Quando O Lobo Uivar

8 Capítulo oito


Notas iniciais
Pessoal, mil desculpas pela demora! Passei o Natal e o Ano-Novo em um lugar sem internet (como eu sobrevivi? Boa pergunta!), e só voltei hoje! Mas, para compensar, escrevi um capítulo bem grande para vocês.

Eileen morava a trinta minutos do castelo de Winterfell. Era um casebre triste e frio, por vezes úmido. Tinha apenas um quarto e uma cozinha com uma lareira mais quente. O cômodo servia como sala de estar e também como quarto de Eileen. Um colchão sujo deixava isso bem claro no canto, perto do fogo.
A mãe se chamava Moyra. Era amarga e azeda, ainda que bela. Os cabelos negros caíam em ondas que lembravam as da filha até a cintura fina, e os olhos eram grandes, redondos e verdes como grama. O nariz era um tanto quanto afunilado, mas o sorriso compensava qualquer coisa. Ainda que escassos, eram maravilhosos o suficiente para fazer um Patrulheiro da Noite se esquecer de seus votos por um ano inteiro. As mãos eram calejadas pelo antigo uso de espadas, lanças e buchas de esfregar o chão.
Moyra costumava trabalhar como serva em Winterfell, e foi lá onde conheceu Hal, e com ele se casou. Agora limitava-se a vender flores que colhia na Mata dos Lobos para fidalgos e viajantes.
Já Hal era o bêbado da cidade. Diziam que ele cuidava dos estábulos porque não sabia lidar com pessoas. Ellie não duvidava em nada quanto a isso.
As brigas dos dois já não eram novidade pela vila. Hal chegava tarde em casa, batia em Moyra e ameaçava Eileen, além de gastar todo o dinheiro em galões de cerveja.
Por isso, Ellie não se assustou quando acordou com o som da porta se abrindo.
O sol não tinha nascido ainda. O céu estava escuro no fundo, e Hal estava ali, parado, com as pernas bambas e mãos trêmulas. Tinha um olho roxo e coçava a espessa cabeleira escura que começava a rarear. O rosto era duro e manchado, enquanto que os braços musculosos criavam a imagem áspera de bêbado em conjunto à barriga protuberante. A blusa estava molhada, e o casaco sujo. Quando tentou andar em direção ao quarto, tropeçou na cesta de flores que a mãe colhera durante a noite para vender no dia seguinte.
O homem viu Eileen sentada em seu colchão junto às chamas, e limitou-se a colocar um dedo sobre os lábios e fazer Shh.
Ellie voltou a deitar no colchão, ainda com olhos pesados de sono. Dormiu por mais algum tempo, até acordar de novo. Desta vez com gritos.
Está com cheiro de mulher! Moyra gritou com a voz rouca. Foi ao bordel de novo?
Deixe-me em paz, mulher! ele gritou de volta.
A garota sentou-se mais uma vez no colchão. Levantou-se e abriu um pequeno pedaço da janela, apenas para ver que o céu já estava se tornando lilás. O sol devia estar quase nascendo, em algum lugar. Ainda sonolenta, ela tirou a camisola e a atirou no canto do cômodo, lavou o rosto com um pouco de água gelada e colocou um vestido amarelado antigo que pertencera a Moyra.
Os gritos continuavam.
Eileen pegou uma fita antiga que pertencera à mãe de Hal e prendeu os cabelos com ela. Não que ele se importasse, odiava a mãe de qualquer jeito. Ajeitou o vestido e sorriu. Riu sozinha no cômodo vazio e triste. Perguntou a si mesma quem se lembraria do dia do seu nome.
Naquele dia, Madame Windstone dissera que ela teria que chegar mais cedo. Acordar os pequenos lordes e prepara-los com roupas apresentáveis. Fazer a barba de Theon, Robb e Jon. Ajudá-los a cuidar dos lobos e escovar seus pelos. Cortar os cabelos de Arya, prendê-los. E ainda ficar a disposição de Septa Mordane durante a tarde. Era o dia em que o rei chegaria, junto com toda a Corte.
Os gritos se tornaram mais altos e indistintos.
A música não saía de sua cabeça. A música que sua mãe sempre cantara para ela neste dia em especial, e que aprendera com o pai de Eileen. No dia de seu nome.

