Quando O Lobo Uivar
18 Capítulo dezoito
Notas iniciais
Espero que gostem! :D
O senhorzinho Stark estava tão alto quanto qualquer cavaleiro. A sela servia-lhe muito bem. Estivera treinando com ela já fazia algumas semanas. Corria com o cavalo em círculos pelo pátio, mas já cansara desta brincadeira. Agora queria caçar. Robb, como não conseguia negar nada ao irmão, permitira a caçada com um sorriso.
Bran chamava a égua de Dançarina. Era cinzenta e menor do que os outros cavalos, mas era tão rápida quanto eles, enquanto corria em círculos por uma pequena clareira na Mata de Lobos. Eileen estava ali perto, apoiada em uma árvore com os braços cruzados e um sorriso distraído no rosto.
- Não vá tão rápido, Bran.
Theon e Robb, por sua vez, estavam sentados em cima de uma pedra. Os guardas estavam ali por perto também, mais para o limiar da floresta. Não queriam atrapalhar a intimidade dos Stark. Era um momento importante para o garoto.
- Quando vai contar a ele? a voz de Theon era agourenta.
- Não agora. o sorriso de Robb congelou no rosto.
- Sangue por sangue. o rosto de Theon parecia finalmente sério. — Precisamos fazer os Lannister pagar pelo que fizeram com Jory e os outros.
- Sobre o que vocês dois tanto cochicham aí? Eileen aproximou-se, parou a alguns centímetros da pedra e pôs o peso sobre uma das pernas.
- Chegou um corvo de Porto Real. Robb começou. Ele deu uma olhadela rápida para checar que Bran não estava por perto para ouvir. Jaime Lannister atacou o meu pai, e matou os nossos guardas. Incluindo Jory.
- Jory? Ellie tapou a boca com uma das mãos. Lembrou-se de quando Jory Cassel levava-a para dançar Eu provei a mulher do dornês, o Cavaleiro-Dragão e tantas outras. Seus olhos embaçaram-se repentinamente. Morto?
- E, na luta, um cavalo caiu sobre a perna de meu pai. Grande Meistre Pycelle deu a ele o leite da papoula, mas não sabe quando ele vai... Quando o meu pai vai... Acordar. sua voz falhou de um jeito adorável. Theon acha que eu devo convocar os vassalos.
- Sangue por sangue. o Greyjoy repetiu.
- De qualquer jeito, apenas o Lorde de Winterfell pode chamar os cavaleiros juramentados, os porta-estandartes e cria um exército. Robb concluiu.
- Você é o Lorde de Winterfell na ausência de seu pai. Eileen lembrou-o.
- Um Lannister atacou seu pai e matou seus homens. Esse mesmo Lannister vai para Rochedo Casterly, onde é intocável, e você não faz nada? Theon exasperou-se.
- Quer então que eu marche sobre Rochedo Casterly?
- Você não é um garoto mais. Tem que trazer...
- Isso não quer dizer que ele já pode ir para a guerra. Eileen interrompeu-o. Ela começou a dizer mais algumas coisa, mas...
- Eileen! Cale-se! Theon pediu. Ela franziu as sobrancelhas e apertou os lábios em resposta. Eles atacaram seu pai. Eles já começaram a guerra! É o seu dever proteger a honra de seu pai e a honra de sua casa enquanto Lorde Eddard não está aqui.
- Mas não é o seu dever, por que esta não é a sua Casa. Robb disse, por fim.
Foi como se o Garotinho de Ferro tivesse levado um tapa no rosto. Ele silenciou-se imediatamente, e levantou-se sem mais uma palavra. Caminhou em direção aos guardas que riam sobre alguma piada suja. Eileen sentou-se ao lado de Robb.
- Não devia ter sido tão brusco. Theon está tentando ajudar. Em sua visão meio torpe.
- Estou perdido, Ellie. Na verdade, estou perdido já faz algum tempo. ele respirou fundo, como se fosse a primeira vez que sentisse o ar puro em seus pulmões. Então franziu as sobrancelhas. Onde está Bran?
