Meu nome é Alexandra, mas os mais próximos me chamam de Alex, eu tenho 17 anos e vocês podem me achar meio reservada só que se você me conhecer melhor eu posso ser um livro aberto, sabe quando eu tinha 4 anos de idade eu vi a coisa mais bonita do mundo, eu vi o Coelho da Pascoa com uma versão humana, foi isso mesmo o que você leu, na forma humana só que com as orelhas de coelho e um rabinho todo poupudo.

Mas isso foi a muito tempo e eu nunca deixei de acreditar nele, não importava as opiniões dos outros.

Bem, eu estava indo para casa da minha prima Crystal, eu andava normalmente na rua quando eu vi num quintal de uma criança um buraco, e era bem grande pelo visto. Eu que tenho um lado bem curioso não pude deixar de ver o que tinha dentro dele, isso é tão Alice no país das maravilhas, eu me ajoelhei diante do buraco e coloquei minha cabeça por inteiro para dar aquela espiada, mas sem querer eu cai nele e fiquei gritando por ajuda.

Quando cai no chão, o que resultou deixando meu corpo doendo por inteiro, eu me levantei e andei em direção pelo túnel até chegar num lugar lindo, parecia uma oásis de tão incrível que era, eu andei explorando mais e mais até que eu encontrei um rapaz sentado numa árvore, eu me aproximei mais dele e vi que ele tinha o olho roxo, parecia que ele tinha levado uma surra. E vi também, ele me era familiar, eu só não sei da onde, eu já o tinha visto.

— Quem é você garota? — Ele olhou para para mim notando minha presença.

— Bem... É que bem, eu me chamo Alexandra. — Olhei para ele meio sem jeito só que eu não sabia o porque.

— E o que faz aqui Alexandra? — Ele me olhou severo.

— Eu não sei ao certo, é que eu tinha visto um túnel e ele me levou até aqui, e me chame de Alex.

— Caramba eu devo ter esquecido aquele buraco aberto de novo. — Ele olhou para o nada.

— Espera, foi você que deixou aquilo lá aberto? O que você é?

— Eu sou o Coelho da Pascoa.

— Não é possível pois o coelho da páscoa... Tem orelhas e... — Eu parei para pensar e lembrei da ultima vez que eu o tinha visto. Ele era meio humano e era idêntico a esse rapaz. Por Deus, é ele.

— Você está bem? — Ele se coloca de pé e fica na minha frente.

— Eu já te vi quando criança.

— Sério? É e parece que ainda acredita, graças a essa forma todos podem me ver, até quem não acredita, você acredita em mim?

— Se tá de brincadeira? É lógico que eu acredito, você é incrível, e também bem bonito devo admitir.

— Sério bonito, eu? É eu devo tá um gato mesmo.

— Ora nada convencido você hein?

Continuamos conversando e eu nem notei que tinha entrado numa toca de coelho e iria para casa da minha prima, e parece que o tempo voou e quando eu notei, já era tarde. Quando apareceu alguém pelo túnel que eu entrei, olhei para ver quem era, era um garoto de cabelos brancos, casaco azul e calça marrom e ele estava descalço.

— Ora se não é o briguento do Jack. — Ele olhou o garoto com muita raiva.

— Jack? Jack Frost? — Ele olhou para mim e logo depois para ele.

— Em primeiro lugar na minha defesa, a Lizzy pediu para eu vir pra cá e te pedir desculpas e em Segundo, o Norte tá chamando todos para uma reunião.

— Se eu fosse você, saia daqui correndo antes quem te de uma surra. — Ele se aproximou mais dele serrando os punhos, mas eu o impedi de ir adiante

— Ah vai se vingar de mim? Nem dianta, você pediu um "favor" a Lizzy, se fosse a sua namorada ai, você faria o mesmo que eu fiz

— É tente se aproximar da minha namorada pra você ver. — Ele me abraçou e olhou dando uma piscadela.

Minha reação foi essa, "WTF?", só que depois da piscadela eu saquei que o assunto deles era longo e extenso então, eu pergunto para ele depois.

— Sua namorada? Nem sabia que tu tinha uma — Falou Jack sarcástico.

— Tenho, e ela é mais bonita que a Lizzy — Falou o Coelho.

Olhei pro Coelho surpresa, nesse momento 5 sombras em forma de cavalo apareceram.

— Pesadelos. — Jack disser se armando.

O Coelho fez o mesmo, os cavalos atacaram, mais não foram pra cima dos dois guardiões, mais sim pra cima de min, Jack destruiu 2 sombras.

— Esconde ela, eu dou cobertura.- Ele falou indo luta contra as sombras.

O Coelho segurou meu braço e correu, depois de vários metros ele abriu um túnel e me colocou dentro

— Eu venho te buscar depois. — Ele falou corendo de volta pra batalha.

Me encolhi dentro do burraco, fiquei pensando tudo que havia acabado de ver quando uma voz falou dentro da minha cabeça.

—Isso criança, tenha medo, o medo e meu alimento. — Falou a voz- Eu vou te acha e te destruir.

Nesse momento imagens se formaram na minha mente, vi um grupo de pessoas lutando contra umas sombras gigantes e perdendo, eu e mais uma menina ruiva, estávamos presas em gaiolas escutando choro de crianças que ecoava pela caverna.

— Não! — Eu disse saindo de transe.

Minutos depois o Coelho voltou, ele tinha alguns ferimentos.

— Você tá bem?- Ele me perguntou.

— Estou sim.

— Venha vamos, eu vou te levar junto comigo para você não ficar em perigo, parece que ele querer você e não a nós.