Quando O Ódio E O Amor Colidem
14 Estou pronta para amar?
Notas iniciais
Leiam e vejam se está realmente bom!
POV’S Pedro.
Queria aquilo tanto quanto ela. E tê-la tão próxima a mim e ter que desistir daquilo foi difícil, confesso. Mas mesmo assim o fiz. Eu não vou ser amante da minha própria esposa? Não vou ser o outro, o plano B, a segunda opção. Não mesmo. Voltei para aonde estava o pessoal e resolvi que ia voltar hoje para casa. Arrumei as minhas coisas e as da Thayná e desci. Ela já estava lá com o pessoal. Despedi-me do povo que estava super desconfiado da nossa sumida, mas acho que Thayná havia contornado a situação. Ela veio comigo e fomos até o carro em silêncio. Na verdade fomos à viagem toda em silêncio. Thayná estava deprimida e eu percebia isso através de seu olhar. Quando chegamos já era super tarde e Thayná dormia. Resolvi não acordá-la. A carreguei até dentro de casa e a pus sobre o sofá. Fui até a cozinha e peguei algo para eu beber. Voltei para sala e fiquei observando-a. Era estranho como aquela garota com temperamento quente e personalidade forte e autoritária, dormindo parecia um anjo. Seus leves suspiros e a forma como ela se remexia no sofá me fazia soltar fracos sorrisos. Fiquei durante um tempo só a observando, e depois me toquei que era 2h da manhã e que eu tinha que dormir. Novamente a peguei em meus braços e a levei para seu quarto a deitando gentilmente na cama. Joguei o cobertor por cima de seu corpo e apaguei a luz antes de sair de seu quarto, fechando a porta em seguida. Tomei um banho e me deitei.
POV’S Thayná.
Acordei e me arrumei para a minha triste sina. Fui em direção à escola com a mesma vontade de sempre, ou seja, nula. Ao chegar Isa e Thaah já me esperavam, fomos até a sala de aula e assistimos os 6 tempos de aula com um tédio supremo. Após as aulas chatas e cansativas, voltei para casa. E eis que fico mais puta do que já estava antes. Pedro e Carol desciam as escadas rindo. O que foram fazer lá em cima? Eu pensava e repensava, tentando tirar da cabeça o repugnante e imaginando que fosse outra partida de guitar hero. Hora de fingir.
_ Oi Cah.. – ela estranhou, mas mesmo assim me cumprimentou. _ Olha eu sei que não começamos com o pé direito, mas ainda queria poder ser sua amiga. – disse e sorri. Pedro estava com a sobrancelha arqueada e parecia não acreditar em nada que saia da minha boca. Mas isso não importava.
_ Ok, eu também queria estabelecer uma união com você, não é nada saudável a gente arrumar brigas bobas à toa, já que nos veremos sempre. – Sempre? Ah esqueci Pedro Lucas. Mas aposto que ela disse isso por causa do Pedro Gabriel... U.u Querida tire seu cavalinho da chuva porque ele pertence a mim! Eu dando uma de possessiva. A Loka!
_ Bem, me conta mais sobre você... – disse a puxando para o sofá da sala. Começamos a conversar e ela comentou que adorava moda e fazia uns croquis e coisa e tal. Queria poder trabalhar com isso, mas não via futuro nisso por falta de oportunidade. Ok, eu vou te ajudar hehe, ou melhor, ME ajudar. Após Carol ir embora subi para meu quarto contente da vida e tive a excelente idéia: ligar para minha tia Claudia. Bem a minha tia é professora de artes em um renomado curso na Inglaterra. Tem vínculos com tudo que você possa achar de pessoas importantes por lá. Ano retrasado eu passei um temporada lá. E eu conheci Elly Griff. Ela é dona de um super curso de moda e todo ano eles oferecem dez bolsas. Normalmente é só para os habitantes da região, mas ela disse que há exceções. Bem, ela amiga da minha tia, Best sabe, então acho que vai ser fácil convencê-la de dar uma das bolsas a Cah, afinal à garota também tem talento. Então disquei o número, ia sair caro, mas valia à pena.
#Ligação On
_ Tia Claudia? – perguntei.
_ Thayná? – ela perguntou receosa.
_ sim tia sou eu.
_ como está minha pequena?
_ ótima. Bem, tia preciso que faça algo por mim.
_ Do que se trata meu amor?
