Notas iniciais
Olá, meus caros leitores. Espero que gostem desse aqui. Boa leitura. Okay?

Olha, se algum dia eu puder escolher entre ganhar um milhão de galeões em livros, ou nunca mais ter pesadelos, faça um ótimo proveito dos livros por mim, porque, por Mérlin, eu não aguento mais.

E a ordem é sempre essa.

Morte. Bilhete. Pesadelo.

Sempre assim.

Mas acho melhor te contar sobre o bilhete primeiro.

Cinco segundos depois de aparatarmos no Largo, 12.

–Nem pense nisso.

–Você não sabe no que eu estou pensando.

–Agora entende porque eu não queria te falar nada sofre o bilhete? Eu sabia que isso iria acontecer.

–Mas é o correto, Hermione. Nós dois sabemos, e...

–Harry!

– Hermione!

–Não acredito que eu estou ouvindo isso de você.

–Olha, eu..

–O quê? Não piore as coisas tentando concertar o que foi dito, Harry.- suspirei, finalmente soltando a mão dele e indo em direção as escadas.- Eu entendi.

–Hey. –ele veio atrás de mim. – Não foi o que eu quis dizer. É..

–Não foi o que quis dizer, mas disse.

–Por favor, não torne tudo mais difícil, Hermione.

–Agora é minha culpa? Ah, esquece. Eu vou dormir, amanhã nos falamos. –me virei e continuei a subir até ‘’meu’’ quarto e fechei a porta com um pouco mais de força que o normal.

Joguei meus sapatos em um canto e tomei um longo banho. Vesti o pijama e saí do banheiro penteando os cabelos molhados, avistando um papel cuidadosamente dobrado sobre minha cama.

Vasculhei o quarto inteiro com o olhar em busca de algo suspeito e peguei o bilhete.

‘’Esse foi somente o começo, meu amor. Mas eu sou uma ótima pessoa. Você tem quinze dias. É o tempo máximo para se afastar dele. Cortar toda e qualquer relação entre vocês .É o melhor a ser feito, meu amor. É o melhor.

Quinze dias...........................s’’

Ah, que máximo! Agora eu tenho quinze dias para me preparar para o próximo ataque ou para me afastar de Harry. Que incrível!

Amacei o papel e joguei-o num canto do quarto, resolveria amanhã o que fazer. Deitei-me e tentei dormir. Quem dera eu não tivesse feito isso. Não que eu não goste da sua companhia, é só que eu não gosto do sonho. Não me leve a mal, por favor.

Mas, se quiser saber, e se não quiser eu digo mesmo assim, estou começando a sentir falta do Queijo- Assassino. Ele é tão amigável. E gentil. E até bonitinho. Estou cansada de gente morta.

Felizmente, ou não, neste sonho ou não corria. Ou caminhava. Eu sequer me movia.

A escuridão tomava conta do lugar que eu não sabia onde era, e o pânico começava a me tocar.

Não que eu tenha medo do escuro, nem perto disso. Eu só sentia que o que estava para acontecer não era boa coisa.

E eu acertei.

Uma voz chegou aos meus ouvidos, vinda de todas as direções possíveis.

Uma voz conhecida.

Mas eu não lembrava à quem pertencia.

Tentei me mover mas era como se eu estivesse petrificada, podendo mover apenas a boca.

–Olá, meu amor.

–Quem é você e o que quer?- falei com a voz mais firme que encontrei.

– É irônico como já não reconhece minha voz, mas é melhor assim. Quanto ao que eu quero, é fácil. E você sabe.

–Por que quer tanto que eu me afaste dele?

– Você não entenderia. Mas não é o que importa agora. Quero que saiba do que sou capaz, antes de pensar que pode fugir de mim....

E, de repente, tudo ficou claro. Eu estava novamente no penhasco do outro pesadelo, onde o corpo, agora já em processo de decomposição, o corpo de Daniel Wate me encarava, juntamente com sua mais nova parceira; uma menina alguns anos mais nova que eu, seus olhos estavam em um tom de azul sem brilho, da mesma maneira de seus cabelos loiros. Reconheci o olhar decidido dela, e percebi que era Sophia, irmã de Suzana.

Eu estava certa, afinal. Ela me culpava, assim com Wate.

Mas , apesar de seu olhar mortal direcionado à mim, não era eu a vítima desta vez.

Acompanhei o olhar de Wate até um palco que havia sido montado ali, e encontrei uma pessoa tirando o sangue de uma de suas facas de abate. Olhando mais ao fundo disso, pude ver um moreno ser arrastado até o centro do palco, de onde haviam tirado um cadáver, e finalmente entendi o que acontecia.

–Não!- tentei correr até o palco, mas fui impedida por dois seres que me seguraram, fazendo com que eu ficasse parada.- O Harry, não, por favor. Pare. Por favor. –me virei para o assassino (ou a assassina) compreendendo que era a mesma pessoa que me assombrava. – Qualquer coisa, menos isso. Por favor. Ele não.

– Que bom que sabe com quem está falando. – a voz voltou a falar no mesmo momento em que a faca transpassava o corpo de Harry, tirando o brilho de seus olhos.

–NÃO!- sentei-me na cama, ciente de que tremia muito.

–Hey, Herms, está tudo bem. Não vai acontecer nada.

–Harry...- eu o abracei com força, lutando contra algumas lágrimas.

–Está tudo bem...Estou aqui. –ele beijou o topo da minha cabeça, tentando me reconfortar.- Sempre vou estar.

Fiquei em silêncio, apenas absorvendo as palavras dele, tentando controlar o tremor que insistia em me atingir.

–Volte a dormir- ele disse depois de algum tempo. – Teremos um longo dia e ainda temos que voltar cedo para ‘A Toca.- seus lábios forçaram um sorriso mínimo.

–Certo. Harry?- chamei quando ele alcançou a porta.

–Sim?

–Dorme aqui esta noite?- O sorriso dele, agora parecido com um, aumentou um pouco e ele fechou a porta, vindo até mim.

Fui para o canto da cama para que ele pudesse se deitar, e assim que o fez, ele me puxou para perto. Aconcheguei-me em seu peito e fechei os olhos.

–Boa noite, Herms. –ele beijou minha testa.

–Boa noite, Harry.

Notas finais
Então meus terráquios, a semana acabou, e aqui está a recompensa de vocês. Eu vou tentar continuar postando todos os dias, mas não prometo nada. Agora com o início de fevereiro voltam todos os tipos de aula, mesmo que a escola só volte no fim do mês. Até o próximo, que acho que sai amanhã. Comentem!!! Criticas e elogios são bem-vindos. Okay.