***
Notícias correm rápido em Porto Real.
Solara descobrira que a esposa de Lorde Eddard, Lady Catelyn Stark, sequestrou Tyrion Lannister, coincidentemente o noivo de Jeyne. A garota não saberia dizer se deveria ficar triste ou feliz. Se amaldiçoava ou agradecia os Stark.
O Regicida, entretanto, não tivera dúvidas. Sor Jaime Lannister matara alguns homens de Lorde Eddard inclusive aquele Jory — e ferira-o em sua perna. Por esse motivo, o Stark estava de cama e sob os cuidados do Grande Meistre Pycelle.
Jeyne trocara algumas palavras com Jaime durante o torneio. Seu antigo suposto noivo era realmente magnífico, mas um pouco arrogante. Também era bastante engraçado. Trocaram palavras amigáveis, rindo das justas. Não parecia o tipo de homem que faria qualquer coisa pela honra de sua família (talvez apenas por sua própria honra), então deveria sentir algum afeto pelo Duende. Isso animou um pouco a garota Westerling: significava que ela mesma poderia afeiçoar-se ao marido.
E foi na indecisão entre agradecimento e maldição que dirigiu-se ao quarto de moribundo de Lorde Stark. Sentou-se ao seu lado, e esperou que acordasse. Levara um pedaço de pergaminho e tinta para desenhá-lo enquanto dormisse.
Após algum tempo, o homem começou a abrir os olhos. Ela parou-o, entretanto.
- Não se mexa, Lorde Stark.
- Por que não?
- Não quero errar a facada bem em seu peito. ela riu, então. Estou brincando, senhor. É para não errar seu retrato. Permito apenas que abra os olhos. Preciso vê-los. Como está sua perna?
- Doendo.
- O Rei já veio lhe ver?
- Sim.
- Então Rainha Cersei também?
- Sim. a lembrança pareceu não lhe agradar, levando em conta a expressão em seu rosto. Talvez fosse a perna.
- Não achou lindo o seu vestido? Gostaria de ter um daqueles.
- Eu não sei por que minha esposa sequestrou o seu noivo, se é isso o que veio perguntar. Lorde Eddard soou cansado ao dizer aquilo. — Mas não posso fazer nada para trazê-lo de volta.
- Mentiroso. Você sabe muito bem o porquê. Jeyne encarou-o com olhos gélidos. Então sorriu. Mas eu não me importo. Lannister são perigosos, e se a sua senhora sequestrou-o... Bem, ela passou tempo o suficiente com o senhor para absorver um pouco de sua honra. O suficiente para não sequestrar homens sem motivo. Ela deve ter um. Que faça bom proveito de meu futuro marido. Enquanto isso, eu faço bom proveito de minha provisória liberdade. Logo não a terei mais. De qualquer jeito, não vim aqui para isso. Vim ver como estava.
- Pensei que gostaria de casar-se com o herdeiro de Rochedo Casterly. Jeyne parou de desenhar e fixou os olhos nele. Ficou séria, mas depois riu um pouquinho. Ignorou a fala, e afirmou:
- Olhos cinzentos. Parecem com os de Arya, sabia?
***
As árvores já eram conhecidas, mas Bran sentia-as como se fosse a primeira vez. Já fazia muito tempo desde a última visita que fizera à Mata de Lobos.
Ele mandou Dançarina mais para o meio das árvores, e cavalgava pensativamente ao atravessar um riacho. O cavalo não se importou com as águas, mas Bran achou que deviam estar geladas pelo modo com o qual eram cristalinas.
- Bran! Está tentando nos matar de susto? Eileen apareceu ao seu lado, ofegante e com uma das mãos no peito. Eu e Robb estamos procurando por você como se fôssemos loucos já faz cinco minutos! Onde está seu irmão, falando nisso?