Eu continuo acreditando em dias de verão.

As estações sempre mudam

E a vida irá encontrar um jeito.

Moyra não tinha o costume de guardar datas, nem se fosse a do nascimento de sua própria filha. Mas o pai, sim. Eileen nunca conheceu o pai. Pelo que Moyra contara, ele era um corvo da Patrulha da Noite. De cabelos claros, ele a conquistara. Os dois viveram um romance, e Eileen nasceu. Durante um ano, tudo era perfeito. Até que os votos falaram mais alto e o patrulheiro partiu para cumprir seu dever.
Pouco tempo depois, quando os deuses frios despertaram perto da vila, Moyra fugira com a filha em direção à Muralha para pedir ajuda. Ele a negou. Quando foi capturada e trazida ao Lorde Eddard, este lhe concedeu o perdão e a deu um emprego no castelo. Logo se casou com Hal e Eileen ocupou o lugar que costumava ser dela.
Então houve um barulho de algo caindo que acordou a garota do transe.
Vinha do quarto. Os gritos tinham parado, e agora apenas um lamento baixo podia ser ouvido. Eileen abriu a porta e deparou-se com a mãe caída no chão, com a cabeça entre as mãos. Hal tinha uma expressão zangada e descontrolada no rosto, enquanto a mãe chorava compulsivamente.
Ela virou-se para o marido com um olhar sombrio e tentou atirar-se contra ele, mas Eileen a segurou. Hal gritou com raiva, ergueu a mão e deu um tapa no rosto de Moyra. Ellie puxou rapidamente a mãe, antes que ela pudesse reagir à agressão.
Venha, mãe. Venha logo.
Antes que a garota se desse conta, Hal agarrou Moyra, pegando-a no colo. Levou-a até a porta e a jogou na neve em frente à casa.
Solte-a! Eileen gritou.
Foi atrás da mãe e se ajoelhou no chão ao seu lado. Hal a chutou no ombro, fazendo com que caísse no chão também. A estapeou com força no rosto e gritou:
Nunca devia ter me casado com você! Uma selvagem... E você é uma vadia igualzinho à mãe! Escute-me bem, Moyra. Só volte aqui quando tiver algum dinheiro. E isto serve para você também, cria de lobo! o bafo cheirava a álcool.
O homem chutou a cesta de flores para fora, se virou e fechou a porta com uma batida forte.
Moyra ajoelhou-se no chão e chorou durante alguns segundos, antes de se levantar com o restante de orgulho que tinha e cuspir na frente da casa. Alguns transeuntes a olharam de modo suspeito. Ela cuspiu neles também.
Venha, Eileen.

Eu serei sua Colhedora de luz

E irei envia-la esta noite

Para podermos começar de novo.

Isso nunca mais vai acontecer. Nunca mais. Moyra choramingou, limpando as lágrimas do rosto com as costas da manga. Eu não vou mais deixar. E sabe de quem isso é culpa? Minha. Eu fui uma idiota quando decidi vir atrás do seu pai. Deveríamos estar lá, além da Muralha, livres. Você seria uma caçadora, e estaria pronta para seguir meus passos. Uma guerreira para nos libertar dos corvos. Seria livre. Livre. E eu também! Você teria sido igual a mim, só um pouco mais bonita e bem mais feliz.
Eileen franziu as sobrancelhas, pensando que já sabia caçar.
Mãe, Hal está apenas bêbado. Não se preocupe com ele. O traste nunca mais tocará em você, nem em mim. Da próxima vez que tentar, eu entrarei na frente. Não deve se preocupar. Posso...
Você sabe quem eu fui? ela riu de um jeito esquisito, trise. Gesticulou para todos os lados. Eu era aquela que fazia os sacrifícios aos deuses frios. Eu lia os ossos dos mortos, e ensinava aos jovens como matá-los. Apenas fogo mata o que já está morto. Apenas o fogo queima a noite e ilumina os mortos. Apenas o fogo. Deve se lembrar disso, Eileen: apenas o fogo.

