Notas iniciais
Desculpem pelo atraso, de novo... É que não me sinto muito motivada a continuar essa história mas vou sim continua-la. Obrigada a todos que acompanham, eu nao seria nada aqui se nao fossem voces.

Era o aniversário de casamento de Jorge e Luíze, eles estavam completando dois anos de casados. Jorge havia feito reservas em um hotel fazenda que ficava localizado em uma cidadezinha do interior, havia preparado tudo em segredo para fazer uma surpresa para sua esposa, Luíze. No dia do aniversário Jorge insistiu para que Luíze fizesse uma trilha com ele, como era um dia de verão quente ela estava desanimada em subir aquele morro alto sem saber se valeria a pena.

- Querida, vai ser muito divertido! A trilha, a paisagem, nós dois sozinhos lá em cima... - Jorge, está muito quente, desculpe. — Ele olhou para o chão com cara de desapontamento, a cara que ele sempre fazia quando ficava magoado, uma cara de cachorro sem dono.

- Está bem, eu vou com você então, mas espero que a vista seja linda.

Jorge conveceu Luíze a vestir seu biquine novo e juntos subiram o morro pela trilha. Ao chegar no fim da trilha Luíze percebeu porque ele queria leva-lá até o topo. A paisagem era de tirar o folego, havia uma cachoeira maravilhosa e uma grande árvore que proporcionava uma grande sombra em cima de uma toalha com uma sexta de piquinique.

- Você preparou isso, ah como eu te amo Jorge. — Ela beijou ele apaixonadamente.

Os dois sentaram em baixo da árvore conversaram e fizeram amor, foi lento e apaixonado. Mesmo depois de dois anos, o casal parecia ser casado á decadas, mas com um amor de adolescente. Depois nadaram na linda cachoeira e almoçaram em baixo da árvore grande. Os pássaros cantavam e aquele melodia parecia embalar Luíze como em uma trilha sonora. Ela queria ficar ali para sempre, queria parar aquele momento e viver com Jorge ali. Viver em cima daquele morro como se a paz fosse sua vizinha e amiga achegada, mas a realidade do momento chegou e Luíze acordou da sua lembrança do passado.

- Óh querida, eu achei... achei que você poderia... poderia... — Luíze estava com a cabeça no colo de Jorge e ele chorava em cima dela.

- Mãe, nós estavamos tão preocupados com você, a Dra. Kane ajudou muito, mesmo depois de... — Lucas olhou para Karen com um olhar apreensivo e voltou-se para a mãe — depois do que aconteceu com a irmã dela.

-Mas o que aconteceu, por que estou deitada... Onde estou? — A cabeça de Luíze estava rodando.

- Querida, nós estavamos na fazenda da irmã de Karen, então ela foi até o celeiro e depois vários carnivoros apareceram... eles surgiram de trás da casa, alguns pegando fogo. Você atirou em alguns, e eu matei uns dois com um machado... — Era difícil falar, Jorge estava muito nervoso — Então, você caiu. Tinha subido em cima de... de sei lá o que e caiu, você bateu a cabeça e desmaiou. Havia muito sangue, depois saimos de la correndo, a irmã de Karen não veio junto, ela... Bom, não sabemos, ela... — Jorge foi interrompido por karen.

- Ela simplesmente entrou na casa em chamas. — Karen estava com os olhos inchados de chorar. — Provamente estava transtornada porque o marido dela foi comido vivo. — Por mais que Karen estivesse com os olhos inchados de chorar e visivelmente abalada, suas palavras eram duras.

- Sinto muito, por mais que eu não conhecesse ela, tenho certeza que não merecia nada disso. — Disse Luíze.

-Ninguém merece isso, mas mesmo assim agradeço. — Karen estava com uma pequena caixa na mão.

- Onde estamos? — Perguntou Luíze.- Em uma outra fazenda, abandonada pelo jeito. Não encontramos ninguém em casa... então resolvemos ficar no jardim dos fundos, pensamos que invadir podia ser grosseiro já que não sabemos se eles abandonaram aqui mesmo ou apenas sairam... — Disse Karen.

