Quando O Futuro Vem Dos Céus - The Lost Tales

7 Ichigo & Rukia - Passo a Passo.


Notas iniciais
O nosso querido casal inicia a maratona de responsabilidade e preparativos para a cerimônia de casamento, uma vida surpreendentemente difícil que os dois encaravam a cada dia com determinação e pelo bem um do outro. Era uma promessa rumo à felicidade do casal e mesmo que os desafios fossem muitos, Ichigo e Rukia sabiam que poderiam sempre contar com a companhia e apoio um do outro. Nota: É minhas crianças, pelo Zat-zat eu já avisei, mas vou avisar novamente: Tem Hentai ❤(づ ̄ ³ ̄)づ❤

ABERTURA DE THE LOST TALES

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Bleach OST — Peaceful Afternoon

Alguns meses se passam após o evento na Soul Society em que Rukia e Ichigo impuseram suas escolhas e foram aceitos por todos, além disso muita coisa havia acontecido nesse ínterim.

Sado havia casado com sua noiva Andressa e seus amigos compareceram à festa com bastante entusiasmo, além do mais graças a Urahara a viagem de meio mundo pôde ser feita em alguns passos pelo Senkaimon artificial de sua loja.

Ishida e Inoue estavam namorando seriamente para surpresa de alguns e obviedade de outros. Eles tinham planos assim como Ichigo e Rukia e não iriam deixar pela metade suas novas razões de viver.

Com o passar do tempo Ichigo, agora com 22 anos, volta à Soul Society para oficialmente pedir a mão da companheira em matrimônio diante de Byakuya e demais nobres de sua família e outras famílias ali presentes.

A cerimônia é simples, porém bastante formal e Ichigo necessita passar por um treinamento de etiqueta para se portar da maneira que deveria diante dos nobres, mas Rukia o ajuda e tudo ocorre conforme o planejado.

Eles estavam presentes na mansão Kuchiki no salão de cerimônias e vários convidados de alta classe testemunhavam as solenidades.

Rukia estava em pé diante de um pequeno altar com flores e adornos que tinha sobre ele dois anéis de noivado. A shinigami estava belíssima e Ichigo ao entrar no recinto imagina se existia a possibilidade de Rukia ficar ainda mais bela no dia do casamento. Ele fica sem fôlego olhando para ela até Byakuya chamar sua atenção e fazer ruivo andar em direção ao altar.

Rukia ri graciosamente do nervosismo de Ichigo, mas ele consegue sobreviver ao poucos mais de 30 passos até chegar a ela.

— Nada mal para alguém que está cercado de gente nobre. — Rukia sussurra.

— Você não faz idéia da coragem que me livrar do Byakuya deu hoje de manhã...

Rukia engole uma risada abafada.

— Vamos começar as formalidades. — Byakuya anuncia e o orador inicia um pequeno discurso sobre nobreza.

Ichigo e Rukia ouviam tudo e alguns testemunhos vindos de outros nobres ali presentes, como se aquilo fosse uma espécie de ritual para introduzir Ichigo naquela família ou pelo menos prepara-lo para tal.

Rukia estava radiante e a todo o momento mostrava um sorriso rosado intensificado pelo batom delicado em seus lábios. Ichigo queria beijá-la, mas sabia que seria impossível tentar fazer aquilo na frente de todos.

— Kurosaki Ichigo, conforme as leis das casas Nobres, Kuchiki Rukia foi consagrada como sua futura esposa, portanto é de seu direito tomar sua mão em casamento.

Ichigo assente e como ensaiado pega as alianças de noivado e respira fundo.

— Conforme atestado diante de todos eu, Kurosaki Ichigo, descendente da casa Shiba, aceito de bom termo tomar a mão de Kuchiki Rukia, filha da casa nobre Kuchiki, como minha futura esposa, com as bênçãos das testemunhas hoje presentes e permissão do atual 28º líder da nobre casa Kuchiki e capitão do 6º Esquadrão do Gotei 13, Kuchiki Byakuya. — Ichigo termina seu juramento colocando a aliança de noivado no dedo anelar direito de Rukia.

— Eu Kuchiki Rukia aceito o termo de compromisso de Kurosaki Ichigo e esperarei de coração nobre e ansioso pelo dia prometido hoje com a benção destas alianças de noivado, para que possamos usufruir do futuro bom convívio como casal e dar continuidade à geração desta família. — ela responde às palavras de Ichigo e igualmente coloca o anel de noivado no dedo anelar direito do ruivo.