***

Bran já estava acordado, assim como Rickon. Eileen deixou os dois em seu desjejum no Grande Salão, e foi cuidar de outras tarefas. Tinha que fazer o cabelo e a barba de Theon, Jon e Robb, cortar o cabelo de Arya, cuidar dos lobos, e depois ficar a disposição de Septã Mordane no aposento das meninas. Provavelmente tocaria harpa durante o dia inteiro.
Quando encontrou os três, estavam no quarto de banhos. Tinham acabado de se lavar, mas estavam vestidos. Eileen cheirou o próprio cabelo e pensou que devia ter se lavado também no rio perto da vila. Aproximou-se e sorriu.
Com licença, senhores. Recebi ordens para cuidar dos três. ela ergueu a pequena bolsa que carregava. Cortar cabelos e barbas.
É claro. Theon deu o seu costumeiro sorriso zombeteiro. Eileen aprendera a interpretá-los como ou deboche, ou simplesmente loucura. — Eu vou primeiro.
Greyjoy tirou a blusa e puxou um banquinho para sentar. Depois de fazê-lo, ergueu o pescoço para que Eileen começasse a trabalhar, o que ela começou a fazer em silêncio.
Como está hoje, senhora? Robb começou, educado como sempre.
Muito bem, obrigada. Eileen imaginou por que Robb insistia em chama-la de senhora. E os senhores?
Arya está treinando Nymeria, sabia? Jon comentou, apoiando-se em uma viga de madeira. Está tentando ensiná-la a buscar coisas.
Já fazia duas semanas que os lobos tinham chegado, e desde então Arya sempre fugia de suas tarefas para ir cuidar de sua loba. Os lobos gigantes tinham sido coloca-los no canil, e Eileen sempre arranjava algum tempo para cuidar deles e levar carne, ainda que apenas as sobras do almoço.
Quando Ellie terminou com o Greyjoy, Robb sentou-se em seu lugar. Então, com o rosto livre para fazer caretas e rir a vontade, o protegido de lorde Eddard começou a conversar:
Sabe por que lady Catelyn nos quer bonitos e barbeados, não é? ele soltou um riso malicioso. Dizem que a Rainha Cersei é fogosa. Um dia desses, Robb, aposto que será convidado tarde da noite a entrar nos Aposentos Reais.
Robb o respondeu com um soco fraco no braço, mas Eileen o repreendeu:
Não se mexa, senão corto seu rosto. Então, a Rainha Cersei não estará mais tão interessada assim em um homem que teve o rosto parcialmente destruído no perigoso ato de fazer a barba.
Todos riram com isso.
Ainda assim, a Rainha tem competição. Theon cravou seus olhos sobre Eileen.
E quem seria essa? Jon perguntou.
Cuidado com o que vai dizer, Greyjoy. Robb o fuzilou com o olhar, e Ellie imaginou do que estariam falando.
Princesa Myrcella, é óbvio. Ela deve ser tão bonita como a mãe, e tem apenas catorze anos. Está quase na idade de se casar.
Está pronto, senhor. Robb saiu e Jon sentou-se em seu lugar.
Cuidado agora, Elle. Robb riu. Sabe como ele adora este cabelo.

