Quando O Futuro Vem Dos Céus - Ascensão
9 beLIEve
Notas iniciais
______________________________________
Mahou Shoujo Madoka Magica — Decretum
Solomon Bloodfield vira o rosto vendo Hisana lhe encarando com olhos decididos, o corpo do cientista virava em câmera lenta movida pelo instinto de não ser atingido pelas costas. Naquele momento é como se um flash de sua própria vida passasse pela sua cabeça em uma velocidade impressionante, mas ao mesmo tempo, lentas o suficiente para que ele pudesse desfrutar de cada segundo de suas memórias.
Em uma delas ele vê Daniele, sua companheira ao lado de Magnus que faziam deles um trio inseparável vindo em sua direção em suas vestes antigas e glamorosas, porém simples e primordiais. Um sorriso caloroso acompanhava sua mão delicada que é estendida para o cientista.
(— Então é assim que tudo termina? Com você vindo me buscar?). — ele pensa enquanto suas palavras parecem se desprender do corpo.
(— Não. Você melhor do que ninguém sabe que isso está apenas começando...). — a voz dela ecoa mesmo sem ela abrir a boca.
O punho de Hisana chegava mais perto acompanhado de seu rugido sem voz para o shinigami perdido em seus próprios pensamentos e emoções.
(— Ah... Tem razão...). — ele fecha os olhos.
A energia nos punhos de Hisana se concentra em um único ponto antes de atingi-lo.
(— Mas por hora... Deixe-me descansar...). — ele sorri.
O punho de Hisana atinge o estômago de Solomon e a energia da forja cria uma redoma pura e intensa que como um turbilhão frenético horizontal destrói tudo pelo caminho indo em direção ao laboratório do cientista e quebrando a máquina que mantinha o portal em pé, mas ela não para e vai em frente até sua velocidade e explosão poderosa fazerem-na decolar em direção ao céu e desaparecer como uma estrela ascendente.
Os amigos de Hisana estavam jogados no chão sob escombro e poeira pesada atingidos pela dispersão secundária da chama verde. Eles se recuperam um a um tentando encontrar uns aos outros na sujeira de campo de batalha.
— Pessoal! Ichigo! Ishida! Inoue! — Sado tossia tentando encontrá-los.
O latino vê uma mão acenando e aos tropeços se aproxima puxando-a e tirando Inoue debaixo de pedras e galhos quebrados, ela puxa Ichigo e Rukia se levanta poucos metros dali.
Ishida surge e Katsuya juntos aos demais não tinha se machucado por estarem sendo protegidos pela pedra gigante onde estavam anteriormente.
Os amigos se aproximam da pedra onde o loiro estava e ouvem barulhos de galhos quebrando, olhando para trás enxergam Seiken em sua forma felina trazendo sua irmã ainda humana e inconsciente nas costas.
— E Hisana? — Rukia pergunta, mas olhando na direção onde ela lutava.
Chovia detritos dos céus e a poeira densa tornava tudo difícil de enxergar, pouco a pouco a silhueta de Hisana surge e ela ainda estava na mesma posição de punho erguido após desferir o ataque. Solomon estava lá de pé e a jovem sorri ao ver isso.
— Desgraçado... Vocês shinigamis primordiais... São realmente monstros invencíveis...
As feridas de Hisana começam a se abrir novamente após o efeito da forja passar, seus olhos se tornam opacos e ela cai fechando os olhos com um sentimento de derrota entalado na garganta ao ver que não era a última a continuar em pé naquela luta...
(— Droga...) — é tudo o que consegue pensar antes de suas forças se esvaírem por completo e ela cair inconsciente no chão.
Solomon estava lá de pé olhando para ela e sorrindo.
— Kurosaki Hisana... Você realmente...
O corpo do shinigami começa a rachar como se ele fosse feito de vidro e ele olha para sua mão que trincava.
— Uma habilidade capaz de destruir uma existência imortal... Mas ainda não será o suficiente para derrotá-lo... Em breve você entenderá...
O corpo de Solomon pouco a pouco se torna um pó vítreo que vai sendo varrido pelo vento.
— Sua verdadeira provação se aproxima... Até lá... Aproveite seus últimos momentos... Kurosaki Hisana...
A existência de Solomon Bloodfield desaparece do mundo...
______________________________________
Na Seireitei os shinigamis preocupados com suas vidas enxergam a grande explosão de energia ascendendo e sumindo nos céus da Soul Society e a reiatsu absurda que vinha da direção da batalha entre Hisana e Solomon desaparecer.
— Não pode ser... Ela...? — Shunsui sussurrava.
