Quando O Futuro Vem Dos Céus - The Lost Tales

10 First Tale - A Origem de Hisana - Parte III


Notas iniciais
Um sonho que estava cada vez mais próximo de se tornar realidade. Com a idéia de usar o Hougyoku como catalisador de seus sonhos, Ichigo e Rukia ao lado de Urahara se preparam para por em prática o que planejam. Neste capítulo fiquem atentos às explicações de Urahara, pois através do que acontece neste capítulo muita coisa fará sentido em Crônicas e especialmente no que diz respeito ao que Kurosaki Hisana realmente é...

Abertura de The Lost Tales

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Tokyo Ghoul OST: Licht und Schatten

Alguns dias haviam se passado desde a reunião na casa de Urahara e acordo feito entre o casal Ichigo e Rukia mais o cientista e sua ideia de ajuda-los a constituir a tão sonhada família.

Rukia estava deitada em uma cama dentro do laboratório de Urahara e era difícil esconder sua ansiedade com tudo aquilo. Ichigo estava ao seu lado segurando sua mão e esperava atentamente pelo homem do chapéu listrado trazer o tão esperado objeto que idealizaria seu sonho.

Não demora e Urahara entra segurando algo coberto por um pano nas mãos, ele pede licença e o coloca sobre um pedestal ao lado da cama.

— E então Kuchiki-san, como se sente hoje? — pergunta voltando a chamá-la pelo nome de solteira para não confundi-la com Ichigo.

— Estou muito bem... Porém bastante nervosa. — olhava esquiva.

Urahara sorri.

— Eu entendo, acho que lembrar o que o Hougyoku fez anos atrás em você não deve ajudar muito não é mesmo? Sinto muito a culpa é minha.

— Não. Você entendeu errado, não me refiro a isso, até porque já te perdoei depois de chutar o seu traseiro... Eu estou nervosa e bastante ansiosa porque eu sei que vai dar certo. — ela sorri para Urahara com seus olhos violetas vibrantes.

— Entendo... Fico feliz em ouvir isso.

— Então Urahara cadê o Hougyoku? — Ichigo pergunta.

O cientista responde descobrindo o pedestal e a mesma figura cálida do objeto que tanto lhes causou problemas no passado estava diante de seus olhos emitindo uma aura estranha e nauseante para Rukia.

— É igualzinho ao anterior... Igualzinho àquele que Aizen tirou de dentro de mim usando aquela luva grotesca...

— Quem bom que se lembrou como ele foi retirado de você... — Urahara começa a suar um pouco nervoso. — Porque é exatamente daquele jeito que eu pretendo coloca-lo dentro do seu corpo de novo...

Rukia engole em seco.

— Urahara-san não tem nenhuma outra forma de implantar o Hougyoku na Rukia? Aquele método é muito... Muito bruto... — Ichigo resmunga.

— Sem machucá-la e deixar sua alma intacta infelizmente não... Lembre-se que a Kuchiki-san precisa “dominar” o Hougyoku e fazê-lo assimilá-la como mestra só assim ele vai se fundir à sua alma e deixá-la pronta para conceber.

— Desde que dê certo eu não me importo com que método use, então vamos começar. — Rukia dá o sinal.

— Tudo bem... — Urahara retira um objeto do bolso que se projeta sobre o seu braço e o transforma em algo mais grotesco. — Kuchiki-san eu preciso que relaxe.

— Certo. — ela respira fundo.

— E também... — Urahara fica com vergonha de dizer.

— E também o quê? — Rukia pergunta.

— Eu... Eu preciso implantar o Hougyoku direto no seu ventre...

Rukia fica vermelha e Ichigo também.

— Oi, oi, oi, oi, oi! Como assim?! — Ichigo se levanta da cadeira encarando Urahara ainda descontente.

— Não é para você ficar nua... Apenas abaixe um pouco a calça para poder deixar seu ventre exposto! — ele tenta se corrigir ou pelo menos parecer menos invasivo.

A cara de Ichigo tremia de ciúmes.

— Tudo bem... Se não tem outro jeito...

O ruivo engole em seco quando vê Rukia baixando um pouco as calças e levantando a blusa deixando sua barriga exposta.

Ichigo e Urahara ficam mudos e vermelhos, porém não mais que Rukia.

— Será que dá pra pararem de me olhar e terminar logo de uma vez! — ela suplica não aguentando tanta vergonha.

— Oh, sim claro! — o cientista volta a si e pega o Hougyoku sobre o pedestal e o posiciona sobre o ventre de Rukia, mas fica parado.

