Quando Há Desejo
15 Capitulo 15.
Notas iniciais
Saio do escritório junto com Christian, me sinto aliviada em me acertar com ele e Ana, nunca imaginei que pudesse estar afastando Phoebe do pai. E nunca foi minha intenção. Uma duvida rondava minha cabeça mas a espantei e me obriguei a lembrar o caminho para o quarto de Theodore.
Após andar um pouco encontrei o quarto. A casa era realmente grande. Entrei de mansinho no quarto e ele estava falando ao telefone, desviou seu olhar até mim e sorriu de quanto, depois voltou a sua expressão séria.
—Espere um minuto...—Diz focando em mim novamente.—Vamos passar a noite aqui. Gostaria que Brian traga alguma coisa, fora suas roupas?— Fiquei um pouco irritada de ele não me consultar mas me forcei a falar.
—Ele vai mexer na minha mala?
—Não.—Ele estreitou levemente os olhos.
—Meus óculos, estou com uma irritação nos olhos.
— Ok. —Voltou sua atenção para o telefone. Inspirei fundo.
—Onde está meu celular?—Perguntei, me toquei que havia o deixado assim como minha bolsa para trás. Ele apontou para uma poltrona azul escura e localizei os dois lá. Peguei o aparelho e comecei a fingir que fazia algo importante. As vezes quando me sinto deslocada faço isso. E nesse momento eu estava me sentindo como no meu primeiro dia de aula na faculdade. Vi que havia muitas chamadas perdidas e mensagens, suspirei.
—Ligamos para você.
—Estou vendo.—Bloqueei o celular e me sentei ao seu lado na cama. Ele segurou minha cintura e me puxou para próxima dele.
—Como foi a conversa?
—Estranhamente agradável.—Disse fazendo-o rir alto.
—Meu pai não é mau. Só estava irritado.
—Ele pode ser assustador.—Disse rindo. Meus olhos arregalaram e meu coração disparou. De repente ele estava por cima segurando minha cintura. Me olhou intensamente nos olhos como se me predasse.
—Mais do que eu?—Disse sorrindo de canto. Não conseguia tirar meus olhos do seus. Meu Deus. Suspirei me obrigando a pensar em alguma coisa.Ele aproximou mais seu rosto do meu e ainda com os olhos no meu mordeu meu lábio inferior, puxando o pra cima junto do seu. Desceu e começou a trilhar beijos até minha orelha, fazendo com que eu perca o contato visual. Seu hálito quente contra minha orelha me fazia estremecer. Puxei o ar com dificuldade.—Hein?—Chupou minha orelha me fazendo arfar.
—N-não.
—Bom.—Sua voz saiu rouca. Ele ergueu o rosto me olhou nos olhos novamente.Sua mão que estava em minha cintura subiu passando lentamente pelo contorno do meu corpo até chegar em meu rosto. Ele acariciou meu rosto mas quando ia me beijar a porta se abriu, pulei e olhei em direção da mesma.
—A meu Deus! Me desculpem, não foi minha intenção...eu...oh meu Deus...Só queria trazer chocolate quente para você, me desculpem, eu vou me retirar.—Ana olhou pra baixo e andou para trás.
—Não, Ana, me desculpe...—Disse fazendo força para empurrar Theodore que ainda estava em cima de mim. Ele continuava fortemente resistente. Larguei os braços para depois voltar com um impulso mais forte fazendo-o tombar para o lado.Ele estava rindo. Filho de uma...mãe boa.Levantei me largando-o sorridente na cama e caminhei até onde Ana estava.—A casa é sua, você não tem que se desculpar, eu e o tarado do seu filho que temos.
—Opa! Eu estou aqui ainda!—Disse e eu me virei pra trás sorrindo.
—Eu sei que você está ai. Então Ana, me desculpe.—Ela sorriu gentilmente e me estendeu a bandeja com duas xicaras de chocolate quente e alguns biscoitos com gotas de chocolate.
—Não foi nada. Eu conheço meu filho e seu poder de sedução.—Ela riu.—Puxou o pai.—Peguei a bandeja.