— Ela venceu! — exclama Isane.
— Ela fez a obrigação dela, mas isso não nos torna imunes ao que Solomon deixou! — Mayuri corta a comemoração.
Ele e Urahara corriam contra o tempo para encontrar uma forma de combater os agentes patológicos do shinigami primordial.
O computador de Urahara emite um sinal e um compartimento se abre de onde um frasco vedado é ejetado.
— Conseguimos Kurotsuchi-san! — Urahara se vira para ele removendo a amostra da máquina na mesa do computador.
Ele põe em uma seringa injetando no próprio pescoço e fecha os olhos. Não demora e ele percebe que o suor do corpo e mal-estar estava passando, assim como o suor frio de seu rosto cessa, sem elogiar ou dizer os efeitos do antídoto ele se vira para seus auxiliares:
— Comecem a produzir em massa o mais rápido possível.
— SIM SENHOR! — eles respondem.
— E quanto a nós? — Hitsugaya pergunta.
Vocês serão os primeiros a serem medicados e assim iremos o mais rápido possível para onde Hisa-chan e os outros estão levando o antídoto para todos eles.
— Certo. — o albino concorda assentindo para Urahara.
Antes de voltar a se ocupar com a produção em massa do antídoto Urahara olha em direção a onde a luta havia acontecido e respira aliviado agradecendo em pensamentos por tudo ter finalmente terminado.
______________________________________
Hisana flutuava em um lugar escuro e vazio e seu corpo parecia afundar cada vez mais na escuridão.
Era uma sensação estranha de consciência mesmo sabendo que ela estava inconsciente do outro lado, ela vaga por horas sem dizer nada e apenas absorvendo aquela sensação de flutuação que seu corpo sentia como se afundasse em direção ao fundo de uma piscina, quando ela finalmente encosta no chão do vazio ela fica a esperar o sinal que a levaria para longe dali.
Seu estômago ronca e estranhamente ela sente um cheiro inexistente de comida.
— FoOoOoooome. — Hisana se levanta mugindo como um defunto recém-ressuscitado salivando com olhos perdidos.
— Eu não falei? — diz a voz masculina. — É só colocar comida perto do nariz que ela levanta da tumba.
Hisana vira o rosto e sua visão embaçada começa a montar os fragmentos de silhuetas que ela começa a reconhecer.
— Katsuya...? — ela o reconhece vendo o loiro com um pacote de salgadinhos na mão.
— HISA-CHAN! — pulam Inoue e Tomoe ao mesmo tempo se pendurando no pescoço da jovem que começa a ficar roxa sem fôlego.
— M-Mor-rendo...! — ela tenta falar em meio aos apertos.
God Eater OST — God and Man ~Shall We Meet Again~
A loira e a ruiva começam a chorar e soluçar nos ombros da amiga.
— Onde é esse velório que ninguém me chamou? — ela questiona.
Katsuya dá de ombros.
— Não as culpe por estarem preocupadas depois de tudo o que aconteceu Hisana, foi muito difícil servir de expectador daquela luta... — Rukia se aproxima.
— R-Rukia...
— Ainda mais depois daquele showzinho que você deu ao nos fazer pensar que estava morta. — Ichigo estava de braços cruzados.
— Ichigo...
— Você foi muito bem Hisana e mais uma vez venceu. — a voz forte e serena lhe cumprimenta.
— Tio!
— Eu diria que ela “sobreviveu” mais do que venceu. — a voz debochada e alta se aproxima.
— Renji!
— Não importa. Ainda assim Hisana salvou a todos nós.
— Komamura-san! O senhor virou cachorro de novo!
— Eu apenas voltei à aparência que mais se familiarizam. — responde.
Hisana finalmente tem a visão panorâmica do que estava acontecendo.
Ela estava em uma maca no chão com suas feridas curadas e algumas ataduras em alguns lugares do corpo, existiam shinigamis correndo para todos os lados gritando mais do que dando ordens, longe dali ela vê alguns capitães lendo relatórios de danos e outros conversando com subordinados.
Sua família e amigos estavam bem, curados e com roupas novas, inclusive ela que agora vestia roupas normais de shinigami já que a sua havia sido destruído durante a luta.
— Há... Há quanto tempo estou dormindo? — ela temia a resposta.
— Cinco horas. — Byakuya responde.
— E o que aconteceu enquanto estive dormindo? AH! O PORTAL! Ela se vira em direção ao laboratório e só vê shinigamis e cientistas catando escombros.
— O-o que foi que aconteceu?