_ Eu preciso que a senhora convença Elly Griff a aceitar a minha amiga no seu curso de moda.
_ mas Thayná isso é..
_ Eu sei tia, mas ela é talentosa e muito esforçada.
_ bem, eu posso ver isso pra você. Ela tem algum croqui?
_ sim e eu já enviei pelo seu e-mail.
_ Ok, vou dar uma olhada.
(...)
_ Realmente são bons – minha tia disse após conferir o trabalho de Carol. – mas não vale uma bolsa, são amadores e os traços são.. – não deixe que ela terminasse.
_ tia, ninguém nasce veterano. Temos que aprender. Ela tem o dom, vocês só precisam ajudá-la a desenvolvê-lo. E outra, se todos já nascessem sabendo ninguém precisaria de curso. É pra isso que ele serve formar jovens em grandes estilistas. Se eles já fossem grandes do que adiantaria o curso? – eu perguntava a ela a deixando sem saída.
_ ok, Thayná. Você me convenceu. Vou falar com a Elly e espero que seus argumentos a convençam também. Beijos minha linda. Tenho que voltar ao trabalho. Pode deixar que qualquer eu te aviso. – ela disse e desligou antes que eu pudesse responder.
#Ligação Off
Comecei a pular na cama e a balançar a cabeça loucamente. Estava dançando alguma dancinha crazy, quando Pedro aparece na porta de meu quarto me olhando assustado. Parei e desci da cama, voltei para a realidade, eu infelizmente não sou uma estrela do rock. = (
_ bem, eu estava pensando... Quer jantar? – Pedro perguntou após dar alguns passos para dentro do quarto e ver que eu não estava sendo possuída.
_ Humm pode ser, mas você vai pra cozinha. – disse e me arrumei fisicamente, estava um caos.
_ Ok, vou pedir comida. Não sei cozinhar. — Ele disse após ver que ia sobrar o fogão para ele.
_ O importante não é saber, mas sim ter o telefone de quem sabe. – disse e desci com ele.
(...)
Pedimos pizza! Após chegar, nos sentamos no chão da sala. Em questão de minutos a pizza estava quase acabada e estávamos em uma conversa muito interessante, ou seja, estávamos falando sobre coisas completamente sem noção.
_ Se o vinho é líquido como pode ser seco? – eu perguntava indignada após morder um pedaço da minha deliciosa pizza de calabresa.
_ Não.. Mas o grande mistério é: como é que a gente sabe que a carne de chester é de chester se nunca ninguém viu um chester? – Pedro dizia fazendo um olhar confuso. Concordei com aquilo.
_ E como a placa de ‘proibido pisar na grama’ foi colocada lá? Pura ironia. – eu dizia incrédula. Não, não estávamos bêbados, se é o que deseja saber. Na verdade bebíamos só coca-cola. Mas eu estou começando a achar que qualquer substância com gás já afeta o nosso cérebro.
_ Sério.. E quando o relógio foi inventado, como sabiam que horas eram? – Pedro dizia sem entender os mistérios das coisas. Eu ri com ele.
_ E eu tenho uma pergunta: Milho verde, porque você é amarelo? – eu dizia catando um grão de milho da pizza portuguesa e o observando curiosa. Pedro riu, eu estava aparecendo uma maluca, falando com um grão de milho? É o fim, me enfiem em um hospício porque eu tenho problemas mentais! E são muitos!
(...)
Algum tempo depois e ainda falávamos bobagens. Na verdade eram curiosidades, mas a maior parte ainda continuava sendo a maior babaquice.
_ Em Portugal os restaurante fecham para almoço. – Pedro disse e como assim? Haha. Existe gente mais retardada que eu. Eu pensei e ri escandalosamente.
_ que idéia idiota! – eu disse ainda rindo.
_ não existem idéias idiotas, existem idéias na cabeça de idiotas. – Pedro me corrigiu e eu ri mais ainda. Estava sendo muito bom tudo aquilo.
(...)
_ Acabe com os problemas do seu computador.. Delete o seu Windows! – eu disse e Pedro riu finalizando por fim o seu último copo de coca-cola =O
_Ultimas palavras de um peixe: estou frito! – Pedro disse e eu gargalhei. As piadas nem tinham graça mais estávamos tão noiados que não conseguíamos perceber a diferença e se falassem “Piu” à gente ia achar graça. E olha que não estávamos cheirando maconha, ou bebendo álcool.