- Pra onde iremos? — Dessa vez era a filha de Karen quem perguntou, Sarah.

- Estou com fome mamãe. — Era o pequeno Chris que saiu de trás da irmã para falar.

-Temos comida no carro, vamos fazer uma foqueira e cozinhar alguma coisa. Alguém tem ideia de que horas são? — Perguntou Luíze tentando se levantar, ela caiu no colo de Jorge.

- Melhor você ficar deitada, provavelmente são umas 19hs. — Respondeu Karen.

- Sério?! — Admirou-se Luíze.

- Sim. Melhor irmos preparar algo para comer. — Sugeriu Karen.

Jorge levou Luíze no colo até o carro e deitou ela no banco da frente, por mais que Luíze não quisesse ficar ali deitada ela foi obrigada pela Dra. Kane e por Jorge. Prepararam um jantar meia boca na foqueira, mas ficou bom até graças aos alimentos que Luíze tinha colocado na mochila e ás panelas que tinham. Todos jantaram um pouco afastados da foqueira, pois estava muito calor.

- Podemos assistir televisão mamãe? — Era o pequeno Chris perguntando.

- Desculpe querido, mas não temos televisão.

- Ah, ta bem então.

Todos terminaram o jantar e Karen lavou as panelas da melhor forma que pode.

- Melhor irmos dormir. — Disse Lucas.

- Verdade. — Sarah concordou. — Foi um dia longo.

- Eu tenho apenas três sacos de dormir e uma barraca tamanho família. O que faremos? — Luíze perguntou olhando para Jorge.

- Os sacos de dormir são grandes, então vamos colocar a Sarah dormindo com você Karen, Lucas dorme com o Chris e Luíze dorme no outro. — Sugeriu Jorge.

- Mas e você querido? — Perguntou Luíze abraçando o marido.

- Vou dormir no carro, vai ficar desconfortavel eu dividir o saco de dormir com você. — Jorge estava pensando apenas no melhor para sua mulher.

- Tem certeza?

- Tenho sim. — Jorge sorriu para ela e deu um selinho em seus lábios.

Jorge colocou os sacos de dormir em um galpão vazio e estacionou o carro na entrada, de forma a esconder a entrada do galpão. Karen e Sarah estavam dividindo um saco de dormir ao lado de Lucas e Chris, Luíze ao lado deles. Karen demorou muito até pegar no sono, ela ficou pensando na irmã que correu para dentro da casa em chamas, ela não conseguia entender porque a irmã fez isso. Provavelmente ficou transtornada pela morte terrível do marido. Luíze queria passar a noite com Jorge por isso foi até o carro e deitou-se com ele, os bancos reclinaveis davam uma cara de cama no interior do veiculo.

Luíze subiu em cima de Jorge e começou a beijar seu pescoço lentamente, como se cada beijo fosse um segredo contado. Ele a olhou, ela estava tomada pelo desejo.

- Eles vão nos ver aqui... — As palavras de Jorge foram cortadas por um beijo.

- Tem camisinha no porta-luvas... — Agora as palavras de Luíze foram cortadas por um beijo de Jorge.

Eles passaram a noite juntos e na primeira hora do amanhacer Luíze acordou com Jorge observando ela.

- Aconteceu alguma coisa? — Perguntou ela abraçando o corpo semi-nu dele.

-Nesse momento não, mas é que mesmo depois de 17 anos de casados você continua a me surpreender. Parece que ainda somos aquele casal jovem e bobo, isso me deixa feliz.

- Me deixa feliz também. — Ela o beijou.

Depois se se vestirem foram até o galpão, estavam todos dormindo.

- Ainda é cedo, quer ir dormir mais um pouco? — Perguntou Jorge.

- Quero, estou com sono.

