Quando O Futuro Vem Dos Céus - Crônicas
5 Quando Sonhos e Desejos Colidem
Notas iniciais
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Bleach OST — Wrapped in Kindness
Acima das nuvens da cidade de Karakura a jovem de capuz cobrindo-lhe a expressão discutia com alguém em seu comunicador com ar bastante preocupado.
— Como é que é?
— É isso o que você ouviu Urahara, a Inoue-san me viu e conversou comigo, pra piorar eu tive que dizer um nome que acabou saindo sem querer como se fosse o meu e ainda acabei dizendo que voltaria para ver o Kurosaki Ichigo amanhã...
— Nossa! E como você disse que se chamava? — ele pergunta tentando parecer preocupado.
— Hisa.
— Mas esse é seu verdadeiro nome...! Peraí... Você disse Hisa?Não tem nada de fictício nisso! — ele exclama em meio a um escândalo. – Aliás por que esse nome?
— Eu tenho meus motivos, aliás esse nome também é meu apelido, só vocês me chamam assim! — uma veia furiosa brota da testa da jovem.
— ...
— Caramba Urahara, o que esse encontro pode acarretar heim? — Ela parecia nervosa dessa vez.
— Não sei ao certo. — Diz pensativo. — Uma coisa é o relógio impedir aquilo, outra coisa é ele evitar lapsos de memórias ou fusão delas dimensionalmente, na verdade não sei exatamente o que pode acontecer por que isso nunca tinha acontecido antes e por que "certa pessoa" disse que tomaria cuidado.
— Desculpe, mas eu não sabia que ela podia esconder a reiatsu daquela forma, eu acabei vacilando porque achei que poderia ter acontecido alguma coisa com ela...
Ele suspira.
— O que está feito está feito, se algo de ruim tivesse que acontecer já teria acontecido e você disse que iria até Kurosaki Ichigo amanhã de manhã?
— Não necessariamente, já que você acabou de dizer que provavelmente isso não mudará nada acho melhor me distanciar de novo e observar ao longe.
— Ou talvez não. — Urahara parecia ter uma idéia.
— Como assim? — Hisana levanta uma sobrancelha.
— Uma interação com eles poderia vir a calhar agora, estreitaria seus laços de confiança e não estaria fora dos planos, apenas estaria seguindo o mesmo curso, mas por um ângulo diferente.
— ... Peraí, você não está insinuando que eu deva!? — Ela exclama suando feito uma condenada.
— Já tenho até as roupas perfeitas para você, estarei mandando amanhã de manhã. — Diz Urahara com sorriso cínico.
— Seu infeliz! Que desculpa eu vou dar pra eles quando virem uma aluna nova de lugar nenhum vindo até eles!? — Hisana grita com tanta veemência que a sua voz faz algumas nuvens se afastarem de medo.
— Ué, seja criativa, igual a sua mãe. — Responde Urahara abrindo um leque para esconder as risadinhas.
— Argh! Urahara! — Ela parecia esganar um pescoço invisível com as mãos.
Ele solta uma risadinha abafada.
— Eu estava brincando, mas pense bem Hisa-chan, esta oportunidade de vê-los vivos novamente será uma experiência única.
— Não foi isso que eu quis dizer, mas é que... Eu não sei se estou preparada para encará-los nos olhos depois de tantos anos e ainda por cima mais jovens que eu...
— ...Hisa-chan...
Há um momento de silêncio de ambos os lados por alguns segundos, então Hisana responde:
— Urahara, se isso é necessário para concluir a missão, então tudo bem, eu posso fazer isso.
— Contamos com você Hisa-chan.
— Mais uma coisa Urahara, como estão os outros? — Ela muda o assunto por um momento.
— Estão dormindo, estamos todos cansados pelo dia de hoje e por falar em cansados, Hisana, você tem que dormir também.
— É verdade, vou ter que me virar por aqui. — A jovem começa a olhar para os lados.
— Então boa sorte Hisa-chan e boa noite.