—Obrigado por se preocupar senhora Grey. E nos desculpe.—Olhei para trás e constatei que ele ainda estava com os braços apoiados atrás da cabeça e sorria de canto para nós duas.
—Não foi nada Aria.—Ela se retirou e fechou a porta.
—Ela não bateu.—Disse erguendo as mãos.
—Estamos na casa dela, no mínimo devíamos ter respeito e você devia controlar essa coisa no meio das pernas!—Ele me olho e seu sorriso se entortou mais ainda.
—Você não reclama quando está no meio de suas pernas.—Minhas bochechas ficaram avermelhadas e ele gargalhou. Caminhei até a cama colocando lá. Voltei e tranquei a porta. Minha barriga roncou.
—Faz tanto tempo que não tomo um desses.—Fugi do assunto, não tinha resposta e eu odeio perder uma discussão. Caminhei novamente para cama pegando uma xícara e aspirando o cheirinho de chocolate.Sentei me ao lado se seu corpo.—Eu amo chocolate.
—Isso é algo que temos em comum.—Pegou a outra xicara repetindo meu gesto de maneira sedutora me fazendo rir.
—Do que está rindo?
—De você. A algo que você faça que não pareça extremamente atraente?—Disse e ele riu acompanhado de mim.
—Olha quem fala.—Disse e bebericou seu chocolate. Nem preciso falar da maneira que foi.—Qual a necessidade de usar uma roupa daquelas? Só de pensar em você essa madrugada...—Fez uma pausa e rosnou.—Meu pau já quer sua boceta de novo.—Minhas bochechas pinicaram mais uma vez.
—Theodore...—Sussurrei envergonhada bebericando meu chocolate quente também.
—Você também me provoca com gestos simples, sabia?—Puxou meu cabelo para lado e beijou meu pescoço.—Principalmente quando você fica com essas bochechas vermelhas. Lembro da sua bunda hoje mais cedo.Perfeita.—Mordeu meu pescoço e eu me arrepiei.Levei minha mão cegamente até sua coxa e comecei a massagear sua perna enquanto ele brinca com meu pescoço.
Sua mão que estava ao meu lado no colchão subiu até minha coxa ,depois foi até minha cintura , depois meus seios onde demorou alguns segundos e passeou livremente para se apoiar em meu pescoço em meio ao longos fios de meus cabelos. De repente ele parou o que estava fazendo.Ergueu uma mão até minha testa e sua expressão mudou.—Está quente.—Pegou minha xicara com o liquido ainda fumegante e depositou junto com a sua em cima da bandeja. Depois colocou a badeja no criado mudo.—Acho que está com febre.
Coloquei a mão em minha testa, mas parecia normal.Ele se levantou e eu continuei sentada.Olhando o caminhar para fora do quarto. Roubei um biscoito quando meu estomago reclamou novamente de fome.Eu havia me esquecido que estava com fome.Ele me faz perder a cabeça. Coloquei a mão em meus cabelos tentando achar uma solução viável para meus sentimentos. Droga, não posso me apaixonar por ele. Depois de um ano vai cada um pro seu canto, e eu? Vou estar apaixonada e quebrar a cara quando ele não retribuir meus sentimentos. Confesso que odiava ele antes, até perceber que ele foi manipulado, como quase todos que andavam a volta de Debrah.Ainda tenho um pouco de ressentimento. A sensação estranha de que não deveria confiar nele. Mas meu coração é rebelde e vive me contrariando. Não podia acontecer.Chega a me dar vontade de chorar, só em saber que eu vou ter que fingir que está tudo bem, que amanha quando chegar em seu apartamento vou ver um quadro enorme dela na sala reafirmando que ele não gosta de mim do jeito que eu gosto dele. O aperto em meu peito fica pior e coloco a mão como se fosse adiantar alguma coisa.
—Aria?—Saio de meu transe quando o vejo na porta com uma senhora.—Você está bem?—Controlo a vontade de chorar.
—Sim.—Minha voz me denuncia, engulo seco o bolo em minha garganta. Ele se aproxima com um olhar desconfiado. A senhora que estava na porta caminha até mim com ele.Ela coloca a mão sobre minha testa ternamente.