Deveria ser umas 10hs da manhã quando Lucas acordou, Sarah estava ao seu lado ainda dormindo e Chris também. Ele suportou o menino chutando ele a noite toda. Lucas percebeu que o saco de dormir da mãe estava vazio e foi até o carro ver se ela estava com o seu pai, eles estavam lá dormindo abraçados. Ao fechar a porta e se virar Lucas tomou um susto, Sarah estava atrás dele.

- Não me assuste desse jeito. — Pediu ele.

- Desculpa então menino que se assusta fácil. — Riu ela.

- Não me assusto fácil, apenas não gosto disso.

- Disso o que? — Ela estava com um sorriso travesso.

- Disso... De levar sustos.

- Ahá então você levou um susto. — Sarah apontou o dedo para ele.

- Por acaso você tem 6 anos? — Perguntou ele.

-Não 16, porque?

- Porque parece que tem 6 com essa atitude irritante. — Respondeu Lucas.

- Desculpa aí Sr. Maduro. — Sarah revirou os olhos.

Lucas saiu andando, mas Sarah pegou no seu braço.

- Estão todos dormindo, vamos dar uma volta? Não aguento mais ficar aqui. Lucas assentiu e seguiu ela até fora do galpão.

- Onde vamos? — Perguntou ele.- Vi um banco ao lado da casa, quer sentar lá?

- Pode ser.Os dois seguiram juntos até um banco de madeira do lado da casa e sentaram-se, por um ou dois minutos o silêncio foi constrangedor e Lucas não queria começar a falar, já que foi Sarah que o convidou a ir até o banco.

- Então... Você tem 15 anos né? — A voz dela demonstrava constrangimento.

- Sim, faço 16 mês que vem.

- Parece que seus pais são bem felizes juntos, admiro isso e sinto um pouco de inveja. — Disse Sarah chutando uma pequena pedra do chão.

- Por que sentiria inveja?

- Meus pais... bem, eles não se dão muito bem desde o divorcio e quem mais sofre com isso é eu e meu irmão. Mas o que me preocupa mesmo é que... — Lucas percebeu que ela virou o rosto para o outro lado e teve a certeza de que ela estava chorando e ele não tinha a menor ideia do que fazer. Então apenas tocou em seu ombro e disse que tudo ficaria bem, sem esperar nenhuma reação Sarah virou para ele e o abraçou, Lucas apenas a abraçou de volta meio constrangido.- Sabe, eu tentei superar o divorcio e Chris nem sequer entende, mas o que me preocupa é que com toda essa confusão o que sera que aconteceu com meu pai?

- Ele pode estar bem...

- Era uma pergunta retórica, se nem eu tenho a certeza do que aconteceu quanto mais você. — Ela se afastou dele e secou as lágrimas.

- Desculpe, apenas queria ajudar. — Lucas ficava pensando o quanto essa garota parecia ser louca. Em um momento estava triste no outro o ataca com palavras.

- Eu sei, e é eu quem deve pedir desculpas estou muito chateada, não tenho com quem conversar, afinal, meu irmão não entende essa situação e minha mãe... tenho certeza que ela ia dizer que tudo ficaria bem e que meu pai provavelmente também está bem. Ela nunca entende, nem tenta entender.

- Ela pode estar tão abalada quanto você, por isso não sabe o que dizer a respeito de seu pai, talvez seja isso. — Lucas realmente não sabia o que dizer, ele nunca tinha bancado o psicologo.

- É talvez. Quero me desculpar por me abrir assim, é que eu realmente tinha que colocar essa duvida para fora.

- Não se preocupe Sarah. — Ao dizer isso Lucas ouvir seu pai ao longe chamando pelo seu nome.

Notas finais
Sim eu sei esse capitulo foi muito podre, mas eu queria mostrar como os dois adolescentes começaram a se aproximar mais... Foi sem criatividade e sem ação mais prometo que o próximo capitulo vai ficar melhor. Agora façam minha alegria e comentem!!