— Ué você não lembra Hisana? Aquele seu golpe destruiu tudo por onde passou. O capitão Yamamoto está avaliando o estrago que você fez e Kyoraku-san está tentando convencer o comandante a fazer uma lagoa artificial no lugar do buraco que você abriu. — o loiro responde.
— Aquele golpe que você desferiu foi imenso e assustador, nunca tinha visto uma técnica daquelas. — comenta Ishida.
Hisana sorri.
— E cadê o Soryuu e a Alessa nee-san? — Hisana pergunta.
— Eu liguei para a base de operações em Karakura. Soi Fon–san disse que tudo está sob controle. — Sado responde
— Que bom. — ela fecha os olhos respirando aliviada com as palavras de Sado.
— Você foi incrível Hisana, quando lutamos logo após chegarmos do Oásis eu pensei que nada poderia me parar, mas quando senti sua reiatsu percebi que você deve ter passado por outro universo de treinamento. — Renji brinca.
— Ô! Nem me fale. — ela ri do ruivo. — Mas eu também fiquei surpresa ao vê-los tão fortes, se não fosse por isso a Soul Society inteira já teria sucumbido.
— Pensava que era a única que iria se divertir né? — Hiryuken se aproxima.
— Mas é claro! E quando vocês tentaram se divertir na brincadeira principal o bonitão aqui ficou parecendo mingau jogado no chão. — Hisana aponta com um biquinho para Ichigo.
— Oras sua...! E onde em sã consciência um pai ficaria parado vendo a própria filha sofrendo na frente dele sem fazer nada?! — ele resmunga com veias à mostra.
Hisana engole seco e ambos ficam trocando olhares surpresos. Quando se toca do que fala Ichigo enrubesce assim como Hisana e ambos desviam os olhares um do outro.
— O que você me obrigou a dizer sua...? — Ichigo resmunga sozinho com a boca trêmula.
— Q-que vergonha... — Hisana sussurra com expressão trêmula.
— Óóóóó que gracinha, ela ficou sem graça. — Katsuya fica cutucando a bochecha corada de Hisana.
— Não enche!
Seus amigos começam a rir.
— “Forja das Almas” heim? Arion reikin andou lhe ensinando umas coisas bem perigosas. — Komamura comenta.
— É verdade, mas se não fosse por isso eu teria morrido faz tempos... — Hisana pensa por um momento. — Na verdade eu deveria ter morrido umas dezessete vezes se não fosse pelo mestre.
— Como assim? — Komamura pergunta.
— Bem... Naaaaaa verdade... — ela gesticula. — eu não dominei a forja.
— EH?! — seus amigos exclamam.
— Como não? Nós vimos você usar. — Renji diz.
— Sim. Eu usei a forja, mas não completa...
— Explique-se Hisana. — Byakuya demanda.
— Droga por onde é que eu começo...? — Hisana cruza os braços puxando as palavras certas. — A Forja foi uma técnica que o mestre Ario criou para ser usada por um shinigami primordial que possui uma alma imortal. Ao contrário de nós eles possuem um núcleo que não envelhece e que se regeneram constantemente, por isso os shinigamis primordiais são imortais... Ou pelo menos os bestiais ainda são.
— Espera ai...? O que quer dizer com isso? — Byakuya tentava entender.
— A Forja é uma técnica que invade o ciclo da vida e o altera mexendo nas leis naturais do mundo, mas para funcionar é necessário expor seu próprio núcleo espiritual, então cada vez que a forja é usada um pedaço do núcleo espiritual do usuário é usado como um meio de balanço... Digamos que um pagamento pelo preço que a destruição de uma vida custa, mas por se regenerar, o núcleo de um shinigami primordial permanece intacto.
— Então como você consegue usar e continuar viva se cada ataque com a forja arranca um pedaço de sua própria existência!? — Ishida parecia surpreso.
— É ai que o mestre Arion entra! — Hisana estala os dedos. — Eu criei um laço espiritual com o meu mestre e por causa disso a forja é compensada pela imortalidade dele. — ela responde. — Antes mesmo de começar a aprender esta técnica nós criamos este vínculo para que eu pudesse passar pelo treinamento ou eu não iria resistir, porém como a forja é muito difícil de aprender eu só consegui pegar o básico das três primeiras instâncias e graças ao laço com meu mestre eu consegui usar durante a luta. Loucura né? — ela ri sem graça.
Seus amigos estavam mudos.
— Ué? Eu disse algo errado?
O olho de Katsuya treme.
— Você é a doida varrida com as tendências suicidas mais revoltantes que eu conheço! — Katsuya sentencia se descabelando.