— O que foi? — ela o questiona.

— Kuchiki-san... Você quer muito ter um bebê não é mesmo? — ele a olha bem sério.

Rukia ao ver a seriedade de Urahara também fica séria.

— Mais do que tudo.

— Então aguente um pouco.

— Eh?! — Rukia pisca.

Urahara pressiona o Hougyoku sobre o ventre de Rukia que abre expandindo uma passagem em direção à sua alma, quando ela sente a pressão sobre seu ventre uma dor indescritível toma conta de cada célula em seu corpo e ela engasga sem conseguir gritar e totalmente sem reação, por outro lado Ichigo que segurava sua mão sente quando Rukia aperta com força e morde os lábios mudando de expressão até que ela solta uma longa golfada de ar e começa a perder a consciência.

— Oi! Rukia! Urahara-san o que está acontecendo? A Rukia está...!

— Não se preocupe... Vai ficar tudo bem...

São as últimas palavras que Rukia ouve antes de perder completamente a consciência.

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Advent Children — Aerith's Theme [HQ]

Rukia acorda abrindo lentamente os olhos em um ambiente familiar e aconchegante, ela olha ao redor e reconhece os móveis, assim como a cama grande e a cortina amarela na janela do quarto, também percebe que vestia seu pijama e que ele parecia bem folgado em seu corpo.

— Aqui é... Minha casa?

Um aroma delicioso de comida adentra o ambiente e Rukia repentinamente sente fome, ela coça os olhos e senta na beira da cama colocando um par de pantufas rosa e um casaco leve saindo do quarto e seguindo o cheiro convidativo que sentia.

Uma música agradável tocava na rádio quando Rukia se aproxima vagarosamente da cozinha e ela sorri encostando-se na coluna da entrada do recinto assistindo Ichigo jogar alguns ingredientes em uma frigideira enquanto assoviava acompanhando a música, ele usava o avental dela e parecia de excelente bom humor no comando dos utensílios.

Rukia solta uma risadinha quando seu marido tenta imitá-la jogando os ingredientes no ar e tentando aparar com a frigideira, mas ele acaba recebendo um banho de verduras pré-refogadas e resmunga do calor.

Ichigo ouve as risadas de Rukia e vira para trás dando de cara com a esposa que tentava se controlar.

— Gah! Rukia!? — ele fica sem jeito arrumando a bagunça que tinha feito. — Eu estava aqui tentando fazer o jantar e de repente as verduras ganharam pernas!

— E asas pelo que pude ver. — ela completa parando de rir um pouco e andando até ele. — Deixa que eu te ajudo. — se ajoelha ajudando a limpar.

— Ah... Desculpa pela bagunça, hoje eu tentei fazer um jantar especial, mas parece que não estava dando muito certo... — lamenta.

— O cheiro está ótimo. — ela elogia e o ruivo sorri.

— Como se sente?

— Meu corpo está um pouco mole, mas eu me sinto bem melhor, aliás não me lembro de nada do que aconteceu depois que o Urahara começou a implantar o Hougyoku, deu tudo certo depois que eu desmaiei?

— Sim. Urahara-san disse que você precisaria de repouso pelos próximos dias, então decidi trazê-la para casa, você está dormindo há algumas horas, que bom que já se sente melhor.

— Melhor e faminta.

Os dois se levantam do chão agora limpo e colocam as coisas na lixeira e louça na pia.

— Deixa eu te ajudar a cozinhar e se quiser posso te ensinar o truque das verduras voadoras. — Rukia brinca colocando as mãos na cintura.

— Vai brincando... E aproveita para começar a treinar como fazer papinha de bebê querida esposa, porque seu marido está pegando fogo.

— Está mesmo...! — Rukia olha surpresa para o ruivo.

Ele sorri sedutor.

— Hoho... Que bom que sabe mesmo...

— Não Ichigo você não entendeu, você está pegando fogo mesmo! — Rukia aponta para trás.

O ruivo olha para trás e vê suas calças em chamas por ter chegado perto demais da boca do fogão que havia esquecido de apagar após derrubar as verduras, ele sai gritando pela casa desesperado com o traseiro em chamas e pula de cabeça na piscina. Rukia ria e vinha se apoiando pelos móveis da casa de tanto passar mal diante da cena que tinha acabado de ver, ela chega perto da piscina e começa a se abanar puxando fôlego.

— Nessas horas eu deveria estar com meu celular! Se o Renji tivesse visto isso ia morrer de rir! — ela volta a gargalhar.