Todos aplaudem, Ichigo beija a mão de Rukia e como parte da solenidade Byakuya vem até os dois e Rukia entrelaça seu braço ao do irmão como um gesto de que ela estaria “guardada” até o dia do casamento.

Ichigo reverencia Byakuya e assiste aos irmãos se retirarem do recinto. Assim que a solenidade termina há a festa de noivado, toda a tensão do discurso desaparece e Ichigo e Rukia podem finalmente conversar.

— Que coisa mais chata! — Ichigo resmunga. — Como é que você aguenta tudo isso?! É muito cheio de frescura.

Rukia ri.

— Pelo menos você sobreviveu.

— E que diabo de ritual caipira foi aquele? “Tomarem você de mim até o dia do casamento” bah! — Ichigo engole o vinho como agua. — Até parece que vão conseguir me segurar.

— Ichigo, beba menos senão vai acabar falando besteira... — Rukia aconselha.

— Essa festa tá chata Rukia, nossos amigos não puderam vir, nem namorar nós podemos! Olha só esse bando de velhos tentando espiar o que estamos fazendo atrás dessa cortina de seda! — Ichigo aponta para os nobres que riam e as vezes olhavam para os dois.

— Aguente só mais um pouco, quando passarmos a morar juntos longe daqui eles não vão mais nos incomodar.

— Tsc! Eu queria que o casamento fosse logo hoje...

— Mas infelizmente é necessário um tempo de “purificação” da noiva até que ela fique pronta para o dia do casamento.

— “Purificação”? Mas Rukia a gente até já...

Ela lhe desfere um cascudo.

— Beba menos Ichigo... — ela olhava bem feio para ele que sente um frio na espinha.

— Sim senhora...

Os dois ficam um tempo em silêncio e atendem os convidados de vez em quando.

— O Byakuya quase não vem falar com a gente né? Ele deve estar odiando tudo isso. — Ichigo comenta.

Mas Rukia sorri.

— Pelo contrário, ela está muito feliz. Talvez tanto quanto eu.

— Eh? Tá brincando! — ele olha surpreso de volta.

— Nii-sama como chefe da família é o responsável por toda parte burocrática dos preparativos do casamento.

— Ainda bem que vamos economizar grana nesse detalhe, nem vou “orgulhosamente” contestar essa questão com ele.

Rukia ri.

— Sabia que ia dizer isso.

— Vocês Kuchikis são assustadores... Só espero que ele não encha o nosso casamento daqueles bichos verdes e grotescos!

Wakame Taishi?(Embaixador Wakame – uma espécie de alga marinha).

— É! Esse troço ai mesmo!

— Oh Ichigo, não fale assim, ele é tão bonitinho. — Rukia realmente gostava daquela alga.

— Sim, sim claro... Bonitinhas iguais aquelas Chappys que você desenha e que mais parece algodão-doce deformado.

Rukia dá alguns cascudos em Ichigo que fica quieto.

— Não fala mal dos meus desenhos porque nem desenhar você desenha!

— E nem quero! Prefiro ler e ficar te perturbando nas horas vagas!

Rukia fica nervosa por um instante, mas suspira e faz uma expressão serena enquanto vê o irmão conversando com alguns nobres na festa e lembra-se do dia que ela e Ichigo foram pedir permissão para oficializarem sua união.

— Eu não me importaria que o meu irmão fizesse a decoração a gosto dele... — sussurra saudosamente.

— O quê?

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Rukia já estava de volta na mansão e seus companheiros dormiam para no dia seguinte voltarem para suas casas, Ichigo não era exceção, a sua coragem naquele dia era memorável, porém não menos cansativa e o ruivo jazia na cama exausto.

Ela estava sentada na varanda de seu quarto quando ouve a porta do quarto do irmão que ficava ao lado do seu deslizar e ele sair.

— Nii-sama?

— Sem sono outra vez? — ele pergunta.

Rukia sorri.

— Acho que eu fiquei tão nervosa hoje de manhã que a tensão de tudo o que aconteceu só caiu agora.

—...

Byakuya se aproxima e senta ao seu lado.

— Já está se tornando um hábito a gente se encontrar aqui fora dos nossos quartos para conversar né? — Rukia comenta brincando.

— Sim... Mas não poderemos mais fazer isso daqui a alguns meses.