Hisana se assusta pondo a mão no coração e encolhendo como um camarão.
— E ainda tem a coragem de rir de uma desgraça dessas?! — Ichigo bufava.
— M-mas eu...!
— E ainda se explode, nos explode, explode a Soul Society, o Solomon, o Laboratório...! — Rukia rangia fechando firme o punho.
— P-peraí vocês estão exagerando!
— E ainda faz a gente pensar que tinha morrido incontáveis vezes! — Inoue grita tão repentinamente que todo mundo fica calado olhando para ela.
—... Eita... — Hisana sussurra.
— Já que acordou acredito que está na hora de continuarmos. — Byakuya fala.
— Tem razã...?! — Hisana tenta levantar e sente a cabeça mais leve, tanto que cambaleia para frente. — OooOOOh!
— O que foi? — Rukia pergunta.
Hisana fica surpresa e começa a tocar no cabelo e a girar como um cachorro tentando pegar o rabo.
— Ué?! Cadê? Onde? CADÊ O MEU CABELO!? — grita em pânico ao constatar que ele estava bem mais curto.
— Seu cabelo estava sujo e bastante danificado pelo golpe que você usou, fora que ele estava lhe dando uma aparência de mulher das cavernas, por isso nós decidimos cortar. — Ishida responde.
— Vocês me depenaram sem minha permissão!? — ela exclamava cheia de veias nervosas na testa.
— Você não é uma galinha Hisana... — Katsuya suspira.
— Meu cabelo! A fonte do meu poder bíblico! Orgulho de minha imagem! O único contraste que eu tinha para não ficar parecendo um clone da Rukia foi assassinado! — ela cai de joelhos lamentando.

Pior que assim que Hisana comenta a última parte todo mundo fica maravilhado na semelhança que realmente existia entre as duas agora. Rukia e Hisana eram bastante parecidas, exceto pelo corpo mais avantajado da filha.
— Não precisa entrar em pânico criatura, em alguns meses ele cresce de novo. — Katsuya cruza os braços achando tudo um grande exagero.
Hisana não estava prestando atenção porque lagrimava puxando as misérias de cabelo que haviam sobrado.
— Oh, vejo que Hisa-chan acordou e já levantou os ânimos de todo mundo. — Shunsui se aproximava do grupo.
— Eles estão tão animados que já estão pensando em como me matar. — Hisana aponta para a própria cabeça.
— Bem feito. — Katsuya sussurra.
— Eu te ouvi tá? — ela faz bico.
— É bom saber que todos estão bem, graças a você nossas baixas foram mínimas e Karakura salva, com isso nós mantivemos o equilíbrio das almas e o controle da balança reincarnativa.
— Infelizmente vou ter que me conformar com as baixas... É uma guerra afinal... Mas! — ela olha para Shunsui. — Fico feliz em ter conseguido ajudar.
— Você mais do que ajudou, você salvou o mundo garota. Todos vocês salvaram. — a voz feminina forte se aproxima.
O grupo procura pela voz e os olhos de Hisana brilham, enquanto com auxílio de Sado ela se levanta.
A juíza suspira ao notar que realmente havia ganhado um apelido permanente.
— Por hoje vou deixar passar sua impertinência apenas porque temos uma dívida com você Kurosaki Hisana, mas por hora. — a juíza abaixa a cabeça em reverência. — Obrigada por salvar a todos nós.
Shunsui também abaixa a cabeça, logo Nanao ao seu lado também o faz, assim como os shinigamis que estavam por perto curiosos para conhecerem sua salvadora, em segundos todos os presentes faziam gesto de agradecimento para a jovem de cabelos negros que estava muda sem saber como lidar com as atitudes dos shinigamis.
— G-gente o que é isso... Não precisam... — tenta dizer alguma coisa visivelmente sem graça.
Ela ouve um aplauso e fica surpresa quando percebe que quem o havia iniciado era o próprio comandante do Gotei 13, seus capitães ficam tão surpresos quanto ela, Ukitake é o primeiro que empolgado segue o exemplo do comandante geral, Shunsui não perde um segundo sequer e logo os céus se enchiam de aplausos e brados de vitória enquanto Hisana auxiliada por Sado se dirigia até onde Urahara e Mayuri se encontravam.
— Virou celebridade heim Hisana. — Katsuya brinca.
— É né? Fazer o que? Esse é um preço a se pagar por ser a melhor. — ela ri fazendo pose.
— Você é pobre. Retiro o que eu disse.
— Retira nada, eu sei que você é meu fã.
Katsuya faz bico e entorta a cara.
