985. 19h09min. Guardei meu rosto. E se esse negócio for pessoal? E se Veidt a chateou e ela esteja simplesmente querendo se vingar? Por outro lado ninguém monta uma história baseado no nada, as coisas que ela me disse são absurdas demais para que ela possa ter inventado tudo. Talvez ela tenha apenas distorcido as coisas, mas mesmo assim a coisa é ruim.
Nina anda em direção a cafeteria que saiu da primeira vez que a reencontrei. Eu a sigo, mas alguém tromba em mim e em apenas um segundo ela sumiu. Eu olho ao redor em sua busca, mas não a encontro.
— Uno, dos, tres Walter. — sussurra a voz feminina em minha orelha.
Viro-me assustado. Como?
— Você!
— Ah, por favor, no se faça de asno, usted tem me seguido desde mí encontro com Jacob. — diz ela divertida.
— Jacob?
— Esqueça, ele es só un cara do trabalho.
— O que você esta fazendo aqui?
— Como assim? Walter vai dizer que no estava me seguindo?
A ela eu me rendo.
— Como me reconheceu?
— Usted no mudou mucho desde que éramos niños, esta bem mais magro, mas continua o mesmo.
— Mas você, mudou bastante.
— Como assim?
— Quando éramos crianças você era tão linda que eu não pensei que pudesse melhorar, mas você adora provar o quão errado eu sempre estou.
— Oh isso é tão lisonjeiro. Venha, vamos tomar un café do jeito antigo.
Ela segurou minha mão e me levou até a cafeteria.
O ambiente era tranquilo e acolhedor, não é atoa que ela frequenta este lugar.
— Então conte-me o que tem feito nesses anos todos?
— Não muita coisa, apenas sobrevivendo.
— Sobrevivendo? Que tal viver? — sugere ela animada.
— No mundo em que estamos todos apenas sobrevivemos.
— Nossa que sombrio. Usted no era assim, aconteceu algo pior?
— Não. Mas conte-me sobre você, sempre foi tão interessante borboleta.
— Olha hoje usted tirou o dia para me elogiar? Faz tanto tempo que no recebo elogios sinceros sem segundas intenções. Borboleta, não tinha me dado conta do quanto eu senti falta de ser chamada assim, pela sua voz.
— Você esta morando aqui na cidade?
— É, voltei para a “cidade maravilhosa”. Estoy trabalhando de secretária para Adrian Veidt.
— Nossa ouvi dizer que ele é irresistível.
Ela riu até lágrimas saírem de seus olhos.
— Esta cheio de graça hein? — ela respirou fundo e se acalmou. — No. Para mí Adrian Veidt es totalmente nocivo, egocêntrico, ele acha que porque es rico y inteligente y um
símbolo pode decidir o destino da humanidade, sem contar a fixação dele por Alexandre o Grande, ele no passa de un menino mimado que acha que é Deus.
— Nossa, deve ser horrível trabalhar para alguém assim.
— Sabe, tudo bem ele ser um cretino, sério, a maioria dos homens são então tudo bem, mas ele es un super cretino! Manipular as pessoas para que contribuam com o seu jogo apocalíptico alegando o bem da humanidade, justificando milhares por bilhares.
— Não estou entendendo.
Ela suspirou.
— Nada, desculpe yo no devia encher sua cabeça com essas coisas, de qualquer forma já tem uma alma boa disposta acabar com os planos de Veidt usted no precisa se preocupar.
— Alma boa?
— Walter...
— Sim.
— Nada. Talvez yo precise de usted no futuro, só esteja lá para mí ok? Usted es tudo o que me
restou neste mundo deturpado, es mí única luz velho amigo.
Sou a única luz?
...
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