Notas iniciais
Me empolguei nesse kkk

Nunca fui o tipo de garota sonhadora que ficava em casa sentada esperando o príncipe encantado, nunca fui de acreditar em amor a primeira vista, em destino — tudo sempre foi uma grande bobagem para mim, se em algum tempo atrás eu estivesse relatando a mim mesma, jamais acreditaria que eu mudaria toda a minha opinião com apenas um olhar... Mas não era qualquer olhar, foi o olhar do Bernardo que foi de encontro ao meu.
Tudo começou quando eu estava a acreditar que a minha vida havia desmoronado, porém, era apenas o começo de algo muito maior que eu poderia imaginar. Meu nome é Lys, sempre frequentei uma escola normal como qualquer pessoa. Eu não recordo de possuir muitos amigos, mas, existiam duas em especial Sofia e Carol, essas duas me acompanhavam em tudo – até nas loucuras dos meus pais de me mandarem para um colégio militar... Meu pai, meu avô, meu bisavô e meu tatá... E alguma coisa e o resto todo foram militares, era uma tradição de família maravilhosa que os homens levavam a sério, porém, eu nasci para estragar uma geração inteira, já que sou filha única – não vou negar que eu fiquei até bem feliz em ter sido posta no mundo como menininha e ter me livrado disso, porém, a minha alegria durou bem pouco – bem pouco mesmo, no meu caso, dias. Em um lindo dia meu pai descobriu que o atual dono do colégio era um grande amigo dele e que o informou que foi aberta uma turma para meninas, desde então, eu não era a “Maysa”, mas o meu mundo caiu. Ficar presa em um colégio durante 1 ano inteiro e ter apenas alguns finais de semana livres e ainda mais um lugar cheio de regras, pessoas novas – isso tudo estava sendo um torturante pesadelo.
“Pai! Pai, me escuta! O senhor joga em cima de mim expectativas demais e se eu não conseguir corresponder?! Militar não é bem uma carreira que eu queria seguir pra minha vida.” Eu já dizia com impaciência.
“Filha, é uma tradição tão linda de família – pense em mim, pense nos seus avôs. Quando eu falei com o Henrique e descobri que era ele o dono do colégio, eu achei uma oportunidade única de ver a minha filha dando continuidade a um sonho da família, a um sonho meu e suas amigas vão estar com você filha, não vai ser ruim – imagina quem vai a um lugar e já chega sozinho.” Meu pai dizia.

* Apesar do meu pai ter sido criado com essa postura militar, ele tinha um olhar tão doce que era impossível dizer “não” a ele.