— Hisa-chan! — Urahara se aproxima. — Que bom que acordou!
— Oi Urahara, é impressão minha ou seus cabelos estão ficando mais brancos? — ela olha desconfiada.
— Há, há, há... Muito engraçado... — ele responde com ar meio preocupado.
— Hisana. — Yoruichi chega e toca em seu ombro. — Fico feliz em vê-la bem... Mesmo depois do que nos aconteceu. — a morena comenta meio melancólica.
Hisana desconfiada olha para Katsuya que desvia o olhar.
— Oooook... Desembucha o que faltou me contarem? — ela faz um gesto pedindo licença de Sado e cruza os braços encarando a família Shihouin.
Os integrantes do grupo se entreolham e desviam o olhar.
— Hisana... Nossa base foi destruída... Meu pai e minha mãe...
A jovem descruza os braços olhando para Katsuya e logo mais para Yoruichi e Urahara.
— C-como assim?
— Recebemos uma mensagem... Tia Andressa foi enviada para nos alertar sobre o que havia acontecido.
— A tia Andressa está aqui!? — ela exclama surpresa.
Katsuya assente.
— Então foi por isso que Nee-san e Soryuu não vieram!
— É... Mas tem outra coisa também, só que eu prefiro que eles mesmos contem a você... — o loiro coça o pescoço. — De qualquer forma, ela está bem e descansando na base que montamos na terra.
— Ela contou o que aconteceu com nossos amigos e família?
— Sim Hisa-chan, só não acho que seja agradável ouvir. — Tomoe interrompe.
A filha de Ichigo e Rukia fica pensativa, então olha para Urahara e Yoruichi.
— E quanto a vocês dois? Podem dizer o que houve?
Urahara e Yoruichi se entreolham.
— Como assim? — Yoruichi pergunta.
Se vocês morreram no futuro, então seus “Eus” do passado já devem ter começado a lembrar da vida que tiveram na dimensão de onde viemos, assim como Ichigo e os outros.
— Ó é mesmo! — Ichigo exclama.
— “Lembrar”? Hisa-chan... Nós não nos lembramos de nada.
Hisana, Katsuya e Tomoe ficam surpresos.
— O quê? Como assim? — Tomoe pergunta.
— Se vocês morreram no futuro como a tia Andressa nos contou, então suas vidas dessa dimensão vão tentar se reconectar às memórias de nosso mundo para compensar a existência de vocês que se perdeu. — Katsuya explica. — Nós já havíamos explicado isso mãe, não se lembra?
— Mas Katsuya, eu realmente não tenho memórias sobre nada do mundo de vocês e quanto a você Kisuke? — ela olha para o companheiro.
— Memória nenhuma aqui também.
— O que isso quer dizer? — Tomoe estava confusa.
— Não é óbvio? Que os dois continuam vivos no futuro. — Mayuri responde sem se meter mais do que o necessário na conversa e sem deixar de mexer no computador.
— É verdade! — Inoue parecia contente.
— Então os pais de Katsuya continuam vivos, isso é ótim...? — Rukia se vira para o jovem loiro, mas tanto ele quanto Hisana e Tomoe estavam cabisbaixos e perdidos em pensamentos. — O que foi? — ela pergunta.
—... Se meus pais estão realmente vivos no futuro... Talvez tenham conhecido um destino muito pior que a morte...
— C-como assim? — Inoue pergunta meio nervosa.
— Se nossa base foi destruída e Urahara-san e Yoruichi-san estiverem vivos por lá, então... — Tomoe olhava para sua mãe com pesar.
— Eles foram capturados por Solomon e seus asseclas e enviados ao laboratório... — Hisana completa a sentença.
— Não... — Rukia sussurra e fica sem palavras logo em seguida.
— Mas o que Solomon pretende fazer? — Ishida faz a pior pergunta possível que todos estavam evitando.
— O mesmo que se faz com uma cobaia: Usar e descartar. — Hisana é curta e grossa, mas aperta os punhos rangendo os dentes.
— Então o que nós vamos fazer? — Sado pergunta.
— Eu preciso ver a tia Andressa antes, perguntar o que ela viu e lembra talvez eu consiga pensar em alguma coisa. — ela responde ao latino.
— Se quiserem voltar à Karakura o Senkaimon está pronto e pode ser usado a qualquer momento. — Mayuri relata.
— Obrigada capitão. — Hisana agradece.
— E quanto a Soul Society? — Ishida aponta para a situação.
— Não se preocupem conosco. — a juíza Ayame diz. — O pior já passou e quanto a você garota. — ela se referia a Hisana. — Tome cuidado com o que vai fazer.
