Quando Menos Esperar

1 Capítulo 1 - Piloto


Notas iniciais
"O destino é o que baralha as cartas, mas nós somos os que jogamos."- William Shakespeare

Era noite de sexta-feira, quase na hora de sair. Quem recusa uma diversão para estrear o fim de semana? Eu não!

Amigos, conversas, álcool, cigarros e curtição. Mal sabia que minha vida estava prestes a mudar.

Quando o vi sentado na cadeira da bancada do bar, sozinho observando o que acontecia na boate, e levando aos seus lábios lentamente um copo de whisky, fiquei vidrado no quão era belo. Meus amigos decidiram ir dançar, o DJ da noite estava empolgado tocando somente os hits que animava a galera de tal forma, mais fiquei no canto sentado, apenas observando aquele cara. O que me chamou tanto a atenção assim? Até agora não sei responder.

Nunca tive coragem de tomar iniciativas, talvez por medo de ser rejeitado, mais naquela noite precisava pelo menos sentir o cheiro de seu perfume. Fui até o bar para beber algo, pedi uma dose de tequila para me animar um pouco. Sentei ao lado dele na maior cara de pau, houve uma troca de olhares por um instante mais nada que possa considerar que ele estava afim de algo, até mesmo conversa. O atendente do bar parou na frente dele e disse:

– Mais uma dose?

Ele olhou para o atendente, depois para o copo e respondeu:

– Sim, dose dupla!

E eu fiquei apenas na espreita ouvindo e observando, como se não quisesse nada. Ele percebeu que não parava de olhar.

Assim que o atendente encheu seu copo, disse:

– Quero uma dose de tequila também!

O bar tender olhou para ele e respondeu:

– Beleza, mais não vá ficar bêbado em!

Olhando para mim respondeu:

– Não é para mim, é para ele!

Fiquei paralisado, não sabia o que falar obviamente eu recusei e ele empurrou o copo lentamente na minha direção e perguntou:

– Qual é o seu nome?

Na hora pensei “pronto o cara misterioso decidiu tomar atitude”. Por uns instantes apenas olhei para ele, mais percebi que precisava dar um sinal de que ainda estava bem e falei:

– Ok.

Virei a tequila em um único gole.

– Adam.

Ele sorriu e disse:

– Nome bonito. Me chamo Pedro.

No mesmo momento me perdi em seus olhos castanhos mel e agradeci pelo “nome bonito” sorrindo.

Pedro se inclinou um pouco para frente, seu perfume era meio amadeirado com um toque diferente, não sabia descrever. A minha vontade era de passar a mão nos cabelos negros e curtos e sentir o sabor de seus lábios, mais ainda não havia bebido o suficiente para cometer certos atos e pedi mais uma dose de tequila. Por um instante pensei que ele me achará um idiota por fingir não saber o que estava acontecendo, mas virei o copo com tequila novamente.

Ele se levantou para arrumar a calça e a jaqueta de couro e se sentou mais próximo de mim. Parecia que haviam desligado o ar condicionado, o calor estava insuportável, mais não era o ar. O clima havia esquentado, cada vez mais próximo de mim, ele pousou a mão sobre minha perna, não aguentei e posicionei a minha levemente em seu rosto, consegui sentir sua barba mal feita e o acariciei beijando-o lentamente, seus lábios eram macios e me enlouqueceram, beijei-o com mais intensidade enquanto ele me apertava e passava a mão pelo meu corpo, ele se levantou e perguntou:

– Vamos dançar?

Nem o respondi, simplesmente levantei e o segui.

…