Quando Há Desejo
11 Capitulo 11
Notas iniciais
Abro meus olhos e não focalizo as formas a minha volta, apenas vejo a claridade do sol.Sinto o peso do braço de Theodore em minha cintura.Uma leve irritação em meus olhos me alerta.Passo os dedos por meus olhos cuidadosamente retirando as lentes grudadas em meus cílios. As ajusto em meus olhos e vejo Theodore em um sono tranquilo ao meu lado.
Levanto cuidadosamente retirando levemente seus braços de minha cintura, ele apenas se move um pouco mas volta a dormir.Olho no relógio e vejo que são oito da manha, caminho tranquilamente até seu closet e pego uma de suas camisas sociais de linho.
Caminho para fora de seu quarto e desço até a cozinha, Evangeline está colocando a mesa de café.
— Bom dia Eva, posso te chamar assim?—Pergunto e ela vira sua atenção pra mim e sorri.
—Bom dia senhorita Stuart, pode me chamar assim sim.A senhorita deseja algo?
—Sem formalidades por favor, chame me de Aria.Eu gostaria que você preparasse uma bandeja de café ao invés de uma mesa.
—Claro, Aria.—Ela pareceu experimentar o nome e depois sorriu. Pegou uma bandeja de madeira clara e começou organizar colocando varias coisas, duas porções de cada coisa que tinha na mesa. Após algum segundo estava pronta.
—Obrigado, Eva.—Minha barriga roncou e ela segurou o riso. A bandeja estava pesada, mas nada impossível, subi as escadas cuidadosamente equilibrando a bandeja em meus braços.
Entrei no quarto de Theodore que ainda dormia calmamente, caminhei até a cama e coloquei a bandeja ao lado da mesma.
Subo cuidadosamente na cama e me inclino passo a mão por seu rosto, seus olhos se abrem lentamente dando o vislumbre do belo azul acinzentado ,as linhas de seus lábios formam um sorriso de canto e ele enlaça os dedos em minha nuca me aproximo levemente até encostar nossos lábios num beijo calmo, sua língua emaranha na minha em uma caricia suave, e ficamos assim até a falta de folego.
—Bom dia!—Ele murmura com a voz rouca e sonolenta.
—Bom dia!—Me virei e peguei nosso café colocando entre nós.—Fui pegar antes de te acordar.
— Passos de bailarina, eu tenho o sono leve e perceberia o menor som de seus pés contra o chão, mas você deve flutuar como uma pena.
—Eu sou uma bailarina, fiz quatro anos de balé na Royal Academy of Dance.Nos outros dois eu dei aula, era uma da melhores bailarinas de lá.
—Eu sabia que você havia entrado na academia mas não dos últimos fatos, sua vida é altamente sigilosa e tudo que pesquisei sobre eu já sabia.—Seu olhar ficou distante como se recordasse.
—Você pesquisou sobre mim?—Devo admitir que me senti confusa e até um pouco irritada.
—Não me leve a mau, é um costume do meu pai, ele me pediu um dossiê apurado sobre minha nova namorada e eu fiz.
—Me lembra meu pai.Ele não confiava e ninguém, nem na própria sombra.— Sorri com a lembrança.— Ele só queria me proteger, eu entendo seu pai.
—Nunca sabe o que ou quem vai nos fazer nessa vida né?
—Eu nunca lhe faria mal.
—Eu sei.
Comemos o resto em silencio, e certo desespero bateu em mim quando percebi que daqui três horas e meia ia almoçar com os pais de Theodore, estava bebendo suco e engasguei, mas esse era o menor dos meus problemas nesse momento.A expressão de Theodore mudou e ele pulou a meu socorro me dando leve tapas nas costas, o liquido voltou e o acesso de tosse foi cessando aos poucos.
—Você está bem?
—Seus pais.Três horas.—Disse ofegante e voltei a tossir mais um pouco.Theodore começou a rir, gargalhar na verdade.—Não tem graça nenhuma, isso é muito serio.
—Isso seria muito serio se fosse real.—Disse entre risos e eu o fuzilei com o olhar.—Não precisa ficar assim ruiva, eles não vão morder você.
—Theodore se eles não gostarem de mim será um grande problema, compreende?—Falei como se ele fosse uma criança para ver se ele entendia.
—Eles vão gostar de você.
—Eu não tenho roupa!—Choraminguei.
—Você deve ter alguma coisa em uma de suas três grandes malas, pelada você não vai, não é para tanto.Só fica calma.