_ O sonho não acabou, ainda temos pão doce, maria-mole e queijadinha. – eu disse e já estávamos acabados de tanto rir por nada.
_ Eu tenho confissão! – Pedro disse e se levantou e fez cara de sério, para que eu fizesse silêncio e o olhasse com atenção. – Não bebo, não fumo, não falo besteira... Mas às vezes minto! – ele disse já rindo da merda que ele falou, eu crente que era algo importante e ele me vem com gracinha.
_ Sai daí! – eu disse puxando o seu braço para que ele voltasse ao chão. O problema é que ele caiu por cima de mim. Riamos os dois daquilo tudo até acontecer a “mágica” novamente e ficarmos hipnotizados um pelo outro. Merda. Pedro me olhava e mordia o lábio inferior. Eu encarava aqueles olhinhos lindos e confusos com tudo o que estava acontecendo. Sabe aquela pessoa que quando você vê a 150 seu coração começa a bater? Você se aproxima ela se aproxima, seu coração dispara ai rola o clima? Sabe aquela pessoa que quando te beija, te abraça e você não quer mais soltar? Aquela pessoa que você ama, que o ciúme domina e tudo você reclama. É aquela sensação de estar feliz é aquela sensação que você sempre quis. Eu ainda não acreditava que estava sentindo tudo aquilo por aquele garoto, por Pedro. Eu o odiava, o seu sorriso, seu jeito de falar, odiava tudo nele... FDP! Pedro eu te odeio tanto porque eu gosto de você! Nãaooooooooo =O Desespero! Não pode, não pode ser. Coração retardado, você vai sofrer! Ok, voltando para o que estava acontecendo fora da minha cabeça. Pedro estava a milímetros de me beijar, mas...
_ Não podemos fazer isso! – ele disse e se distanciou. Consciência maldita! – Bem temos que arrumar as coisas por aqui. — ele disse olhando a bagunça que estava a sala. Estado: deplorável.
_ Tudo bem, pode subir eu cuido disso. – disse me oferecendo para limpar a sujeira.
_ Que isso eu te ajudo. – ele disse cantando a caixa de pizza do chão.
_ Não precisa, eu me viro. Vai dormir. – eu disse quase que o expulsando da sala.
_ tudo bem. – ele disse, deu de ombros e subiu. Respirei pesado e coloquei meus pensamentos no lugar. Depois me dei conta de que tinha uma casa para limpar. Levantei-me e fiz o que devia ser feito: esconder a sujeira embaixo do tapete! Hehe. Mentira, mas queria fazer isso, afinal era mais prático. Depois limpar lá embaixo, subi e tomei um banho, ia deitar, mas antes resolvi escrever um pouco. Tinha que aliviar meu coração e o que seria melhor do que uma página em branco? Então comecei.
“Eu odeio o seu sorriso
E seu jeito de falar
Eu odeio quando você me olha e dou risada sem pensar
Eu odeio quando você me chama para conversar
Eu odeio quando você vem odeio mais ainda te esperar”
Isso era o que eu sentia com as atitudes e o jeito de Pedro. Resolvi escrever mais um pouco.
“Eu odeio dar conselhos que voce nem vai usar
Eu odeio quando voce fala dela e eu finjo não ligar
Eu odeio ver você com alguém que não tem nada haver
Eu odeio ela ser tão sem graça
E você nem perceber”
Esse com certeza era especialmente feito com meu pensamento todo em Carol. Bufei e continuei.
“Eu nunca acreditei que era mesmo pra valer
Eu nunca admiti que me importava com você
Agora tanto faz não quero mais me esconder
Estou falando na sua frente que eu te odeio
Por gostar tanto assim de você”
Salvei com o nome de ‘Odeio’. Mas logo me arrependi e resolvi apagar. Pena Pedro, mas, você nunca verá isso. Pensei e fechei o notebook em seguida; Dormi. Eu só me esqueci é que existe algo chamado ‘lixeira’.
Notas finais
Bem se gostaram do capítulo deixem reviews, se não, deixem também pois eu sou movida a isso. Preciso de incentivo para escrever! =) Então contribuam para um bem mútuo: a minha felicidade por ver que tem review nova e pular na frente do pc, e para vocês fazerem caridade com essa garota retardada que sou eu e já terem um lugarzinho no céu! =D Todos felizes! o/o/o/
Mil beijos! ♥
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