— Boa noite pra você também Urahara, mande lembranças a todos e diga que sobrevivi apesar de você ter tentado me matar. — Essa parte ela parecia estar falando a verdade.
Urahara ri, mas sorri para a companheira e Hisana dá por encerrada a transmissão, mas assim que que o comunicador desliga...
— Pombas! E agora onde é que eu vou dormir! Estou me sentindo uma sem-teto agora...
Hisana murcha e começa a procurar um lugar apropriado para dormir, mas se dormir estava sendo o problema, ela nem gostaria de pensar como seria para usar o banheiro.
— Maldito Urahara, ele poderia ter previsto isso pelo menos! — Resmunga pulando pelo telhado das casas vizinhas.
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Ichigo começa a subir no telhado da própria casa, lá em cima com certeza era o local mais arejado, mas quando esta subindo percebe que não era o único acordado naquele momento em casa.
— Rukia? O que você ta fazendo aqui?
Rukia olha para Ichigo meio surpresa em vê-lo.
— Ichigo? Eu apenas não estava conseguindo dormir, mas daqui a pouco eu já irei descer. Quanto a você? Não consegue dormir também?
— Mais ou menos. — Ele responde se aproximando. — Na verdade eu acabei acordando depois de um sonho esquisito que eu tive.
— Que estranho, eu também acabei acordando por causa de um sonho. — Rukia parecia não acreditar na coincidência.
— Sério? E como foi esse seu sonho? — Ele pergunta curioso.
— Bom... — Rukia pensa um pouco no que contar sobre aquele sonho afinal, existiam detalhes nele que com certeza incomodariam seu parceiro. – Na verdade foi um sonho bem estranho que tive sobre nós dois.
Ichigo ao ouvir "nós dois" presta mais atenção em Rukia.
— Eu sonhei que nós... Nós... — Rukia acha a situação desconcertante demais pra tentar continuar, ela enrubesce, mas acha forças e continua. – Eu sonhei que éramos casados Ichigo e que tínhamos uma filha.
Ichigo trava quando ouve aquilo, poderia ser aquele o mesmo sonho que tivera?
Rukia fita o amigo de relance e coça a bochecha um pouco sem graça, então abraça os joelhos e olhando para a lua continua.
— Sonhei com isso a noite inteira, mas o mais assustador foi que o sonho parecia tão real que me lembro até do calor da criança, dela correndo pelo quintal do que supostamente seria nossa casa e até mesmo me lembro de você comigo e com ela como se fossemos uma família...
Ichigo estava branco, não conseguia acreditar no que estava ouvindo.
— Fale-me mais sobre esse sonho Rukia...
Olha vira a cabeça para ele, o ruivo se aproxima e senta ao seu lado, ele parecia perturbado, mas tentava não demonstrar seus sentimentos, porém Rukia percebe, pois ela mesma também não sabia muito bem como reagir, mas a pedido do companheiro continua contando mais detalhes do sonho que tivera, lógico que pulando alguns detalhes impróprios para crianças.
— Ichigo o que mais me incomodou nisso tudo não foi o sonho em si, mas a sensação que ele me transmitiu como se tudo aquilo fosse uma lembrança, uma memória minha... Me desculpe por estar falando isso pra você que sempre foi meu amigo, mas a verdade é que... — Rukia faz uma pausa estudando o que dizer. – Desculpe, eu não deveria ter te contado isso Ichigo. — Ela olha para ele que estava pensativo e olhando para ela com expressão vazia e perdido em pensamentos. – Ichigo? Você está bem?
— Uhm? Oh sim eu estou bem, não se preocupe Rukia, sonhos são apenas sonhos, nós estamos tendo uma semana cansativa de provas na escola, isso deve ter afetado a gente a tal ponto que mal conseguimos distinguir o real do imaginário. — Responde Ichigo tentando ser convincente e rindo sem graça.