— Não se preocupe “encosto-san” eu volto para te visitar. — ela responde.
— Eu passo. — a juíza faz um gesto de enxotar e se retira.
Hisana acena e se vira para Mayuri.
— Capitão, abra o portal, por favor.
Minutos depois todos estavam diante da grande passagem espiritual.
— Já tinha me esquecido o como o Senkaimon era gigante. — Katsuya comenta.
— Você vem? — Hisana pergunta ao vento.
Em uma arvore próxima, Seiken estava deitado em um galho parecendo não dar importância.
— Acho que ele não vem Hisana, afinal ele ficou muito cansado depois de ter nos ajudado durante a luta. — Hiryuken comenta.
— Sério!? — Hisana exclama surpresa olhando para o jovem de cabelos prateados.
— Tsc! Hiryu você vai me pagar por essa! — ele retruca.
Hisana sorri.
— Obrigada por ajudar.
— Não enche. — ele se desmaterializa.
— Irmão chato. — a dragonesa infla as bochechas.
— Adoro esse pessoal mais tsundere.
Ela e Hiryuken riem sozinhas.
— Vamos nessa pessoal. — Ichigo chama seus amigos e entra no portal.
Os amigos de Hisana começam a passar um a um, mas antes de atravessar...
— Kurosaki Hisana.
Ela se vira. Mayuri a chamava.
— Não se esqueça do que me prometeu. — ele a lembra.
— Eu sei. Não se preocupe capitão, eu não vou quebrar minha palavra. — ela assente ao cientista e atravessa o portal.
— Assim espero. — sussurra Mayuri voltando ao seu computador e trabalho sem fim.
Katsuya fica sem entender, ele apenas balança a cabeça e entra.
______________________________________
The King of Fighters 96 — Big Shot! — Fatal Fury Team (AST)
Os shinigamis na terra ocupados com seus afazeres pós-batalha são surpreendidos quando o grande Senkaimon se ativa e dele começam a sair shinigamis e humanos.
— Uáááá, nada como respirar o ar de casa! — Ichigo se espreguiçava.
— Idiota, não aja como se não estivesse acontecendo algo. — Renji o repreende.
— Ele tem razão Ichigo, acredito que estamos bem longe de conseguir um momento para descansar. — Rukia concorda com o amigo de infância.
— Mesmo assim, só o fato de ter saído daquele inferno e respirar melhor já faz alguma diferença.
— Isso... Eu tenho que concordar. — Rukia pensa melhor.
— São os heróis! — um shinigami de baixa patente exclama e logo uma comoção barulhenta se forma ao redor do Senkaimon.
Gritos de alegria se espalham por Karakura.
Hisana atravessa e para por um momento olhando para a cidade e para as pessoas e fica pensativa enquanto encara a multidão.
— O que foi? — Katsuya a chama.
— Não, nada, só estava pensando se eu vou receber aplausos também. — ela brinca.
O loiro entorta a boca.
— Você não aprende heim?
Hisana ri.
— Vai dizer que não gosta de atenção?
— Nem um pouquinho. — Katsuya responde de imediato e isso a faz rir mais ainda.
Soi Fon junto de seu tenente e Soryuu se aproximam.
— Hisana! — o jovem estava surpreso e feliz.
— Oi Soryuu, há quanto tempo. — ela o cumprimenta.
O jovem sorri e também cumprimenta sua família que o abraça.
— Que bom que estão todos bem.
— Passamos por maus bocados, mas conseguimos sobreviver ao pior. — Ishida diz.
— Por um momento cheguei a pensar que tudo estava perdido. — Tomoe confessa.
Inoue a abraça.
— Mas conseguimos voltar. Todos nós. — ela lembra à filha que apenas concorda feliz.
— Soryuu eu quero ver a tia Andressa. — Hisana se aproxima da família Ishida.
— Ela está na tenda com Alessa, aliás, Hisana nós temos uma surpresa para você. — Ele comenta corando.
Hisana meneia o pescoço para o lado.
— Surpresa?
— Você vai ver. — ele coça a bochecha começando a guiar seus amigos.
Assim que chegam até a tenda eles veem Alessa e sua mãe conversando sentadas em uma mesa. A mulher latina olha para os visitantes que adentravam a tenda e se levanta apressadamente.
— Não pode... Não pode ser...
Uma emoção enorme começa a tomar conta da mulher que anda em direção ao grupo a passos cada vez mais ligeiros.
— Andressa... — Sado sussurrava fazendo o mesmo.