Rukia olha para o irmão e vira o rosto ficando melancólica.

— É... Tem razão...

Os dois voltam a ficar em silêncio.

— Nii-sama... Não odeie o Ichigo, por favor... Eu sei que ele parece intempestivo, mas sempre teve um bom coração.

— Não precisar me dizer o que já sei.

— E eu também sei que ele cuidará bem de mim...

— Como disse: Não precisa dizer o que já sei.

—... Eu queria agradecê-lo por tudo que fez por mim Nii-sama... De alguma forma eu sinto como se tivesse sendo ingrata pelo que fez... Dar-me um lugar para morar totalmente diferente da vida que já tive um dia, onde eu não conseguia dormir com medo de morrer... Por me ajudar a ser uma shinigami e principalmente... — ela olha com seus olhos marejados para Byakuya. — Obrigada por me deixar chamá-lo de irmão.

O capitão olha surpreso, mas logo fecha os olhos e sorri.

— Não precisa se preocupar com coisas tão pequenas Rukia. — Você nunca precisou de mim para se tornar uma boa shinigami, além do mais “eu sou seu irmão”, estranho seria se você não me chamasse assim. — ele olha de volta.

Rukia fica emocionada e abraça Byakuya que sente o calor da irmã e alegria no coração.

— Lembre-se que a sua felicidade é minha também, afinal... — ele fita a lua com serenidade. — Você é o meu orgulho.

—... Sim... Nii-sama...

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—EH?! Byakuya disse isso!? — Ichigo cruza os braços após ouvir a história de Rukia e olha divertido para o capitão ao longe. — Sabia que ele estava ficando mais mole...

— Ele também disse: “A única coisa que me entristece nisso tudo é que aquele moleque de cabelos laranja é um plebeu que não terá como lhe garantir o conforto que tem na mansão Kuchiki”.

Ichigo desfere um soco em um cacho de uvas que geme de dor.

— Aquele filho da mãe!!! — range os dentes revoltado.

Rukia ria sozinha.

— Deixa pra lá Ichigo, eu não ligo muito pra esse luxo todo que meu irmão faz tanta propaganda, vê como meu quarto é bem simples aqui na mansão? Eu dormia na rua ora bolas! Mas vou logo avisando, na minha casa eu não vou dormir em sofá! — ela alerta.

— Não se preocupe com isso minha cara nobre Kuchiki. — Ichigo diz ironicamente. — Eu já fiz um empréstimo para o banco e vou conseguir financiar nossa casa. — Ichigo faz sua pose de vitória. — “Quem casa quer casa”

— Mas Ichigo, ficar endividado assim não é muito perigoso? Eu já disse que tenho como ajudar com o dinheiro que tenho como capitã.

— Eu sei, mas já tínhamos combinado que você usaria o dinheiro para mobiliar nossa casa lembra? Além do mais eu já estou trabalhando como empregado efetivado no escritório que te disse que era estagiário, com a renda fixa dele ficou mais fácil pedir financiamento no banco.

— Eu sei Ichigo, mas mesmo assim é muito caro, afinal é uma casa.

Ichigo beija a mão de sua noiva.

— Já disse para não se preocupar com isso. Prometo que depois do casamento estaremos em uma casa novinha em folha. — ele sorri abertamente.

— Adoro esse seu sorriso. — Rukia elogia corando.

— Exclusivo seu. — ele continuava mostrando os dentes.

Os dois trocam um beijo tímido, porém apaixonado, para não constrangerem seus convidados caso estivessem olhando.

— Ainda bem que tem essa cortina de seda na nossa frente... — Ichigo comenta.

— Que não cobre quase nada. — Rukia completa.

— Então que morram de inveja desse beijo.

— Ichigo! — ela dá uma tapa brincalhona no ombro do rapaz.

Os dois começam a rir.

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Bleach OST — Going Home

Os dias passavam com planos e sendo muito bem organizados por Ichigo e Rukia que seguem suas próprias vidas, porém preparando-se para a iminente vida de casados.

Rukia continuava com seus serviços de capitã e ajudava Byakuya com a organização de seu casamento. Seria uma cerimônia inesquecível a ser realizada. Ela sempre investia seu dinheiro com sua função de alta patente em moeda no mundo dos vivos, tudo graças a Urahara que também era o responsável por lhe fazer um novo Gigai que se adaptaria à sua condição Humana.

