Quando O Ódio E O Amor Colidem
6 Sorte sua!
Notas iniciais
POV’S Thayná.
Não acredito que o Pedro fez isso. Ele falou o que eu sinto pelo meu pai, quando a Eliana fez aquela pergunta, chorei. Pedro limpou minhas lágrimas, mas eram de emoção nunca pensei que ele era capaz disso, é isso foi legal. Após Eliana fez uma pergunta a mim.
_ e como foi? Aonde que ele te pediu? O que você sente? – ela me enchia de perguntas. Respondi a todas com toda calma possível. Olhando fixamente para Pedro com um sorriso estampado no rosto, e eu não estava fazendo tanta força assim.
_ Sexta-Feira à noite, por baixo das estrelas, em um campo atrás do seu quintal. Você e eu estamos pintando retratos no céu, e algumas vezes nós não dizemos nada; Apenas escutamos o canto dos grilos. Tudo de que preciso está bem aqui do meu lado, e eu sei tudo sobre você. Eu não quero viver sem você. Eu só estou alegre quando você não está pra baixo. Não quero voar se você ainda estiver no chão. É como se não importa o que eu faça... Bem, você me deixa louca a metade do tempo, a outra metade eu estou apenas tentando deixar você saber que o que eu sinto é verdadeiro. E eu sou apenas eu quando estou com você.
_ Eu te amo. – ele disse e me beijou. Bem, isso não estava nos planos. Eu ainda estava atuando, então para não dar um tapa na cara dele naquele momento apenas me entreguei ao beijo. Eliana via a cena apenas sorrindo. Até que para um garoto de calças justas ele beijava bem. E eu como sempre quebro a cara pelos meus julgamentos. Tudo bem, esse beijo foi hoje, e isso não passou de uma farsa, mas amanhã tenho certeza, tudo vai voltar ao normal. Eu o xingando e ele retrucando com piadinhas ofensivas, bem essa é a vida. Seguimos o beijo e depois paramos Pedro me olhava e eu o olhava sem entender. Ele deu um sorriso besta e mordeu os lábios apenas acariciando o meu cabelo e olhando fixamente em meu rosto. Mas esse momento foi interrompido por outra pergunta de Eliana. Ou melhor, uma ex-pergunta.
_ bem, isso já responde a minha próxima pergunta.
_ e qual seria? – Pedro perguntou. Tinha que ser o Mané do Pedro pra perguntar isso, já estávamos quase morrendo para nos livrarmos da que elas estava fazendo.
_ Ia perguntar se você ainda sente algo pela Rosilaine, mas parece que já a esqueceu. – nesse momento Pedro fechou a cara. Puta merda tava bom demais pra ser verdade. Apenas fechei os olhos e fiz uma careta. Pedro olhou pra baixo e sorriu sarcasticamente segurando as mãos em cima das pernas. Olhou em direção a Eliana e respondeu sinicamente.
_ É parece que está bem explicado aqui. – ele disse e olhou pra minha cara. Fiz um olhar repugnante e voltei a prestar atenção em Eliana. Não segurei mais a mão de Pedro. E ele ficou distante de mim, parando do outro lado do sofá. Eliana fez uma cara depois que percebeu a distância entre mim e Pedro.
_ok, continuando. – Eliana continuou e eu e Pedro nos entreolhamos rapidamente. Voltamos a olhar Eliana. Ela fez mais algumas perguntas e a respondemos calmamente. Somos ótimos para inventar mentiras hehe ;p .Depois fomos embora, no carro o silêncio foi total. Chegamos em casa e eu tirei meu sapato ainda na porta. Deixei-o de lado e fui até a cozinha comer algo. Coloquei uma lasanha no microondas. E fui ver TV. Pedro havia subido. Fiquei noiando um pouquinho e depois de uns minutos ouço o bip do microondas. Abri tirei a minha lasanha e quando me virei Pedro já estava na cozinha. É animais sentem o cheiro da comida a distância. Virei e pra provocar disse em seu ouvido.
_ posso falar uma coisa gostosa em seu ouvido?
_ o que?
_ lasanha.. – eu disse rindo maliciosamente. Ele me olhou com cara de ¬¬ e me pediu um pedaço. Eu neguei pq sou muito egoísta. Haha Mentira. Dei metade da lasanha pra ele e fomos pra sala. Colocamos no futebol Corinthians X Flamengo. O Coringa fez um gol e foi ai que eu percebi. PQP! Além de ser um porre aquele moleque ainda é Corintiano, é a treva! Cuspi toda a coca-cola e comecei a rir descontroladamente, é eu novamente estava parecendo uma porca no cio. Haha Estava quase tendo uns ataques epiléticos quando Pedro me segurou pelos ombros e me fez parar.
_ Você é louka? – ele perguntava sem entender.
_ você tem cara de gay, maconheiro, cheira pó, mendigo, e mesmo assim eu não perguntei se você era corintiano. Mas pêra ai, você é! Haha. – continuava a rir.
_ Que patética. Ok, ok. Você deve ser flamenguista, mas vamos fazer uma aposta?
_ É sou flamengo sim, e que aposta é essa?
_ O time de quem perder, vai ter que fazer o que o outro quiser. Feito?
_ Ok, baby. Prepare-se para servir de escravo! – eu disse e fizemos um cumprimento confirmando o trato.
POV’S Pedro
Haha. Thayná vai perder feio. Depois da aposta continuamos a ver o jogo. E depois dos dois tempos, tivemos o resultado. Thayná ficou boquiaberta ao ver que o seu time do coração tinha perdido, e o pior ela ia ter que fazer o que eu quisesse.
_ haha. Prepare-se para servir de escrava- eu repeti o que ela disse sarcasticamente.
_ FDP! Fala logo, o que eu tenho que fazer? – ela perguntava estressada.
_ Hummm... – eu dizia malicioso a fazendo olhar pra minha cara com raiva. _ Bem estava pensando em um sexo selvagem... – ela me olhou com uma cara de “Teu FDP ta achando que eu sou o que? Uma prostituta?” – Brincadeira. – caçoei da cara dela e ela se aliviou. Eu ria da sua expressão. _ Você vai ter que me respeitar, e não vai poder me xingar por uma semana. – ela me olhou com uma cara de “Que papo é esse?!”, e eu ri de sua careta, após concordar.
_ mas tipo, veado não conta como palavrão, pq na verdade é um animal. – neguei com a cabeça.
_ nada disso baby. – Eu completava. Ela fez cara de ¬¬. E pra completar eu terminei avisando a ela que ela teria que ir a entrega do Capricho Awards. A expressão dela foi ainda mais menosprezante. E ela se levantou e saiu batendo o pé no assoalho. E subiu em seguida, após pegar no armário um pacote de cookies de chocolate. Eu ri freneticamente, mas depois me deitei no sofá e continuei assistindo meu desenho favorito: Simpsons. I’m a kid. Eu sei.
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