***

Eileen conduzia Rickon e Bran em direção ao pátio. O alarme soara, dizendo que a Corte se aproximava. O pátio em si estava em polvorosa. Lady Catelyn tentava organizar os filhos por ordem de nascimento, mas parecia nervosa com alguma coisa. Lorde Eddard tinha sua expressão séria de costume, mas o brilho em seu olhar podia ser tanto apreensão quanto ansiedade. Talvez os dois.
Lady Catelyn viu Eileen e perguntou:
Sabe onde Arya está?
Não, senhora. Estava terminando de arrumar Bran e Rickon. Aqui estão.
Lady Catelyn os colocou em seus lugares, ao lado de Sansa, ainda que separados dela por um vazio onde devia estar Arya. Eileen olhou ao redor e viu uma pequena figura magricela andando entre a multidão com um capacete de latão, e lorde Eddard a viu no mesmo instante. Era Arya.
Ele a pegou no colo, tirou o seu capacete e disse algo a ela. Então a garota colocou-se em seu lugar.
Ah, pode ir agora. Lady Stark disse a Eileen finalmente. A serva fez uma reverência e se dirigiu a multidão.
Procurava por Jon quando algo chamou a sua atenção.
A Corte tinha acabado de entrar pelo portão, cavaleiros após cavaleiros, carregando estandartes coloridos com vários símbolos cujo significado Ellie desconhecia. Uma rica liteira apareceu, ornamentada com fios de ouro e vermelha como sangue. Ao seu lado cavalgava um homem grande demais para o animal embaixo de si, com uma barriga protuberante, um rosto vermelho emoldurado por gordura e olhos azuis redondos. Quando o viram, todos se ajoelharam. Eileen não sabia ao certo o que fazer, então imitou todos e também se ajoelhou.
Mesmo com a cabeça baixa, viu quando alguém colocou uma escada na frente do homem e ele desceu do cavalo com algum auxílio. Estava perto o suficiente para ouvir quando ele parou em frente ao lorde Eddard e o levantou, segurando seus ombros.
Ned. o homem, que Eileen imaginou ser o Rei, começou. Você engordou.
Ele explodiu em uma gargalhada gutural.
Lady Catelyn se levantou também e o Rei a abraçou afetuosamente.
Cat! Está mais bela do que nunca. todos começaram a se levantar gradualmente, e assim também fez Eileen.
Enquanto o Rei cumprimentava então os filhos de lorde Eddard, uma magnífica mulher, de cachos dourados e olhos verdes, saiu da liteira. Tinha as roupas coloridas e douradas, além de uma dispendiosa coroa da mesma cor que os cachos. Ela estendeu a mão ao lorde Stark, que a beijou educadamente. Ao seu lado estava um homem de manto branco extremamente parecido com ela. Apesar dos traços mais rudes e masculinos, era igualmente belo.
Atrás dela desceram da liteira três crianças claras, de cachos dourados e olhos de esmeralda. Cada um vestido mais ricamente que o outro, com cores vivas e ouro por todo o lado. Eileen achou-os parecidos demais com a rainha, pouco lembrando o rei.
Vamos, Ned. o rei se voltara para o senhor de Winterfell. Quero homenagear os mortos.
Estou exausta. a rainha protestou. Vamos a esta tal cripta outro dia, talvez amanhã. Os mortos podem esperar.
Você que descanse. o rei rugiu, irritado. Ele virou-se para o senhor Stark. Leve-me a sua cripta.
Após o rei sair, Lady Catelyn ocupou-se em mostrar à Rainha seus aposentos. Antes disso, ordenou que Robb mostrasse aos príncipes Winterfell. De um jeito ou de outro, a multidão se dispersou.