—Então Gail...
—Ela está com febre.—Disse a senhora. Tinha a voz doce e um sorriso gentil.—Eu vou buscar um remédio que vai diminuir. Não se cubra por mais frio que sinta.
—Tudo bem.—Me mantive parada, minha voz dessa vez saiu mais convicta.
Ela saiu do quarto e Theodore cruzou os braços.
—O que você tem?—Pergunta me encarando com intensidade.
—Nada.—Murmuro e pego mais um biscoito. Ele se aproximou e abaixou na minha frente.
—Fala para mim...—Segurou meu queixo e ergueu olhando em meus olhos.
—Não foi nada, apenas um pouco de nostalgia.—Minto na cara de pau. Ele se senta ao meu lado e passa o braço por meus ombros se deitando e me puxando para junto dele. Tudo pareceu pesar e inconscientemente comecei a chorar e agarrei sua cintura. Ele começou a acariciar meus cabelos e minhas costas. Afundo minha cabeça em seu peito sentindo o perfume amadeirado e másculo dele. Escuto um pigarreio e logo depois a voz doce da senhora se fez presente.
—Está tudo bem?
—Está...sobre controle.
—Vou deixa-los a sós. O remédio e agua estão aqui, é para ela tomar oito gotas. —Me aconchego mais nos braços de Theodore enquanto escuto a senhora sair e encostar a porta.
—Acho melhor você tomar o remédio. —Diz me empurrando levemente. Me separo de seu corpo e me sento, ele pega o copo e pinga as oito gotas misturando com um pouco da água do outro e me entregando. É horrível. Amargo. Depois de eu terminar e gesticular com a mão ele me entrega o copo da água rindo da minha careta. —Quem mandou a senhorita sair na chuva? —Voltou a rir. Até fazendo isso ele era sexy. — Você está vermelha... —Ele riu de novo. — Sua bochecha... —Ele acariciou minha bochecha. — Seu nariz... —Passou a mão por meu nariz e desceu. —E seus lábios. —Acariciou meus lábios e se aproximou. Minha garganta ficou seca. Seus dedos desceram para meu queixo puxando me para seus lábios tocaram o meu e eu apertei o copo com medo de esquecer e derruba-lo na cama. Ele aprofundou nosso selinho. Não sabia o que fazer com o bendito copo! Minha vontade era agarrar seu pescoço, puxar seus cabelos ou algo do gênero. Senti sua língua pedir passagem e aceitei, o que me fez ficar mais desesperada ainda. Mas do nada ele parou e ficou distante. Um clima estranho ficou no ar e eu bebi minha água. Minha barriga roncou novamente e ele deve ter ouvido já que riu baixinho e me empurrou a bandeja comeu um biscoito. Então comecei a comer os biscoito com ele.
—Então...vamos falar de alguma coisa...—Comecei tentando amenizar ainda mais o clima.
—Tipo o que?—Pergunta franzindo o cenho.
—Ah sei lá! Que tal fetiches?—Foi a primeira coisa que veio na minha cabeça. Ele parou e me analisou então começou a rir e eu não aguentei e comecei a rir junto com ele.
—Você é uma pervertida.—Me olhou sorrindo.
—Eu...—Comecei a corar.—Só queria puxar assunto.—Me justifiquei fazendo bico.
—Bom, você não vai rir?
—Por que faria isso? É tão esquisito assim?
—Não, na verdade é bem comum...mas esse assunto não deixa de ser engraçado...
—Então...
—Aeromoças. —Tentei me manter séria. Juro.Mas foi inevitável não gargalhar.—Ai! Ta vendo!
—Você tem razão, é engraçado e constrangedor, vamos mudar de assunto.
—Não.—Ele sorriu.—Você não disse o seu.
—An...acho que...—Corei mais ainda fazendo o rir.—Eu tinha um...—Ele ficou me encarando esperando a resposta.—Professor.—Suspirei e ele caiu na gargalhada.—Acho que toda adolescente fantasia com o professor e eu carrego isso até hoje.Hormonios.