Ichigo trabalhava o restante do dia para conseguir juntar dinheiro suficiente para começar sua nova vida. Ele já havia conseguido a permissão para empréstimo do banco e agora precisava da ajuda de Rukia para encontrar uma nova casa.

E era exatamente o que faziam agora...

Ichigo dirigia o carro emprestado do pai pela cidade olhando alguns catálogos de corretores de imóveis. Eles planejavam morar em um apartamento já que eram apenas dois. Mas não estava sendo fácil achar uma casa com preço acessível e a gosto de ambos.

— Olha Ichigo tem esse condomínio aqui, mas ele é mais afastado do centro da cidade, podemos tentar ver o preço dos apartamentos por lá, o que me diz? — Rukia aponta o dedo na foto do catálogo.

— Pode ser, diz o bairro que a gente vai.

Rukia diz o endereço e Ichigo demora um pouco para chegar mesmo indo de carro, mas ambos ficam decepcionados com o lugar.

— Ichigo... Esse apartamento parece uma caixa de fósforos de tão pequeno, se tivermos que viver aqui vamos ter que revezar a respiração um do outro para não morrermos sufocados... — Rukia estava com um bico do tamanho de uma rodela de abacaxi de tão decepcionada.

Ichigo assente.

— Tem razão, principalmente por sua causa que ofega pra cacete quando a gente faz amor.

— ICHIGO! — ela dá um chute na canela do ruivo que pula de uma perna só.

— Caramba Rukia eu só estava brincando!

— Seu idiota não fica falando essas coisas com voz alta e orgulhosa! Já pensou se alguém te ouvir!?

— Tá, tá já entendi! — ele massageia a perna. — Vamos logo atrás de outro lugar. — ele sai do recinto e Rukia vem logo atrás.

O dia passa e tudo parecia ter sido em vão.

— E agora? — Rukia pergunta sentada dentro do carro que já estava estacionado na frente da casa de Ichigo.

— Pior que todos os lugares que gostamos estavam caros demais... Teremos que pensar em uma nova estratégia.

— Tipo o quê? — ela pergunta.

— Morar alugado, é o jeito. — Ichigo dá de ombros.

Rukia não gosta muito da idéia.

— Se for assim eu prefiro morar naquela caixa de fósforo Ichigo mesmo que seja difícil respirar depois da gente fazer amor. — Ela entorta a cara.

Ichigo também não gostava daquela idéia.

— Vamos fazer assim: Eu vou falar com meu pai para ver se ele sabe de alguém que conheça um bom lugar pra comprar, então eu te ligo de volta pode ser? — ele sugere.

— Acho melhor adiantarmos isso por que ainda nem planejamos nossa lua-de-mel. — Rukia lembra.

— Falando em lua-de-mel, eu estava querendo ir para um lugar bem afastado do Japão, para ficarmos bem longe de todo mundo... Mas quando digo longe é bem longe mesmo. — diz Ichigo enfaticamente.

— Nossa! Por que tão distante assim? — Rukia fica confusa.

— Porque eu já enjoei dessa área, prédios, carros, essas coisas sem graça. Eu quero ir para um lugar onde tenha mais natureza e menos gente conhecida entendeu? Para termos mais privacidade na nossa viagem.

— Ah... Entendi... — Rukia assente. — Mas onde seria isso?

— Bem, eu liguei pro Chado e ele me mandou alguns planos de viagens com pacotes para lua-de-mel muito bons, quer ver? — o ruivo pega uma pasta de documentos no banco de trás mostrando vários catálogos de uma agência de viagens.

— Como Sado conhece isso? — Rukia pergunta curiosa.

— Na verdade esses catálogos são da Andressa-san, Chado me disse que ela tem parentes que trabalham com esses pacotes de viagens pela América Latina e ele me deu essa idéia de pedir para ela um pacote especial.

— “Pacote especial...?”.

Ichigo coça a cabeça sem graça.

— É que a Andressa-san disse que a nossa viagem de lua-de-mel ia ter desconto se planejássemos usar os serviços da agência da família dela.

Rukia ri.

— Sabia. — continua rindo.

— Ei, mas eu não estou dizendo isso por causa da promoção! É que o lugar é realmente bonito, dá uma olhada nos catálogos! — Ichigo tenta ser mais honesto.

Rukia balança a cabeça espantando um pouco mais o riso e folheia os papéis, achando interessante algumas imagens e paisagens.

