Quando Nada Mais Faz Sentido
12 Capítulo 11
Eu corria como se não houvesse amanhã, eu gritava em busca de resposta pelos corredores e nada. Eles são surdos ou o quê? Por favor, que não seja tarde demais.
— COELHÃO, JACK!!!
Subi as escadas que davam em direção a sala do Norte de frente para o globo. Quando cheguei lá estava Norte conversando com os dois, quando eles notaram a minha presença olharam com curiosidade.
— O que aconteceu Alex? — Coelhão veio até mim e me olhou bem nos meus olhos. — Alguma coisa errada?
Eu tentava recuperar o folego, eu corri demais e eu só peso que o Jack não mate ninguém hoje.
— Sim, o Breu. — Jack e Norte me olharam com mais curiosidade. — O Breu ele esteve na sala de treinamento, e . . . Ele nos atacou e . . .
— Shiii calma Alex o que aconteceu? Cadê a Lizzy? — Jack se aproximou mais de mim e começo a me olhar preocupado.
— Foi isso o que aconteceu Jack, o Breu apareceu e. . . Pegou a Lizzy. — Senti lágrimas descerem o meus rosto, o meus olhos ardiam e eu comecei a soluçar.
— O que? — Ele se afastou de mim devagar e colocou as mãos na cabeça.
— Vem cá Alex, shiii. . . Não foi sua culpa. — Coelhão me puxou para um abraço afagando o meu cabelo, eu abracei ele de volta em busca de conforto mais não conseguia, era horrivel.
— Foi sim eu não fui forte o suficiente para salva-la.
— Temos que ir atras dela!
— Jack se acalme.
— Me acalmar? O doido do Breu pegou a minha namorada e você diz para eu me acalmar? Ah você só pode esta de brincadeira.
— Eu digo para você se acalmar para podermos ouvir o que a Alex tenha a nos dizer o que aconteceu.
— Eu não sei se consigo. . .
— É claro que consegue, vamos amor fale o que aconteceu.
Alguns minutos atrás.
Eu sai do quarto e fui andando pelos corredores, andei até consegui encontrar sala do treino. Quando abri a porta vi uma coisa que já tinha visto antes, na toca do Coelhão.
— Lizzy o que esta acontecendo?
— Eles entraram aqui do nada e começaram a me atacar. — Ela partia cada cavalo negro que tentava ataca-la com uma katana. — Onde você consegui essa espada sua doidinha?
— Norte tem um arsenal de espadas que ele consegui durante suas entregas aos presentes, eu acho que ele não vai se incomodar.
Corri para um das estantes que tinha e de lá peguei uns dois boomerangs bem parecidos com o do Coelhão. Vi que um cavalo negro tentava ataca-la pelas costa e mirei nele.
— Se abaixe!! — Arremessei nele e ela já tinha se abaixado se esquivando do ataque.
Corri até ela e ficamos de costas uma para a outra, mas juntas mesmo assim. Olhei bem o lugar e estava cercado deles.
— Eu pego os que vierem de cima e você os que atacarem por baixo ok?
— Ok, vamos.
A cada ataque que davamos era sincronizados, é como se nos já tivessemos feito isso a séculos, é como se tivessemos nascido para isso, a cada golpe era um a menos e dois a mais, é como se viessem mais a cada um que tentavamos destruir.
— Isso não vai acabar nunca?
— Pelo contrario pequena Lizzy, isso já acabou.— Nos viramos em direção a voz e vimos um cara montado em um cavalo negro, viramos a nossa volta e os outros também tinham parado de nos atacar.
— Quem é você?
— Eu? Eu tenho vários nomes, mas ele não é apropriado para ser dito por você, pequenas e delicadas guardiãs.
— Como você. . . ?
— Shiii por acaso vocês tem medo do Bicho-Papão?
— O Breu. . . — Lizzy mencionou um nome em voz baixa, com surpresa e pavor. Como se ela já conhecesse ele a anos.
— Oh isso mesmo pequena Lizzy, agora você já sabe o que eu vim fazer aqui?
— Não e nem quero sabe! -Ela falou num tom ríspido.
— Ora mais deveria sabe, eu vim ameaçar o lindo motivo que vem deixado o nosso guardião Jack Frost tão feliz, ou seja, você!
— Você não é louco de fazer isso. — Era a minha vez de falar, o que esse cara tinha na cabeça? Se ele fizer isso, o Jack arranca a cabeça dele.
— A minha cara Alex, eu sou sim. E poderia leva-la junto, só que você não tem muita importância no momento.
— O que. . . ?
Olhei para o chão e vi uma poeira negra nos cercando. ela roda a nossa volta e depois envolta da Lizzy, formou um círculo negro. Eu puxei a mão dela mas a areia tinha formado um cela a sua volta.
— Solte ela agora seu monstro!!
— Mas quanta grosseria. Eu estou apenas fazendo o meu dever. Dando uma lição em Frost.
— É assim que você se vinga dele? Solte-a, ela não tem nada a ver com isso.
— Tem sim! Ela é a namoradinha dele, a garota destinada a ficar a eternidade com ele.
— Como assim? Pare de falar asmeiras, solte-a já!! — Arremessei um dos boomerangs nele e ele desviou como se aquilo não fosse nada, ele está zombando de mim, só pode.
— Tsc tsc, nanão você errou pequena Alex.
— Cara você é tão rídiculo, e primeiro para de me chamar de pequena!! — Desviei minha atenção para a jaula e puxei as baras com toda a minha força, Lizzy também fazia o mesmo, mas parecia que era em vão. E logo atrás de nós, o doido do Breu ria do nosso esforço.
— É tão divertido ver como ainda tem esperanças de conseguirem ajudar uma a outra. É inútil, você fazem isso totalmente a toa. Desistam.
— Há desistir? Cara essa é um palavra que não tem no meu vocabulário.
— Aé? Pois ele vai ter a partir de agora!!
Com o grito dele a jaula que se mantinha no chão flutuou numa velocidade incrível e em poucos segundos estava ao lado dele. Ele puxou a redeas do cavalo para trás e com um movimento da mão, as areias dele abriram um portão.
— Volte aqui seu covarde, devolva ela já!! — Corri até ele que ia em direção ao portão, me jogue na pata trasseira do cavalo e fiquei pendurada no ar, o cavalo me viu e mexeu a pata me fazendo cair no chão de costas, cara isso doí!
— Tchau pequena guardiã.
— Ora seu. . . Eu ainda te pego. . .
— Alex!!!
— Lizzy! Vou pedir ajuda, eu vou chamar o Jack, não se preocupe, vai ficar tudo bem, eu prometo!
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