“Minha princesa, ele tem um filho que já deve estar um belo rapaz, vocês eram tão amigos quando crianças, sempre achei que ele seria seu primeiro namoradinho, vai que por lá vocês se encontram...” Dizia a minha mãe, e antes que ela terminasse eu já respondi sem pensar duas vezes: “Perae, muita calma nessa hora! O Pai quer que eu vire um homem, a mãe quer me desencalhar... Mãe, eu não lembro nem o que eu comi agora pouco, imagine de um fulano que eu conheci quando criança – a senhora tá exigindo demais da minha memória e sabes muito bem o que eu penso do amor, acho tudo isso um lixo, não acredito que exista um cara homem suficiente que me aguente – tenho outras prioridades e um ‘boy’ não seria uma delas, sinto muito te decepcionar. E pai... Tudo bem, eu aceito, eu vou fazer isso por você – afinal, as meninas estarão lá também, pode não ser tão ruim assim.”
“Essa é minha filha, não é pra pensar em namoro agora mesmo, você tem que se dedicar a sua carreira e eu já providenciei tudo. Suas amigas estão vindo dormir aqui, sua mãe e eu vamos aproveitar e viajar em uma 15º Lua de mel, o ônibus do colégio vem buscar vocês, não terão que se preocuparem com isso.” Dizia meu pai todo orgulhoso.
A única coisa que vinha na minha mente, era: ”Onde eu fui amarrar o meu jegue.” Meu pai era assustador quando ele queria, ele resolvia as coisas de maneira absurdamente rápida, mas eu o admirava demais – principalmente pelo fato dele nunca ter deixado o amor dele morrer por minha mãe, ele sempre estava tentando inventar um jeito diferente de fazer uma surpresa para ela, não caiu na mesmice a união de anos deles. Quando eu estava tentando me preparar psicologicamente, Carol e Sofia chegaram de malas quase prontas.
“Eu só acho que você está eternamente em dividas com a gente.” Dizia Sofia com ar irônico.
“Pode ter certeza que eu já estaria no além sem vocês para me ajudarem a superar.” Eu dizia
“Deixa de drama — Só ame a gente e também não seria nada mau se você lambesse o chão que pisamos, feito isso nós podemos esquecer o ocorrido.” Dizia Carol aos risos.
“Filha, seu pai e eu já arrumamos as malas e estamos indo ao aeroporto! Eu espero que as senhoritas já estejam com tudo pronto, pois amanhã o ônibus escolar vem bem cedo, dê o beijo da mamãe, meu neném está crescendo.” Dizia minha mãe toda babona
Ao julgar pelo o olhar da Sofia e da Carol, eu já poderia imaginar o que elas estavam a pensar, que eu ainda era o bebê da minha mãe – o pior é que elas estavam certas mesmo, minha mãe tinha um cuidado imenso comigo eu não reclamava afinal eu sabia que eu significava o “milagre” da minha mãe, os médicos sempre disseram que ela não poderia engravidar e eu surgi. Então esse amor excessivo não me incomodava, eu até achava bonitinho da parte dela.
A única coisa que eu não conseguia digerir eram as mudanças que estavam acontecendo, essa mudança tão radical não estava se encaixando! Mas eu não poderia fazer nada, então bola pra frente e acreditar que isso vai dar certo.
Meus pais logo viajaram, Carol, Sofia e eu ficamos sozinhas para terminar de arrumar as coisas ou começar a arrumar tudo .
“Isso é demais, seus pais confiam muito na gente — deixaram a gente aqui sozinhas tomando de conta da casa tem mais ou menos uns 5 minutos e ainda não quebramos NA-...” Antes que Sofia terminasse a sua fala, desastrosamente ela fez o vaso preferido da mamãe balançar e ficar a beira da mesa.
“Pelo amor de Deus!”Eu gritei desesperada
“ A minha mãe ama esse vaso é mais antigo do que todas as minhas avós juntas, sai daí Sofiazinha, por favor. “
“Calma! Você tá muito estressadinha, relaxa mais que o nosso inferno astral está só começando” Dizia Sofia
“Ei, você nem tocou no assunto desde que chegamos.. E aquele seu príncipe que você tanto conversa hein? Como estão as coisas? Ele já mostrou quem era?!” Perguntava Carol
“Quem diz calma agora sou eu, você está muito atordoada! Respira fundo! Ele não é e nunca será meu príncipe, você tá cansada de saber que eu não acredito nessas coisas! Ele não me mostrou ainda, enviei uma foto minha... Mas não recebi resposta e outra, nós apenas conversarmos, ele é bom ouvinte diferente das duas mocinhas que estão na minha...” Eu respondia antes de ser interrompida por Sofia.
“O que tem pra comer? To com fome!” Dizia Sofia
... “Diferente das duas mocinhas que estão na minha frente.” Eu sussurrei

Sofia e Carol caminharam para cozinha enquanto meus pensamentos fixavam em uma única pessoa, a pessoa a qual me fazia dormir (ou nem dormir) altas horas, a pessoa que eu tinha como um melhor amigo sem nunca ter visto pessoalmente ou ao menos escutado a sua voz. Às vezes eu tinha a impressão de estar pirando e isso era fato, conversar com uma pessoa que não conhecemos é um risco, e se o cara quisesse dar um fim em mim em um matagal?! (Ok, Lys! Você viajou legal agora!)
O fato é que estava uma confusão dentro de mim,eu não sabia distinguir os meus sentimentos eu nem lembro de alguma vez ter sentido um sentimento por alguém exceto pais, amigas, animais e comida! Eu poderia estar entrando em uma fria, mas no fundo eu sempre gostei de uma aventura e se fosse uma que valesse a pena, tudo bem se eu ficasse congelada.