A mulher pula no jovem e começa a chorar, eles se ajoelham consolando um ao outro que finalmente podiam se ver pessoalmente.
— Não acredito que finalmente pude te ver. Não acredito que isso seria possível depois de tudo o que passei! — soluçava a mulher.
— Eu também tive este receio... — o latino confessa. — Mas por hora deixe-me ficar assim por um momento.
Ela apenas assente e o abraça mais forte. Seus amigos ali presentes se entreolham felizes por seu companheiro que finalmente podia reencontrar a própria família.
— Está completo. — o grupo olha para Ichigo tocando nos ombros de Hisana e Rukia. — Nossa família finalmente está completa.
E estava de fato completa. Todos os amigos e entes queridos que haviam perecido naquele fatídico dia estavam ali reunidos mais uma vez, fosse em corpo mais jovem com memórias mais passadas, ou adultos jovens que guardavam memórias amargas, qualquer que fosse o sentimento, o mais importante era poderem estar reunidos ali como nos velhos tempos.
— Tia?
Andressa reconhece a voz e ergue o semblante para a pessoa que se aproxima timidamente do casal, ela se desvencilha educadamente do companheiro e anda até a jovem, logo ela segura em seu rosto com as duas mãos como se quisesse sentir que todos os detalhes de sua face estivessem ali como ela lembrava.
— Minha querida...
Hisana sorri e espontaneamente a abraça chorando imediatamente.
— TIA! — ela exclama cheia de emoção. — Eu pensei que nunca mais fosse ver a senhora! — os sentimentos de Hisana afloram de uma maneira que surpreende o grupo.
— Olhe para você! Toda machucada tentando fazer o impossível de sempre! E o que houve com seus cabelos? — dizia Andressa enxugando as lágrimas da jovem. — Todos vocês... — ela estica os braços chamando Soryuu, Tomoe e Katsuya que se aproximam e são abraçados pela latina. — Todos vocês estão tão diferentes, nem se parecem mais com aquelas criancinhas perdidas que eu vi crescer. — ela sorria com lágrimas silenciosas nos olhos.
— Que isso tia, foram só seis meses. — Katsuya a abraçava emocionado.
— Sentimos muito a sua falta. — Tomoe estava com o rosto enterrado no ombro de Andressa para esconder as lágrimas.
— E eu dos meus filhotes. — ela ri fazendo carinho enquanto abraçava a todos.
Sado e Alessa sorriam, enquanto o grupo olhava sem palavras para a maneira como os jovens pareciam rendidos à presença de Andressa.
— Alguém... Pode me explicar o que está acontecendo aqui? — Renji pergunta confuso.
— Acho que isso é o que chamam de presença alfa. — Rukia responde.
— Não. — Inoue sorri vendo os filhos emocionados. — Isso é o que conhecemos como “amor”, Andressa sempre foi assim, com essa presença que parece um ímã.
— Pensando por esse lado... Ela sempre pareceu a mais madura entre nós... — Ichigo comenta pensativo.
— Contem-me! Contem-me como estão, quero saber de tudo! — Andressa olhava para os jovens.
— Nee-san. — Hisana olha para Alessa. — Você ficou esse tempo todo aqui e não contou nada?
— Bem... Como posso dizer isso...? — Alessa ri sem graça. — Digamos que eu estava conversando sobre outra coisa muito importante...
— Eh?
— Falando nisso. — Soryuu toca no ombro de Hisana e se aproxima de Alessa. — Lembra da surpresa que iriamos te contar?
— Lá vem bomba! — Hisana engole seco.
— Eu estou grávida! — Alessa revela.
A expressão da morena treme.
— GRÁVIDA!? — exclama surpresa.
Alessa assente vigorosamente.
— Quer dizer que vocês subiram aquela montanha impenetrável onde apenas os mais fortes e corajosos voltam vivos!? — a mente criativa de Hisana viajava.
— Eu não tenho a mínima idéia do que é isso que você está falando, mas sim, nós seremos pais. — Soryuu responde.
— Eu VOU ser a madrinha! — Hisana levanta o braço com olhos brilhantes se nomeando automaticamente.
— Negativo! Serei eu! — Tomoe se intromete dando literalmente uma bundada afastando Hisana.
— Você já vai ser tia por direito, para quê ser madrinha também? Deixa de ser gananciosa! — Hisana a repreende.
— Eu vou ser a madrinha e ponto final! — Tomoe bate o pé.
— Eu salvei todo mundo nessa birosca, então eu tenho mais direito de ser a madrinha! — a outra também bate o pé.
— Aqui vamos nós... — Katsuya coça os olhos.