Ele riu da serva, sentindo-se o senhor do mundo sobre o lombo de seu cavalo. Já era mais alto que ela, e isso o satisfazia mais do que pensara. Ela aproximou-se com um sorriso e segurou as rédeas do cavalo. Estava prestes a virar-se para ir embora quando uma pequena figura escura saiu da mata para agachar-se no riacho.
- Um garotinho e uma mulher, perdidos na mata escura e fria. O que é que eles fariam aqui? era um homem com um manto puído e de cor indefinida. Tinha o rosto marcado pelo inverno, duro e frio.
- Não estamos sozinhos. Ellie tinha a voz surpreendentemente calma. Nossa guarda está conosco. E o que estamos fazendo aqui não é da sua conta.
- A cadela morde. outro homem apareceu. Olhou-a com olhos de desejo. Cuidado, Stan.
- Está usando belas roupas, moleque. uma mulher apareceu de trás deles. Tinha um rosto achatado e cabelos amarelos. A voz era áspera, e carregava um arco e uma aljava. Ao seu lado estavam outros dois homens.
- Ficaremos com o broche, o manto, as botas e o cavalo. Stan listou o saque. E também com as suas roupas. Hali, o que acha de roupas novas?
- Adoraria. Hali sorriu, aproximando-se e segurando o garoto pelo manto. — Agora vamos. Saia de cima do cav...
Eileen empurrou-a, e ela caiu no chão.
- Não toque nele. Ele... Não pode descer do cavalo. Olhem. As presilhas...
- O que a cadela diz pode até ser verdade. Há presilhas aqui mesmo. para a surpresa de Eileen, um dos homens era na verdade uma mulher. Até parecida um pouco com Ellie: tinha o mesmo olhar desafiador, o rosto feroz e sombrio. Porém, era alta e esguia. Tinha uma vantagem: segurava uma lança de dois metros com a ponta afiada.
- O que você é, garoto? Algum tipo de aleijado?
- Eu sou Brandon Stark de Winterfell, e não um aleijado. Eileen virou-se para ele com um olhar de advertência, mas já era tarde demais.
- Corte o pintinho dele e ponha-o em sua boca.
- Não, não! Ele é do sangue de Benjen Stark. Imagine o que Mance faria!
- Eu não ligo para Mance. Stan gritou. Ele desferiu um corte rápido e descuidado, fazendo com que as presilhas se soltassem, mas também cortando superficialmente a pele de Bran. Você quer voltar para lá, Osha? Quer voltar? Pois eu parto para o sul, tanto quanto o sul for.
- E a cadela? Quem é? um dos homens aproximou-se de Ellie e segurou-a pelo pescoço.
- Soltem-nos e eu prometo a vocês uma morte rápida e indolor. a voz de Robb era inflexível quando ele apareceu repentinamente, mas seus olhos mostravam como estava tenso.
- Quem é esse aí? Stan não parecia surpreso. Esse garotinho é a guarda de vocês?
- É o irmão mais velho. Eileen disse, fixando os olhos no homem que a segurava pelo pescoço.
- É retardado, moleque? Somos seis, e você é um só. aquela a quem chamavam de Osha perguntou, com um sorriso divertido no rosto.
Assim que ela o disse, de trás de Robb saíram os dois lobos gigantes, ferozes e assustadores, com o pelo sujo de sangue. Eles aproximaram-se furtivamente das mulheres, fazendo com que Hali desse alguns passos para trás e quase tropeçasse.
- Lobos. sua voz tremeu.
- Lobos gigantes. Eileen corrigiu-a, observando que o seu captor carregava um machado de tamanho médio no quadril. Ela fez alguns cálculos mentais e traçou um plano improvisado. Então murmurou, baixo o suficiente para que apenas Bran ouvisse: — Feche os olhos.
- Cães. Ouvi dizer que dão um ótimo casaco de pele. Stan precipitou-se a frente e, usando sua espada, atacou Robb.
As lâminas se chocaram no ar, e antes que Eileen julgasse possível, Robb fez com que a espada do próprio Stan beijasse seu pescoço. Sangue jorrou, e o homem caiu no chão, morto.
