Notas iniciais
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09:30min da manhã/sábado – Casa da Lys

“Que horas que esse ônibus vem buscar a gente?” Questionava Carol

“Meu pai brincou dizendo que era antes do galo cantar, não entendi muito bem e não sei qual hora o galo canta! Nem sabia que ele fazia parte do “The Voice”. Eu respondia


“Normalmente um ônibus escolar busca os alunos 7:30, 08:00... dever ser por volta disso.” Dizia Carol quando fomos interrompidas pelo desespero da Sofia.
“Cadê? Cadê? Quem pegou?” Sofia berrava

“Cadê o que criatura?! O que você perdeu?” Carol questionava

“A minha calcinha da Pucca gente! Sumiu! Foi alguma de vocês que pegou? Pode falar, eu não vou ficar brava... Mentira! Vou sim, mas pode falar!” Sofia desesperada continuava a falar

“Espera, calma! Por que você acha que íamos pegar uma calcinha sua? Ainda mais uma da Pucca? Isso é ridículo, você tá louca.” Eu tentava explicar

“Gente é a minha calcinha da sorte, não posso ir ao colégio sem ela... Me ajudem!” Sofia continuava desesperada

“Na boa? Sofia, você deixa qualquer ser vivo louca! Eu vou abrir a janela pra entrar um ar aqui” Carol dizia.

Carol abriu a janela e deitou no sofá, a Sofia ficou revirando a mala que nem uma louca. Fui me aproximando da janela pra pegar um ar, quando vejo algo suspeito – não aguentei e tive uma crise de riso.
“Oh, Sofia! Vem aqui! Aquela ali não é a sua calcinha? Tipo, aquela calcinha que tá na boca do cachorro da vizinha? Corre aqui Carol.” Eu dizia tentando parar de rir.

“Tá de brincadeira! Eu vou fazer esse cachorro de casaco! Gente ele tá brincando com a minha calcinha... eu vou lá.” Sofia saiu correndo.

“Tão mais fácil comprar outra! Sofia... Sofia... Volta aqui!” Carol gritava e corria ao mesmo tempo atrás de Sofia, enquanto eu continuava a controlar meus risos.

Quando Sofia chegou ao local e tentou se aproximar, o cachorro começou a latir e começou uma calcinha de guerra, digo, um cabo de guerra que persistiu por minutos – até que eu comecei a escutar o grito das duas e as vi correndo, resolvi ver o que estava acontecendo – ao chegar no local me deparo com Sofia e Carol em cima de caixotes e fiquei confusa.

“Por que vocês estão aí em cima?” eu perguntava com receio da resposta

“Esse cachorro é louco! Não faz movimentos bruscos e sobe aqui devagar, bem devagar.” Sussurrava Sofia

Ao me virar, deparei-me com um cachorro da raça Pincher com seus olhinhos crescidos encarando os meus.
“Sério que tudo isso é por causa dele? De verdade?” Eu custava a acreditar

“Tenta tirar de perto dele pra você vê o que te acontece.” Carol desafiava

Fui aproximando-me lentamente e quando tentei tirar a calcinha dos dentes dele, eis que surge um Pit Bull enorme o protegendo — rapidamente pulei por cima dos caixotes que não aguentou por muito tempo nosso peso. Fomos despencando uma a uma lentamente até cairmos na lama, o cachorro aproximou-se da Sofia, jogou a calcinha na cara dela e ainda colocou terra por cima, ficamos uns 5 minutos encarando uma a outra e caímos na gargalhada.

"Tô suja, arranhada, com medo e roxa! Mas, ao menos, tenho minha calcinha de volta." Sofia dizia alegremente

Eu estava começando a acreditar que realmente era o inicio do nosso inferno astral.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.