Ichigo bufava na água fazendo bolhas.

— Né Ichigo... — Rukia olha para a piscina, mas Ichigo não estava mais lá. — Ichig...!? — ela é pega no colo. — Ichigo?! Espera o que você está fazendo? Você está todo molhando!

— Não serei o único por muito tempo... — ele olhava com veias na testa para a esposa.

— Não Ichigo! Espera, espera, para, paaaaaaaaarraaaaa!

Ele pula com ela na piscina.

— FRIO! — ela volta à superfície gritando e batendo os dentes.

— Frio? Peraí! Você controla uma zanpakutou de gelo e tá sentindo frio!?

— Só porque Sode no Shirayuki é uma zanpakutou de gelo não quer dizer que sou insensível! — ela resmunga batendo no peito dele protestando com todas as forças.

Ele segura os braços de Rukia que continuava resmungando e se aproxima de seus ouvidos.

— Se quiser eu posso te aquecer aqui mesmo...

Rukia engasga e fica totalmente vermelha.

— Ichig...! — Ele a silencia com um beijo longo e apaixonado e quando finalmente perdem o fôlego ficam trocando olhares.

— Eu não estava brincando... — ele avisa.

— Atrevido... — ela sorri sem graça.

Ichigo também que a pega no colo e se aproxima do parapeito da piscina enquanto a enche de beijos e carícias começando a despi-la.

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Bleach OST Fade To Black #27 Suite Going Home(Piano)

Algumas semanas depois Rukia se revirava na cama durante a madrugada quando repentinamente se levanta com a mão na boca e sai correndo. Ichigo acorda com a luz do banheiro acesa em seus olhos e um barulho desagradável vindo dele.

— Rukia? — ele tateia o espaço da esposa ao seu lado na cama e se levanta ao sentir apenas os lençóis bagunçados.

Rukia estava escorada no vaso sanitário suando frio e com cara de enjoo.

— Querida você está passando mal? — Ichigo entra no banheiro ainda coçando os olhos tentando se acostumar com a luminosidade. — Quer ajuda com alguma coisa?

— Essa é a parte da gravidez que não vou me acostumar nunca... E olha que não foram poucas às vezes que passei por isso... — ela apoia a testa no braço ainda sem forças para sair dali.

Ichigo se ajoelha e começa a fazer carinho em suas costas.

— Eu vou pegar o seu remédio para enjoo tá?

— Eu o esqueci dentro do carro hoje de manhã, não demore, por favor... — ela não termina de dizer tudo o que gostaria, Rukia vira a cabeça para dentro do vaso e começa a vomitar outra vez.

Ichigo massageia as costas da esposa e assim que ela se acalma novamente se levanta e vai até o carro, mas o ruivo estava preocupado com alguma coisa.

— Esses enjoos dela estão mais fortes do que das gestações anteriores... Será que está tudo bem...? Talvez seja uma boa idéia eu falar com o Urahara-san amanhã...

O ruivo desliga o alarme do carro e abre o porta-luvas revirando alguns papéis achando finalmente o frasco que continua algumas cápsulas de remédio que sua esposa estava tomando, mas assim que fecha o compartimento ele sente algo que chama sua atenção, na verdade algo que ele imediatamente reconhece como sendo a reiatsu de sua esposa, uma pequena fração do poder que ela teve um dia, mas a sensação é diferente e parecia fora de foco tanto que o surpreende e o faz bater a cabeça no teto do automóvel.

Ichigo fecha o carro e sai correndo de volta para sua casa.

— Não há dúvidas, essa reiatsu...! É a reiatsu da Rukia que havia sido selada! — ele entra no quarto e vai até o banheiro. — Rukia...? — ele arregala os olhos. — RUKIA!

Sua esposa estava gemendo no chão com as mãos na barriga próxima da pia que estava de torneira ligada, ela respirava descompassadamente e suava muito.

— Rukia, oi, fale comigo, Rukia! — Ichigo se desespera ao imaginar todo um pesadelo se formando em suas vidas outra vez.

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E.S. Posthumus — Harappa

Urahara e Yoruichi são surpreendidos pela reiatsu de Ichigo e outra presença efêmera que agora se fazia presente e eles reconheciam por sendo a de...

— Kuchiki-san! — Urahara abre a porta da loja dando de cara com Rukia no colo de Ichigo que gemia agarrada ao seu peito.

— Urahara-san, Yoruichi-san, por favor, nos ajude! — os olhos de Ichigo estavam trêmulos.