As duas começam a discutir com argumentos para lá de bizarros, enquanto o grupo começa a rir. No final elas decidem no par ou ímpar e Tomoe ganha com Hisana derrotada de joelhos no chão lamentando.
— Minha vingança será maligna! — Hisana ameaça engolindo o choro.
— Pode se vingar, eu vou ser a madrinha mesmo assim, hohohoho! — Tomoe ria descaradamente.
Hisana apertava os punhos sem poder fazer nada.
— Certas coisas nunca mudam. — Andressa ri.
— Claro que não. Se eu mudasse não me chamaria Kurosaki Hisana. — ela infla as bochechas.
— E eu tive tanto trabalho convencendo o Byakuya a me deixar colocar esse nome... Ia ser uma tragédia se ele dissesse não... — Ichigo comenta.
— Você não me pediu nada, quem pediu foi a Rukia, se fosse você eu teria negado de imediato. — o capitão cruza os braços.
— Isso... Joga na cara... — o ruivo sussurra emburrado.
Rukia ri sem graça consolando o companheiro.
— Tia. — Hisana olha para Andressa. — Já me contaram o que aconteceu com a senhora e como acabou parando aqui.
— Entendo... — ela sussurra.
Hisana pensa por um momento.
— O que realmente aconteceu?
A latina fica em silêncio
— “Tudo” aconteceu minha filha.
—...
Andressa olha para o grupo.
— Onde está a cápsula de resgate?
— Na ala Leste com Soi Fon-san. — Soryuu responde.
— Preciso ir até ela.
— Por quê? — Hisana pergunta.
— A mensagem não foi tudo o que Urahara enviou para vocês. O disco rígido da cápsula possui todas as informações mais importantes que ele tem coletado durante todos esses anos durante a guerra que temos travado e que ele transferiu para ela antes de me enviar pela fenda de Karakura.
— Para não deixar nada do que sabe para trás caso ele caísse em mãos inimigas... — Katsuya conclui.
Andressa assente.
— Não faço idéia de que informações são essas, mas devem ser dados técnicos que você seja capaz de coletar Katsuya, junto a seu pai nessa dimensão tenho certeza que conseguirão fazer alguma coisa com elas. — Andressa diz.
— Eu conheço a criptografia de meu pai, Soryuu, mostre-nos a cápsula de resgate. — o loiro pede.
— Venham comigo. — Soryuu sai na frente.
Andressa sai acompanhada de Hisana e seus amigos. Enquanto estão caminhando os olhares do shinigamis começam a se tornar fixos sobre os heróis.
— Acho que eles gostam mesmo de você heim Hisana? — Renji brinca cutucando-a.
— Herdei esse charme irresistível do meu pai. Dá para perceber né? — Hisana esvoaçava os cabelos.
Renji entorta a boca sentindo uma indireta.
— Sua...!
— Chegamos. — Soryuu avisa.
Persona 2 Batsu — 222. Great Evil
O grupo olha confuso.
— Ué? Cadê a cápsula Soryuu? — Katsuya pergunta.
— Eu não disse que ia levá-los até a cápsula, eu apenas disse para que me acompanhassem. — ele diz.
— Tá certo. Então onde é que te “acompanhamos”? — Hisana pergunta.
— Não é óbvio?
O grupo é cercado pelos shinigamis da cidade.
— Eh? O-o que é isso? — eles entram em estado de alerta.
Andressa anda em direção à Hisana, logo Sado estranha o comportamento de sua companheira.
— Andressa?
Soryuu sorri para o grupo com uma sombra no olhar.
— Vocês me acompanharam até seus túmulos.
Hisana é empalada pelas costas e se vira para trás ficando surpresa.
— T-tia Andres-sa...? — sussurra cuspindo sangue.
Mas a mulher latina sorria com expressão maníaca e fora da razão.
— Seja bem vinda... Kurosaki Hisana!
A jovem fica em choque, ela reconhecia aquela voz e não queria acreditar estar ouvindo-a.
— V-você é!?
A guerra ainda não havia acabado...
______________________________________
Continua...
______________________________________
To live in fear it seems is all we have
Now that the walls that once repelled attack
Have been smash down, we have no barricade
And with no final frontier we can never been free from the Impending Doom
So indestructible the enemy we face
So to overcome so awesome force we fight!
This is the time we must stand up and face our demons standing tall
No time to pondering our sorrow
If it’s to be the end
Fight to Death to stop this insanity, all of humanity is under threat
But we are not beaten yet
Where there’s life there is hope
With iron will and bravest hearts
We will attack to wreak revenge for our lost souls.
Fale com o autor