Aproveitando-se da distração, Eileen deu uma joelhada na virilha de seu captor, que dobrou-se com a dor repentina. Ellie pegou seu machado, puxando-o do cinto antes que ele pudesse revidar. Deu um passo para trás e fincou o machado em seu pescoço. Rapidamente, deu uma machadada nas clavículas de Hali, que caiu, mas ainda estava viva.
Osha investiu contra Robb, usando sua lança de madeira. Um dos homens tentou enfiar a espada em Eileen, mas ela parou-o com o machado. Infelizmente, outro que estava as suas costas puxou-a pelo cabelo, tão forte que queimou. Antes de se deixar puxar e cair no chão, ela jogou o machado certeiramente na testa do outro selvagem.
Robb segurava Osha pelos cabelos quando ouviu a voz peçonhenta do selvagem dizer, na forçada Língua Comum:
- Solte-a, ou a outra morre. Largue suas armas também.
Robb parou imediatamente. Encarou fixamente o selvagem, sério. Sem hesitar, ele jogou Osha no chão e soltou a espada. Bran encarava a cena com os olhos assustados. Eileen sorriu pacificadoramente para o menino, por mais que seu cabelo doesse e a faca machucasse seu pescoço. Um fio fino de sangue saiu do ferimento.
- Eu avisei para fechar os olhos. ela riu, mas contorceu o rosto em dor quando o homem agarrou mais forte o seu cabelo, apertou a adaga contra o seu pescoço e silvou algo na Língua Antiga.
- Mate os lobos agora. Mate-os, senão a garota morre.
Eileen então abriu mais o sorriso, e observou o homem com seus olhos oblíquos. Quando sorriu, sua cicatriz recente retorceu-se de modo estranho. Disse algo, também na intricada Língua Antiga dos selvagens.
Por algum motivo, o selvagem arregalou os olhos, repentinamente assustado. Ele fez menção de soltá-la. Mas antes disso, Eileen ouviu um silvo na floresta e o homem caiu, pesado, sobre ela. Morto. Uma fecha pendia em seu peito, vermelha de sangue.
- Eu pensei que soubesse caçar, Eileen. Theon Greyjoy zombou, segurando um arco logo atrás dela.
Ela resmungou algo, acariciando o pescoço. Então riu um pouco, e virou-se para Theon.
- Não tenho certeza se te agradeço ou se parto a sua cara. sua voz soou rouca, e as mãos tremiam incontrolavelmente.
- Bem que Jon me avisou que você era um cretino. Ficou louco? Robb gritou, agarrando mais uma vez a selvagem. Soltou-a novamente quando Theon armou o arco com uma flecha e mirou-a em Osha. Podia ter errado! E então, o que teria acontecido?
- Você teria matado os lobos apenas por causa de sua fraqueza...
- Você não tem o direito de...
- De quê? De salvar a vida de seu irmão e de Eileen? Era a coisa certa a fazer. Preferia que eu ficasse ali parado, observando-os morrer?
- Parem de brigar! Idiotas! Eileen gritou, levantando-se, com o machado em mãos. Então pareceu notar o que tinha dito, e pôs uma das mãos sobre a boca. Não pareceu tão arrependida assim, mas de qualquer jeito disse: — Desculpe-me, senhores, mas Bran está ferido. Devíamos achar Meistre Luwin.
- Quem são? perguntou Theon.
- Desertores, fugindo da Muralha. E dos Caminhantes Brancos. Robb respondeu
- E o que faremos com esta? Eileen perguntou.
- Eu diria que devemos cortar sua cabeça e deixa-la para ser comida pelos corvos. misericórdia não era uma das características de Theon.
- É uma mulher. ela protestou.
- Ela tentou matar seu irmão. Theon ignorou-a, dirigindo diretamente a Robb.
- Ela é uma selvagem. Bran comentou.
- E daí? Eu também sou. Poderia ter sido eu. Ela só está desesperada.
- Poupe-me, senhor, e eu serei sua. Osha colocou o rosto no chão, ajoelhando-se perante Robb.