***

O almoço já tinha passado. Estava um silêncio anormal nos estábulos, a não ser pelo som dos lobos comendo os pedaços de carne que Eileen trouxera. A garota estava sentada no chão, ignorando que sujava o vestido, observando-os e pensando em como eram sortudos por só pensar em carne.
Tinha perdido o medo deles já fazia algum tempo. Notou como tinha sido boba, e convenceu a si mesma que eles eram o símbolo da Casa Stark. Se a atacassem, ela os atacaria de volta. Ainda que a ideia de mata-los parecia incômoda: cada vez que olhava dentro de seus olhos, via um pouco dos donos.
Vento Cinzento tinha a cabeça apoiada em seu colo, pois já tinha comido a carne. O pelo cinza estava sujo, mas Ellie empenhava-se em penteá-lo. Os olhos a observavam o tempo todo. Um pouco como o dono, a garota pensou. Robb sempre a observava quando ela cortava seu cabelo ou sua barba.
Fantasma tinha comido sua carne no canto mais afastado do estábulo, e agora lambia as patas brancas sujas de sangue. Os olhos tinham a mesma cor, e estavam fixos nas patas.
Lady tinha a cabeça apoiada sobre as pernas, vermelha com os olhos verdes. Nymeria acabou de comer sua carne e sentou-se ao lado de Fantasma, mordendo suas orelhas. Cão Felpudo aproximou-se de Eileen, o lobo sem nome de Bran também.
Você ainda não tem nome, não é mesmo? Não se preocupe. Bran vai pensar em algo. Ellie começou a conversar com o lobo. Então balançou a cabeça. Conversando com um lobo. Acho que estou enlouquecendo.
Vento Cinzento tinha os olhos fechados, e a língua para fora da boca como um cachorro, enquanto Eileen fazia carinhos em sua cabeça. Mas o lobo se levantou repentinamente, apoiando as patas no vestido da serva e sujando-o. O animal tinha os olhos fixos na porta dos estábulos, e quando a garota virou-se para olhar também, viu Jon ali.
Olá. ela o cumprimentou. Empurrou Vento Cinzento gentilmente e se levantou, limpando um pouco da terra de seu vestido. Não obteve sucesso. As manchas de patas ainda estavam ali.
Oi.
Fantasma, ao sentir o cheiro de Jon, aproximou-se do dono. Este, por sua vez, se ajoelhou e acariciou as orelhas do animal. Ficou assim por um segundo, e riu quando Nymeria também se aproximou e mordeu as orelhas do lobo mais uma vez.
Ela tem mania de fazer isso. Eileen comentou.
Vejo que perdeu o medo deles. Jon levantou-se.
Já faz um bom tempo. a serva cruzou os braços, com um sorriso travesso no rosto. — Não tem que mostrar Winterfell aos príncipes?
Lady Catelyn me mandou manter distância deles. Seria uma desonra se o bastardo de Lorde Eddard desse as suas boas-vindas aos visitantes, sendo que eu não sou um dos senhores do castelo.
Eileen se repreendeu mentalmente por ter perguntado. Mudou o peso de uma perna para a outra, pensando no que devia falar. Procurou assunto em todos os lugares, mas não conseguiu encontrar.
O que é isso no seu rosto? Jon perguntou, com as sobrancelhas franzidas e olhos apertados.
Não sei. O que tem no meu rosto? ela tentou disfarçar. Sabia muito bem o que era. O tapa de Hal havia deixado a pele em volta de seu olho suavemente roxa.
Está machucada. ele se levantou e tocou o hematoma. Onde fez isso?
Eu não sei, senhor. ela sorriu. Amaldiçoou Hal mentalmente. Deixe para lá.
Acho que são marcas de dedos. Jon levantou a mão mais uma vez para tocar o ferimento, mas Eileen a segurou.
Não é nada.
É claro que é algo. Espere um pouco. Ellie segurou ainda mais a sua mão e fechou os olhos, lutando para criar alguma mentira para explicar o machucado. Foi rápida, e falou:
Foi a minha mãe. Ela me bateu esta manhã. Achou que eu tinha roubado a rosa vermelha que Robb me deu ontem. não era uma completa mentira.
Ele te deu uma rosa vermelha?
Deu. Ontem. a serva sorriu com a lembrança. Usara aquela rosa no cabelo o dia inteiro. Lembrava-a de Robb.
De qualquer jeito, deixe-me ver isto. ele tentou tocar novamente no ferimento, mas Eileen segurou suas duas mãos entre as suas.
Deixe para lá, não é nada.
Tem muitos segredos, senhora. Jon apertou os olhos para ela.
Por um segundo, os dois se olharam sem proferir uma única palavra. Até que Jon aproximou a cabeça lentamente e a beijou. Eileen colocou as mãos em volta de seu pescoço enquanto ele envolvia sua cintura, sentindo o gosto doce de sua boca.
E tudo em que conseguia pensar era Jon, Jon e Jon.

Notas finais
Se não gostarem, é só me avisar que eu juro que reescrevo o capítulo todinho. Finalmente, um pouco de romance, né?
É no próximo capítulo que o circo começa a pegar fogo. kkk