Quando Nada Mais Faz Sentido
3 Capítulo 2
Eu passei a madrugada toda pensando nele, e no beijo. Ele era o guardião do gelo, era para o toque dele ser frio, não é? A algo nele nesse ponto que me deixa muito curiosa, eu não sei o que mais me intriga.
Logo de manhã, eu me levantei da cama e fui fazer toda minha higiene pessoal, me arrumei no básico do básico para ir lá fora, desci as escadas e fui para cozinha para não morrer de fome.
— Bom dia filha. — Falou meu pai muito alegre.
— Bom dia pai, Vitor. Posso saber o por que dessa felicidade toda?
— Seu querido pai foi promovido no trabalho, filha assim eu poderei dar o que vocês quisserem. — Disse se sentando do meu lado e me dando um abraço.
— Que boa noticia pai — Forcei um sorriso. — Bem sabe eu vou dar uma volta por ai, é que eu não ando saindo muito de casa ultimamente, então tchau e até logo.
— Volte antes do anoitecer e tome cuidado.
— Tá bom, eu volto.
— Até logo maninha.
— Até mais tarde meu anjinho. — Fui até meu irmão e lhe dei um beijo e fui até a porta.
Saindo de casa, fui até o lago congelado encontrar o Jack, fiquei com um pouco de medo, e se ele não quisesse me ver? E se ele estivesse com raiva de mim? E se? Eram perguntas idiotas que pairavam em meus pensamentos, mais uma coisa eu sei, o medo e o pavor que eu tinha em ligação a esse assunto era enormes.
Chegando ao lago me sentei ao lado de uma árvore e fiquei apenas esperando ele.
Passaram longos minutos, e minha pergunta que não era respondida. Cadê o Jack? E o que ele está fazendo?
Enquanto ele não chagava eu ficava distraída olhando para o céu e antes que eu notasse, os meus olhos iam se fechando devagar, devido a minha noite sem dormir muito, eu não descansei o necessário, pois eu estava ansiosa para poder vê-lo e deixar esse medo de lado.
— Melhor você não dormir, aqui de vez em quando é perigoso.
Abri meus olhos automaticamente com aquela voz, me arrepiei toda. Era ele.
— Desde quando você está aqui seu diabrete? — Levantei meio tonta por causa do sono.
— Bem eu estou aqui desde que você chegou Lizzy, só queria ver se você notava minha precensa. — Ele me puxa pela cintura fazendo nos dois ficarmos colados um no outro.
— Ora seu. . . Jack eu queria te perguntar uma coisa. . .
— Pois bem fale. — Ele me pegou em seus braços, me deixando mais nervosa do que antes.
— Eu gostaria de saber, o que você sente em relação a mim? — Comecei a ficar vermelha ao pronunciar essa pergunta.
Parece que ele também ficou meio sem jeito, ele tinha parado de andar comigo em seu braços e olha bem nos meus olhos, ele abre a boca para falar algo, mais não fala nada, ele tenta mais uma vez e fica corado ao pronunciar elas.
— Eu acho que te amo Elizabeth. — Ele me poe no chão e começa a fitar o nada com o rosto todo corado.
— Você acha? — Eu não sei o porque de minhas lágrimas caírem, se são de tristeza ou decepção.
— Quer saber eu não acho, eu tenho certeza, e . . . — Ele olha para mim e seca minhas lágrimas. — Não chore isso me doí o coração, eu te amo muito Lizzy.
As lágrima ainda teimavam em cair, mais ele as secava. Eu o abracei com todas as minhas forças e ele retribuiu na mesma intencidade.
— Lizzy eu sou um guardião do gelo, faço maravilhas ao redor das crianças, faço todas se divertirem. Mas a pergunta que eu te faço é, deixe eu ser o seu guardião, protege-la de tudo e de todos, pois pode ter certeza de uma coisa, eu nunca vou deixa-la sozinha, nunca.
— Promete?
— Prometo. — Ele me fitou e me deu um beijo na testa e logo em seguida nos meu lábios.
Eu já podia ter a certeza de novo, eu o amo, ele me ama, e só isso basta.
Nos separamos para recuperar um pouco de ar.
— Eu queria te fazer um convite.
— Que convite?
— Bem como está bem cedo, poderiamos passar a tarde toda vendo como são os ultimos preparativos do Natal.
— Peraí, vamos ver o Noel? -Falei cheia de alegria.
— Claro mais só se você quiser.
— Sim, sim. Podemos ir tipo, agora?
— Uhum vamos?
Concordei com a cabeça e ele tirou alguma coisa do bolso da calça e atirou no chão, fazendo um portal mágico branco aparecer. Ele andou até o porta e me ofereceu a mão para eu ir junto com ele.
— Se segure bem ok?
Me agarrei bem a ele e entramos no portal.
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