Nunca fui o tipo de garota sonhadora que ficava em casa sentada esperando o príncipe encantado, nunca fui de acreditar em amor a primeira vista, em destino — tudo sempre foi uma grande bobagem para mim, ese há alguns meses atrás eu estivesse relatando isso a mim mesma, jamais acreditaria que eu mudaria toda a minha opinião com apenas um olhar... Mas não era qualquer olhar, foi o olhar do Bernardo que foi de encontro ao meu.
Tudo começou quando eu estava a acreditar que a minha vida havia desmoronado, porém, era apenas o começo de algo muito maior que eu poderia imaginar. Meu nome é Lys, sempre frequentei uma escola normal como qualquer pessoa. Eu não recordo de possuir muitos amigos, mas, existiam duas em especial Sofia e Carol, essas duas me acompanhavam em tudo – até nas loucuras dos meus pais de me mandarem para um colégio militar... Meu pai, meu avô, meu bisavô e meu tatá... E alguma coisa e o resto todo foram militares, era uma tradição de família maravilhosa que os homens levavam a sério, porém, eu nasci para estragar uma geração inteira, já que sou filha única – não vou negar que eu fiquei até bem feliz em ter sido posta no mundo como menininha e ter me livrado disso, porém, a minha alegria durou bem pouco – bem pouco mesmo, no meu caso, dias. Em um lindo dia meu pai descobriu que o atual dono do colégio era um grande amigo dele e que o informou que foi aberta uma turma para meninas, desde então, eu não era a “Maysa”, mas o meu mundo caiu. Ficar presa em um colégio durante 1 ano inteiro e ter apenas alguns finais de semana livres e ainda mais um lugar cheio de regras, pessoas novas – isso tudo estava sendo um torturante pesadelo.
“Pai! Pai, me escuta! O senhor joga em cima de mim expectativas demais e se eu não conseguir corresponder?! Militar não é bem uma carreira que eu queria seguir pra minha vida.” Eu já dizia com impaciência.
“Filha, é uma tradição tão linda de família – pense em mim, pense nos seus avôs. Quando eu falei com o Henrique e descobri que era ele o dono do colégio, eu achei uma oportunidade única de ver a minha filha dando continuidade a um sonho da família, a um sonho meu e suas amigas vão estar com você filha, não vai ser ruim – imagina quem vai a um lugar e já chega sozinho.” Meu pai dizia.

* Apesar do meu pai ter sido criado com essa postura militar, ele tinha um olhar tão doce que era impossível dizer “não” a ele.