—A eu também tenho fetiche por secretarias. Acho que é por causa do meu ambiente de trabalho. Você tem outro Fetiche?
—Acho que o clássico...—Disse não querendo falar mais nisso.
—Como o clássico?
—Hum...—Acho que convulsionaria a qualquer momento.—Homens fardados...—Me olhou como se pedisse para continuar.—Bombeiros...—Mordi os lábios imaginando ele vestido assim.—
Policiais...—A nova imagem erótica apareceu em minha cabeça e comecei a ficar quente, em outro sentindo. Ele estava sorrindo.—Médicos...Militares...Você sabe...
—E sexo publico?
—Sempre quis fazer em um metrô, a ideia de que posso ser pega a qualquer momento...—Mordi os lábios novamente e vi seu olhar escurecer.
—Temos fetiches parecidos...
—Você.
—Eu o que?—Pergunta visivelmente confuso.
—É um dos meus fetiches. Vou admitir que meu primeiro orgasmo não foi com você...na verdade foi...—Ele me encarou serio.
—Esclareça isso.
—Bem...eu nunca chegava lá...quando você foi passar aqueles dias em Miami, eu...me masturbei pensando em você.—Ele não estava mais tão serio.
—Então você gozou pela primeira vez fantasiando comigo?—Deitou sobre meu corpo, no meio de minhas pernas sem soltar seu peso e segurou firmemente minha cintura apertando nossos sexos um contra o outro nossos sexos. Olhei para ele e balancei a cabeça engolindo a seco o olhar que me lançou.
—Você sabe que eu estou sem calcinha né?—As palavras saíram sem que eu medisse. Ele gargalhou pendendo a cabeça para trás.
—Vamos fazer assim...Eu realizo seus fetiches e você realiza os meus.Podemos fazer isso em nosso tempo juntos.—Fez um movimento de penetração e sentir sua ereção contra meu sexo, me fazendo gemer.
—Vou foder você com a porta sem trancar. —Disse mudando de posição e se deitando atrás de mim, cobrindo nosso corpo da cintura para baixo com um lençol. Senti o abaixar minha calça e seu membro provocar minha entrada.—Ah e fica quietinha.—Dizendo isso ele entra de uma vez em mim colocando mão na minha boca.—Eu mandei ficar quietinha, vou dar um desconto, mas na próxima vez você vai ficar com essa bela bundinha vermelha.—Acariciou minha bunda e eu gemi de proposito. Ele colocou a cabeça em meu pescoço e aspirou depois passou a língua por toda extensão de meu pescoço.—Anda muito atrevida senhorita Stuart...—Para enfim me desferir um tapa. Joguei minha cabeça para trás e rebolei contra sua ereção. Uma de suas mãos segurou um de meus braços e desceu até meu pulso onde puxou o outro, segurando os dois ao mesmo tempo, passando a me puxar contra suas investidas me fazendo senti-lo extremamente fundo. Sinto que posso gozar a qualquer momento ele continua arremetendo firmemente contra mim. Estava quase gozando quando ouvi as batidas na porta. A mão de Theodore abafava meus gemido e ele não parou a penetração.—Pode entrar.—A sensação de que a qualquer segundo alguém entraria no quarto me fez ficar desesperada. Gozei assim que a porta começou a ser aberta e gritei, a senhora entrou no quarto. Senti Theodore gozar e puxar minha cintura para aproximar mais meu quadril.
—Está tudo bem?—Perguntou preocupada.
—Eu...—Recuperei o folego.—Estou com cólica.—Ela se aproximou e colocou a mão sobre minha testa.—Você não está mais com febre. Mas está suando muito. Vou buscar um copo da água para você.
—Pode trazer um para mim também?
—Claro.—Disse sorrindo. E se retirou.
—Você enlouqueceu?
—Estou te preparando pro metrô. —Disse sorrindo.
—De folga a sua secretaria baby.—Sorri maliciosa. Com certeza estava apita ao papel. É Theodore, não se surpreenda se tiver um xerox de meu traseiro em meio ao seus papeis.
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