Algum tempo depois Rukia respirava tranquilamente deitada em um futon do quarto de visitas da loja de Urahara, ao seu lado ninguém menos que Ishida que havia sido chamado para a emergência e que agora monitorava seus batimentos cardíacos e inspecionava o soro que tinha colocado.

— E então Ishida? — pergunta Ichigo ao lado da esposa em repouso.

— Ela está bem Kurosaki, na verdade de minha parte só constatei uma pequena desidratação que é normal nesse período da gravidez, contudo, os testes que Urahara-san está fazendo talvez sejam mais conclusivos já que ele é o único que entende aquilo que fizeram com o Hougyoku...

—... Entendi... Mesmo assim muito obrigado por ter vindo a essa hora...

Ishida sorri.

— Vai ficar me devendo... E eu vou cobrar.

— Tá certo... — o ruivo sorri de volta.

— Ichigo...

Os dois olham para a mulher que abria vagarosamente os olhos e tentava levantar.

— Querida! — ele a ajudava levantar.

— Ichigo... — ela parecia desanimada. — Nosso bebê... Eu o perdi outra vez...?

Mas Ichigo sorria e Ishida também.

— Não Kurosaki-san, seu bebê está muito bem. — o médico responde.

Só então Rukia nota a presença do outro companheiro ao seu lado.

— Ishida...? O que você...?

— Quando eu voltei com seu remédio te encontrei caída no banheiro e a trouxe para cá porque acreditava que tinha alguma a ver com o Hougyoku, mas Urahara-san também pediu a ajuda de Ishida e por isso ele está aqui.

— Mas o meu bebê está realmente bem não está? — ela pede a confirmação de Ishida novamente que somente assente vigorosamente.

Rukia sorri aliviada.

— Meu amor, o que foi que aconteceu naquela hora?

— E-eu não sei Ichigo... Eu levantei para me lavar na pia, mas repentinamente senti uma tontura e uma vibração como se uma corrente elétrica fortíssima passasse por dentro de mim, então tudo que pude sentir depois foi uma dor inexplicável e então... E então... — ela olha surpresa para sua mão. — E então eu comecei a sentir minha reiatsu... — Rukia olha para Ishida e Ichigo. — Na verdade... Eu posso sentir a reiatsu de vocês agora também! — exclama surpresa.

— Isso se deve à assimilação do Hougyoku que o Urahara-san havia explicado, é possível que o que tenha acontecido com você seja a etapa da restauração dos seus poderes para sustentar a gravidez.

— Há meia verdade nisso apenas... — Urahara estava na porta do recinto. — Com licença se me permitem gostaria de entrar e conversar...

Rukia e Ichigo se entreolham e Urahara se aproxima do casal e de Ishida, então senta próximo a eles e cruza os braços parecendo bastante pensativo.

— O que aconteceu Urahara-san, essa sua cara não me parece trazer boas notícias. — Rukia parecia preocupada.

— Bem... — ele coça a cabeça. — Quando você chegou aqui Kuchiki-san eu escaneei seu corpo e tirei amostras de sangue para verificar se havia algumas mudanças no seu organismo e...

Urahara olha receoso para o casal.

— E o quê Urahara-san desembucha logo de uma vez! — Ichigo estava inquieto.

— Antes de tudo gostaria de tranquilizá-los e dizer que Kuchiki-san está desenvolvendo um bebê saudável como previsto...

Ichigo e Rukia inconscientemente seguram na mão um do outro.

— Mas...? — ela vai direto ao ponto.

Urahara fica mais sério, na verdade com uma expressão que parecia demonstrar ar de dúvidas.

— Kuchiki-san... Você não tem mais o Hougyoku...

— O quê? — exclamam.

— Mas como assim? — Ichigo questiona.

— Kuchiki-san não tem mais o Hougyoku no organismo dela... Porque ele se fundiu ao seu bebê durante o concepção.

Ichigo e Rukia olham surpresos e suando frios.

— Mas... Mas e o nosso bebê...?

— Ele está bem. — Ishida responde. — eu fiz alguns exames laboratoriais e está tudo bem com o bebê.

— Como isso foi possível Urahara-san? Como o bebê se fundiu ao Hougyoku? Não era para isso acontecer com a Rukia? — Ichigo tenta buscar uma resposta cientifica.