— Uau... E não é que é bonito mesmo? — ela diz surpresa.

— Não falei? O ruim de ficarmos no Japão é que desde criança a gente vive “passeando” pelos mesmos lugares, mas se viajarmos para outros países dá para conhecermos um monte de lugares bonitos.

— Gostei desses lugares... Argentina e... — ela vira a página e olha assustada. — Ichigo... Por que tem uma mulher pelada nesse catálogo...? — diz mostrando a foto de uma mulher de biquíni em uma praia.

— Gah! Isso!? É uma mulher brasileira e ela não está pelada... Só que esse biquíni e meio... “desaparecido”. — ele fica sem graça. — Mas tem uns lugares bonitos por lá, especialmente nas cidades litorâneas e se não me engano tem o maior rio do mundo no país também. — Ichigo explica.

— Nós definitivamente não iremos para lá! — Rukia protesta.

— Ué? Por quê? — ele fica sem entender.

— Nunca que nesta vida eu vou deixar o meu marido desprotegido em um lugar perigoso desses!

— “Perigoso...?” — ele pisca. — Ah... Entendi... — Ichigo começa a rir. — Você está com ciúmes de mim!

— Não! Eu não estou! — ela bufa nervosa.

— Está sim... Eu te conheço Kuchiki Rukia... — Ichigo fica atiçando a shinigami cutucando em sua testa.

— Tá eu estou mesmo! — ela responde revoltosa.

Ichigo gargalha, enquanto Rukia corava violentamente.

— Oh! É mesmo! — o ruivo estala o dedo e fita a noiva. — Rukia, como vai ficar seu sobrenome?

— Meu sobrenome?

— É! Você vai mudá-lo?

— Claro que eu vou! Vai ser “Kurosaki” quando nos registrarmos não vai?

— Sim, mas aqui no Japão eu posso fazer o contrário e assumir seu sobrenome também, mas eu não creio que o Byakuya ia ficar muito feliz. — Ichigo comenta coçando as bochechas. — Mas se você quiser permanecer com o Kuchiki é juridicamente legal também.

Rukia não precisa pensar na hora de responder.

— Eu quero ter o sobrenome do meu marido. — ela toca em sua mão. — Para mostrar para todo mundo que eu pertenço totalmente a você.

Ichigo cora sem graça.

— Oh... Você é uma gracinha quando fica sem graça. — ela brinca.

— C-cala a boca... — ele responde sem jeito.

— Então vem calar... — Rukia insinua.

Ichigo sorri maliciosamente.

— Ah é...? — ele se aproxima do rosto da noiva que faz o mesmo e trocam um beijo apaixonado.

— Não tem ninguém em casa essa hora, você quer entrar um pouco? — ele pergunta.

— Eu sei exatamente o que está planejando Kurosaki Ichigo... — Rukia sussurra com sua boca bem próxima à dele.

— E vai me dizer que não quer...?

Ela só faz responder com um sorriso.

Kuroshitsuji OST — Licorice Color

O casal troca um beijo demoradamente apaixonado dentro do carro, eles entram na casa de Ichigo e se dirigem para o quarto do rapaz que tranca a porta.

Ele fecha as cortinas e excitado pegar Rukia no colo e a escora no guarda-roupa começando a beijá-la com vontade. A noiva que estava pendurada nele com braços envoltos em seu pescoço e pernas entrelaçadas em sua cintura parecia ter se acostumado com aquelas pequenas visitas íntimas.

Rukia beijava e mordiscava o pescoço e orelha de Ichigo que levanta a saia da companheira e abre o zíper de sua calça ainda continuando a beijá-la com força.

— Ichigo e se a sua família chegar? — Rukia sussurra preocupada ao perceber que já estava em seu limite racional.

— Então acho melhor sermos rápidos. — ele sussurra de volta.

Ela balança a cabeça sorrindo, mas geme alto quando Ichigo a penetra sem cerimônias.

— Ichigo...! Devagar! — ela protesta, mas seu corpo não obedecia sua voz.

— Shhh... — ele sussurra para ela ficar quieta e inicia movimentos rítmicos e fortes pressionando-a contra o guarda-roupa.

— Ichigo...! — Rukia geme fechando os olhos e cerrando os dentes, não porque doía, mas porque tinha acabado de descobrir que se excitava mais do que o normal com o prazer que sentia quando Ichigo a penetrava com força.