—Fica calma o caralho! Eu não vou de jeans, nem de social seria deselegante da minha parte, não tenho tempo de ir ao shopping escolher uma roupa, fica calma.—Disse imitando o jeito que ele falou.— fica calma...até parece!
—Arianna! Eu to com vontade de morder essa tua língua para ver se você para de falar bobagens, fica calma porra! Quer rasgar o verbo em tão vamos rasgar, a gente vai na porra de um almoço onde vai estarão eu, você, Phoebe, Thomas, minha mãe e meu pai, não a motivo para estresse.
—E se eles não gostarem de mim?
—Quem vai casar com você é eu ou eles?
—Você.—Digo quase em um sussurro.
—Então, fim, chega de estresse.
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Assim que saio do banheiro encontrei uma caixa na cama com um recado,olho o bilhete com uma letra bem conhecida por mim.
"De:Sua fada madrinha.
Para:Minha cunhada favorita
Calma, vai dar tudo certo, Theodore me disse que você surtou, você achou mesmo que eu deixaria você na mão? Eu sou sua fada madrinha ,não? Que fada madrinha seria eu se te deixasse na mão? Espero que goste! :)"
Abro a tampa da caixa preta encontrando uma blusa branca com uma fita preta que tem um belo laço, uma saia preta e belos sapatos brancos.
Passo creme hidratante por meu corpo, visto uma lingerie branca para não marcar a blusa e depois visto a roupa e me olho no grande espelho do closet de Theodore.Ficou perfeitamente bem em meu corpo.Souto meus cabelos do coque e olho no espelho, ficar um tempo com o cabelo preso o deixou definido e acho que nem precisarei fazer nada, penteio com cuidado para não desfazer os cachos jogo o para o lado deixando minha franja certa.
Saio do quarto de Theodore e vou para oque estão minhas coisas, passo perfume e começo a fazer uma maquiagem que combine com a roupa.
—Estou te esperando lá embaixo!— Ouço a voz de Theodore abafada pela porta.
—Okay!—Digo de volta e me apresso.
Termino minha maquiagem e passo um gloss para finalizar, coloco uma corrente ,uma pulseira e um anel, pego uma bolsa tira colo e arrumo com alguns documentos e coisas femininas, me olho no espelho e constato que está bom, melhor eu descer que Theodore está esperando.
Saio rumo a sala, desço as escada e ele está de costas falando com Brian, Brian me olha de cima a baixo, fazendo Theodore se virar para fazer o mesmo. Sua boca se abre um pouco mas ele fecha e sorri.Ele está usando uma calça jeans com uma blusa branca de gola "V", um suéter preto aberto e um sapatênis preto com duas faixas laterais brancas.
—Estou pronta.—Digo controlando meu corpo e minha vós para não entregar o quão embaraçoso está sendo o olhar dos dois homens em mim.
—Ok, vamos.—Diz e pega minha mão me puxando para o elevador, descemos em silencio, eu procuro não olha lo, sei que ele está olhando para mim.Quando o elevador finalmente chega ao subsolo ele diz.—Em qual desses carros gostaria de ir?—Sorrio, ele com certeza pensa que eu não sei nada sobre carros.
—Acho que gostaria de andar naquele belo Audi R8 branco, alí.—Digo e ele une o cenho.
—Ok, vamos.—Ele ainda parecia um pouco atordoado.Entramos no carro e saímos da garagem, conforme vamos andando por Seattle ele me mostra alguns lugares.Saimos da cidade grande entrando em uma pequena rua que da acesso a vários condominios.Uma de suas mãos soltou o volante e foi para minha coxa e ele começou a fazer movimentos circulares com o dedão ao mesmo que desliza a mão para cima e para baixo.—Você está brava comigo?
—Não.—Murmuro baixinho e seguro a mão sobre a minha perna e enlaço nossos dedos o fazendo sorrir.—Estou nervosa.
—Não precisa ficar nervosa, você está perfeita.—Diz e aperta minha mão.—Não quero que entre em pânico, mas chegamos.—A sensação de borboletas em meu estomago aflorou e uma vontade de vomitar.Minha respiração pesou.Abaixei a proteção com um espelhinho e me olhei intensamente.Ele parou em frente ao grande portão da bela casa e digitou a senha, os grandes portões abriram e ele dirigiu por um caminho de pedras e parou o carro em frente a entrada da casa.
—Eu estou apresentável? Você acha que eles vão gostar de mim?—Ele não disse nada, apenas se curvou e beijou castamente meus lábios, seus dedos massageiam minha nuca e por breves minutos relaxo.Sua mão em minha coxa massageia levemente minha pele.
—Eu já disse que está perfeita.Agora vamos!
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