— Lembram que eu falei a vocês sobre como o Hougyoku reconhece seu mestre pela força de vontade? Eu acredito que o próprio ato da concepção e o princípio de “existir” de uma nova vida como um bebê tão especial como o de vocês foi interpretado pelo Hougyoku como vontade suficiente para subjugá-lo por completo... — Urahara parecia confuso e não acreditava no que ele mesmo dizia tamanha a surpresa que sentia. — Eu realmente não esperava que algo assim fosse acontecer.

— Mas o que vai ser de mim agora? E meu bebê? — Rukia parecia preocupada.

— Kuchiki-san, agora que seu bebê se fundiu ao Hougyoku e se tornou o seu mestre acredito que o artefato fará o possível para ele nascer... Porém isso implica que irá usá-la para tal propósito.

— Como assim? — Ishida pergunta.

— O Hougyoku vai exigir cada vez mais poder para atender às expectativas da nova vida que irá nascer e se o próprio ato da concepção de seu bebê foi capaz de subjugar um artefato como o Hougyoku, significa que você precisará se adequar a estas exigências que se tornarão cada vez maiores.

— Em outras palavras, Kurosaki-san continuará como uma mãe que alimenta o feto através da placenta, mas a energia que o bebê vai precisar para se desenvolver será muito maior do que a de uma mãe comum não é isso? — Ishida parecia ter entendido.

— Por isso não tive dúvidas em chama-lo Ishida-san. — Urahara assente. — Sua reiatsu voltou hoje como primeira resposta a tais exigências Kuchiki-san, mas como seu corpo não estava mais acostumado à energia espiritual por causa do selo colocado em você para torná-la humana, o Hougyoku o quebrou e despertou seus antigos poderes abruptamente e a fez sofrer uma crise de reiatsu que se refletiu em seu corpo... Por isso você passou por tudo aquilo.

— Então os poderes que deveriam voltar pouco a pouco voltaram de uma vez... Isso significa que a quantidade de reiatsu que o meu filho precisa para se desenvolver já está nesse nível?! — Rukia parecia assustada.

Urahara hesita por um momento, mas logo concorda lentamente.

— Mas se o bebê vai precisar de mais reiatsu no futuro como vou fazer para sustenta-lo se este é todo o poder que eu tenho!? — ela pergunta preocupada.

Seu marido também parecia compartilhar do mesmo sentimento e Ishida suava frio não conseguindo pensar em nada.

— Eu... Eu acho que posso fazer alguma coisa... — Urahara olha para eles. — Na verdade já sei exatamente o que posso fazer para ajudar.

— O que precisamos fazer? — Ichigo pergunta.

— Eu posso desenvolver algo capaz de amenizar os impulsos de reishi provenientes do bebê em direção a você, pois eles irão prejudica-la por causa da pressão espiritual que ele exercerá e necessidade de consumir grandes quantidades de energia da mãe. — ele olha para o pai. — Kurosaki-san, eu precisarei de sua ajuda para conceder uma parcela de seu poder à Kuchiki-san para ajuda-la a sustentar a gravidez.

— Boa idéia! Com isso a Rukia não precisará usar apenas o seu poder, mas com a ajuda dos meus poderes nosso bebê vai conseguir se desenvolver!

O cientista sorri assentindo.

— E como vai fazer isso? — Rukia pergunta curiosa.

— Vou criar um dispositivo que possa transferir conforme a necessidade a reiatsu de Kurosaki-san direto para você, não vai ser difícil porque nós temos a sorte de ambos terem um núcleo espiritual parecido e como o bebê é de vocês não existirá rejeição. — Urahara sorri serenamente por um instante deixando seus companheiros curiosos com sua expressão. — E também... Vai ajudar o bebê a reconhecer muito mais cedo a presença de vocês como pai e mãe e sem sombra de dúvidas criará um laço muito forte entre os três...

Ichigo e Rukia ficam surpresos por um instante, eles se entreolham em seguida e sorriem para Urahara.

— Como se fosse um laço espiritual de mãe para filho... — Rukia pousa a mão sobre o ventre.

— E não se esqueça do pai também... — Ichigo sorri colocando sua mão sobre a dela.

Urahara e Ishida ficam felizes pelos dois amigos.

— Nós vamos dar privacidade para vocês, Kuchiki-san durma hoje aqui com Kurosaki-san e amanhã já começarei a trabalhar no meu novo projeto.

— Obrigada Urahara... Muito obrigada mesmo. — Rukia o agradece em reverência.

— Nós não temos palavras para lhe agradecer Urahara-san. — Ichigo não sabia o que dizer.