O ruivo a segurava pelas nádegas enquanto as costas da morena eram apoiadas pelo móvel. Por causa dos movimentos desesperados em busca do prazer, a calça de Ichigo estava arreada no chão e ele pisa dando um coice para afastá-la enquanto estavam bastante ocupados fazendo amor.

Rukia por outro lado estava completamente indefesa, mas ao contrário da primeira vez que se entregaram um ao outro, desta vez a morena via uma nova faceta do companheiro e conhecia uma nova personalidade de si mesma que não conseguia se controlar estando nas mãos de Ichigo.

O rubor em suas faces era um misto de descobrimento e calor do momento. O ruivo via as faces contorcidas de prazer de Rukia, mas não tinha idéia da própria expressão que fazia. Já para ela Ichigo parecia hipnotizado, como se estudasse suas expressões e respondesse à altura do prazer que queria lhes proporcionar.

Os espasmos de Rukia não demoram a aparecer. Ela se agarra a Ichigo com força e enterra seu rosto em seus ombros soltando gemidos e golfadas de ar. Ele ao perceber que a noiva tinha alcançado o clímax, se sente mais excitado e acelera ainda mais seus movimentos, para desespero de Rukia que já estava muito sensível, ela implora para Ichigo parar, mas o tom inocente e prazeroso de sua voz tem efeito contrário no ruivo que vem com tudo dentro da companheira.

Ichigo geme alto erguendo Rukia a cada espasmo descontrolado de prazer, ela quando sente o líquido quente pulsante escorrendo dentro de si encosta sua testa na dele esperando-o se acalmar.

Eles se beijam e ela é carregada até a cama onde se deitam e trocam carícias.

— O... O que foi isso Ichigo...? — ela pergunta um pouco surpresa crendo ter sido tudo aquilo um pouco surreal demais.

— Efeito colateral de dias sem nos vermos. — ele ofegava mais calmo normalizando a respiração.

— Esses efeitos colaterais são bons né...? — ela estava mesmo dizendo aquilo?

— Eu que o diga... Mas não quero ficar muito tempo sem te ver.

— Não se preocupe, logo estaremos morando juntos, essa preocupação não vai mais existir.

— É melhor você estar preparada futura senhora Kurosaki Rukia, pois vou judiar de você assim todos os dias.

Ela olha maliciosamente de volta.

— Eu vou cobrar...

— Feh, até parece que precisa, dessas coisas eu me lembro direitinho... — ele responde com o mesmo olhar.

— T-tarado...! — ela gagueja corando violentamente.

Ele ri e faz carinho em suas bochechas então voltam a se beijar, mas não demora muito para as carícias começarem a evoluir novamente e a fazer os dois se entregarem perdidamente ao amor. Assim que terminam e se sentem realmente exaustos o casal cochila abraçado e acordam momentos antes da família de Ichigo voltar.

Aquele conto de amor iria longe, mas eles ainda não sabiam o quanto demorariam em usufruir de uma felicidade que tardaria alguns anos a se realizar...

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Continua...

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Notas finais
Um capítulo bem tranquilo com hentai bem light porque eu queria tentar mostrar para vocês que a vida de Ichigo e Rukia é igual a nossa! Os mesmos problemas que surgem desde o dia que se planeja casar: Procurar casa, organizar festa... Lua-de-mel... Acho que algumas de vocês se identificaram né? Uma leitora comentou que eu estava fazendo Tales ter uma narrativa muito "The flash", bem, eu entendo que para algumas que estão acostumadas a ler + de 5 mil palavras que é a média de capítulos da Saga principal, Tales deve parecer brincadeira de criança, mas gostaria que lembrassem que a promessa de Tales é desenvolver os "sentimentos" dos personagens e expôr seus relacionamentos, mas se o ritmo estiver muito frenético, vou tentar diminui-lo, como fiz neste, porém não é uma promessa, afinal, quero que algumas coisas aconteçam à parte nesse projeto em particular que servirão como ponta para certas revelações em Memórias e Ascensão ok? Obrigada por tudo pessoal e só lembrando que os interessados em entrar no grupo do Whatsapp é só mandar uma MP com número de celular tá? Bjus da tia Lyel e até a próxima crianças! NEXT CHAPTER! CASAMENTO! PS: Rukia brigou, insistiu, mas no final seu pacote de lua-de-mel vai passar pelo Brasil kkkkkk.