“Minha princesa, ele tem um filho que já deve estar um belo rapaz, vocês eram tão amigos quando crianças, sempre achei que ele seria seu primeiro namoradinho, vai que por lá vocês se encontram...” Dizia a minha mãe, e antes que ela terminasse eu já respondi sem pensar duas vezes: “Perae, muita calma nessa hora! O Pai quer que eu vire um homem, a mãe quer me desencalhar... Mãe, eu não lembro nem o que eu comi agora pouco, imagine de um fulano que eu conheci quando criança – a senhora tá exigindo demais da minha memória e sabes muito bem o que eu penso do amor, acho tudo isso um lixo, não acredito que exista um cara homem suficiente que me aguente – tenho outras prioridades e um ‘boy’ não seria uma delas, sinto muito te decepcionar. E pai... Tudo bem, eu aceito, eu vou fazer isso por você – afinal, as meninas estarão lá também, pode não ser tão ruim assim.”
“Essa é minha filha, não é pra pensar em namoro agora mesmo, você tem que se dedicar a sua carreira e eu já providenciei tudo. Suas amigas estão vindo dormir aqui, sua mãe e eu vamos aproveitar e viajar em uma 15º Lua de mel, o ônibus do colégio vem buscar vocês, não terão que se preocuparem com isso.” Dizia meu pai todo orgulhoso.
A única coisa que vinha na minha mente, era: ”Onde eu fui amarrar o meu jegue.” Meu pai era assustador quando ele queria, ele resolvia as coisas de maneira absurdamente rápida, mas eu o admirava demais – principalmente pelo fato dele nunca ter deixado o amor dele morrer por minha mãe, ele sempre estava tentando inventar um jeito diferente de fazer uma surpresa para ela, não caiu na mesmice a união de anos deles. Quando eu estava tentando me preparar psicologicamente, Carol e Sofia chegaram de malas quase prontas.
“Eu só acho que você está eternamente em dividas com a gente.” Dizia Sofia com ar irônico.
“Pode ter certeza que eu já estaria no além sem vocês para me ajudarem a superar.” Eu dizia
“Deixa de drama — Só ame a gente e também não seria nada mau se você lambesse o chão que pisamos, feito isso nós podemos esquecer o ocorrido.” Dizia Carol aos risos.
“Filha, seu pai e eu já arrumamos as malas e estamos indo ao aeroporto! Eu espero que as senhoritas já estejam com tudo pronto, pois amanhã o ônibus escolar vem bem cedo, dê o beijo da mamãe, meu neném está crescendo.” Dizia minha mãe toda babona
Ao julgar pelo o olhar da Sofia e da Carol, eu já poderia imaginar o que elas estavam a pensar, que eu ainda era o bebê da minha mãe – o pior é que elas estavam certas mesmo, minha mãe tinha um cuidado imenso comigo eu não reclamava afinal eu sabia que eu significava o “milagre” da minha mãe, os médicos sempre disseram que ela não poderia engravidar e eu surgi. Então esse amor excessivo não me incomodava, eu até achava bonitinho da parte dela.
A única coisa que eu não conseguia digerir eram as mudanças que estavam acontecendo, essa mudança tão radical não estava se encaixando! Mas eu não poderia fazer nada, então bola pra frente e acreditar que isso vai dar certo.
Meus pais logo viajaram, Carol, Sofia e eu ficamos sozinhas para terminar de arrumar as coisas ou começar a arrumar tudo .
“Isso é demais, seus pais confiam muito na gente — deixaram a gente aqui sozinhas tomando de conta da casa tem mais ou menos uns 5 minutos e ainda não quebramos NA-...” Antes que Sofia terminasse a sua fala, desastrosamente ela fez o vaso preferido da mamãe balançar e ficar a beira da mesa.
“Pelo amor de Deus!”Eu gritei desesperada
“ A minha mãe ama esse vaso é mais antigo do que todas as minhas avós juntas, sai daí Sofiazinha, por favor. “
“Calma! Você tá muito estressadinha, relaxa mais que o nosso inferno astral está só começando” Dizia Sofia
“Ei, você nem tocou no assunto desde que chegamos.. E aquele seu príncipe que você tanto conversa hein? Como estão as coisas? Ele já mostrou quem era?!” Perguntava Carol
“Quem diz calma agora sou eu, você está muito atordoada! Respira fundo! Ele não é e nunca será meu príncipe, você tá cansada de saber que eu não acredito nessas coisas! Ele não me mostrou ainda, enviei uma foto minha... Mas não recebi resposta e outra, nós apenas conversarmos, ele é bom ouvinte diferente das duas mocinhas que estão na minha...” Eu respondia antes de ser interrompida por Sofia.
“O que tem pra comer? To com fome!” Dizia Sofia
... “Diferente das duas mocinhas que estão na minha frente.” Eu sussurrei

Sofia e Carol caminharam para cozinha enquanto meus pensamentos fixavam em uma única pessoa, a pessoa a qual me fazia dormir (ou nem dormir) altas horas, a pessoa que eu tinha como um melhor amigo sem nunca ter visto pessoalmente ou ao menos escutado a sua voz. Às vezes eu tinha a impressão de estar pirando e isso era fato, conversar com uma pessoa que não conhecemos é um risco, e se o cara quisesse dar um fim em mim em um matagal?! (Ok, Lys! Você viajou legal agora!)
O fato é que estava uma confusão dentro de mim,eu não sabia distinguir os meus sentimentos eu nem lembro de alguma vez ter sentido um sentimento por alguém exceto pais, amigas, animais e comida! Eu poderia estar entrando em uma fria, mas no fundo eu sempre gostei de uma aventura e se fosse uma que valesse a pena, tudo bem se eu ficasse congelada.