— Não se preocupem... Saber que seu bebê um dia será amigo do meu filho já é suficiente. — ele responde e assentindo se retira do quarto.

— Eu também preciso ir. Amanhã é dia de plantão e Orihime não vai me perdoar se eu dormir menos de seis horas antes do trabalho.

— Ela já está assim é? E eu pensando que o problema era só com a Rukia, ai! — ele resmunga depois de levar uma cotovelada da esposa.

Ishida ri.

— Kurosaki, quando o soro de sua esposa terminar não se esquece de tirar e colocar o esparadrapo e curativo que separei na caixa de primeiros socorros.

— Pode deixar. — ele responde.

— Obrigada Ishida, mande lembranças para Inoue e seus bebês.

— Tá certo, vou me lembrar disso quando chegar em casa. — com sinal de despedida ele se retira e fecha a porta.

Two Steps From Hell — Could've Been

Quando ficam a sós e após algum tempo acordados Ichigo verifica o soro da companheira e vendo que tinha acabado retira a agulha da mão da esposa e começa a fazer os curativos em sua mão.

— Estou muito feliz. — Rukia olha para ele.

— Eu também. — ele confessa passando gaze no local que sangrava um pouco.

— Você quer menino ou menina?

— Ué já vamos apostar tão cedo assim no sexo do bebê?

— Por que não? Me conta vai?

Ichigo fica vermelho.

— Eu quero uma menina.

— Menina? Eu pensei que ia querer um menino para poder ter com quem jogar futebol ou assistir televisão. — Rukia parecia surpresa.

— É porque... Porque... Eu quero um dia ter motivos para chutar o traseiro do namorado dela de dentro de casa... Quero ter ciúmes também... E exibir ela pro Byakuya... Passear na pracinha... Levar para a escola...

Rukia fica muda, mas logo começa a rir baixinho.

A face rubra de Ichigo tremia e ele fazia bico parecendo ter usado todas as suas forças para confessar aquilo.

— E você quer o que? Menino? — Tenta fazê-la parar de rir.

— Não... Eu também quero uma menina. — ela se contém e responde.

— Olha lá heim... Seu reinado será ameaçado se tiver outra rainha disputando o trono dentro de casa.

— Eu não me preocupo com isso é só que... Desde que morava em Rukongai eu sempre andei na companhia de meninos e a primeira amiga que eu fiz foi a Inoue... Mas ter uma filha vai ser uma amizade totalmente diferente e especial... Estou muito ansiosa por isso! — Rukia sorri radiante.

Ichigo fica corado diante do sorriso cheio de beleza da esposa e murcha sem graça em seguida.

— Poxa... E eu aqui todo feliz em chutar a bunda de alguém...

Rukia começa a rir e seu marido resmunga derrotado terminando de fazer os curativos. Assim que finaliza o procedimento ele guarda a caixa na estante e afasta os materiais hospitalares do futon.

— Vamos dormir que minha bateria tá na reserva. — Ichigo brinca e ajeita o travesseiro de Rukia e a cobre com o edredom, em seguida ele põe a outra cama no chão e deita ao seu lado.

— Eu te amo Ichigo... — ela sussurra com voz sonolenta.

Ele sorri vendo-a fechar os olhos.

— Eu também te amo Rukia... — responde fechando os seus e finalmente dormindo tranquilo depois da longa noite conturbada.

Mesmo diante das adversidades o casal não desistiria de completar sua felicidade e diante de tantas revelações agora era possível entender a criança especial que um dia nasceria.

Mais um passo rumo à felicidade havia sido dado...

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Continua...

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Notas finais
Me esforcei para entregar o Capítulo hoje porque é o aniversário da Rukia nossa diva! Presente de aniversário merecido para ela depois de um 2014 apagado e esperanças de um 2015 mais Ichirukiano! Para quem não sabe foi criado um site especial de anúncio ao 13º Ano de Bleach e aparentemente Kubo tem algo especial para anunciar este ano: http://www.j-bleach.com/ Não se sabe o que vai ser ainda, mas existem especulação inclusive de um Spin-Off à caminho, o jeito é ficar na reserva e aguardar! Aos interessados podem obter mais informações no Forumproject, onde sou moderadora da Board de Bleach: http://forumproject.xpg.uol.com.br/forum/24-mang%C3%A1/ Obrigada por acompanharem mais um capítulo crianças e espero que tenham gostado das altas revelações sobre a origem de Hisana. A propósito... Ainda restam dúvidas sobre o motivo da protagonista ser são monstruosa agora?