— Será? Eu só queria que você soubesse que eu respeito muito você como amigo, não queria ser desrespeitosa com você nem mesmo em sonhos Ichigo, mas tudo foi tão estranho... Não sei exatamente o que pensar... Na verdade fiquei preocupada com tudo isso. — E ela parecia mesmo.
Ichigo sorri e toca no ombro da amiga.
— Eu entendo, é uma situação inesperada, mas está tudo bem, não se culpe e nem se preocupe com isso. — Diz Ichigo se levantando e se dirigindo para a borda do telhado pronto para descer. – Já está ficando tarde, é melhor descermos Rukia, amanhã não teremos prova, mas duvido que seja um dia tranquilo como hoje.
— Tudo bem. — Responde Rukia se levantando, mas ela lembra de uma coisa. – Ichigo?
— Hum? — O rapaz pára de descer as escadas.
— Sobre o que era o seu sonho? — Ela pergunta curiosa.
Ele pensa por um segundo e desviar o olhar por alguns momentos, até que coça a cabeça desconcertado e sem graça.
— Não deveria ser grande coisa por que acabei me esquecendo. — Fala Ichigo esquivo sem olhar para ela e descendo para fugir do assunto. — Vem logo ou você vai acabar se resfriando Rukia.
— Eu já estou descendo. — Ela o acompanha pelas escadas e ele oferece a mão como apoio para ela terminar de descer.
— Rukia... — O rapaz parece querer voltar ao assunto.
— Sim, Ichigo? — Ele levanta o olhar para ele.
Ichigo faz menção de querer contar o que lhe incomodava, mas acha melhor guardar para si.
— Nada de mais, apenas ia dizer pra você tentar dormir desta vez. — Responde sorrindo.
— Obrigada, desejo o mesmo para você, boa noite Ichigo. — Rukia responde de igual modo.
— Boa noite Rukia.
Após se despedirem ambos se dirigem cada um para seus respectivos quartos e ainda pensativos sobre aquele sonho esquisito que ambos haviam compartilhado dos detalhes, mas o mais incomodado era Ichigo. Por que ele havia sonhado o mesmo sonho que Rukia? Por que ambos compartilharam do mesmo sentimento? Quem era aquela menina do sonho que parecia tão real?
Tudo era muito nebuloso para Ichigo, a única coisa que ele poderia pensar era que aquilo não passasse de uma incrível coincidência.
Pelo menos era o que ele gostaria que fosse.
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Longe dali, dentro de uma grande dimensão escura, dois seres de aparência humana e olhares assassinos, corriam em direção a cidade de Karakura sedentos por batalhas e desejo de destruição, era apenas questão de tempo até que isso se realizasse e o inferno começasse novamente.
— Eu vou brincar muito com ela antes de levá-la para o mestre, você pode ficar com o resto. — Fala o mais alto com cara de árabe feroz, cheio de cicatrizes pelo corpo e uma espada gigante nas costas.
— Como sempre, você quer o melhor da festa não é mesmo Fisus? — Brinca o mais baixinho de corpo ágil e duas espadas nas costas.
— Estou lhe dando praticamente todos os brinquedos e você ainda reclama? Deixe de ser mal agradecido Granus.
— Que seja, mas o que me intriga é o motivo dela ter vindo até aqui.
— Não consigo imaginar o maior motivo dela ter feito isso, mas se vai contra os planos e vontade de nosso senhor, então pouco me importo com os detalhes.
— Verdade, nosso senhor sabe o que faz, apenas tenho que agradecer por ele ter nos mandado aqui para brincarmos com ela novamente, será que Hisa-chan continua aquela criancinha fraca e impulsiva que acha que pode salvar todo mundo? — Granus pergunta.
— Pouco me importa como ela está, ou quais são seus objetivos, a única coisa que eu quero é me vingar das cicatrizes que ela fez em meu corpo. — Fisus parecia cheio de rancor.
— Desse jeito vai sobrar é pra mim! — Granus gargalha alto.
Fisus olha firmemente para o horizonte em que correm e então diz:
— Me aguarde! KUROSAKI HISANA!
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Continua...
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