- O que farei eu com uma traidora?
- Eu não sou traidora. Não há corvos mulheres, senhor.
- Podem interroga-la, fazerem dela serva, eu não sei! Não precisam mata-la. Eileen disse.
- Seu pescoço está ferido. Robb disse, após anuir distraidamente.
- Não é nada. ela tocou o sangue e observou-o em seus dedos. Com a outra mão, acariciou o couro cabeludo dolorido. O que mais dói é o cabelo. Esses homens são obcecados com meu cabelo.
***
- Ouvi dizer que Joffrey foi monstruoso com você, Lady Sansa.
- É tudo mentira, Jeyne. Quem lhe disse é apenas invejoso do nosso amor. Quando o tempo chegar, eu serei sua rainha e ele meu rei.
- Eu ouvi histórias... Perturbadoras sobre sua viagem de volta.
- Andou conversando com Arya? Sansa largou seus pontos, concentrando os olhos azuis, antes doces, agora atentos, em Jeyne.
- Sua irmã diz que ele é um mentiroso manipulador, que mandou matar Mycah.
- Minha irmã não sabe do que diz. É apenas uma estúpida garotinha invejosa.
- Sua irmã é uma parte de você, Sansa. Assim como a minha é uma parte de mim. São dois lados de uma única moeda.
- Não somos não. Sansa cerrou os olhos para Jeyne, e sua voz estava cheia de veneno quando disse: — Ela é apenas uma invejosa, como aposto que você também é, Jeyne.
- Eu não invejo você, Sansa. De modo algum.
As duas continuaram a fazer seus pontos, acompanhadas de Septa Mordane. Então a porta abriu-se. Um belo e arrumado Príncipe Joffrey entrou no cômodo, sorridente e natural. Mas Jeyne sabia o bastante sobre ele para não confiar em sua expressão bem-humorada. Sansa, entretanto, não parecia ter aprendido sua lição muito bem.
- Meu príncipe. Jeyne levantou-se e reverenciou-o, sendo seguida por Sansa e Septa Mordane. Joffrey, entretanto, ignorou-as e respondeu apenas a Sansa:
- Minha senhora. ele também reverenciou-se. Mostrou em suas mãos um colar com um pingente de ouro. Trouxe um presente para a senhora. E, eu gostaria de conversar. Em particular.
- Jeyne, Septa. Sansa pediu, delicadamente.
As duas andaram, a contragosto, em direção a varanda e lá ficaram. Podiam observá-los de longe, e ouvir murmúrios apaixonados, o que não agradou em nada a Jeyne. A garota mudou o seu peso de uma perna para a outra, e Mordane notou sua inquietude.
- Você se preocupa com ela?
- Sim, senhora. Desejo apenas o melhor para a Lady Sansa.
- Então sabe no que ela está se envolvendo.
- Sei, muito bem. os olhos sagazes da Septa não deixavam espaço para mentiras, e Jeyne não se importou em dizer a verdade.
- Cuidará dela, quando necessário?
Jeyne esperou um pouco para responder. Analisou-a a distância, tão delicada e ingênua, trocando olhares apaixonados com o Príncipe e beijando-o inocentemente. Mal sabe ela quem ele realmente é.
- Cuidarei. ela não tinha dúvidas quanto a isso. Apenas lamentou-se por soar tão soturna e tão certa em sua fala: Como é mesmo que vocês, Stark, dizem?
O inverno está chegando.
Notas finais
Pequeno trecho só pra criar expectativa:
"Ele pareceu pedir algo. Ela não saberia dizer ao certo o que era: um conselho, ou permissão.
Seja o que for, ela assentiu com um olhar grave. "
Essa é a minha parte favorita do próximo capítulo.
E então, qual a parte favorita de vocês desse capítulo? E a cena favorita da fanfic toda, até agora?
Aguardo mais comentários, viu? Só faltam 20 pra eu chegar a 100! (ensinando matemática básica no Nyah! parte 2, kkk)
Beijos! :*
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